Inocentes
ÍNDICES
A lista mais ociosa já lavrada aqui.
MAIOR PERCENTUAL DE BANDAS/INTEGRANTES EM CAPAS DE DISCOS:
- White Stripes – 6 de 6 (100%)
- Grand Funk Railroad – 10 em 13 (83.3%)
- The Police – 5 em 6* (83.3%)
- Kiss – 20 de 25 (80%)
- The Doors – 8 em 10 (80%)
- The Who – 10 em 13 (76.92%)
- Queen – 13 em 17 (76.47%)
- Ramones – 13 em 18 (72.2%)
- Toy Dolls – 9 em 13 (69.23%)
- Inocentes – 8 em 12 (66.6%)
*incluído um ao vivo (“Police Live!“). Não incluídos artistas solo ou guitarristas solo, q merecerão lista reversa semana q vem. Consideremos artistas com pelo menos 5 discos.
WhatsAppin’: Mustaine Datena. Quero ver se sustenta https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2025/05/30/dave-mustaine-conspiracao-mortes-chester-chris-cornell/
Baita lista q dá uma baita playlist https://consequence.net/2022/02/mark-lanegan-top-10-moments-list
Lojinha só estrumba show, filial lança outro disquinho provavelmente igual https://consequence.net/2025/06/daron-malakian-scars-on-broadway-new-album-single-killing-spree
VIRADA CULTURAL 2025
Punho De Mahin, Atos de Vingança e Inocentes – Casa de Cultura do Butantã, 24.05.05
Dead Fish e Sepultura – palco Butantã, 25.05.05
Falei a amigos q não faria resenha dos shows da Virada Cultural, mas alguns outros e especialmente um novo colega espectador por aqui (seja bem vindo, Fernando Romano!), perguntaram a respeito, então meio q fiz. Em forma avulsa de comentários.

Foram 5 shows! Seguem:
UM: assim como Krisiun e Ratos de Porão ano passado, percebi uma preocupação de Inocentes e Sepultura focarem em setlists mais “clássicos” devido ao público periférico, de muita gente q estava vendo as bandas pela primeira vez.
Sepultura foi isso: https://www.setlist.fm/setlist/sepultura/2025/av-pirajussara-sao-paulo-brazil-1b479184.html. Início arrasador com “Beneath the Remains” e “Inner Self” (mal tocada), sem medley! Inocentes teve “Medo de Morrer”, “Morte Nuclear” e 5 dos 6 sons de “Pânico em SP”. Dentre os 21 sons totais.
DOIS: chegando à estação Vila Sônia no domingo, vi muito fã de Fresno (tocaram antes do Dead Fish) em sentido contrário. Voltando pra casa. Muita menina e gays. Não são o mesmo público de hardcore?
TRÊS: Clemente (Inocentes) meio perdendo a paciência com alguém na grade pedindo “Pânico em SP” desde o primeiro som. O mesmo tipo de idiota q vai a show do Krisiun pra ficar pedindo “Black Force Domain”. Falava pro cara “vamos tocar no final”, “vc só quer ouvir ela?”, “tem um monte de música ainda” etc. Tem o meu apoio.

QUATRO: barracas com copos d’água gratuitos. Estratégicos no domingo. Alexandre de Moraes presente ahahah Por outro lado, merchan do Devotos (tocaram antes do Punho de Mahin, não quis ver) vendendo cds a 80 reais achei irreal.
CINCO: Sepultura foi um baita show. Claramente muita gente ali vendo desde há muito ou pela 1ª vez. Pouco mais de hora e meia de repertório. Mas beirando o burocrático. Parece q estão empurrando a carniça, acho q deviam acabar logo. Greyson fazendo umas viradas só com bumbos, me pareceu disperso. Ou vai ver não se ouviu bem.
SEIS: nunca tinha ouvido Dead Fish. Fizeram um show impecável, sem falhas na execução ou no som. Fiquei realmente admirado de como tinha gente cantando TODAS as músicas. Tiozões do hardcore (são 34 anos de banda) se abraçando, apontando uns pros outros, e tudo. Mas não é pra mim.

