Chuck Schuldiner
TRUTH BE TOLD
Tvz só eu não sabia disso sobre “The Sound Of Perseverance” (vivo estivesse, Chuck Schuldiner teria feito ontem 59 anos), então vai:
“As músicas ‘A Moment Of Clarity’, ‘Bite the Pain’, ‘Story to Tell’, ‘Voice Of the Soul’ e ‘Spirit Crusher’ foram originalmente feitas pra entrar no primeiro disco do Control Denied (que se chamaria ‘The Moment Of Clarity’). Quando o Death assinou com a Nuclear Blast, Chuck concordou em fazer mais um disco do Death antes de seguir com o Control Denied.
A versão pra ‘Painkiller’ era pra inicialmente ser faixa-bônus pra versão japonesa do disco, mas a Nuclear Blast sugeriu incluir em todos os lançamentos”.
Fonte: página do disco no Metal Archives https://share.google/cjz9gIXshiThRpb42
DEATH TO ALL
Carioca Club, 24.01.26
Gente, é banda cover.

Enquanto o Carioca sábado estava pouco abaixo de lotado pra ver o Death to All, o espaço pra bandas autorais e guerreiras como o Korzus é limado e formações ilustres como o Shamangra têm q deixar de tocar na Audio pra 2000 pessoas e se submeter a tocar a um Iglesia (capacidade pra 200).
O lacaio da Prevent Sênior andou anunciando show de proposta semelhante e aposto q monte de esquerdista lacrador deve boicotar. E a proposta é a mesma.
Pagar pau pra gringo vale? Qual a diferença pra esse outro Death Cover, safado e oportunista, mas nacional?

Falando sério: é diferente.
Max Phelps (clone de Chuck demais), Bobby Koelble, Steve DiGiorgio e Gene Hoglan, só de citar nomes, já demonstra a diferença. E a resenha já acabaria aqui.
Foram pouco mais de DUAS HORAS e minha impressão de q tocariam mais, se desse. Vindos de show em Limeira na véspera e de outros 3 durante a semana. E tocando as 20 músicas q vêm fazendo, acrescentada (fonte: Igor Miranda) de uma versão curta pra “Deliverance”, do Opeth, no comecinho do bis.

Impressiona q apenas METADES da formação ali presente – Hoglan e DiGiorgio/Hoglan e Koelble – tenham tocado junto em álbuns avulsos da horda de Chuck Schuldiner, “Individual Thought Patterns” e “Symbolic“, e o resultado tenha sido coeso e homogêneo.
Todos os sons de todas as fases contempladas soando coerentes, como provavelmente o seriam caso Chuck estivesse vivo com praticamente essa formação pro Death.
Todos os clichês de resenhas, apressadas ou IA, por aí citando “cerimônia” ou “culto” no meu entender cabem. Prefiro o termo usado pela Dani: “aula”.

Assim: o público estava estático e perplexo, assimilando toda aquela brutalidade técnica, cantando junto e batendo cabeça, sem tempo pra muita fotinho (ou vídeo) e só lembrando de fazer roda ali no final, em “Pull the Plug”. Tb achei menos onipresente o pessoal filmando com o celular.
Pq o q vimos sábado convidava à contemplação e, sim, ao aprendizado. Falando por mim: consegui finalmente assimilar a maioria dos sons – thought patterns – encontrar padrões e entender q os sons não são aleatoriamente técnicos.
Meus preferidos foram “Zero Tolerance”, “1.000 Eyes” e “Crystal Mountain”, do “Symbolic“, meu disco favorito da horda. Da parte do público, me pareceu terem sido “Pull the Plug”, “Zombie Ritual” e “The Philosopher”, nessa ordem.
Ajuda muito tb os músicos envolvidos não serem estrelinhas ou dados a querer “improvisar” nos sons (apesar de DiGiorgio beirar fazê-lo nos sons mais antigos). Tudo gente concentrada em tocar direito e honestamente aliviada – sobretudo Phelps e Koelble – em terem conseguido, som a som.
O nível de concentração era tamanho, q sobrava pra DiGiorgio ter q falar conosco. Se ainda não tem prática, vai conseguir.
Ao final, ele e Hoglan – nitidamente os chefes da firma – vieram nos agradecer e prometer uma “próxima vez”. Já vieram antes e é provável q consigam voltar. Pq há público. E pq soa SINCERO e zero necrófilo enquanto homenagem a Chuck Schuldiner, q foi um personagem e deixou uma OBRA. Ponto.
Alguém do espólio do homem deve permitir isso e tudo bem q envolva grana. É profissional, tem q envolver.

No mais, o som estava ótimo, eu finalmente vi Gene Hoglan – caralho – e não usaram camisa da CBF ou tocaram “Carry On” (duvido q conheçam Angraverso) ao final. Foda demais.
Foi assim q me lembro.
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Setlist: 1. “Infernal Death” 2. “Living Monstrosity” 3. “Defensive Personalities” 4. “Lack Of Comprehension” 5. “Altering the Future” 6. “Zombie Ritual” 7. “Within the Mind” 8. “The Philosopher” 9. “Spiritual Healing” 10. “Symbolic” 11. “Zero Tolerance” 12. “Empty Words” 13. “Sacred Serenity” 14. “1, 000 Eyes” 15. “Without Judgement” 16. “Crystal Mountain” 17. “Misanthrope” 18. “Perennial Quest” – 19. “Deliverance” [Opeth] 20. “Spirit Crusher” 21. “Pull the Plug”
CREIO Q CHUCK APROVARIA
Uma puta idéia.

Cover on demand.
E não só pra banda cover. Bandas sérias, não tornadas covers ruins de si mesmas poderiam aderir.
Fideliza e permite marcar shows em cidades próximas (como o Accept, agendado pra SP e Santo André com 14 dias de diferença) sem conflitos. Ou mesmo na mesma cidade.
“Ah, mas o Metallica tá fazendo meio isso“. Meio isso, meio nada, banda octogenaria vencedora de Grammy por osmose. Banda cover péssima de si mesmos.
Kreator e Exodus tvz conseguissem. Testament seria legal (um dia “Low“, noutro “Practice What You Preach”). Overkill tvz rolasse demanda – mas será q eles distinguem um disco do outro? Ahahah
Annihilator, Obituary, Cannibal Corpse, Krisiun e Coroner eu veria 2, 3, 4 shows seguidos. Lembrei q o Ratos de Porão já fez uma vez. E tb o Zumbis do Espaço, ocasionais. Metallica, Megadeth, Iron Maiden, Guns N’Roses, Helloween acho q sem condições.
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Mas nada me agradaria mais q o Korzus, saindo da zona de conforto dos 2 shows por ano, tocando “Mass Illusion” e “Ties Of Blood” 2 dias seguidos.
SQN









