Tem ao menos uns 11 a 13 anos q escrevi isto aqui (abaixo), q publiquei junto de outras 4 “letras de música” (sem música. Ñ sei fazer) numa coletânea de “poesias, contos e crônicas”, em 2002. De repercussão nula q ñ me surpreendeu, por conta de ter participado da coisa só pelo ego de tê-lo feito.
E é um negócio q vejo combinar com o material da banda de som próprio onde estou tocando – só ñ consigo até hoje achar algum jeito de cantarolar, botar uma melodia nesta porra.
Quem achar uma bosta, à vontade pra dizer “q bosta”.
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EM ESPÉCIE E EM JUÍZO A bulimia de minha irmã tornara-se tão forte
Que em vez de vomitar tudo o que comia
Era também vomitar o que não comia
Ela brincava que era de improviso
Sem saber, ou porque, nem ter
Ficava perto, pra ser um suporte
Com nojo, mas intrigado, assaz fascinado
Os olhos azuis lacrimejavam
Os meus, os dela
A bulimia de minha irmã tornara-se tão interessante
Que toda vez que eu penso nela, e ela morreu disso
(Fogo-fátuo feminino fulminado)
Um anjo – da morte – me dá tapinhas nas costas
Eu ainda não sei que tenho leucemia.
No embalo das sugestões dos amigos por aqui, a durarem mais esta e as próximas 3 semanas.Pelo menos.
MELHORES DISCOS DE PUNK/HARDCORE NACIONAL PRA MIM:
1.“Mais Podres Do Que Nunca”, Garotos Podres
2.“Adeus Carne”, Inocentes * 3.“Histórias De Sexo & Violência”, Replicantes # 4.“Pior Que Antes”, Garotos Podres 5.“Inocentes”, Inocentes £ 6.“Cadê As Armas?”, Mercenárias * 7. “Linguachula”, Linguachula
8.“Pegaram Jesus Pra Cristo”, Não Religião # 9. “Abominável Mundo Monstro”, Zumbis Do Espaço 10.“Tchan Nan Nan Nan Nan”, D.F.C.
* discos outrora resenhados no blog, quando era do Terra
# discos resenhados no blog Terra, reprisados no Exilio Rock [em ago e set/10]
£ disco resenhado no Exílio Rock em nov/10
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MENÇÃO HONROSA: “O Concreto Já Rachou”, Plebe Rude [pq ñ sei se a Plebe era assim estritamente punk…]
sons: SUICIDE DAY / MIRROR / INSANITY / MIND REVOLUTION / HUNGER / NEVER SURRENDER / HOMELESS / FATAL BRIGHT / EYES OF AJNA
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formação: Tibet (vocais), Pitchu Ferraz (bateria), Saulio Issao (guitarra), Ivan Valle (baixo)
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participações especiais: Pompeu, Fabio, Emerson Doidão (vocais em “Suicide Day”, “Insanity” e “Never Surrender”); Loop B (teclados e samples em “Eyes Of Ajna”); Antaris Renato (guitarra solo em “Eyes Of Ajna”)
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Algo curioso sobre este disco foi como o ganhei. Nada de promoção q tenham me enviado pelo correio, ou q tivesse q ir à puta q pariu com R.G. pra buscar: simplesmente o vendedor na Destroyer (loja na Galeria) o enrustiu na sacolinha onde constava o 1 ou 2 cd’s (ñ lembro qual/quais) q tinha acabado de comprar por ali. Sem caixinha: cd, encarte e contracapa, e dum jeito q só fui perceber já no metrô.
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À luz da recente falência do lugar, ficou bem claro se tratar dum ENCALHE q me estava empurrando, o q me fez ainda com outro cd, duma banda horrível (D.W.E.) noutra enrustida ocasião, q ñ lembro se anterior ou posterior à deste. E tb sem caixinha o muquirana…
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Algo besta sobre este “Mirror” foi eu quase tê-lo elencado em minha lista de “piores do metal nacional” da última sebunda, o q refuguei na última hora. Hora em q reouvi pra avaliá-lo um pouco melhor. E ver ñ ser algo tão ruim assim – ñ pra constar entre os 10 piores – q era a impressão suscitada pela ouvida única e apressada q tinha feito do artefato até então.
