abril 2019
PERFIL TCH – LEO

Nome e/ou apelido: Leonardo Musumeci/Leo
Idade: 34
Cidade e Estado de origem: São Paulo/SP
Gênero musical preferido: Thrash estadunidense, principalmente a partir da década de 90 (isso não inclui Metallica e Megadeth. Rs); alemão, principalmente a partir da década de 2000; e brasileiro, na esteira do Sepultura. Além disso, death metal melódico (preferencialmente escandinavo e, mais preferencialmente ainda, sueco. Rs). Hardcore e Nu Metal.
Ouve rock desde: rock um pouco antes. Metal acho que desde 1998
Disco que mudou sua vida: “Virtual XI”, que foi o primeiro contato que tive com o metal
Disco que mais ouviu na vida: Nossa! Que pergunta. De pronto, lembro do “Fulminant” (Claustrofobia), especificamente. “Eu Quero É Que se Foda”, que deve ter criado um segundo buraco no cd. Rs
Primeiro disco que comprou: acho que “Domingo” (Titãs); de metal, o “Killers” (Iron Maiden)
Último disco que comprou: acho que foi o “Archangel” (Soulfly). Confesso que o streaming mudou minha relação com as compras de cd, embora sinta falta dos encartes
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Top 5 discos Ilha Deserta: levaria 5 discos ao vivo, pra ter a impressão de que tem mais gente por lá. Haha
- Iron Maiden: “Live After Death”
- Judas Priest: “Live In London” – sim, com o Ripper. Pq nenhum ao vivo com o Halford bateu esse. Rs
- Slayer: “War At the Warfield”
- Sepultura: “Under A Pale Grey Sky”
- Pantera: “Official Live: 101 Proof” – seguido de perto pelo “Live Kreation” (Kreator)
Top 5 bandas: Iron Maiden, Sepultura, Slayer, In Flames, Claustrofobia
(essa lista, como qualquer uma desse gênero, é injusta. Teria que aparecer Judas e Pantera nela, pelo menos. Rs)
Top 3 melhores shows que já viu ao vivo:
- Festival Summerbreeze (2010) – Dinkelsbühl: cito o festival alemão menos por um show em específico, embora vários tenham sido muito bons, e mais por conhecer um outro mundo em termos de estrutura, qualidade de som em show, cultura de metal e de civilidade, que não tem nada a ver com o amadorismo e a barbárie daqui
- Judas Priest (2001) – Credicard Hall: primeiro show de metal que fui na vida, acompanhado de adulto responsável, chorando em “A Touch Of Evil”. Rs
- Eluveitie (2019) – Carioca Club: confesso certa preguiça em rememorar quase 20 anos de shows, mas esse show foi fantástico, uma nova fase da banda, se doando ao máximo no palco, com mais peso, 1000 instrumentos super bem encaixados… Excelente MESMO!
Música que seria a abertura de seu próprio programa de rádio: Kreator – “Violent Revolution”
Música pra tocar no meu velório: se quisesse levar mais alguém comigo, “Deathrow (No Regrets)”, (Hypocrisy) que é a música mais deprimente que conheço; mas acho que “Children Of the Grave” do Sabbath cairia bem. Rs
Não entendo como conseguem gostar de: Tribalistas
Já tocou em alguma banda: Casus Belli… Que, 18 anos depois, ainda não gravou sua demo. Rs
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Além de rock, curto muito: jazz e blues (gosto mais do que entendo); MPB ou bem instrumentada ou com sentido político (pra mim, é incompatível viver neste país – principalmente em certos períodos como década de 70 e hoje – e não usar a música como ferramenta política), de Chico Buarque a Criolo, e além, até MC Garden; e o que se convencionou chamar de música “clássica”, embora nem tudo seja clássico. Rs
Maior decepção musical: Phil Anselmo nazista safado do caralho
Indique 3 bandas novas: Surra, Armahda, Hatefulmurder (pra dar uma força pra galera que tá aqui, trampando forte por um som profissa neste país)
LP, CD, mp3 ou streaming: CD. Acho meu acervo de mp3 bem respeitável, mas hoje confesso que escuto predominantemente streaming.
OBCECADOS RELOADED
Foi em 9.5.16 q fiz meu “melhores do Cannibal Corpse pra mim”. Mesmo só possuindo 8 discos até aquele momento. Meio desatualizados e tudo.
De lá pra cá adquiri TUDO da banda em cd (exceto o ep “Hammer Smashed Face”, q nunca nem vi) e estou vivendo uma fase encantada com essa gente meiga (e psicótica) da Flórida. Por isso, reatualizo meu ranking:
MELHORES DISCOS DO CANNIBAL CORPSE PRA MIM:
- “Bloodthirst”
- “Torture”
- “Gore Obsessed”
- “Red Before Black”
- “A Skeletal Domain”
- “Evisceration Plague”
- “Vile”
- “Kill”
- “The Bleeding”
- “The Wretched Spawn”
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H
por Leo Musumeci

