Ñ ouvi a bagaça ainda. Só as mais óbvias: “El Dorado” (q ñ gostei) e “The Final Frontier” (q gostei do clipe e achei o som chôcho).
Mas e ae, alguém ouviu, comprou, baixou?
Pergunto pra papear, e tb por conta das resenhas q tenho acompanhado, todas EXTREMAS: ou falam muito bem, ou descem o cacete sem dó. Mas com uma diferença em relação a álbuns anteriores da Donzela, q sempre um ou outro parecia q TINHA Q falar bem (tipo Rock Brigade): resenhas positivas falando em mudança salutar no som e na necessidade de se ter q ouvir várias vezes o disco, até descer redondo.
As negativas (como a do Portal Rock Press), perdendo completamente a compostura, no sentido de se afirmar q a banda já estaria passando da hora de passar a régua.
E ae?
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PS – a capa achei animal: a melhor desde a do “A Real Dead One”
o tipo de lista em q certamente vou brincar sozinho
(e q evitei colocar álbuns nome da banda + “Live“, tipo “Priest… Live!”, essas coisas. Pode funcionar como regra se alguém mais quiser)
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DISCOS CUJO TÍTULO CITA A BANDA, SEM NO ENTANTO SEREM AUTO-INTITULADOS
1.“Sabbath Bloody Sabbath”, Black Sabbath
2. “Maiden Japan”, Iron Maiden
3.“Panzer Division Marduk”, Marduk
4.“Quarto Golpe”, Golpe De Estado
5.“The Young Gods Play Kurt Weil”, The Young Gods
6.“Wake Up And Smell the… Carcass”, Carcass [semi-coletânea] 7.“We Are Motörhead”, Motörhead
8.“Apocalyptica Play Metallica By Four Cellos”, Apocalyptica
9.“Garotozepam De Prodrezepil”, Garotos Podres
10.“Forbidden Evil”, Forbidden
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CODA:em 4 de Julho último, num “Thrash Com H Classics”, reprisei “I Live, You Die”, disco obscuro, de banda idem (Corpse). Um dos integrantes, Luís E. Hess, achou a resenha semana passada e teceu depoimentos bem interessantes por lá. Do tipo terem gravado, mixado e masterizado o álbum em apenas 36 horas. Bem legal.
“Temporada Na Estrada – Histórias de Uma Banda de Rock”, Yves Passarell, 1999, Gryphus, 172 páginas
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Todo mundo por aqui sabe da minha birra com o Viper, banda de q até tentei gostar (cheguei a ir a show, inclusive), e q respeito até um pouquinho – pelo 1º disco – baseada (a birra) sobretudo em 2 aspectos: 1) nunca fui com a cara, nem com a voz, do André Chatos; 2) achar o “Theatre Of Fate” exagerado e enfadonho, ainda q esforçado e ousado pro contexto do metal brasileiro oitentista.
Um 3º motivo pra eu nunca ter ido com a cara deles, e q eu apenas intuía, era a impressão de POUCA AMBIÇÃO dos caras. De banda ímpar no quesito “tiro no pé”: tiveram chances legítimas de se confirmarem, até resolverem jogar tudo no lixo. E o digo baseado nos ladeira-abaixo “Evolution” (as caveirinhas andando de bicicleta me soando pra lá de irônicas), “Maniacs In Japan” (com cover de Tim Maia!) e “Coma Rage”, de q conheci um ou outro som fuleiro.
Do “Tem Pra Todo Mundo” prefiro ñ comentar pq, àquela altura, tinha desistido MESMO dos caras.
Pois o motivo da pouca ambição e amadorismo tive confirmado após concluir a leitura desse “Temporada Na Estrada…”, lançado em 1999 com um delay – pra mim – inacreditável: quase 10 anos após feita a turnê de q se pretende descrever e rememorar. Cujo título e orelhas prometem descrição de turnê européia da banda, de meados de 1992, mas ñ cumprem: o livro é um monte de relatos e divagações pouco detalhadas, fora disperso pra cacete.