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Ñ q o disco seja um primor, um petardo, um clássico inominável de tão memorável. Tinha lembranças de bateria eletrônica destoando do todo (ñ confere), duma produção precária, duma banda realmente chôcha.
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Ñ q o Ajna ñ fosse chôcho: tivessem sido realmente contundentes ou diferenciados, teriam entrado pra memória das caras bandas brasucas injustiçadas q ñ vingaram. Q poderiam ter rendido mais q este “Mirror” filho único. A falta de contundência ou diferenciação, por sua vez, atribuo ñ a uma produção precária de costume, mas sim a uma q engessou demais as coisas. Tornou tudo muito rígido e certinho.
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Há grooves baterísticos: mas entendo q com o intuito de oferecerem hipnose, obsessão. Por denotarem influências industriais (o Metal Archives exagera chamando a banda de thrash industrial). Ficou parecendo banda tentando funkear as coisas. E com a timbragem baterística a todo momento parecendo bateria eletrônica, artificial. Existem dissonâncias guitarrísticas, mas num jeito light: soando, em sons como “Never Surrender”, como um Voivod anêmico. Há peso na guitarra (o tal Saulio é o destaque instrumental, a meu ver, com bons riffs esparsos pelas músicas), mas com guitarras stacatto demais: poderiam ter soado, reverberado, ecoado mais.
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A intenção de sons instrospectivos, climáticos (cuja maior tentativa – vã – é o som instrumental derradeiro), tb se revela nas letras, TODAS ELAS sobre loucura ou de jogos de gato e rato com a mente: o problema é ver se tratar dum único assunto, em letras q fogem do simplório mas q se percebe feitas em português e traduzidas (mas ñ daquele modo bizarro dum “Beneath the Remains”). Os vocais são interessantes, repletos de drive (“Sucide Day” contém efeito tb: nem parece mulher cantando), mas pra mim faltando versatilidade: tornados monótonos pela repetição. Pegando no pé ainda no q tange às letras: faltou a banda ou alguém do selo revisar as mesmas no encarte, repletas de erros de ortografia/digitação. Pega mal.
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Algo inútil sobre o Ajna e este “Mirror”, é terem sido promovidos como banda da tal Tibet, colunista por muito tempo da Dynamite e da Rock Brigade (salvo engano), astróloga (ou era alguma outra de nome estranho?) e ex-integrante do Made In Brazil. Dado último este infeliz q nada lhes acrescentou, já q juntar todos os ex-integrantes do Made dá pra lotar um Canindé ahah
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No fim das contas, é disco q quem curtia o Zero Vision ou o Korzus“K.Z.S.” pode acabar curtindo. Duma banda de proposta até singular, sem serem brilhantes. E q ao vivo devia ser 8 ou 80: muito bons ou uma merda total. Q espero q ñ resolvam – ah, a mídia brodística! – criar cultos nostálgicos fomentadores dalguma volta à ativa: ñ creio carecer. E q, afinal, estando “Mirror” à disposição nalgum encalhe a 5 contos, tvz valha pegar. E cujos sons mais ou menos relevantes considero “Insanity”, “Never Surrender”, “Homeless” e “Fatal Bright”.
Trintões do Thrash Com H, todos devidamente serenos, safenados e ajustados, uma pergunta:
e se em nossos dias de 16 a 18 anos – época de vinis e shows atrozes, de pistas repletas de marmanjos suados e vomitados, cujas presenças femininas ilustres eram as das gordinhas espinhudas com braceletes – nos dissessem q estava pra chegar uma banda com uma figura assim?
E ainda mais: com uma figura assim tocando VESTIDA EXATAMENTE ASSIM?
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Pois bem: fomos eu e a Patroa ao show das Iron Maidens.
Q, do ponto de vista comercial, foi totalmente fiasquento: mal haviam 200 pessoas ali no tal Espaço Emme (ex-Bar Avenida) sábado à noite, sendo q dessas tantas chuto umas 30 terem sido da imprensa (2 credenciados pela Playboy brasuca incluídos – vi na hora de assinar os ingressos q ganhei), em evento, a meu ver, bastante equivocado em termos de divulgação e preços.