SETE: discursos anti-Bozo praticamente inexistentes. Clemente e Dead Fish provavelmente estavam ligados em não fazê-los, pra vereador MBL filho da puta arrombado (redundâncias) não vir depois com lacração ou querer sustar cachê.
Durante o Inocentes, rolou do público um coro de “sem anistia”. Baterista acompanhou com bumbo, Clemente incentivou. Mas não instigou. Rodrigo Dead Fish foi pelas beiradas: xingou o Agro, enalteceu o MTST e no final dum som mandou um “Bolsonaro vai ser preso”.
OITO: Atos de Vingança montaram os instrumentos e equipamentos no intervalo entre Punho de Mahin e Inocentes, tocando na rua. Na veia. Curti. Crossover mais puxado pra metal (vocal gutural, palhetadas, duas guitarras, pedal duplo na bateria do baterista acima da média), q gosto e penso estar em falta.

Falei isso pro vocalista/guitarrista, de quem não perguntei o nome e me entregou não serem banda “estamos gravando um disco”: tem sons no Spotify. Recomendo. E não foi exatamente uma intervenção: foram autorizados e tiveram equipamento cedido pela Casa de Cultura.
***
NOVE: cheguei sábado no primeiro som do Punho de Mahin, q não teve a produção (tipo telão) do Sesc recente, mas em compensação teve muito mais sangue nos olhos.

O som estava muito melhor q do Sesc. ALTO. O palco está ficando melhor e menor pra eles e elas. Coesão das músicas, discursos entre elas ficando mais retos e um público nitidamente novo a eles, mesmo a banda sendo periférica.
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DEZ: sacanagem do Burger King apinhado de metaleiros e punks no domingo fechar os banheiros lá pelas tantas, alegando estarem “quebrados”. Ou foi pq a fila do banheiro estava maior q a do caixa?
Fossem shows do Agro, fariam o mesmo? De todo modo, almocei ali EM PÉ e tive q voltar ao metrô pra mijar no banheiro da estação/mall.
ONZE: sacanagem do metrô em DESLIGAR as escadas rolantes na volta da multidão pós-Sepultura. Entendo q tvz houvesse riscos – e mesmo a passarela por sobre a Avenida Pirajussara tremia com o tanto de gente passando – mas achei isso perverso.

DOZE: Dead Fish e Sepultura serem as maiores atrações da Virada Cultural deve ser um “chupa” pra alguém. Não me ocorre a quem ou “quems”?
Não ter havido tretas ou mortes (houve risco) (e vi tiozões metaleiros desmaiando) tb me parece um grande “chupa” a quem tvz tivesse esperando pelo pior. Tvz organizadores q vêm reduzindo a Virada nos últimos anos.
TREZE: Sepultura mexeu no repertório tb incluindo “Choke” e “Agony Of Defeat”. Fracas. Deveriam rancar fora “Orgasmatron” tb. Pq fazer medley dela (tocar 1ª e 3ª estrofe) acho uma bosta. Já estava uma bosta ano passado, Derrick Green não sabe a letra e parece não querer saber.
Em compensação, “Desperate Cry” achei a melhor. Tinha um backing track de teclado, mas tudo bem. Não lembrava q ela tinha 1000 partes diferentes. “Atittude” foi tocada de pau mole (achei Greyson desinteressado nela) e “Dead Embryonic Cells” foi foda. Mas faltou “Biotech Is Godzilla” ou mais sons do “Chaos A.D.”.
CATORZE: sinalizadores adoidado no Sepultura. Não sei se chega a queimar filme pra shows de metal em próximas Viradas (e teve revista na entrada), mas me parece q depois do System Of A Down vai virar regra.

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E é isso o q me ocorre. Qualquer coisa, volto e acrescento coisa. Ou nos comentários. Façam comentários.
FALTAM 8
UNDER COVER
Lista inversa da de semana passada hoje.
ARTISTAS/BANDAS RUINS DE COVER:
- Arch Enemy
- Tori Amos
- Scarlett Johansson
- Prong
- Ozzy Osbourne
- Inocentes
- Placebo
- Slayer
- Rush
- Six Feet Under
PS – esquecemos todos de citar o Nevermore na lista de semana passada. Sim? Não?
WhatsAppin’: não entendi. Museu virtual? https://consequence.net/2024/10/slayer-slaytanic-verses-digital-museum/
Piada pronta ou sentido figurado obliterado? https://consequence.net/2024/10/motley-crue-garbage-truck-troubadour-los-angeles/
Essa, certamente piada pronta https://loudwire.com/torture-touring-members-quit-undeath-tour/
BLOCO 77 + GAROTOS PODRES
Tendal da Lapa, 27.01.24
Blocos de Carnaval roqueiros não são novidade: há uns anos ouço falar de vários, por aqui em SP e em BH, dedicados a Beatles, Iron Maiden e Pink Floyd.
Assistir in loco, ver se funciona, aí já é uma outra conversa.