Pois se os primeiros capítulos da bagaça falam na expectativa da 1ª turnê européia (ocorrida nos lados do Leste Europeu sob as ruínas do Muro de Berlim desabado) e início da banda, logo as coisas se misturam e se atropelam: pois entendemos q os caras viajaram tb pra gravar o disco novo (sequer o título “Evolution” é citado), em meio a ensaios com Charlie Bauerfind e, do meio pra frente, tudo se torna um livro de memórias do próprio Viper em seus últimos dias, sem o mínimo cuidado de se “rechear” mais os fatos – do tipo citar nomes de gente envolvida – ou descrever maiores peripécias vividas pelos quatro amigos. E com o pior, embora óbvio: sempre sob o olhar distraído de Yves (q na verdade se chama Osvaldo).
Ah, há relato de jogo de sinuca “perigoso” na Hungria, assim como tb de “mico” de brinde feito com breja (o q era feito pelos ex-ditadores, em comemoração à morte de opositores) em balada com os caras do Omen (banda húngara ainda ativa), encontro com figuraça q ganhou aposta auto-priápica em restaurante lotado, assim como encontro de Pit (vulgo “Pedrão”) com sósia idêntico nos confins europeus. Há menção a estresses entre eles mesmos, tudo muito sutil e displicente – em uma página e meia, dentre as 130 de texto – com destaque maior ao ronco do baterista Renato Graccia (!).
Muito pouco, pra mim, q esperava estórias mais detalhadas, “quentes” ou politicamente incorretas: tanta coisa parece ocorrer em turnê, e sequer nomes de sons DELES PRÓPRIOS são mencionados qualquer vez. O show ocorrido no Japão, resultante no álbum ao vivo, gerador de ansiedades tremendas por ter sido show único em Tóquio (tivessem tocado mal, ñ teriam outra chance de fazê-lo), tem os receios mencionados, mas já estamos no fim do livro. Por outro lado, o show deles no 1º Philips Monsters Of Rock daqui (em 1994) vem assim descrito verborragicamente (p. 117):
“Voltamos ao Brasil e modéstia à parte fizemos um puta show no Monsters Of Rock. Tocamos praticamente todas as músicas conhecidas dos discos anteriores e algumas do nosso até então novo CD “Coma Rage”.”
Ñ é assim uma porcaria o livro: lá pelo 4º e 5º capítulos as descrições e divagações vão ficando interessantes, alguns eventos e passagens são bem chamativas, assim como reflexões do autor. No entanto, ficou tudo muito “jogado”: era pra ser sobre turnê, daí rola falar de gravações, daí rola falar de sessões de autógrafos no Brasil e no mundo, daí há capítulo sobre desencanto com empresário, mais um sobre festa em Los Angeles na casa – decorada com discos de ouro no banheiro – de Neil Young, sobre 1º encontro com Bill Metoyer (produtor) em banheiro de aeroporto. A impressão é q, nos tempos atuais de blog, “Temporada Na Estrada” teria rendido um (ou um site) bem legal, com a interatividade de (ex) fãs cumprindo preenchimentos de lacunas, sanear de dúvidas, depoimentos cúmplices, etc. e tal.
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OMISSÃO é tb palavra-chave na leitura deste livro: o André Chatos (tudo bem q ex-integrante, coisa e tal) sequer é mencionado (só em fotos), assim como ñ se cita de outras turnês japonesas jamais ocorrendo pelo desencanto dos japas com a banda (esperavam alguém como o Chatos cantando, ñ como o Pit). Outros ex-integrantes são citados muito de raspão. Ex-empresário pilantra ñ tem nome citado. Também é omitida a má recepção ao “Coma Rage”, q até deve ter rendido fãs disk-mtv à banda, mas ñ manteve os das antigas.
