Passando dos “reservas morais” pro trash do thrash. Um dos falidos-mor (pra mim, duma santíssima trindade completada por Paul Ba’Ianno e Michael Kiske) do metal em todos os tempos. Anunciando turnê na América do Sul.
.
Joey Belladonna fará shows na América do Sul
O Belladona, banda liderada pelo vocalista Joey Belladonna (ex-Anthrax), iniciará uma turnê sulamericana no final de maio. Até o momento as datas vão de 29 de maio até 11 de junho passando pela Venezuela, Chile e Argentina. É aguardada a adição de uma data no Peru e, até o momento, nada foi dito a respeito de shows no Brasil.
De modo q tenho como quase certo ser show num desses picos porcos por aqui, a 20 paus de entrada – sério q o Master foi isso mesmo, Tucho? – ou nos ex-puteiros da Augusta, com bandas true daqui se ufanando de fazer show de abertura. Bah!
****
“Bah” quanto?
De fulano q foi chutado do Anthrax 20 anos atrás, e lançou 3 álbuns solos (dos quais tenho o 1º, sôfrego, “Belladonna”) passados batido, e q o último lançado data de 2003 (intitulado – oh! – “03”) e foi lançado só por site. E q os últimos últimos mesmos lançamentos foram duas (DUAS!) coletâneas, “Artifacts 1” e “2”, respectivamente há 5 e 4 anos, com material demo das músicas, fora sobras (ugh!), do homônimo de estréia… Bah!
“Broken” foi o álbum – na verdade, ep – q pôs o Nine Inch Nails no mapa. Q fez a mim e a torcida do Corinthians conhecer a “banda”. Banda entre aspas pelo fato já há muito conhecido (a ñ ser por quem esteja tendo seu 1º contato com ela via S.U.P.) de ser este um projeto todo do líder (gênio?) Trent Reznor, q em disco faz tudo e apenas ao vivo contrata uns pistoleiros de aluguel pra ajudar na execução. A la Jeff Waters.
Claro q quem já era fã já conhecia “Pretty Hate Machine” (q eu mesmo já tinha gravado em fita, anteriormente a gravar este aqui, no lado a da fita em q gravei “The Razor’s Edge” do AC/DC, e nunca dera bola), a obra inicial de uma proposta q sempre visou fundir peso metálico e macetes eletrônicos. E q acho um álbum de estréia apenas digno do epíteto “álbum de estréia” por, a despeito de ainda ter sons atualmente em set-list (uns 2 ou 3) e da produção excelente, apresentar a proposta híbrida ainda incipiente.
“Broken”, em termos de PESO, põe o anterior no bolso. E é tb menos eletrônico: sendo portanto suficientemente palatável a quem ainda considera sons eletrônicos como ‘ñ-música’ e ruídos vãos. Por outro lado, em comparando com os álbuns posteriores, parece-me ter sido abandonado na proposta pesada. Ao menos um tanto: “The Downward Spiral”, álbum seguinte, colocou o NIN nas paradas (tem hits por outros regravados, e tudo), mas produção demasiado requintada, ñ tão visceral e, dali pra diante Reznor só fez aprofundar uma conduta ainda mais atmosférica, ñ tão assimilável de cara, alternando peso, climas e eletronices em medidas austeras. Edificando e mantendo-se imerso num casulo todo próprio.
Q alguns podem até depreciar chamando de repetição e esgotamento de proposta enquanto outros mais benevolentes (fãs) considerarão encontro e manutenção dum estilo próprio e único. De qualquer modo, enquanto no 1º prevalece o eletrônico, neste o peso. Se a questão é avaliar a obra posterior como mais equilibrada, fica livre o julgamento. A receita metal + eletrônico, com um quê de industrial, tb ñ era assim novidade: Christian Death já o fazia (porcamente) havia tempos e, pra detratores afeitos, fica aqui a dica de se ouvir Skinny Puppy [S.U.P. em mar/04], projeto canadense vindo dos 80’s q já misturava de modo mórbido – muitas de suas letras são tratados splatter dos mais dignos – e incômodo batidas, dissonâncias e ruídos, mas q na comparação com Reznor (tão fã e devoto deles q um de seus integrantes, Dave Ogilvie, é figurinha carimbada em remixes e versões de sons do NIN) eram/são mais perturbados e programadores do q músicos. Reznor sabe tocar e compor um pouco mais.
