E bizarra: pessoal q “consome” rock hoje sabe o q é riff?
De minha parte, WhiteStripes (campeão com sobras e sem VAR), FranzFerdinand e SystemOfADown fazem sentido. Mas faltam riffs, considerando q não é uma lista metaleira.
Lista contrária à anterior hoje: OS PIORES FINAIS DE BANDA
Titãs – não acabaram, mas deveriam. Faz tempo. Chegaram ao ponto de em 2025 fazerem show só com UM integrante original. Cito aqui pra representar todas as bandas q já acabaram mas insistem em continuar tocando/gravando
Joy Division – imagine vc tocar numa banda q acabou de gravar o disco mais ambicioso (“Closer”, q saiu póstumo, era um aviso) e q a poucos dias de ir aos EUA pra uma baita turnê, seu vocalista se suicida
Nirvana – história conhecida
Damageplan – história conhecida
White Stripes – encerraram atividades devido a uma sextape de Meg White vazada e jamais negada ou confirmada
Dr. Sin – notinha vitimista culpando o guitarrista, o público e se bobeasse, até o Lula (não estava presidente) pelo final da banda q já nem fazia show
Rodox – treta em pleno palco, durante (o último) show. Baterista troglodita chutou a bateria de cima do praticável e foi embora. Agora ficam querendo voltar sem o pastor
Sonic Youth – baixista afetada descobre q foi chifrada pelo marido guitarrista babyface e acabam a banda. E pior: lança na seqüência uma autobiografia presunçosa, rancorosa e desagradável, em vez de ir fazer terapia
Ministry – acabaram em 2008, mas voltaram em 2011. Fizeram último disco e última turnê em 2013, mas resolveram voltar no final da mesma
Running Wild – voltaram logo após a última turnê e último show no Wacken de 2009
E tem a história do Live, q não sei se entra na lista de melhores ou piores finais. Só acho foda: em algum momento, nos 00’s, a banda voltou sem o vocalista careca lá, aparentemente líder. Sujeito entrou na justiça e ganhou o direito de voltar à própria banda. Ao final da turnê, demitiu todo mundo e terminou a banda.
PS – tributo a FreddieMercury, em 1992, tem q estar como dos melhores finais de banda. Fica como horsconcours
MAIOR PERCENTUAL DE BANDAS/INTEGRANTES EM CAPAS DE DISCOS:
White Stripes – 6 de 6 (100%)
Grand Funk Railroad – 10 em 13 (83.3%)
The Police – 5 em 6* (83.3%)
Kiss – 20 de 25 (80%)
The Doors – 8 em 10 (80%)
The Who – 10 em 13 (76.92%)
Queen – 13 em 17 (76.47%)
Ramones – 13 em 18 (72.2%)
Toy Dolls – 9 em 13 (69.23%)
Inocentes – 8 em 12 (66.6%)
*incluído um ao vivo (“PoliceLive!“). Não incluídos artistas solo ou guitarristas solo, q merecerão lista reversa semana q vem. Consideremos artistas com pelo menos 5 discos.
Novo LedZeppelin pra quem nasceu ontem. Nenhum indício do tônus de John Bonham na bateria ou de JimmyPage na guitarra. Autotunes seja louvado: disco meticulosamente construído pra soar velho. E eu, q o sou, não nasci ontem. Não engoli.
Saudades de TheDarkness.
O vocalista lembra RobertPlant? Vagamente, na faixa de 1 minuto e pouco (“Runway Blues”). Lembrou ora KateBush (em “Fate Of the Faithful”), ora o GeddyLee do Rush primordial q imitava… o LedZeppelin, e cujo vocal misturava Plant e JonAnderson. Só q sem punch.
Até entendo quem curta e encontre virtudes. E me as explique. “The Falling Sky” e “The Indigo Streak” até achei legais. Mas WhiteStripes e GreatWhite eram “novos Zeppelin” melhores pra mim. E não sou viúvo de LedZeppelin, não mesmo.
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E alguém por favor recomende “PhysicalGraffiti“, “NoQuarter” (Page&Plant) ou Blackmore’sNight a sujeito no YouTube q classificou “The Archer” como “rock medieval”?
Faltando “rock” e “medieval” nas referências. Faltando ouvir “Coverdale/Page” (um “novo LedZeppelin” das antigas) na bagagem. Encarte – leiam encartes – não traz sequer ficha técnica (tem q olhar num site), só fotos hipsters da banda em desperdício de papel.
GeneSimmons está certo: o rock está morto. Desculpae o azedume.