Tiveram divulgação até no “Leitura Dinâmica” (Rede Tv!) – aliás, o programa mais heavy metal da tv – e em banners adoidadamente. E com preços variando entre 50 e 120 contos.
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Fui pra achar ruim, e ñ por razões patrulheiras, já q
* ñ acho q elas estivessem ROUBANDO lugar de bandas nacionais. Afinal, o Xoxxótica já acabou e o Korzus já fez seu show deste ano
* ñ acho descabido show de banda cover, mesmo pq toco em uma já há alguns anos. Embora reitere o absurdo da produção – vi depois q tiveram até banda de abertura! – divulgação e preços envolvendo as moças. E pq, no fim, vai quem quer: ninguém é obrigado
E consegui torcer o nariz nos 2 primeiros sons, devido a sutis rateadas da baterista. Assim como com birras minhas (q permaneceram todo o show) com recursos dela, como de usar em demasia o pedal duplo: caralho, q fizesse as bumbadas com um só, como o Nicko!…
No entanto, e xiitismos baterísticos à parte, a partir de “Wasted Years” (3º som) e da “Die With Your Boots On” seguinte, desencanei e curti. Foi memorável? Nem. Do mesmo nível duma banda cover boa e comprometida. Mas foi bão.
E antes q a Patroa resolva chiar q fiquei lá olhando pra “Adriana Smith”, alego q fiquei o tempo todo de olhos fechados, viajando, apenas abrindo pra anotar a seqüência dos sons!! A loira é o destaque da banda pelos atributos físicos, sim (ñ q as outras sejam umas barangas), mas tb pq toca pra cacete!
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Muitos dos solos originais foram bem replicados, assim como tb fez a japinha – q ñ consta na foto de divulgação, abaixo – q fazia o Dave Murray. A baixista (Wanda “Steph Harris” Ortiz) tem um trabalho muito legal tb, tendo tirado tudo direitinho: faltando apenas uma pegada mais “macha” (nem daria!), tendo sido dela o momento mais divertido, quando, na hora da parte da retomada em “Phantom Of the Opera”, praticamente teve q escalar o P.A. pra conseguir se apoiar e tocá-la. Fez de propósito a baixinha, com certeza.
A vocalista, Kristen “Bruce Chickinson” Rosenberg, fosse mais baixinha teria o formato “nutritivo” ideal pra virar cover dum Evaneshit; por outro lado, mostrou-se competente (sabe cantar), embora ñ tenha imitado Bruce Dickinson em nenhum momento. [Patroa: fale de novo o q vc achou da voz dela!]. Nas músicas Di’Anno, me surpreendeu por ñ firulá-las.
Mandava tudo no gogó mesmo, sem se esconder em efeitos ou reverbs. Alguns sons ficaram melhores q outros, mas sem haver nada a q se reclamar dela.
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Os 16 sons seguiam com as moças nitidamente curtindo o q faziam. Visivelmente espantadas com a recepção (e tenho certeza, ante o tamanho ridículo do banner no palco, de q estão acostumadas a botecos ainda menores nos EUA) e alternando recursos visuais modestos – foram uns 4 Eddies de gente fantasiada, ñ robô teleguiado, além de fumaça, diabo (em “The Number Of the Beast”), roupa de soldado na Chickinson + bandeira do Brasil na “The Trooper”, e tal – fora ousando sons como “22 Acacia Avenue”, “Caught Somewhere In Time” e “Moonchild” (sem uso de playback ou teclados, como os titulares fazem/faziam) e “Killers”.
Momento desnecessário breve foi, anteriormente à penúltima “The Evil That Men Do”, da “Adriana” querer solar. Dar uma fritada, mostrando q sabe tocar, pedindo luz: como se todos os marmanjos ali presentes ñ estivessem salivantes de olho nela o show inteiro. A ponto do lado esquerdo do palco ter ficado apinhado de gente: o lado da Japinha Murray meio deserto.