Algo extramusical q tb explica o surgimento de Reznor é o CONTEXTO no qual o NIN surgiu. Aquele q, entre 1991 e 1995 consagrava bandas ou entes tendendo ao psicopata e à imagem perturbada, de gente ñ só com cara de mau, mas com histórico, prescrição de carbolítio ou postura supostamente corroborativas disso. Foi quanto despontou no cinema o Quentin Charantino, “Assassinos Por Natureza” (em q Reznor colaborou costurando a trilha sonora oficial, ñ sem enfiar 3 sons próprios ali) causou espécie e, no musical, apareceram Ministry (de marketing misantrópico), Tool (meio ‘síndrome do pânico à venda enquanto arte’), Pantera (ou alguém ñ considera Phil Anselmo o protótipo – e nome – do sociopata à venda na mídia?) e até, fora dos limites do metal, Tori Amos (e as tentativas pop-patéticas de replicá-la em Alanis Morichatta – teen revoltada na TPM – e Fiona Apple), Barbie Manson (psicopata farofa, produzido por Reznor inclusive), Alice In Chains (q nem foi esse estouro todo) e a via-crúcis midiática q envolveu e precedeu o suicídio de Kurt Cobain.
Reznor surgiu aí como (mais) um ícone do sujeito perturbado, depressivo, desenganado e q opera catarses ñ apenas particulares via sons, vídeos e álbuns. Eu mesmo ñ me excluo nisso: por conta de “Wish” (som e vídeo) e “Happiness In Slavery” (vídeo), fora o show deles transmitido do Woodstock 94 (com os sujeitos se trombando e se agredindo em pleno palco – ou alguém pensa q o Slipknot é q criou isso? – e destruindo teclados após teclados), o Nine Inch Nails – q tb considero um puta NOME – foi minha banda preferida de todos os tempos por uma semana…
Mas ñ só de imagem e marketing obscuro cultivado q o NIN até hoje se sustenta. (Bota cultivado: enquanto gravava “The Downward Spiral”, Reznor tratou de divulgar fazê-lo na mansão onde Charles Manson e seus discípulos assassinaram Sharon Tate). Ñ seria nada isso ñ houvesse algum teor musical lastreando.
****
“Broken” é um ep de 6 músicas q na verdade contém 8. Era ainda início da ‘era cd’ e brincadeiras com faixas escondidas ainda comoviam. Pq, passada “Gave Up”, o aparelho ainda ficava tocando faixas e faixas curtas sem nada, até desembocar nas de número 98 e 99 contendo “Physical” e “Suck” de bônus.
Tb é álbum q requer um espírito livre da parte de quem ouve, sobretudo ouvidos mais musicais e/ou acostumados a ouvir guitarras em escalas e padrões mais reconhecidos. Pq ñ sendo assim, “Pinion” e “Help Me I Am In Hell”, meio vinhetas do material, serão mal julgadas ou descartadas. A 1ª é como uma introdução pro álbum mesmo, com 3 acordes (ou 1 acorde processado em efeito) saturados de guitarra repetidos num crescendo q desemboca em “Wish”, enquanto a 2ª é instrumental curtinha, feita de ambiências e harmônicos guitarrísticos um tanto abafados (!?) formando uma melodia ñ tão simétrica.
“Wish” é praticamente um marco na mistura entre eletrônica e peso. Percebe-se bateria acústica e eletrônica mescladas, ruídos e ambiências somadas às guitarras, no mais duma distorção impressionante (e q a produção quase ñ abafou as batidas) e vocais saturados q Reznor consagrou. Gosto da parada abrupta existente ao fim da 1ª estrofe, q causa impressão do cd ou o aparelho de som pifando. Refrão forte e partes diferentes alternando entre cadenciado e mais rápido tornam-na até assimilável. Tanto q o clipe (todo escuro, com os caras tocando numa jaula e o público invadindo) fez parte dos disk-mtv’s da vida. Ainda q Pantera e Ministry, citados, tb, em época em q até Iron Maiden [S.U.P. set/06], Metallica, Sepultura e Megadeth usufruíram de sucesso comercial (acho q só o Slayer – o q ainda hoje ñ entendo – ñ conseguiu se vender…).
“Last”, por sua vez, considero a maior contradição aqui. Soa-me como composta pra single, uma vez q é a q tem estrutura mais linear e riffs mais assimiláveis (fora um tanto clichês de hard rock). Só q ñ funciona: apesar do peso e saturação guitarrística, faltam-lhe as camadas de som (e instrumentos q parecem ora mais perto ora mais longínquos) simultâneas e o caos de q se compõem as demais. Pra quem conhece “Psalm 69” (Ministry), comparo-a como a “Hero” ou os sons dali posteriores a “Scarecrow”: pesadas mas q ñ fedem nem cheiram.