Omissão específica essa passada bem por alto, com Yves descrevendo algum “cansaço” em fazerem sons em inglês ou de ñ agüentarem “mais ficar tocando a mesma música”, o q, aliada à vontade de “estar mais perto dos músicos brasileiros”, fez com q cometessem “Tem Pra Todo Mundo”, onde descrições de participações de Ivo Meirelles e Dado Villa-Lobos se fazem como fossem Tom Araya ou Steve Harris indo tocar com eles…
Ainda q, sob a perspectiva de “integridade”, fique nítido q SEMPRE fizeram o q quiseram musicalmente na trajetória toda, por outro lado fica patente q o Viper careceu de orientação. De algum produtor q os fizesse aprimorar a receita melódica, reinventar o estilo, lapidar o talento… assim como algum revisor dizendo a Yves q poderia ter escrito mais detalhadamente uma série de eventos com os quais ficamos sob breves impressões.
A conclusão fácil q tive após ler o livro, confirmando hipótese acima lançada, é de ter sido o Viper uma banda q “se divertiu” pra caramba. Ñ tinha maiores pretensões, a q turnês fora do país funcionaram como bônus: se ñ desejavam muito, brincaram de banda profissa, curtiram as noites (e nisso o livro é prodigioso em descrever: como iam a botecos os caras!) e cumpriram seu papel, tendo encerrado atividades – ilação minha, já q o livro ñ chega nesse ponto – por falta de outros objetivos e por diluições múltiplas: de musicalidade, oportunidades, potencial etc.
Yves é lapidar nesse sentido, no trecho abaixo (p. 120):
“E no meio disso estavam quatro caras que se uniram e queriam se divertir e divertir os outros, numa boa. Essa era a essência principal que nos levava a estar onde estávamos, independente de sucesso ou não. As coisas apareciam e desapareciam como tinham que ser”.
E sua carreira atual no Capital Inicial, ao mesmo tempo me soa melancólica e devida: está onde “tinha q” estar?
Por fim: embora pareça contraditório elencar “Temporada Na Estrada…” como S.U.P., por tudo de ruim q falei a respeito, mesmo assim considero fundamental a leitura – mesmo com a capinha verde-fosforecente-caderno-de-menina e a cobrinha esquisita (certamente o q a editora encontrou pra retratar uma víbora…) – sobretudo por gente interessada na história do heavy metal brasileiro, do qual este livro é AINDA dos poucos relatos.
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CATA PIOLHO CLXXXV – ouvi isto aqui no rádio duas semanas atrás. E fora haver escancarado minha total ignorância com relação ao rock sulista setentista estadunidense, lanço cá impressão q ñ diluiu desde então: quanta semelhança com “The Unforgiven II”, hum?
Vai ganhar dinheiro – digo, tocar – com emo, dá nisso:
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Dream Theater: Portnoy sente fantasmas de seus ídolos
Matéria do Vírgula informa que, em entrevista concedida ao site Ultimate Guitar, o baterista Mike Portnoy (Dream Theater, Avenged Sevenfold) disse que toda vez que assume as baquetas, sente os fantasmas de Keith Moon (The Who) e John Bonham (Led Zeppelin).
O baterista também comentou sobre seus ídolos da música. Portnoy disse que teve a oportunidade de conhecer todo mundo que gostaria de conhecer de sua geração, como Iron Maiden, Judas Priest e Black Sabbath. Contudo, só pôde conhecer Jimmy Page, Robert Plant e Ringo Starr da geração dos anos 60.
Quer dizer:
1) Keith Moon e John Bronham ñ conseguem ter sossego nem mortos. Como se nalgum limbo onde porventura estejam ñ tenham coisa melhor a fazer do q assombrar baterista presunçoso
2) estivessem vivos, embora tecnicamente possam ser considerados inferiores ao pernóstico aí (pelos idólatras de plantão, claro), tvz o tratassem como barata incomodando. Ou quem sabe fizessem se “sentir”, o assombrassem, de maneira mais… ui!