“Noisecoregroovecocoenvenenado”, Zefirina Bomba, 2006, Trama Virtual
sons: ALGUMA COISA POR AÍ / O QUE EU NÃO FIZ / SOBRE A CABEÇA / A OUTRA TRILHA DE SUMÊ [instrumental] / O QUE ELA TEM / YEAH YEAH [instrumental] / TEUS OLHOS / A-M-N / DIA INTEIRO / VÁ SE FODER / O QUE É QUE TEM PRA TU VÊ NA TV / TPM / OPORTUNIDADE / HC / ENQUANTO OTACÍLIO BATISTA EXPLICAVA…
formação: Ilsom (voz e uma Delvecchio), Guga (bateria), Martim (baixo)
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A banda está por aí ainda, como pude comprovar pelo site oficial acusando shows recentes feitos fora do eixo (da curva?), como no Mato Grosso do Sul e na Bolívia. O disco em questão, ainda filho único, “Noisecoregroovecocoenvenenado”, com 10 anos de lançado, parece estar sendo relançado com bônus. O mesmo site tem ainda sons novos pra apreciação.
No entanto, correndo o risco de dar bola fora, me parece q o Zefirina Bomba ñ colou. E a meu ver, isso se deu de vários modos sincrônicos. O maior deles: o direcionamento equivocado a um público, sobretudo o público indie hipster, a quem tentaram se dirigir. Ou a quem a Trama Virtual tentou dirigí-los.
Parece q aquele pessoal, à época, estava mais voltado a White Stripes e ao Queens Of the Stone Age, aos The Hives e The Vines da vida, e às camisetas customizadas do AC/DC e de The Who compradas na rua Augusta. O “noise” do título tb pouco compareceu pra instigar, na medida em q só se nota – bem pouco – no último som do álbum. O pessoal q curtiu a onda grunge certamente já estava em outra, ñ se ligou.
Outros públicos q poderiam ter sido cativados pela banda, o dos roqueiros órfãos de Raimundos, como ainda um quase hipster, órfão de Chico Science e devoto de Nação Zumbi, Otto e mundo livre s.a. – pra quem o “coco” no título acusa regionalismo insuficiente, de leve tb, tb no último som – passaram batido igualmente. E nem a molecada fã dalgum hardcore acessível tipo Charlie Brown Jr., Pitty, Dead Fish, emos e congêneres infanto-juvenis. Os paraibanos aqui ñ podem/puderam ser resumidos a hardcore, ou rock regional, ou indie rock.
Pq são/foram mais q a soma das partes. “Noisecoregroovecocoenvenenado” tem sons indie (“Yeah Yeah”, “O Que Ela Tem”), sons grunge (“O Que Eu Não Fiz”, “A-M-N”, “TPM”), dois de veia punkOlho Seco (“Vá Se Foder” e “HC”), mas sobressai em sons de pegada stoner. (“A Outra Trilha de Sumê” soa um grunge stoner!). Tvz ñ tenham vingado (mais?) por chegarem antes da “onda stoner” neo-hipster atualmente vigente.
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O fator marketing ñ achei equivocado – “uma banda da Paraíba que usa um violão todo fudido e faz um barulho desgraçado” – mas reitero ñ ter havido gente prestando atenção. Quem é q perceberia se tratar dum Del Vecchio com 3a. e 5a. cordas de viola e ponte de guitarra fazendo todo aquele som? O baixista e o baterista ñ achei fracos, acompanham a contento a doideira (mais q “barulheira”) de 15 sons gravados, tb a contento, em dois dias. E mixados em sete.
O vocalista meio doidão, algo hiperativo, quase um “Otto roqueiro” tb chamou pouca atenção. Como tb ñ as letras, na maior parte só pra constar. Exceções: “Dia Inteiro”, “O Que É Que Tem Pra Tu Vê Na Tv”, “A-M-N” e “TPM”.
Mas o q fica então: uma resenha apelando pras injustiças do mundo, q pouco fizeram pra “reconhecer” o Zefirina Bomba, em seus sons curtos (dos quais 4 ou 5 poderiam ter sido melhor lapidados), de vocais majoritariamente ininteligíveis (fãs de stoner podem pensar q Ilsom canta em inglês) e surgido fartos de informação em meio a uma entressafra de rock excessivamente badalado?
Nada disso. Até pq os caras tvz nem sejam injustiçados ou se sintam pouco reconhecidos. É q, parafraseando uma outra seção deste blog, me pareceu q “Noisecoregroovecocoenvenenado”, lançado há 10 anos e somando 27 minutos e 2 segundos totais, sobreviveu ao tempo e poderia ser ouvido sem preconceitos ou maiores ranços. Ainda q tb ñ tenha se destinado aos fãs de metal, como os adoradores de bode preto e de Satanás como nós aqui eheh
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* CATA PIOLHO CCXLVIII – a cara de pau é maiúscula, descarada, sem perdão. Se sou Ritchie Blackmore ou Ian Gillan, meto processo.