“Happiness In Slavery”, minha preferida, vai na linha da “Wish”, amalgamando eletronices (a batida sincopada e o baixo processado são assaz característicos), peso e ruídos dum modo q ñ soa tão pop (!) como a outra (é a mais ruidosa do ep). Berros q passam do limite do saturado e alternância entre partes diferentes a tornam bastante atrativa. Tipo de som passível duma banda ‘normal’ (guitarra + baixo + bateria + ocasional teclado) algum dia tentar versão q decerto soará inferior, mas tudo bem. “Gave Up” soa um híbrido de “Happiness…” com “Last”, contendo o caos da 1ª e alguma acessibilidade quiçá deliberada da 2ª, mas com resultado melhor: a batida eletrônica entra a 2 bumbos, quase como uma versão de “Overkill” (Motörhead), e as guitarras soam melhores, menos clichê, mais dadas a agredir q a sugerir. Ou a se fazerem assobiar. Há nela um outro cacoete q Reznor perpetua até hoje: momentos de cantar sussurrando, q tomo por influência de Roger Waters solo e do Pink Floyd safra “The Final Cut”.
Desconheço o original de “Physical”, mas dá pra denotar q Reznor nesta versão pretendeu subverter algo ostensivamente pop em coisa obscura. Deu certo, e fosse o mundo e o contexto (citado acima) no qual o NIN despontou NORMAIS, teria virado opção de single certeiro. Ñ o foi. “Suck” preenche o quesito de som mais industrial em “Broken”. Co-escrita entre Reznor e Pigface (projeto paralelo obscuro e eletrônico de bateristas de apoio – !! – do Ministry com uns 12 álbuns já), tem batida grooveada e melodias levadas por teclados dissonantes/distorcidos q tb oferecem rítmica. Coisa incômoda e suficientemente cativante, sobretudo pra gente afeita a experimentalismos, e q até então ñ os tivessem encontrado no decorrer. Pro meu gosto, é a 3ª mais legal do trampo, e em (bem) executada ao vivo certamente funde apoteose e apocalipse.
As letras, numa 1ª impressão, ñ refletem a perturbação (marqueteira) ostentada por Reznor, soando mais recados de agressividade passiva a pessoas q o magoaram, frustraram, foderam (apenas em sentido figurado?)… Mas nuns sites q andei pesquisando, vejo q o relevo das mesmas tornam o ep praticamente conceitual, sendo recados cifrados/diretos a diretor de selo (TVT) q o prendeu por contrato quando de “Pretty Hate Machine”. Exceção às faixas bônus e um tanto a “Happiness In Slavery”, q é tb literal ao clipe.
Fecho a resenha recomendando complemento, sobretudo a quem ñ se comover com o musical em “Broken”: alguns de seus clipes. “Wish” é bastante conhecido (e q se foda se virou hit a ponto do Linkin Parque da Mônica tocá-lo em ‘show‘!) e um tanto claustrofóbico; porém “Pinion” e, principalmente “Happiness In Slavery”, oferecem elementos cabais de perturbação. O 1º provoca até risada: câmera descrevendo trajetória q inclui mergulho inicial numa privada, seqüência através de encanamentos subterrâneos até desembocar num sujeito em má situação (ahah). Já “Happiness In Slavery” chegou a ser censurado à época na mtv gringa (até aí, grande coisa) e na BRASILEIRA, q o exibiu só uma ou duas vezes, tamanha a perversidade.
Mesmo pra achá-lo no You Tube, é necessário cadastro e/ou mostrar-se maior de 18: basicamente um curta sobre sujeito se submetendo a um maquinário sadomasô sanguinolento torturante – com requintes detalhistas – q o perfura e o mói no final, fazendo-o passar sob outra forma num esfíncter mecânico onde torna-se comida de vermes. Aposto q mesmo fãs inveterados de “Jogos Mortais” passarão mal.
Tem lá tb (no You Tube) uma versão pesada pra “Gave Up”, q eu desconhecia – como igualmente ignorava a ‘ao vivo’ em ensaio, com o Barbie Manson tocando guitarra – e idem perturbad(or)a, sobre sociopata canibal e sua nutritiva alimentação conservada em geladeira descoberta por policial. Pode ser q nem seja vídeo oficial (apesar duns closes em Reznor cá e lá), mas tb oferecerá choque suficiente a quem tiver “Bloodline” do Slayer [S.U.P. out/06] como vídeo ultrajante… É novela ‘de época’, das 6 da tarde, se comparado!
Show legal no domingo à noite. Lugar legal tb, com a condição alvissareira – e q parece já ter tornada COSTUME – de algumas casas de terminarem as coisas antes da meia-noite: perfeito pra se ir e voltar de metrô e busão.