3) conheceu o Plant e o Page: ñ quis conhecer John Paul Jones, ou terá sido o Paul Jones q ñ o quis encontrar?
4) tomara q tal entrevista, contida inteira num link ali no whiplash, ñ tenha sido filmada, ou então vira (mais) um dvd!…
5)Judas, Maiden, Sabbath são da “geração” dele? Onde? Ou vacilaram na tradução?
6) conheceu Ringo; e ñ foi conhecer Charlie Watts ou o quê? Carmine Appice então? Ou vide John Paul Jones, item 3, acima
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No mais, q barato: matéria típica do whiplash, daquelas do “lemos num lugar, q leu e copiou doutro lugar, q fulano falou isto e aquilo”.
Foi na semana retrasada q o amigo Pagé veio com a novidade esquisita: tinha ficado de pegar ingressos do Toy Dolls tb pra mim, e ficou sabendo ñ estar à venda no local do show. Q a venda se daria apenas via internet, com pagamento – incluída TAXA DE CONVENIÊNCIA – via boleto ou depósito bancário e impressão do ingresso a cargo DO COMPRADOR!
Quer dizer: a gente paga o ingresso, paga preço a mais e ainda tem q imprimir a bagaça?
Q foi, daqui a pouco a galera terá q tb levar água pra banda tomar no palco? Ou ratear alguma groupie pros caras e, quem sabe, ainda levá-la de volta à Augusta ou Café Photo no nosso carro…
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Descobri no embalo q os ingressos pro Borknagar e pro Tarot (q vinha cogitando dar de aniversário pra Patroa) estavam com a mesma modalidade “esperta” de venda. Nome do site/empresa “responsável” (modo de dizer)? Ticket Brasil.
E aí aproveitei q pude dar passadinha na Galeria ontem à tarde pra tirar isso a limpo. Felizmente, há ingressos verdadeiros, q já vêm impressos, à venda numas lojas lá. (O site, oras, ñ menciona o fato!). Do Borknagar e do Tarot: do Toy Dolls, esqueci de conferir.
Conversa com vendedora na Hellion Records me sanou uma parte da dúvida em fazerem essa porqueira: justificativa de haver gente de fora de São Paulo q ñ consegue vir pra cá pra comprar. No q tal jeito daria aquela quebrada de galho.
Pensando bem, parece até válido isso, nessa condição, pro pessoal “de fora”. Q ficariam encarregados de tirar o ingresso “de verdade” na porta do lugar, ou mostrariam o boleto q, contendo código de barra, impediria fraudes.
Mas e se eu fosse um cuzão q comprasse pra amigo o ingresso, o xerocasse e chegasse antes no lugar? Com certeza o ex-amigo ficaria de fora…
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De qualquer modo, penso estar mais na hora de toda uma galera q vai a shows começar a BOICOTAR essas presepadas. Sobretudo por incluírem a tal taxa de conveniência: “conveniência” pra quem, caralho?
Mas é sonhar demais q todo um pessoal se articule e consiga fazer se coçar essa gente promotora de show inflacionado. Se Tiririca, Marcelinho Carioca e Ronaldo Ésper vão se eleger deputados…
O tema é árduo, pois SEI q INEXISTE discografia perfeita. Mesmo as bandas preferidas mais preferidas da gente – sobretudo as com década(s) de carreira – já lançaram disco ruim, ou pouco inspirado, ou equivocado etc.
Mas a idéia, de q me apropriei duma lista q vi no orkut, é chegar o mais próximo da perfeição em termos de discografia. Tvz valha a tentativa… de minha parte, ficou assim:
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BANDAS/ARTISTAS DE DISCOGRAFIA (QUASE) PERFEITA
1. Jeff Beck 2. Golpe De Estado 3. Coroner 4. Carcass 5. Krisiun 6. Nile 7. Bruce Dickinson 8. Motörhead 9. Subtera 10. Kraftwerk
(aviso último: valer apenas bandas com ao menos 3 ÁLBUNS na carreira)