A baterista ñ fazia as músicas exatamente iguais: umas mais q outras. Abusando, reitero, do pedal duplo. No entanto, sentou a mão como ñ vejo muito marmanjo (nem eu!) por aqui fazendo. No q cabe destacar isso nas Maidens: tocam tudo com convicção e intensidade, sem hesitações. A ponto de por vezes escorregarem nos andamentos, acelerando as músicas em seus transcorreres.
Mas se o próprio Iron Maiden, no “Maiden Japan” e no “Live After Death”, ñ se mostrou assim tão fã de metrônomos…
Outro dado curioso: nos primeiros sons mal se ouviam os solos de guitarra. A partir da “Caught Somewhere In Time”, porém, o volume das guitarras foi aumentando e aumentando, a níveis ensurdecedores, quase q embolando tudo. E o lance duma certa semelhança física: a Patroa chamava atenção da baterista, Linda “Nikki McBURRain” McDonald (*), ser meio parecida com o Nicko. Cara comprida, meio de cavalo. Mas com um NARIZ, ao contrário do homenageado.
Assim se deu tb com a Japinha Dave Murray, discreta no canto dela e fisicamente nem parecida, mas parecida mesmo assim pq tocando rindo e de bem com a vida. Sem tantas poses como a outra, e tudo bem.
Findo o show, foram lá prum fundão atender a galera, autografar e vender merchan (até calcinha da banda tinha. E um dvd ao vivo no Japão – !!), numa demonstração de pé no chão e profissionalismo a toda prova: tem banda cover de Iron Maiden por aqui de nego cuzão, q nem olha na cara das pessoas depois de tocar!!
Ficou grande a resenha, posto o set list e comento outras coisas no ‘so let it be written’:
intro. “Doctor Doctor” (versão Blaze)/Churchill’s Speech 1. “Aces High” 2. “Two Minutes to Midnight” 3. “Wasted Years” 4. “Die With Your Boots On” 5. “The Wickerman” 6. “Flight Of Icarus” 7. “Killers” 8. “Caught Somewhere In Time” 9. “Wratchild” 10. “22 Acacia Avenue” 11. “The Trooper” (a q mais agitou) 12. “The Number Of the Beast” 13. “Phantom Of the Opera” 14. “Moonchild” 15. “The Evil That Men Do” 16. “Run to the Hills”
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(*) achei sensacional o apelido!
PS – no whiplash, consta resenha e link prum resenhista q deve ser moleque de 10 anos. Cujo ápice é o de criticar q a Japinha Dave Murray estava do lado errado do palco. Ugh!!
Postou lá umas 100 fotos, das quais roubei duas e por volta de 70% delas é da Courtney “Adriana Smith” Cox. Divirtam-se!
A vez hoje é de listar os piores discos do metal nacional.
Rasguemos adesivos, dispamo-nos de preconceitos, revolvamos nostalgias: há coisa pra se listar, sim!
O critério desta vez eu deixo quieto: quem quiser listar 5 discos duma mesma banda (tipo Viper), à vontade. O foco é serem os piores: tanto faz se por (má) produção, músicas ruins, decepção causada, ou tudo isso junto.
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OS PIORES DISCOS DO HEAVY METAL NACIONAL PRA MIM:
1.“Sun Seth”, Sunseth Midnight
2.“Dreams Of Gods And Men”, Myatan * 3. “Pay Back Time”, Nervochaos
4.“Proclaiming Vengeance”, Mental Horror
5.“Inside”, Panzer
6.“Absit”, Horned God
7.“Musica Diablo”, Musica Diablo
8. “Sistemados Pelo Crucifa”, Ratos De Porão
9. “Nation”, Sepultura
10.“Theatre Of Fate”, Viper
* tranqueira comentada por aqui certa feita[jun/10]
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BÔNUS PRA SIBÉRIA: “Lift Off”, Pitbulls On Crack (q nem é assim metal, mas horroroso e disparada a pior coisa q comprei este ano)
MENÇÃO DESONROSA: “Mindtrips”, Volkana (q ñ é ruim. Mas tb ñ é bão; pela descaracterização da banda neste, entra pela decepção a mim causada)
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No mais, a lista mais difícil q já fiz. Achei q seria ridiculamente fácil, até q fui me desfazendo de alguns “preferidos” pelo caminho. Uff!…
Nem entro nos deméritos sobre decadência ou coisa assim. Ainda mais do tal Lou Reed, pra mim, uma das figuras mais chatas e presunçosas (no mau sentido) da história do rock. Apenas me incomodou o dejá-vu: parecem, ao longo da matéria, aquelas declarações “libertárias” da época do “Load” e do “Reload”, o q me faz crer q o Metallica É isso, e ñ mais a banda de outrora.