Foi o q me aconteceu sábado passado: fiquei sabendo de ensaio desse Bloco 77, cujo repertório é de punk rock brasileiro, num local q (re)descobri como reduto de punk, hardcore e grindcore – o Tendal da Lapa, aqui pela Zona Oeste – em evento q encerraria glorioso e garboso às 19:30 com show dos Garotos Podres. E de graça.
E por q não ir?
E o q foi?
Duas horas ininterruptas (desde quando cheguei, por volta das 17h) com um pessoal (não chegam a 20 pessoas, salvo engano) q é a percussão em si + 3 vocalistas + 1 guitarrista tocando punk, punk e mais punk.

E tudo alto pra kralho. Como tem q ser. Em loop. E num ambiente semi-aberto lotado: tinha punk velho, punk novo vegano, hipsters, curiosos, crianças, eu e mesmo parte da molecadinha trevosa q vi no Crypta, 2 dias antes.
Sem a menina da prancha e sem prancha.
É divertido. Tipo o “Feijoada Acidente – Brasil“, do Ratos de Porão, ao vivo. Tocaram “Fuma Bebe” dali, Ratos de Porão (“Crucificados Pelo Sistema”), Replicantes (“Surfista Calhorda”), Restos de Nada/Inocentes (“Desequilíbrio”), Plebe Rude (“Até Quando Esperar?”), marchinhas de domínio público alteradas, sons próprios (uns 2 – “Desmascarar Sua Bandeira” achei foda) e Cólera, me surpreendendo como ponto alto da coisa toda.
Teve ainda Garotos Podres, com o vocalista José Rodrigues Mao participante no final no medley “Papai Noel Velho Batuta”, “Vou Fazer Cocô” e “Não Devemos Temer”. Uma hora brincaram q tocariam um cover, e tocaram (bem) “The KKK Took My Baby Away”, dos Ramones, único som estrangeiro no repertório.
Mas volto ao Cólera.

Normalmente não curto Cólera. Sempre achei a banda mais tosca (no mau sentido), pq mais mal tocada e mal cantada, do punk brasileiro. Ao mesmo tempo, quase todo mundo q os regrava ou faz versão, faz melhor.
E assim foi ali no rolê com “Pela Paz” e “Medo”. Épicas. A mensagem é muito maior q o meio. Impressionante de verdade, tb pela atualidade. E entoadas por todo mundo presente.
Há quem possa acusar a proposta de nutellice. Pode até ser. Merchan caprichado e vendido caro (camisetas, chaveiro, copo exclusivo) e alguma afetação. Mas não me ofendeu, nem a quem lotava o lugar. Comemoraram 10 anos de bloco e não é quem não gosta q vai estragar.
Concluo assim: vai quem quer. Quem não curtir, desencana.
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O intervalo até o Garotos Podres aproveitei pra ver uma exposição de alguém do Questions (Edu Revolback), sentar num canto e fuçar merchan. Do próprio bloco, Garotos Podres (cerveja da banda a 25 lulas e o livro de mao sobre Cuba, incluídos) e de punk, veganismo, LGBTismo (mudaram a sigla de novo?) e Causa Palestina bem legais. Não comprei nada, e tudo bem.

