julho 2022
SHINE
A pior coisa, dentre tantas piores coisas em se tocar por aí e aceitar show, é a famosa roubada do “vender ingresso antes e dar a grana pro organizador”.
A roubada ocorrida há 10 anos no Maranhão e q vem sendo anunciada novamente me fez lembrar dessa: “1028º Graus Rock Festival – O maior festival de música, arte e comportamento“.

Em Paranapiacaba, cidade serrana (à beira da Serra do Mar), em 2004. Naquilo q foi nosso 8º show, em 12 de dezembro de 2004. E a única e última vez q topamos esse tipo de presepada.
Tenho ainda um adesivo do evento (vide acima), q foi noticiado em estardalhaço pela mídia local: https://www.dgabc.com.br/Noticia/318059/santo-andre-se-prepara-para-balada-historica
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A real é q a gente já sabia q seria roubada, e topamos pq éramos a fim de tocar. Ainda mais fora de SP. Torcendo, obviamente, pra pelo menos o evento rolar – se bem q, lembrando agora, acho q ñ cogitamos essa possibilidade de pior cenário.
Ñ lembro como nos chegou no No Class essa oportunidade – pode ter sido pelo Orkut – mas lembro q fomos nós e o P.O.T.T. (Exodus Cover) e fizemos exatamente o mesmo roteiro: vender 10 ingressos antecipadamente (pra nós mesmos), levar o dinheiro pro promotor (em Santo André – eu levei pelo No Class) e rumar pro local no dia.
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Conto já resumido o q foi: chegamos a um local imenso, tipo pátio de fábrica abandonada, em meio a uma neblina q tornava o portão de ferro parecido com o dum campo de concentração nazista. O organizador ainda ñ havia chegado, nem o público, nem as bandas famosas (ñ lembro quais, mas ñ envolvia Sepultura, Ratos de Porão ou Franga). Só o No Class, o P.O.T.T., 3 ou 4 namoradas q nos acompanharam e os técnicos de som do lugar onde tocamos.
(eram palcos diferentes em galpões indoor diferentes)
Se tinha algum público, eram 2 ou 3 bangers perdidos naquela lonjura. E sei lá se ñ eram espíritos zombeteiros.
Eram umas 14h, montamos as coisas, tocamos – nós primeiro, P.O.T.T. depois – pros técnicos de sons + nós mesmos e ñ tinha ninguém pra trocar idéia ou cachê pra receber, merchan pra comprar, barraca pra comprar cerveja ou lanche, nem nenhum outro show simultâneo, show erótico ou coisa do tipo e daí fomos embora.
Ñ tinha o q fazer.
Quer dizer: rolou o show. Pra ninguém e pra nada. Fica parecendo até q foi sonho, mas rolou. Se ñ consegui transmitir a estranheza, releiam a partir de “conto resumido o q foi”…
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E o q ficou disso? A ida aventureira, com as bandas indo em 3 carros e tendo q subir uma estrada de serra com neblina (eu rodava com minha porta aberta e olhando o caminho por debaixo da porta do carro) – o q rendeu alguma adrenalina – e a volta involuntariamente engraçada, com os colegas Edinho e Cássio, mais a então minha namorada e o amigo Eric rachando de rir dum relato meu sobre um paciente q eu então atendia q se comunicava (falava e ouvia) com o dedo mindinho.
Estava em casa de volta eram 18h. Fim da história.
Moral da história: aprendemos cedo a ñ entrar nesse tipo de roubada, ainda bem.
VÁRZEA
märZ me passou isto ontem:

Pelo q entendi, a turnê Max & Iggor 25 anos de “Roots” então ñ terá o segundo? Q várzea.
Quase na mesma hora, vi no Instagram do Gastão Moreira o Max convidando geral pro show e dizendo ter ele, o Iggor Cavaléra (tá tacando acento agudo no sobrenome), Dino Cazares e o baixista do Soulfly.
Parece ter algum ruído aí.
NA PAREDE

Perturbado e perturbador. Uma obra de arte em si, pra lá de complementar ao disco homônimo lançado 3 anos antes.
Digo “pra lá de complementar” pq tenho q em ñ existindo o filme, este filme, provavelmente “The Wall”, a “ópera-rock” (ainda chamavam assim à época), teria bem menos alcance e abrangência.
Vide as cenas icônicas do moedor de alunos, do rock star apoplético, do fascismo à espreita e recorrente (Roger Waters anteviu o rock de arena – AOR?), do professor psicopata castrador, da 2ª Guerra Mundial zero estilizada/idealizada por Hollywood, entre outras.
Sabe-se da encrenca q foi lidar com Waters na época (Alan Parker foi o 6º ou 7º na fila), mas o resultado ainda acho sublime. Parker nunca fez um disco, Waters autor-compositor q se pusesse em seu lugar. E assim foi.
Um dos grandes filmes do rock, q assisti demais, pela tv ou em tempos de escola (assistíamos em aulas de ensino religioso) e via dvd, quando já nem precisava: sei partes de cor sem esforço.
Queria ter passado pelo impacto de vê-lo no cinema há 40 anos. Imagino as reações, favoráveis e contrárias. Jamais indiferentes.
Lembrei ainda de Lulu Santos desdenhando, reduzindo e chamando a obra de egotrip. Bem… deixa pra lá.
ENCARTE: TAROT
Momento “visite nossa cozinha” no encarte de “Crows Fly Black” (2006):
“All this took us dumbasses about four to five weeks to do, scattered throughout the Spring, Summer and Fall of 2006“.
SEGUE SAGA
Sempre fui um cara de videoclipe, mas essa saga aí ñ tô conseguindo acompanhar. Acho q me falta tempo interesse.
[INTENSE ELECTRIC GUITAR SOLO]
E deve vir aí uma “parte 3”.
[INTENSE ELECTRIC GUITAR SOLO]
Interessa o som.
E no q tange ao som, achei melhor q o anterior disponibilizado. Q nem lembro o nome mais.
[INTENSE ELECTRIC GUITAR SOLO]
Ainda q estranho. Afinação lá embaixo e guitarra na cara demais. Provável reinvenção do Megadeth, pq ao vivo estão tocando as músicas antigas assim (como comentado do outro vídeo) e já q Megadave andou falando mal da Banda Beijo e de bandas “preguiçosas” q usam backing tracks no vocal ao vivo.
[INTENSE ELECTRIC GUITAR SOLO]
Acho q é o caso de ter q acostumar.
PS – sobre os CAPS LOCK: é q assisti ao vídeo legendado. Letras vieram junto, mas avisos – aos deficientes auditivos? – de q tem um solo bom pra caralho naquela ou na outra hora vieram tb ahahah
PS 2 – tempos estranhos os atuais: vídeos explicando teasers/trailers de filmes (há mesmo necessidade?) e legendas avisando a hora dos solos numa música. Como se ñ desse pra VER
Ninguém agüenta mais youtubber.