E aquele show q me fez me sentir BURRO, BURRO: ñ imaginava o Korpiklaani ter tanto fã, como fiquei sabendo ali no Clash Clubin loco, nem q há toda uma “cena” de bandas folk metal. Com todo mundo curtindo, a sério.
(cito “a sério” pq meu gostar do Korpiklaani sempre foi meio na brincadeira: ver uns vídeos toscos, pegar um cd q ouço de quando em vez pra espairecer, dar risada etc.)
E “a sério” a ponto de se ver por ali gente com o rosto pintado (como o da banda, nalgumas fotos de divulgação), gente vestida a caráter (com aquele tipo de malha branca medieval, sei lá como chama esse troço) e sacar toda uma ansiedade no ar enquanto os branquelos ñ entravam.
****
Fiquei conhecendo tb o tal Skiltron, argentinos, q mandaram bem – grosseiramente falando, me soou um Skyclad mais alegre e power metal, e com um gaitista de fole ao invés de violino – e, surpresa, a galera presente, fora curtir, tb cantava os sons dos caras. Em inglês. A banda q abriu a abertura, o tal Skaldicsoul, brasucas, ñ vi, pq fiquei papeando do lado de fora com camarada da Paranoid Records – q me inteirou do Overkill ter ESTRUMBADO o lugar 2 dias antes – mas fiquei sabendo q causou comoção com cover de Iron Maiden.
Qual cover eu sei lá.
Detalhe outro do público, o qual rogo uma prece: q Odin abençoe os finlandeses por terem trazido as MULHERES aos shows de heavy metal! Ñ o falo pra causar encrenca com a patroa (tá, benhê?), mas por achar bem legal casais – muitos – e muita mulher em show de metal. Por causa deles, sim.
Sou de época de só homem nos lugares, e todo mundo posando de malvado. E de mulher, quando havia, posando de malvada e portando o “kit” espinha na cara + bracelete (ugh!).
Tomara q, daqui uns 10 ou 20 anos, a turma retrô – a surgir desfilando curtindo só bandas noventistas e 00’s – tb o faça arrumando mulher pra ir em show, coisa e tal.
E meu depoimento sobre o Korpiklaani nem poderia ser negativo: o som estava bão (bateria bem alta, bumbos batendo no peito), os caras foram tocando sons “a pedido”, e o q eu vi foi uma tremenda CELEBRAÇÃO e comunhão banda-público. Quem é realmente fã acabou justificando as orkutices de “melhor show da vida” e isso tudo.
Ñ cito nomes, por ñ o saber (e deu preguiça de ir procurá-los certos), mas dá pra dizer assim: tirando o vocal, um Max Cavalera branquelo (toca guitarra tanto quanto ele) e de dread e o baterista com cara de bebum gente boa, a banda pouco interage. São finlandeses, ora!
O 2º guitarrista, Cane ñ sei o quê, lembrava uma versão magra do vocal do Tankard, e a razão de ter duas guitarras na banda só deve ser a de dar PESO, já q solos inexistem, tampouco trampo harmônico. O último som o vocal cantou sem tocar, e ficou tudo bem. O baixista tiozão (seria pai de alguém da banda?) com cara de Mestre dos Magos, parece o melhor tecnicamente falando; e interagia com o “Max cover”. Já o sanfoneiro e o violinista (de camiseta do Tankard) são os típicos finlandeses: nenhuma expressão facial – de agrado, nem de desagrado – com o 2º, pra mim, ganhando em truzice dos inexpressivos-mor Tony Martin, Derrick Green e Blaze Bayley ahah
Falando sério: esses 3, perto desse cara, são o Jim Carey fazendo careta adoidado. E claro q no fim o sujeito até reverenciou o público, satisfeito e exibindo algum ESBOÇO DE SORRISO. Mas sorriso a la Sheldon Cooper (“The Big Bang Theory”).
De qualquer modo, o público estava lá pra se satisfazer e a banda o fez com sobras. Dando impressão de terem tocado mais do q habitualmente fazem e visitando até álbuns mais antigos. Abriram show com “Vodka”, tocaram “Wooden Prints” a pedido (pra mim, a melhor), “Happy Little Boozer”, e assim foram: no bis rolou “Let’s Drink” (do “Tervaskanto”, o único cd q tenho deles) e o hit “Beer, Beer” enquanto catarse final e total.
Rodas rolaram – ops! – a torto e a direito, com um ineditismo (pra mim): até as mulheres participando. No fim, vi garota só de sutiã por conta do calor e suor. E sem ninguém faltar o respeito, nem nada do tipo.