E o Garotos Podres foi foda. Triunfante e honrando expectativas.
“Oi, Tudo Bem?”, “Vomitaram no Trem” e “Nasci Para Ser Selvagem” (versão do Steppenwolf) pra mim são hinos, berrei junto q nem um lunático. Os clássicos “Papai Noel Velho Batuta”, “Anarquia Oi” e “Vou Fazer Cocô” ficaram pro fim. “Johnny” rolou ali pelo meio. “Garoto Podre” abriu o show.
E sons outros, como “Aos Fuzilados da CSN”, “Rock de Subúrbio”, “Avante Camarada”, o cover de Eskorbuto (“Mucha Policia, Poca Diversión”) e mais coisas; não me ocupei anotando set list na ordem, desculpem.
Estavam com baterista novo, um tal de Will, não anunciado e muito bom. Tecnicamente falando: acrescentou arestas ao som, ainda q tivesse q ser contido por Mao e pelo guitarrista pra umas horas não acelerar tanto ahahah

No final de verdade subiram umas crianças presentes ao palco, passando a mensagem de “tragam a criançada, pq os punks já estão velhos e tem q haver renovação”. Como discordar?
Cito ainda algo totalmente inesperado: voltando ao bis, estrearam a música tvz mais infame e sem noção deles, “Mancha”. Escatologia pouca é bobagem. Ao final, dedicada por Mao “ao pessoal da 5ª série A. Pq o pessoal da 5ª série B não gosta dessa música”. Sensacional.
Só Garotos Podres consegue ser panfletário e zoeiro ao mesmo tempo. É um feito, e foi um baita show. Iluminação e volume, impecáveis. E ninguém ali saiu desapontado, com nada.
Mais um rolê gratuito e inclusivo disponível. Chupa, Summer Breeze.
INOCENTES
Sesc Belenzinho, 24.11.23
28 músicas – ou uma intro + 28 músicas? – no meu 28⁰ show do ano. Nada mal.

Gosto de Inocentes, mas há muito tempo não ia a um show. Q me lembre, a última vez este blog sequer se cogitava existir: eram meados dos 90’s e os vi no Centro Cultural Vergueiro, com abertura do Volkana.
(Volkana. Ainda. Com Marielle. No. Vocal)
E os caras estão aí ainda. Beirando os 30 anos da formação “nova” Clemente/Ronaldo/Anselmo/Nonô. E não sabia o q esperar: nostalgia, bolor ou contundência?
Contundência ganhou.

Assim: trinca inicial impactante.
“Fechem os Olhos dos Jornais” abriu em playback. E tudo bem. Enquanto os sujeitos entravam na penumbra, com um giroflex de viatura policial (q ficou intacto durante a apresentação) dando o tom. Acaba o som – q é meio um hip hop pancadão – os 4 estão tapando os olhos. Brilhante.
Nada de “boa noite” ou “e aí?”: mandaram “Nada de Novo no Front”, em cima da pinta do massacre Israel – Palestina. Desnecessário legenda. Daí “A Cidade Não Pára” e “Nada Pode Nos Deter”, de retórica puramente Inocentes, tomaram forma.
Clemente só foi dar uma saudação antes de explicar “Lisa”, q já era sobre empoderamento feminino há tempos. E dedicar a amiga antiga presente. E dizer q não gostava de ficar explicando letras. Não precisa.
E pra quem conhece a banda, reitero: desnecessário. Baita letrista e cronista urbano, Clemente e a banda desfilaram repertório de todas as fases da banda – com exceção de “Estilhaços” (1992) – sendo plenamente compreendidos.

E passou de uma hora e meia o show. Tipo futebol com acréscimos, os caras não querendo sair. Pq pegaram o embalo no decorrer.
Clemente estava rouco, mas aos poucos “esquentou”. Continua não muito brilhante nos comentários e brincadeiras, mas q q tem?
A banda demonstrou o entrosamento de décadas, e gana. Destaco o baterista Nonô, meio “retão” pro meu gosto, mas preciso e sem esmorecer. Acho q por ele e Clemente, estavam tocando até agora.
***
Ronaldo, q tinha visto mês passado no Roque Reverso, cantou “Eu Vou Ouvir Ramones” e ainda “Desequilíbrio”, quando Clemente desceu e entrou no meio da roda no público TOCANDO GUITARRA.