Ñ q eu tivesse acreditado em eles terem voltado a ser o q eram: ou alguém realmente acredita q quando sai o Morbid Angel novo, algum dos caras (fora, tvz, o Trujillo) ouve?
Outra possibilidade será a da laia dos indie-otas começar a achar q curte heavy metal. Ou thrash metal. Tudo – fora rock progressivo – o q os críticos do meio sempre execraram cega e veementemente.
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Por outro lado, pensemos na tendência mustaineana de ir na cola: gravará algum disco com Neil Young ou Bod Dylan?
(páreo duro pra ver quem canta pior!!)
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E se o Korzus resolver gravar com o Zé Geraldo? Vou parar de gostar do cara!
Simplesmente isso. E desse jeito eu poderia concluir minha resenha mais rápida, e tb a mais fidedigna, de todos os tempos. Difícil dizer o indizível, descrever o indescritível: só por indícios.
Tinha feito algo “errado” – o q ñ costumo fazer, pra ñ estragar surpresas – antes do show: vi set-lists da turnê, especificamente dos shows no Chile e Argentina, o q me instigou e deixou torcendo pra q replicassem o chileno (q continha “Not Of This God”, ao passo q com os porteños a tal foi substituída por “The Antichrist” e “Hallowed Point”). Fizeram melhor: mesclaram ambos, embora “Not Of This God” tenha sido trocada por “Payback” por aqui.
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Tinha até pensado em tirar sarro, chamando a turnê de “Public Display Of Dismemberment Tour“, já q o psicopata Hanneman anda convalescendo de picada de aranha – !! – tendo vindo emprestado o lendário Gary Holt pra quebrar galho; e já q Tom Araya (q ñ ri, ñ fala e ñ caga) agora tb ñ pode mais banguear, por conta de cirurgias em cordas vocais e coluna recentes.
Pelo menos no q tange ao Araya, nada disso zoou. Muito pelo contrário, parece q ajudou!
A meu ver, o destaque do show – impressionante como está “cantando” melhor! – dum show em q TUDO foi destaque. Como o REPERTÓRIO, q simplesmente forcluiu o “Hell Awaits” e “Christ Illusion”, sem q eu (e provavelmente mais gente) desse pela falta.
Os caras vão fazendo assim: música rápida, música lenta (pro Araya respirar). Mas o q é música lenta pro Slayer? “Temptation”, “Dead Skin Mask” (melhor riff mórbido do mundo!), “Stain Of Mind”, “Bloodline”, “Americon” (q até agora eu ñ entendi o trocadilho)… Lados b adoidados, como “Ghosts Of War” (emendada em “Chemical Warfare”) e “Hallowed Point” – fora já citada “Temptation” (cacete, 5 sons do “Seasons”!) – se fizeram tb presentes.
E tb sons da “era Bostaph” – vulgo “Novo Testamento” – com Lombardo elegantemente cometendo-os: “Dittohead” (Araya ñ fugindo da reta), “Disciple” (idem), “Bloodline”, a inesperada “Payback”, fora “Stain Of Mind”.
Além de sons do novo, q FUNCIONAM MUITO MELHOR AO VIVO (duvido alguém discordar). E aí, deu-lhe “World Painted Blood” e “Hate Worldwide” abrindo, além de “Americon” e da súbita – pq emendada na “Seasons In the Abyss”, mais pro final – “Snuff”. Putz.
Faltaram músicas? Faltaram. Mas ñ me vêm até agora à mente. Pq ñ daria pra tocarem tudo. Me surpreendi com ñ ficar insatisfeito ante presenças doutras vezes enjoadas, como “Mandatory Suicide”, nem com “Stain Of Mind”, q está longe das minhas preferidas, ou mesmo “Americon”, q acho a mais sem sal do disco novo.
