Todo mundo ali com idade pra pegar busão de graça. Dois deles, mais velhos q o novo Papa.
Repertório q abrange 23 músicas do KingCrimson oitentista, tocaram 18 + uma mais antiga (q não “21th Century Schizoid Man”, ufa). Duas horas e 10 minutos de show, excluídos os 20 minutos de intervalo entre os 2 sets. Baita custo-benefício.
E pra fechar com a parte numérica, 2 ex-Zappa. Não poderia dar errado.
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Tudo o q se disser e ouvir sobre esse show único (tb pq único no Brasil) será verdade.
Não é uma reles banda cover autorizada por RobertFripp, são interpretações muito próximas dos sons originais. Exemplos: Danny Carey acrescentou umas passagens de pedal duplo; SteveVai pirou nuns solos à “modo Vai“. E com o bônus da timbragem adequada, o q os sons de “Beat” não tiveram em 1983.
A fase crimnsoniana oitentista é um pouco complicada justamente pela questão timbragem: BillBruford, então baterista, se serviu daquelas baterias eletrônicas Simmons oitavadas primitivas, as guitarras tinham muito flanger (por influência de TalkingHeads e newwave). Ou complicada só pra mim e uns poucos: qualquer traço de complicação passou ao largo sexta-feira.
Pessoas cantaram junto, davam risadas catárticas, aplaudiram passagens, se sentiram à vontade.
O início foi bastante atípico: vieram os 4 – AdrianBelew, TonyLevin, Vai e Carey – à beira do palco, um a um, nos saudaram e daí começaram.
Primeiro set foi basicamente dedicado a “Beat” e “ThreeOfAPerfectPair“, com os sons mais complicados do segundo (q é o terceiro da fase). “Heartbeat”, a mais próxima dum hit, teve mais apelo. “Dig Me” achei a mais foda: fragmentada, barulhenta, aleatória. Incômoda, como tem q ser.
Quem quisesse música digerivel – ou digestiva – q comparecesse ao Unimed domingo pra ver o Foreigner e depois fazer o teste de diabetes.
Segundo set pareceu melhor recebido pq com 85.71% de “Discipline” – tvz o melhor , tvz o mais acessível da fase – executado (só a faixa-título q não) e pq o intervalo não funcionou como anticlímax, muito pelo contrário. Estávamos em privação, bora saciar.
E me surpreendeu demais “The Sheltering Sky”, ainda mais pq esticada pra além de seus 8 minutos. “Sleepless”, a música “fácil” de “ThreeOfAPerfectPair” – leiam: o hit – foi muitíssimo bem recebida, com Levin e seu baixo amarelo estilizado (vide foto acima) mandando ver os slaps com umas dedeiras.
Tinha feito a liçãodecasa no caminho, ouvindo “Discipline” no carro, daí “Frame By Frame” me descer redondo. “Elephant Talk”‘(oucam-na, depois ouçam Primus) parecia a última descarga de endorfina (platéia entoando e Belew comemorando tê-la acertado, ao final), mas houve ainda “Red” no bis, q cantamos junto mesmo sendo instrumental (à “YYZ”, quando do Rush aqui) e um fechamento grooveado quase anti-Crimson com a anagrâmica “Thela Hun Ginjeet”.
Um show sublime e uma puta dor nas pernas ao final. Voltei mancando pro carro.
Falta falar um pouco sobre os 4 monstros no palco e uma queixadina ao final:
AdrianBelew tem currículo (FrankZappa, DavidBowie, TalkingHeads, KingCrimson e sei lá mais o q) e CARISMA. Toca muita guitarra e tinha um sorriso estampado na cara o tempo todo. A voz não mudou com a idade. Teve locuções e passagens vocais em backingtrack, sim, só q compreensíveis: difícil fazer e tocar junto.
Danny Carey não se ocupou em coverizar BillBruford, mas não descaracterizou. Teve momentos solo em “Indiscipline” (tocada há 7 anos no mesmo Unimed com 3 bateristas) e no início de “Waiting Man”‘ fazendo dos rotontons uma marimba escarlate. Com Belew o acompanhado no meio. Como faziam, ele e Bruford, nos 80’s.