Estava mais cheio q o Nile – embora a casa seja menor q o Santana Hall – e foi mais de uma hora e meia de som. Parece q prometeram voltar, e eu ñ duvido, apesar de ter ficado nítido o sofrimento dos caras em meio ao CALOR. Bem legal. em suma.
***
E a ser lembrado por mim, pra dar de true daqui 10 anos do seguinte modo:
Quando daqui 10 anos o paradigma do metal underground for o polka metal húngaro, búlgaro e polonês, me verei em rodinha de gente (mais) velha (ainda) recordando o passado. E recordando dos tempos em q predominava o metal escandinavo, com bandas black, bandas pó-pó-pó, bandas folk, e tal.
Algum interlocutor falará: “ah, é, folk metal do Turisas, do Fintroll, do Ensiferum, do Korpiklaani. Q ouvi falar q tocaram aqui uma vez”
1.“Permanent Waves”, Rush
2.“Painkiller”, Judas Priest
3.“Powerslave”, Iron Maiden
4.“Paranoid”, Black Sabbath
5.“Presto”, Rush
6.“Power Of Inner Strenght”, Grip Inc.
7.“Prophecy”, Soulfly * 8. “Pleasures Of the Flesh”, Exodus
9.“Psicoacústica”, Ira! * 10.“Pra Poder”, Golpe De Estado
* resenhados no Thrash Com H quando era “outro”, passíveis de reprise
.
CODA: a enquete sobre o AC/DC (semana retrasada) teve traço de ibope. Ninguém reparou nela?
CONVITE: visitem tb o Exílio Rock (www.exiliorock.com.br/blog) e participem duns posts recentes q desovei por lá!
As resenhas profissionais provavelmente omitirão o pouco público ocorrido quinta-feira, neste q foi o ÚNICO show do Nile no Brasil. Se ñ o fizerem, justificarão dizendo:
* q o dia foi ruim (Grave Digger, Moonspell e Tiamat recentemente, Testament de outra vez, e tantos outros shows têm rolado em dias de semana. Ñ cola essa)
* q o lugar é ruim (ñ achei. É casa de forró, como outras tantas casas de pagode – o Carioca Club, certo? – por aí, q abrigam shows PEQUENOS/MÉDIOS de metal. Fora bastante acessível: perto do metrô, e com término a tempo de todos pegarmos busão ou metrô pra voltar)
* q a concorrência era braba, afinal na mesma semana – dia seguinte – teríamos por aqui Overkill e Dream Theater, fora o Korpiklaani domingo. Além do tal Municipal Waste semana passada (ñ concordo, pq alguns dos shows têm públicos diferentes. Fora q, por eliminação, teve nego q certamente eliminou DT e Overkill, q vêm/vieram pra cá algumas vezes já)
O fato é q houve POUCO PÚBLICO mesmo. A despeito de vans vindas do Rio e de Campinas, o q a mim aponta o Nile ser banda querida de crítica e de público seleto.
Ñ vejo mal nisso: questão de opção, e ñ de nenhum fracasso da “cena” por aqui. Ou de falha de divulgação, q tb ñ houve: eu mesmo peguei meu ingresso – barato: 70 contos + 1 kg de alimento – há mês e meio atrás.
***
No entanto, se as resenhas profissionais e de rabo preso acima citadas, fora louvar os organizadores pela iniciativa de trazê-los pra cá, disserem q o show foi CURTO, aí sim eles terão razão.
Começou pontualmente às 22h, e no meu relógio os estertores de “Black Seeds Of Vengeance”, som final, acusava 22h59min. Ñ houve bis. Se eu fosse vizinho do lugar, chegaria em casa a tempo pra ver o “House” eheh
Podemos dizer então ter sido show xinfrim? Nem. (Mas tb ñ memorável). Os caras são muito bons e – surpresa – comunicativos e simpáticos. Diferem das fotos carrancudas true de divulgação.
O próprio Karl Sanders, rindo o tempo todo (aposto q ficaram surpresos com a receptividade e galera CANTANDO JUNTO e abrindo rodas), me lembrou vagamente o John Connelly do Nuclear Assault (tvz com o mamute q o devorou em volta ahah). Trocou idéia o tempo todo com o pessoal da grade, posava pra fotos, incitava aos coros.
O cara é muito gordo, os manos são muito altos: Dallas Toler-Wade, o outro guitarrista, ia trocar idéia com o baterista e ficava da mesma altura q o Kollias sentado e com a bateria no pedestal!