Sensação final minha era de satisfação, plenitude: vieram os caras fazendo um show do Slayer – ñ um show do Slayer com a volta de Dave Lombardo e ensaiando pra “world tour” como foi em 2006, ou show de Slayer espremido em festival, como os noventistas – a ponto de eu ter achado o melhor show do Slayer dentre esses 4, disparado.
E ñ pq o som estivesse perfeito: tb eu estava ali mais longe, mas as guitarras só foram melhorar da “Dead Skin Mask” – 10º som – pra frente. E SIM e Ñ por conta do bug ocorrido na estrofe final da “War Ensemble”: o som pra nós simplesmente SUMIU. A banda se ouvia e continuou tocando (vide vídeo acima), até q todos resolveram fazer karaoke from hell e terminar o som pelos caras. (Fora mandar o Via Funchal tomar no cu – vide vídeo outro acima). Em momento assaz memorável e salutar.
E mesmo tendo conseguido entrar – eu e o amigo Márcio – por falha de organização do lugar, já no meio do 1º som. Provavelmente teve quem o conseguiu no 3º ou 4º sons…
Destaques individuais vão pro Kerry King tocando simplesmente idênticos todos os seus solos nonsense, esfola-gato. Como é q ele decora? Tem alguém q passou pra tablatura? E pra Dave Lombardo, q simplesmente PAIRA no ar, por sobre os bumbos, tocando como se estivesse nem aí pra exibir técnica: faz o q faz, e é o q faz. Impossível ñ ser ali na 5ª um baterista e ñ ter ficado embasbacado com as viradas, variações, (re)invenções – sim! – nalguns trechos, tudo fazendo completo e absoluto sentido.
Gary Holt foi a contento tb, embora se percebesse ñ tão familiarizado com a esfolação de gatos (na “Seasons In the Abyss” deu uma cavalgadinha a mais, provavelmente por ñ saber como fazer PIOR eheh), e tendo tido momento inesquecível, emblemático, icônico, na alavancada final da “Angel Of Death” derradeira: ñ sai da minha cabeça até agora ele ter levantado a guitarra, pela alavanca, uns 2 metros pra cometê-la!!
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E aí foi assim: se essa porra de show, com esse repertório e essa excelência em execução (atingiram o ISO 9000 q Megadeth e Exodus recentemente conquistaram) sair em dvd, compro 2. Nem q seja pra só ficar olhando a caixinha de 1. Ou tentar tocar sincronizadamente ambos, em dvd players diferentes e tv’s ao lado uma da outra; apenas pela “noieza” e psicose de ser, orgulhosamente, um fã de Slayer.
Q é, e ñ aceito discussão, A banda de thrash. De todos os tempos. Como provado ali na 5ª. E foda-se.
Pq foi foda.
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PS – impressionante a tosqueira e amadorismo porco das resenhas oficiais q, apressadas ou ñ, simplesmente omitiram “Ghosts Of War”. Pq o Araya ñ a anunciou. Pq foi emendada na “Chemical Warfare”, entre outras atrocidades whipláshicas como enunciar “Suicide Mandatory” ou “Bloodline” dum outro nome estranho e nada a ver. Profissionais q ganham dinheiro – ou nome – pra simplesmente copiar set list de orkut e passar adiante. Pff!
O set FOI assim:
1. “World Painted Blood” 2. “Hate Worldwide” 3. “War Ensemble” versão bug 4. “Postmortem” 5. “Temptation” 6. “Dittohead” 7. “Stain Of Mind” 8. “Disciple” 9. “Bloodline” 10. “Dead Skin Mask” (“canção de amor”) 11. “Hallowed Point” 12. “The Antichrist” 13. “Americon” 14. “Payback” 15. “Mandatory Suicide” 16. “Chemical Warfare” 17. “Ghosts Of War” 18. “Seasons In the Abyss” 19. “Snuff” e no bis 20. “South Of Heaven” 21. “Raining Blood” 22. “Black Magic” 23. “Angel Of Death”