TonyLevin tem classe, tem currículo tb e trocentos baixos e stickbasses. Não só comigo, mas parecia às vezes ocorrer pra todo mundo: lembrar q o homem estava ali alinhavando tudo, ora rítmico ora harmônico. E é fotógrafo: vez ou outra puxava uma máquina pra fotografar os colegas ou nós ali. Durante as músicas. Não teria moral pra proibir q tirássemos foto ahah
SteveVai é um alienígena e veio trajado à StevieRayVaughan – um SteveRayVai–Vaughan – q tem sido traje de turnê mesmo. E tomara q alguém pergunte se uma homenagem deliberada. Tocou pro time, discreto como o Fripp de quem fez as partes e não sei dizer o percentual de cópias dos solos, mas tudo bem. Toca fácil.
As queixas: 1) rolê começando às 22h e passando da meia-noite, tive q ir de carro. Desacostumei; 2) ingressos vendidos só tinha Pista Premium, pra mesas num mezzanino enxertado no q seria a pista normal (não havia pista normal) e camarote. Só pôde ver o Beat quem teve pelo menos 550 reais pra apreciar. (Não sei dizer se houve meia entrada) Abordagem elitista, imagino q muita gente muito fã acabou ficando fora.
Set-list: 1. “Neurotica” 2. “Neal And Jack And Me” 3. “Heartbeat” 4. “Sartori In Tangier” 5. “Model Man” 6. “Dig Me” 7. “Man With An Open Heart” 8. “Industry” 9. “Larks’ Tongues In Aspic III” -(intervalo)- 10. “Waiting Man” 11. “The Sheltering Sky” 12. “Sleepless” 13. “Frame By Frame” 14. “Matte Kudasai” 15. “Elephant Talk” 16. “Three Of A Perfect Pair” 17. “Indiscipline” – bis: 18. “Red” 19. “Thela Hun Ginjeet”
Sem maiores informações sobre álbum novo. Só de q alguém do Puscifer (quem?) e Maynard James Keenan (Tool), auto-intitulado gênio, paricipam.
Preciso ouvir mais pra descobrir onde estão.
Comentários no YouTube divertidos, sortidos e acertados nas referências a FrankZappa, Rush, KingCrimson, TheResidents e CaptainBeefheart. É o de sempre. Chassi, DNA. Alguém por ali inovando, identificando chupim de Opeth. Sei lá.
Pra mim, o q importa são dois aspectos: 1) parece demais o Primus clássico, até “PorkSoda” – tvz seja o Primus chupinhando Primus ahah; 2) baterista novo, John Hoffmann, tocando como se estivesse na banda desde sempre.
Jessica Smurfette tocando com Tool. Impressões? Tá mais worldwide q o Crypta, pelo jeito. E sabendo aproveitar. Dona da lojinha no Rivotril ou se achando pq está tocando AmyWinehouse por aí?
Critério sugerido: bandas com pelo menos 5 discos lançados.
Não incluir projetos ou bandas q claramente não tocam ao vivo, como Avantasia e Ayreon (primeiro caso) ou Darkthrone (segundo caso). Não incluídos homevideo, dvd ou blu–ray.
Este post dialoga com o post “Accident Of Bruce” cometido por Leo Mesumeci em 9 de fevereiro último.
(e q torço para ñ ter sido mesmo o último)
Sobre esses tantos vídeos de “primeira vez q fulano ouviu tal coisa e a reação”. Q eu tendo a desacreditar logo de cara; ñ q determinadas pessoas realmente desconhecessem músicas até óbvias pra mim (sou ciente da minha “bolha” sonora), mas q estejam de fato ouvindo pela primeira vez e reagindo a tudo, com tudo filmado e lindamente montado/editado.
Mas pode ser só chatice deste q vos bosta bloga mesmo.