E tocam pra cacete: o baixista ao vivo, Chris Lollis tb. A ñ ser q seja encenação passar tanto dedo pelos braços dos instrumentos pra posar de virtuosos ahah
(Acho q ñ)
O set contou com 11 sons – de 13 previstos (conforme o pessoal da comunidade orkutiana viu. Pq um ali pegou o set autografado com o Sanders) – e privilegiou o foderoso “Those Whom the Gods Detest” (4 sons dele foram executados. Ha, o termo ‘execução’ é literal!…)
“Kafir”, q abriu o show, abriu roda gigantesca. E eram visíveis espanto e satisfação dos caras ali no palco.
Faltou som do álbum de estréia, “Amongst the Catacombs Of Nephrem-Ka” (“Serpent Headed Mask” foi som ‘limado’, sei lá por q), mas o restante q foi tocado foi distribuído proporcionalmente entre os demais 4 álbuns e apreciado em êxtase pelo público. Como “Sacrifice Unto Sebek” e “Sarcophagous”, q tiveram os riffs entoados pelo pessoal. Duvido q lá fora sejam recebidos assim os sons.
Toler-Wade, após essa 2ª, elogiou a galera pela afinação (“key” é ‘tom’, certo?). Insólito.
Os ‘senões’ do show foram 1) percebermos – ou EU percebi – ser o Nile banda ñ muito habituada aos palcos: ñ emendaram um som em outro em nenhum momento, quebrando um pouco o ritmo. Acabavam um, iam tomar água, olhar o baterista ainda acertar som, voltavam e mandavam outra, e tudo bem. E 2) o tal George Kollias, baterista monstruoso, ser mesmo baterista de workshop.
Explico: provavelmente induzido pela entrevista do cara na Modern Drummer Brasil deste mês – em q revelou tocar só ouvindo o click e a própria bateria (ñ põe guitarras nem vocal no retorno) – fiquei com sensação dum AUTISTA ali no palco, q interage quase nada inclusive com os companheiros de horda.
(Nile é horda, aliás?)
Nada contra o cara MESMO, só uma chatice de minha parte. Ah, vi o cara derrubar baqueta uma hora tb, e tenho a reclamar de a falha de SOM do show ter sido a de ñ se ouvir bem os blasts do homem… Nas partes lentas e cadenciadas, por outro lado, a caixa parecia estourar de reverb.
De qualquer modo, foi esse dos raros shows em q ñ fiquei prestando atenção SÓ no baterista. As partes de guitarras, a execução das harmonias e dos solos velozes foram impressionantes!
****
Quando parecia q eu já estava acostumando à intensidade das tijoladas q se seguiam, foram terminando. Com o melhor som da noite, pra mim, “Lashed to the Slave Stick” (do “Annihilation Of the Wicked”), assustadora e de presença FÍSICA – aquele clichê de levarmos uma “porrada”, saca? – antecedendo a “Black Seeds Of Vengeance”, final. Putz, q som!
“Permitting the Noble Dead to Descend to the Underworld”, porrada, e “4th Arra Of Dagon”, mais cadenciada, tb foram legais, inclusive no sentido de ñ ter sido show de brutal death metal unidimensional, de músicas velozes o tempo todo. Senso de dinâmica os caras têm – sobretudo nos sons mais recentes – e na construção do set list.
Só faltou mais música, sim. Ninguém ficaria acabado caso rolassem mais duas (“Cast Down the Heretic” e a “Serpent…”, citada, eram as outras) ou 3. Ou 4. Mas provavelmente os caras ñ devem fazer sets de mais de uma hora fora mesmo: são banda pequena pra média, ñ atingiram ainda a popularidade dum Morbid Angel, sei lá. Enfim.
****
CURIOSIDADES E PÓS-SHOW:
* sendo casa de forró, ficou esquisito (até engraçado) o banner da casa ficar por debaixo do logo dos caras. Aí, se lia NILE grandão, e embaixo o dizer “a melhor balada é aqui!” ahah
* encerrada a apresentação, Sanders ficou mais uma meia hora, 40 minutos, desmontando o equipo (os caras pareciam nem ter roadie!) e autografando – encartes, ingressos, set list – e trocando idéia numa boa. Fora gordo, o Homem Montanha é forte: levantou duas ou 3 minas pra tirar foto com ele – dum palco de uns 2m – só num braço!
* momento VERGONHA ALHEIA foi ele tb ter tretado com um dos técnicos da casa. Do nada, começou a apontar o dedo, gritar com o sujeito ali e o pegou enforcando (como um urso pegando uma presa). Veio a turma do “deixa pra lá” (uns 3 ou 4 pra conseguir apartar), a galerinha embaixo ficou louvando “Sanders, Sanders”, e o q pareceu ter rolado foi do sujeito ter relado no notebook do gordão…
.