“I, the Mask”, In Flames, 2019, Nuclear Blast
sons: VOICES / I, THE MASK / CALL MY NAME / I AM ABOVE / FOLLOW ME / (THIS IS OUR) HOUSE / WE WILL REMEMBER / IN THIS LIFE / BURN / DEEP INSIDE / ALL THE PAIN / STAY WITH ME
formação: Björn Gelotte (guitars), Anders Fridén (vocals), Niclas Engelin (guitars), Bryce Paul Newman (bass), Tanner Wayne (drums – additional), Joe Rickard (drums)
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Antes de começar, talvez seja preciso falar justamente sobre “começar”: pra mim, é uma grande satisfação começar uma contribuição mais sistemática com este blog que, mais que um depositário de idéias pessoais sobre metal, é um espaço de resistência.
Resistência, primeiro, porque resiste ao tempo e à infinita obsolescência das plataformas que se sucedem na internet nesse nosso capitalismo atual, se tornando um lugar da memória (num contexto em que a História é alvo de sucessivos ataques, essa resistência tem duplo sentido).
Depois, porque resiste politicamente a um certo padrão dentro do rock, metal, e gêneros afins, que se tornou hiperconservador, de onde homens brancos, no conforto de seus privilégios, se arrogam posições asquerosas e se filiam a tudo aquilo que esses movimentos sempre foram: contestação (como eu disse, a memória curta e a negação da História são os “lugares” em que vicejam esses tipos).
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Isso posto, pra essa primeira postagem, acho justo começar com uma resenha de um cd recente que me fez volar a ter prazer em ouvir uma das minhas bandas prediletas: o In Flames, com “I, the Mask”.
Em tempo, adiantando um pouco aquilo que descobrirão ao longo dos próximos posts: não sou um saudosista da música, nem tampouco true ou virtuosista. Tenho problemas pessoais com discos mal gravados (o que me faz não gostar de muita coisa antiga) e sou fã de Pro Tools. Rs
Tudo isso pra dizer que pra mim o In Flames não acabou no “Clayman”, como pra muitos fãs “das antigas”. Pra mim, até o “Sense Of Purpose” os discos eram muito bons, no “Sounds Of A Playground Fading” começou a cair, e no “Battles” chegou ao ponto mais baixo – há músicas inaceitáveis nele, mesmo pra quem, como eu, gosta até de algumas coisas do Linkin Park.
Mas, à medida que lançavam os singles nas plataformas virtuais, já era possível ver que algo havia mudado. E começaram bem, logo com a melhor música do cd, sobre a qual vou me deter e, por ela, falar metonimicamente do álbum: “I Am Above” (aliás, se tiverem que dar uma única chance a este cd, peço que seja pra essa música).
Nela a bateria continua reta, mas é muito mais criativa que a imensa maioria das músicas do In Flames, as bases de guitarra saíram pesadas, com um groove bom, cadência, fraseado plenamente compreensível, acompanhando os vocais, ora bem rasgados (diga-se de passagem, acho que o Anders Fridén está em ótima forma neste cd) alternando com refrões bem melódicos e limpos, com pronúncia clara e guturais intervalados. Até o solo de guitarra da música (algo que tendo a não gostar) é extremamente bem encaixado.
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Obviamente, não é possível manter esse nível pro álbum todo, mas acho que, de maneira geral, encontraram um equilíbrio muito bom entre o som que fez com que se consolidassem como um dos principais nomes da cena sueca e as músicas mais novas, que disputavam público de Mtv.
Acho que, enfim, a entrada do Niclas Engelin se justificou (sempre gostei das bases dele, especialmente, nos primeiros cd’s do Engel, com vocais do Magnus Klavborn – por sinal, acho que muito desse novo álbum do In Flames tem essa mão dele, que foi algo que até no próprio Engel se perdeu um pouco), e a do Tanner Wayne (que nem era algo muito difícil, mas muito necessário) se fez sentir.
A quem interessar, vou deixar o link pro clipe de “I Am Above” (diga-se de passagem, de uma crueza notável).
Forte abraço.
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CATA PIOLHO CCLXXI – cedido pelo amigo Jessiê outro dia, quando do post “Embate 2” recente envolvendo S.O.D. vs Terrorizer. Chupim tão chupim q o Terrorizer ficou até com “medo” de tomar processo?
ENCARTE: PINK FLOYD
Momento “visite nossa cozinha” no quase derradeiro rodapé do encarte em “A Momentary Lapse Of Reason” (1987):
“This Album was recorded digitally, with the exception of the acoustic drums and bass guitar which were recorded analogue. Dolby SR noise reduction was used for mixing; mastered direct to metal“
O BRASIL EM CARTAZ
Acho q ninguém por aqui deixou de saber disto aqui. A notícia de ontem e – tvz? – dos próximos dias.
Cartaz de shows do “Dead Kennedys” por aqui:

Imediatamente, me ocorreu o cartaz de shows do Pearl Jam por aqui ano passado. Alguém mais lembra?

Notícia vai, notícia vem. Likes, curtidas, bolsominions enrustidos, alguns se atrevendo a cravar “é fake”. (Habituados q são com o tema, ñ espantaria). Ñ foi fake, mas a “banda” tratou de se retratar: Ñ AUTORIZAMOS!

E a esta altura, já nem sei mais o q achar.
A “banda” parece já ter apagado o desmentido. O autor, brasileiro, parece q disse q fez e a banda autorizou, e ñ imaginou a repercussão… Ante todas essas bostas novas bolsonarísticas, 100 dias duma privada entupida q ñ encontra fundo nem no pré-sal, como ñ repercutiria?
De minha parte, achei do caralho. E tenho q se Jello Biafra (ñ gosto dele tb) ainda estivesse na banda (sem aspas), tvz ñ oferecesse retratação. Mas, sim, ainda mais MUNIÇÃO. Ñ é de arminha, kill the poor, fake news, olavismo terraplanista, indignação parcial e insultos q vive essa gente?
O melhor comentário vi pelo Facebook de alguém (Tiago? märZiano?), com sujeito parabenizando: 1) o autor, pelo cartaz totalmente HC; 2) a “banda”, pela sinceridade em assumir desconhecer assuntos fora de sua bolha; 3) ao Jello Biafra, por ter largado a “banda” sabendo q viraria uma banda de formatura.
Banda de cagões. Mais pra Jota Quest e Skank q pra punk.
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No mais, uma aposta: show cover oficial de DK, com este cartaz, em locais governados por nazi-snipper (RJ), nazista fascista neoliberal-privatista (SP) e nazista do “Partido Novo” (MG)?
Ñ VAI ROLAR.
LEGADO TESTAMENTEIRO RELOADED
Foi em 06.09.10 q fiz minha lista de favoritos do Testament à época.
De lá pra cá saíram “Dark Roots Of Earth” (2012) e “Brotherhood Of the Snake” (2016). Daí minha atualização:
- “The Gathering”
- “Return to the Apocalyptic City” (ep)
- “Low”
- “First Strike Still Deadly”
- “Brotherhood Of the Snake”
- “The Fomation Of Damnation”
- “Souls Of Black”
- “The Legacy”
- “The New Order”
- “Dark Roots Of Earth”





