Txuca
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AS I LAY DYING
por Leo Musumeci
Vip Station, 03.05.26

Eu não ia ao show e não sei se tenho muito a dizer.
O principal motivo é que ainda não digeri o que se tornou o As I Lay Dying. Parei de acompanhar antes mesmo dos problemas envolvendo Tim Lambesis e sua ex-esposa (ele foi preso por contratar alguém para matá-la, cumpriu pena, e assumiu a culpa) e dele com a própria banda (que foi inteiramente substituída depois do lançamento do último álbum tb aparentemente por problemas com o líder).
Não saber não me deixa confortável.

Por não acompanhar, não fazia muito ideia do que esperar da formação, mas a surpresa foi boa: Tim Yeung na bateria (ex-Divine Heresy, Hate Eternal, Morbid Angel…), Chris Clancy no baixo (que tem trabalhado com mixagem e produção de bandas como Machine Head, Kataklysm, Overkill…), Don Vedda em uma guitarra e Bill Hudson (guitarrista brasileiro que já tocou com uma galera fora, de Savatage a Morbid Angel).
Aliás, é impressionante a empolgação do público com músicos brasileiros em bandas gringas. Talvez toda banda deveria vir pra cá com um. Um conjunto coeso e muito bem ensaiado, que tem em comum o fato de serem excelentes e parecerem um grupo de bodybuilders.

Sabia que tocariam na íntegra o “Shadows Are Security” por ocasião do 20º aniversário do álbum. Embora não seja meu preferido (nesse caso, “The Powerless Rise”), é um clássico dos caras que fundaram o metalcore. E, como já tinha visto em 2011, sabia que entregariam um ótimo show – o que não é fácil, porque é super técnico e os caras agitam o tempo inteiro. Mas, como já disse, preparo físico ali não falta.

Na pista, um bom público também bem bombado. O que assusta um pouco pelo tamanho do braço de homens e mulheres e pelos gritos de “Sem violência!” antes de começar as rodas (sempre acho que, quando alguém precisa falar isso, é sintomático de que tem violência). De fato, rodas insanas – inclusive no momento que o baixista desceu pra tocar no meio do público, enlouquecido (foto 4, embora quase não se veja).

Assistir bons shows e encontrar bons amigos talvez sejam as principais razões de ser do rolê de metal. Inclusive, amigos salvam shows ruins e bons shows justificam ir sozinho. Mas, pra mim, que falava de construção de sentido no post do Nevermore, restou um desconforto tb. Bobagem minha? De novo, talvez.
TYGERS OF PAN TANG NOVO
Uns órfãos de John Sykes nos comentários, majoritariamente positivos.
O ponto nodal acho a animação em IA decalcando da capa de “Ride the Lightning” (né?) e de videoclipes de Suicidal Tendencies, Megadeth, Quiet Riot e tvz mais.
Analisar audiovisual se tornou encontrar plágios digitais agora? Até quando? Para sempre?
De minha parte, curti o som, mais hard q NWOBHM. Páginas de YouTube e Metal Archives são evasivas quanto a novo disco; a primeira fala em ainda este ano.
E imagino q se tocarem essa dia 29 (os verei no La Iglesia com bandas toscas abrindo) provavelmente não será com essa potência ou com esses vocais.
Se a bateria vier com esse peso, vai cair o teto.
: SEPULTURA
RANQUEANDO ÁLBUNS COM VERSÕES PRA SEPULTURA HOJE:
- “Southern Storm”, Krisiun [“Refuse/Resist”]
- “Inquisition Symphony”, Apocalyptica [“Refuse/Resist”]
- “Guerra Civil Canibal” (ep), Ratos de Porão [“Biotech Is Godzilla”]
- “Leaders Not Followers: Part 2”, Napalm Death [“Troops Of Doom”]
- “I See Red”, Claustrofobia [“Beneath the Remains”, faixa-bônus]
- “The Necrotic Manifesto”, Aborted [“Arise”, faixa-bônus]
- “Moda de Rock”, Ricardo Vignini & Zé Helder [“Kaiowas”]
- “Moda de Rock II”, Ricardo Vignini & Zé Helder [“Refuse/Resist”]
- “Welcome to Terrero”, Gangrena Gasosa [“Troops Of Olodum”]
- “Live At Monsters Of Rock”, Korzus [“Desperate Cry”](pra inteirar 10)
WhatsAppin’: sem rivalidade ou fofoquinhas. Eram amigos. Era assim https://metal-stop.com/dave-lombardo-explains-how-slayer-viewed-metallica-megadeth-and-anthrax-in-the-1980s
O q Geddy Lee e Alex Lifeson entendem de Rush, afinal? https://share.google/EvQ2nCGbVhwCqZIgm
O bolo de carne se desculpando da almôndega https://rockcelebrities.net/chris-poland-comes-clean-on-what-he-did-in-megadeth-calls-himself-a-bad-person