Fotos e vídeo peguei do Fabiano Neves, de comunidade orkutiana do Nile.
E as regras se mantendo: empate entre 2 sons, no máximo em 3 álbuns. Ñ mais:
“Scream Bloody Gore” – “Zombie Ritual” e “Regurgitated Guts” “Leprosy” – “Leprosy” e “Left to Die” “Spiritual Healing” – “Spiritual Healing” “Human” – “Flattening Of Emotions” “Individual Thought Patterns” – “Jealousy” “Symbolic” – “1,000 Eyes” (no mais, pra mim a melhor música do Death) “The Sound Of Perseverance” – “Flesh And the Power It Holds” “Live In L.A.” – ??
.
melhor formação: Chuck Schuldiner, Gene Hoglan, Kelly Conlon e Bobby Koelble (a do “Symbolic”, portanto) pior formação: Chuck Schuldiner, James Murphy, Terry Butler, Bill Andrews (a do “Spiritual Healing”)
.
melhor capa: “Individual Thought Patterns” pior capa: “Human” (acho meio nada a ver)
Bom, vamos começar do começo… rs
Quando fiquei sabendo do show, relutei em comprar ingresso… por achar que a banda que acompanha o Axl é ruim, por achar que o “Chinese” não era exatamente o que eu queria ouvir no show etc. Mas, como sou uma gunner tonta, comprei. Como tinha que manter minha postura de fã insatisfeita, então peguei o ingresso mais barato que tinha, arquibancada hahaha
Continuei dizendo que só ia porque era gunner, porque o show em si não valia a pena.. até que soube que o Sebastian Bach iria abrir o show. Aí o discurso mudou para “vou só para ver o Bach!” rs
No dia do show, cheguei às 20h no estádio mais bonito da cidade (dá-lhe Porcoooo!), depois de me empanturrar no Shopping Bourbon.
Eu e minhas amigas arrumamos um lugar razoável para assistir ao show, e nos conformamos com a ponta direita da arquibancada.
***
Um pouco antes das 21h, entra a banda Forgotten Boys. Não prestei muita atenção no show, mas o som até que não era desagradável. Tocaram pouco mais de meia hora, e depois ficamos esperando ansiosamente (eu pelo menos estava bem ansiosa) pelo Sebastian Bach.
Ele entrou às 22h, falando várias frases longas em português, super atencioso e animado! Abriu com a “Slave To The Grind”, e fez todo mundo agitar o estádio. Aliás, eu não sei o que ele usa, mas é bom, viu? Ele pulou o show inteiro que nem um macaco, agitou pra caramba! Sem dizer o “momento Ivete” dele, falando “Sai do chão!”, quase morri hahahaha
Depois tocou “Back in the Saddle”, do Aerosmith, que está no cd novo dele também. Aliás, eu amo essa música! Escutem o cd inteiro, é muito bom 🙂
Rolou bastante Skid Row no show: “Big Guns”, “18 And Life”, “In a Darkened Room”, “Monkey Business”, “Piece of Me”, “I Remember You”… foi maravilhoso! A banda que o acompanha é razoável, nada comparado ao Skid. E infelizmente o Baz não dá mais os agudos que dava na época de Skid, ficou nítido em “In a Darkened Room” e “I Remember You”.. mas mesmo assim ele deu um show, e eu realmente acho que mesmo que se só ele fosse tocar aquela noite, teria valido meu ingresso já. Os sons novos são muito bons, adorei a “By Your Side” e “Love is a Bitchslap”. E pra fechar com chave de ouro, a clássica “Youth Gone Wild”!!! Perfeito!
O show acabou lá pras 23h20, porém demorou mais uns 10 minutos pro Tião sair do palco. Ele ficou tagarelando e correndo no palco, não saía nunca! Hahaha
(aliás, acho que ouvi ele dizendo “one more song” umas três vezes!)
Aí veio a longa espera… mais de 1h para o GNR entrar. Já estava tudo super atrasado, e ainda mais essa. E o povo em coro gritando “ei, Axl, vai tomar no c*” cada vez que pausava o som ambiente.
Eu estava sentadinha na arquibancada, mas imagina o povo espremido na pista, que canseira. Mas eu já esperava isso, então nem estava puta com o atraso. Aliás, eu esperava qualquer coisa do Axl, inclusive não aparecer pro show. Só acreditei quando às 00h40 apagaram as luzes, finalmente!