Amigos andaram me mandando montes, algoritmos do YouTube me recomendaram outros tantos (fosse uma pessoa, ñ uma IA, eu reclamaria a ela q prefiro isso a podcasts bostonóias de Sergio Mallandro e outras merdas q andaram me aparecendo), e eu mesmo fui indo atrás de algumas coisas. Sempre descofiando, mas pinçando até aqui 4 q achei mais legais.
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O baterista q ouviu pela 1ª vez “Enter Sandman” e saiu tocando na 2ª.
Faltam-me referências sobre o negão. Ñ sei mesmo se é baterista famoso, nem histórico do mesmo (e praqueles 5 minutos de Google “ñ encontrei tempo”). Parece professor de bateria, voltado a jazz. Por isso, ouvir uma das músicas mais ralas do Metallica certamente foi fichinha.
Pensei num primeiro momento em postar um “chupa Lars”, mas a real é q se o gnomo dinamarquês viu isto aqui, certamente se sentiu lisonjeado. A intenção dele e do Metallica era realmente se vender. Tá de acordo.
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A ‘carismática voz’ trazida pelo Leo em fevereiro, Elizabeth Zharoff, me fez chorar junto com a reação/análise de “Silent Lucidity” (Queensrÿche), q é aquela música até manjada, mas q o tempo lhe tem sido injusto. No sentido de ser uma tremenda canção, destrinchada no vídeo em seus elementos vocais, instrumentais e de produção. Recomendo muito.
Só q preferi postar a reação/análise dela pra “Painkiller”, q de verdade eu acreditei q ela nunca tivesse visto/ouvido mesmo. E deu uma aula de como Rob Halford é um puta vocalista de fato.
Ñ q seja alguém subestimado, nada disso. Mas – polemizando – cada dia mais vejo q a estrutura “quadradinha” do Judas Priest mais escondeu do q mostrou o quão foda era (é) o Padim Ciço Careca do metal.
E a intro do Scott Travis é pra assustar mesmo. Pra impressionar. Metal, caralho.
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Esta aqui é uma primeira vez de sujeito q tb me convenceu como a primeira vez ouvindo Frank Zappa. E é mais ou menos assim q acontece, essas caras e bocas e estranhezas.
Já devo ter contado aqui: tive uma colega na faculdade q disse q a primeira vez q ouviu Zappa, duma fita q o namorado tinha emprestado, achou q o walkman estava com problema, deu stop e trocou as pilhas ahahah
Essa é a vibe. E essa é uma deixa pra recomendar FZ por aqui de novo e novamente. “Apostrophe (‘)”, cuja suíte inicial (de menos de 15 minutos) é por aqui contemplada, me parece um ótimo disco pra se iniciar no Big Ode.
Mas já devo ter dito isso antes aqui.
E ñ entendi o nome do ouvinte acima. Essa molecada de hoje em dia inventa uns nicknames q o tiozão aqui ñ entende, ñ assimila. Mais um só.
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Abba Geebz parece q é professor de bateria tb e/ou ‘velho compositor’. Ñ entendi bem. Tem seu canal de YouTube aparente e majoritariamente dedicado a reações de primeira vez com músicas esquisitas (tem Tool ali tb) ou bandas exóticas. No q me fica uma dúvida: se nunca ouviu nada dessas coisas, como é q chegou a ser professor ou compositor?
(implicância, parte 3 a revanche)
O q entendi é q ele fez merchan de café e alegou dor de cabeça enquanto fez o vídeo numa madrugada. Tvz ñ as ideais condições pra encarar pela primeira vez o Meshuggah, mas fez e ñ teve um derrame no transcorrer.
E é um vídeo um pouco mais técnico, mais pra baterista mesmo. Mas q achei válido.
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Uma implicância final: algumas dessas impressões/reações acho um tanto longas. Natural – por um lado – em se tratando de primeira vez, e a pessoa ter q recorrer a seu repertório particular, efeito surpresa etc. Mas tb algo carente duma edição mais esperta.