Esse foi o (alto) nível. Platéia envelhecida, muita criança (içadas ao palco quase no fim) presente – coisa q só o Sesc proporciona – som excelente e banda competente. Zero formulaicos ou burocráticos: como não curtir?
Problema técnico q estragou um pouco – e não a ponto de Clemente nos pedir desculpas – foram uns maus contatos no baixo, resolvido quando roadie trocou o tal cabeçote.
Teve brado pró-Palestina, teve “Pátria Amada” e “Pânico em SP”, “A Face de Deus” continua herética e recomendo conferir vídeos (só achei 2, segue um) no YouTube. Foi um puta show, a pretexto de lançarem um single novo (tocado) (e não disponível no merchan…), “Queima!”, mas foi bem mais q isso.
Inocentes é do tamanho do Ratos de Porão, só q ficou do tamanho da metrópole, provinciana e imensa a um só tempo. Contradições…
no set-list abaixo destaco sons pra quem quiser conhecer melhor e fazer uma playlist
Set-list: 1. “Fechem os Olhos dos Jornais” 2. “Nada de Novo no Front” 3. “A Cidade Não Pára” 4. “Nada Pode Nos Deter” 5. “Lisa” 6. “Rotina” 7. “Expresso Oriente” 8. “Garotos do Subúrbio” 9. “Ele Disse Não” 10. “A Face de Deus” 11. “Eu Vou Ouvir Ramones” 12. “São Paulo” (365) 13. “Aprendi a Odiar” 14. “Medo de Morrer” 15. “4 Segundos” 16. “Underground” 17. “Miséria e Fome” 18. “Nem Tudo Volta” 19. “Restos de Nada” (Restos de Nada) 20. “Desequilíbrio” (Restos de Nada) 21. “Escombros” 22. “Queima!” 23. “Cala a Boca” 24. “Pátria Amada” 25. “Pânico em SP” – bis: 26. “Quanto Vale a Liberdade?” (Cólera) 27. “Blitzkrieg Bop” (Ramones) 28. “I Fought the Law” (The Bobby Fuller Four/The Clash) 29. “Franzino Costela” (Sex Noise)
CURTI
Pelo menos 3 níveis de metalinguagem: homenagem ao Psykóze, ao Ramones e ao “Feijoada Acidente – Brasil”.
Quem tiver mais, q some outros.
Lixomania, com mais história q integrante original (Moreno, vocal – e q está grisalho) e repertório, rendendo homenagem a formação das antigas só conhecida pelo “Sub”.
Me remeteu ao show q vi no Sesc em março, quando chamaram Ariel (Restos de Nada e Inocentes), Clemente (Inocentes e Plebe Rude) e Jão (Ratos de Porão e Periferia S.A.) pra cantarem covers punks raiz. Torço pra q ñ vire uma coisa “Jovem Guarda”. Q saibam administrar pra ñ avacalhar.
TODA CURA PARA TODO MAL
Descobri este aqui há uns dias.
E a legenda crava q tem pelo menos 6 meses de lançado. Parte de ep – !!? – novo do Inocentes, “Queima!”, cujo show de lançamento na Iglesia do Jão foi em outubro.
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E assim: vez ou outra de verdade, ponho Ramones pra rolar em momentos de stress e exaustão. E funciona para caralho. Os meus preferidos para tal são “Halfway to Sanity” e “Mondo Bizarro”. Mas já aconteceu de deixar em loop “Acid Eaters” ou “¡Adiós Amigos!” e rolar tb um bem estar.
Ao mesmo tempo, é o tipo de som q me fez pensar q se eu tivesse 15 anos viraria um dos (tantos) sons da vida, pra cantar sozinho na rua ou listar pra rolar no meu velório etc. Pq é legal, mas meio bobo.
E tb me fez pensar q os Inocentes tvz já estejam meio velhos pra lançar um som bobo desses. Ficou esquisito pra mim; tvz uma banda de moleques a cometendo soaria mais visceral, vertiginosa, viril. Punk.
Citando Arnaldo “Loki” Baptista: será q eu vou virar bolor?
LIXOMANIA
Sesc Pompéia – 23.03.23
Showzão.