Entra o gordinho e sua banda, abrindo com a “Chinese Democracy”! No meio da música algum infeliz jogou uma garrafa no Axl, que parou a música pra causar um pouco. Ceninha armada ou não, esse sim é o Axl Rose, arrumando confusão e dizendo que não era problema para eles saírem do palco e blábláblá. Então ele terminou o chilique e disse “Senhoras e senhores, onde estávamos?” e continuou a música de onde parou.
Após a “Chinese”, um breve silêncio e então o que todo mundo esperava: “Do you know where you are?? You’re in the jungle, baby!”
Nooooossa, aí por alguns segundos eu me arrependi de não estar na pista VIP, eu pensava “nossa que foda, que animal, não acredito, to engolindo tudo que falei mal dele” hahaha
Eu pirei na “Welcome to The Jungle”, não tenho palavras. E pra me deixar mais feliz, rolou na seqüencia “It’s So Easy” e “Mr. Brownstone”!! CARA**O
O Axl estava cantando melhor que no RiR, agitando MUITO, correndo pelo palco.. mas quando eu pensava que o show seria perfeito, começou a rolar uma seqüência bem… cansativa, digamos. Duas músicas novas e o solo de um dos três guitarristas que acompanham Axl. Acreditem, teve gente na arquibancada que DORMIU de verdade!
Eu pessoalmente não vi graça no solo, achei muito cansativo, mas dormir também é demais né? rs
Não considero o “Chinese” um álbum ruim, porém me agradou menos ao vivo. Claro que eles têm que tocar, é o novo trabalho deles, o que eles querem mostrar ali. Mas não vi resposta positiva de quase ninguém no estádio, ou é impressão minha? Em algumas músicas, eu não via nem o pessoal na pista VIP, que estava pertinho da banda, agitar muito. Apesar dos clássicos, ficou um show meio que cansativo, acho que por juntar o horário do show e o set list dividido em blocos.
***
Outra coisa desagradável foi a cada 3, 4 músicas ter uma pausa pro Axl trocar de roupa (tá pior que a Madonna…) e provavelmente cheirar hehehe Ele parecia voltar cada vez mais podre. Quem estava mais perto do palco pode falar melhor sobre isso.
Well, o set seguiu com “Live and Let Die”, “If the World” e “Rocket Queen” (animal!). Aí veio o Dizzy Reed firular um pouco no piano e entrou mais um bloco de sons novos, finalizando com o solo do Ashba.
Assim que acabou o solo da criatura, ouvimos o início de um dos riffs mais esperados da noite: “Sweet Child O Mine”!!! Outro clássico que agitou o estádio inteiro, e foi seguido pela ótima “You Could Be Mine”.
Foi nessa música que parei de ouvir o Axl cantar… Pois é, da arquibancada parecia que tinham desligado o microfone dele. Quem estava na pista disse que dava para ouví-lo, porém estava mais baixo mesmo. Não sei se era problema com o Axl ou com o som, mas foi péssimo não ouvir quase nada do Axl daí pra frente.
By the way, o Axl durante o show falou da voz dele, reclamou sobre o tão falado fato do show na boate, e fez até graça pelo que o povo berrou durante a espera… pediu para todos gritarem “Fuck you, Axl Rose” várias vezes.
Após mais uma das pausas do Mr. Rose, ele volta e senta ao piano para tocar, obviamente, “November Rain”. Ficou bem legal, fora o solo, muito mal tocado.
Em seguida mais um solo, de outro guitarrista (Bumblefoot), bizarramente feito com a música da Pantera Cor de Rosa (?).
Ainda rolou “Knockin on Heaven’s Door”, “Nightrain” (mais uma que fiquei triste por quase não ouvir o Axl), “Madagascar” e mais um som novo que não me lembro agora.
***
E então entrou uma surpresa MUITO boa para mim, “Patience”. Eu não esperava que eles fossem tocá-la aquele dia. Também estava difícil de ouvir o Axl, mas curti mesmo assim.
O Guns N’ Roses fechou o show – já era mais de 3h da matina – com a maravilhosa “Paradise City”, que fez todo mundo pirar.
Enfim, tem muita coisa neste show que não me agradou, mas não posso dizer que não gostei.
Não vai entrar na lista dos melhores shows que já fui, está longe disso.
Mas está na listas dos shows que eu não poderia deixar de ir, por amar tanto o antigo GNR.
A gunner que disse que o show não valia a pena continua reclamando, porém agitou, chorou (2x) e ficou muito feliz de ter ido, apesar dos pesares.
Danny
PS: os horários que coloquei podem não estar totalmente corretos, pois eu sou perdida no tempo. hehe