MÁ SORTE

Motörhead, “Bad Magic“
Um disco fúnebre. Pq o último. E, obviamente, por conta do falecimento de Ian Lemmy Kilmister exatos 4 meses após lançado, em 28 de dezembro de 2015.
Mas pq tb um disco mórbido.
Percebe-se um Lemmy cansado nos vocais (Pro Tools me parece q a banda já usava desde “Motörizer“, de 2008) e um excesso de músicas – 13 – q não condizia com a média da banda em discos.
Como se Lemmy tivesse ciência de q não duraria mais muito e resolvesse ter o q dizer. O “Aftershock” (2013) anterior tb teve isso. As letras já tinham se tornado imensas pouco antes, em “Hammered” (2002).
“When the Sky Comes Looking For You” foi single e um videoclipe pesado, beirando o mau gosto. Agourento. A ironia definitiva foi o final coverizando “Sympathy For the Devil”, q nem acho o melhor cover de Rolling Stones por eles cometido.
Os demais 11 sons incluem pauladas (“Victory Or Die” e “Thunder And Lightning”), as setentosas “Fire Storm Hotel” e “Tell Me Who to Kill”, sons mais bluesy (“Till the End” e “The Devil”) em meio aos sons mais típicos – “Motörhead é tudo igual“, uma ova – mas a real é q passados 10 anos de lançado, ainda não dei aquela devida atenção ao trabalho.
Por razões fúnebres, mórbidas, agourentas e cansadas. Prefiro lembrar de Lemmy, Phil Campbell e Mikkey Dee de até o “The Wörld Is Yöurs” (2011), quando não estavam ainda desfalecendo.
Não é um disco ruim ou indigno, q me lembre. Tvz daqui a 10 anos.