Soube do show faltando uns 3 dias; comprei o ingresso na véspera, noutra unidade. E a baixa expectativa às vezes é o q causa a melhor apreciação.
Lembrava ter assistido ao Lixomania, no mesmo Sesc, ñ lembrava quando. E ñ lembrava se tinha gostado, provavelmente ñ.
Tive q dar busca aqui no blog e encontrei: novembro de 2017, abrindo pro Ratos de Porão. Nossa, numa época estranha da vida, deixa pra lá. Recomendo a releitura do post.
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Fora a disponibilidade, o preço em conta e minha meta de tentar ver uns 30 shows este ano, o q me atraiu no evento foi a promessa (cumprida) de participações de Jão, Clemente (Inocentes) e Ariel (Condutores de Cadáver/Restos de Nada).
E estava cheio. Mesmo com greve (justa) dos metroviários. Era uma 5ª feira à noite tb, igual 6 anos atrás.
Pouco teve de bolor (ao contrário de 2017): banda repaginada, provavelmente só o vocalista Moreno mantido, com baixo, duas guitarras e 2 bateristas; bateristas q trocaram no meio do show, sem aviso, e o segundo bem melhor q o primeiro, q ñ era ruim. Mas tudo moleque, pra aguentar o tranco.

Ñ sei dizer das músicas, fora as q Moreno anunciava: “OMR”, “Quero Ser Livre”, “O Punk Rock Não Morreu”, “Os Punks Também Amam”, “Gerente”, “Presidente”, “Estado de Sítio”, “Violência e Sobrevivência” e etc. O punk é “veia 77”, dá pra sacar influências de Buzzcocks e Stiff Little Fingers e a banda estava muito bem ensaiada, emendando os sons.
O som no local estava tb excelente, ajudou demais. A vibe nostálgica era complementada por punks (homens e mulheres) da antiga por ali, inclusive um tal Tikinho, guitarrista original e fundador, por várias vezes saudado mas q ñ quis subir ao palco nem tirar foto.
Punk, caralho.
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Achei legal Moreno no início saudar “aqueles q se foram durante a pandemia”. Dedo na ferida necessário, pq a negação parece ter virado norma. Ainda saudou gente da “turma” q tinha falecido recentemente, mas sem choradeira.
E o melhor do rolê foram mesmo as participações: Jão entrou meio zoeiro, falando histórias da Vila Carolina e mandou – é muito estranho ver o cara sem guitarra – “Parasita” e “Corrupção”. A partir dali, o show virou meio um “Feijoada Acidente – Brasil”, o q foi foda.
Sai Jão, tocam “Buracos Suburbanos” (Pzykóse), uns 2 sons, daí sobe Clemente. Solene, sério, mandou “Pânico em SP” e “Garotos do Subúrbio”, fodas. Daí uns 2 ou 3 sons, Ariel sobe, manda umas doideiras e tocam “Direito a Preguiça” e “Desequilíbrio”, atualíssima.
Daí em diante teve mais som, eu tava na vibe, desencanado de tirar foto ou de tentar guardar nome de música, e acho q é meio por aí. A tal da “imersão”. Ou ñ? Uma hora e 15 minutos totais, plenos.
***
Baita show, baita vibe, o bolo de capim santo com geléia de amora q eu comi antes estava excelente, e dali foi voltar voando pra perto de casa e pegar a Esfiha Imigrantes (aê, Leo e Danny!) aberta.
Cheguei faltando 20 minutos pra fechar e comi. Tivesse usando coturno, teria sido ainda mais épico o meu “pé na porta” ahahah
O punk rock ñ morreu.
PS – as fotos, eu q fiz. O vídeo, ñ
PORTRAIT
Seguindo a temática da sebunda passada: mais q nos discos de estréia, os discos auto-intitulados (ou “sem título”) ao longo da carreira das bandas predomina.
MELHORES DISCOS AUTO-INTITULADOS, OU SEM TÍTULO, Q Ñ OS DISCOS DE ESTRÉIA:
- “Coroner” [o 6º – 1995]
- “Portishead” [2º – 1997]
- “Metallica” [5º – 1991]
- “Violeta de Outono” [2º – 1987]
- “Inocentes” [4º – 1989]
- “Television” [4º – 1992]
- “Nação Zumbi” [5º – 2000]
- “The Cult” [6º – 1994]
- “Plebe Rude” [3º – 1988]
- “Echo & the Bunnymen” [5º – 1987]
E ñ tivemos playlist do bonna semana passada. Às vezes tirar uma folga é bacana. Teremos pra hoje?

