Thrash com H

SHINE

domingo, 31 julho, 2022 por Txuca

A pior coisa, dentre tantas piores coisas em se tocar por aí e aceitar show, é a famosa roubada do “vender ingresso antes e dar a grana pro organizador”.

A roubada ocorrida há 10 anos no Maranhão e q vem sendo anunciada novamente me fez lembrar dessa: “1028º Graus Rock Festival – O maior festival de música, arte e comportamento“.

Em Paranapiacaba, cidade serrana (à beira da Serra do Mar), em 2004. Naquilo q foi nosso 8º show, em 12 de dezembro de 2004. E a única e última vez q topamos esse tipo de presepada.

Tenho ainda um adesivo do evento (vide acima), q foi noticiado em estardalhaço pela mídia local: https://www.dgabc.com.br/Noticia/318059/santo-andre-se-prepara-para-balada-historica

***

A real é q a gente já sabia q seria roubada, e topamos pq éramos a fim de tocar. Ainda mais fora de SP. Torcendo, obviamente, pra pelo menos o evento rolar – se bem q, lembrando agora, acho q ñ cogitamos essa possibilidade de pior cenário.

Ñ lembro como nos chegou no No Class essa oportunidade – pode ter sido pelo Orkut – mas lembro q fomos nós e o P.O.T.T. (Exodus Cover) e fizemos exatamente o mesmo roteiro: vender 10 ingressos antecipadamente (pra nós mesmos), levar o dinheiro pro promotor (em Santo André – eu levei pelo No Class) e rumar pro local no dia.

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Conto já resumido o q foi: chegamos a um local imenso, tipo pátio de fábrica abandonada, em meio a uma neblina q tornava o portão de ferro parecido com o dum campo de concentração nazista. O organizador ainda ñ havia chegado, nem o público, nem as bandas famosas (ñ lembro quais, mas ñ envolvia Sepultura, Ratos de Porão ou Franga). Só o No Class, o P.O.T.T., 3 ou 4 namoradas q nos acompanharam e os técnicos de som do lugar onde tocamos.

(eram palcos diferentes em galpões indoor diferentes)

Se tinha algum público, eram 2 ou 3 bangers perdidos naquela lonjura. E sei lá se ñ eram espíritos zombeteiros.

Eram umas 14h, montamos as coisas, tocamos – nós primeiro, P.O.T.T. depois – pros técnicos de sons + nós mesmos e ñ tinha ninguém pra trocar idéia ou cachê pra receber, merchan pra comprar, barraca pra comprar cerveja ou lanche, nem nenhum outro show simultâneo, show erótico ou coisa do tipo e daí fomos embora.

Ñ tinha o q fazer.

Quer dizer: rolou o show. Pra ninguém e pra nada. Fica parecendo até q foi sonho, mas rolou. Se ñ consegui transmitir a estranheza, releiam a partir de “conto resumido o q foi”…

***

E o q ficou disso? A ida aventureira, com as bandas indo em 3 carros e tendo q subir uma estrada de serra com neblina (eu rodava com minha porta aberta e olhando o caminho por debaixo da porta do carro) – o q rendeu alguma adrenalina – e a volta involuntariamente engraçada, com os colegas Edinho e Cássio, mais a então minha namorada e o amigo Eric rachando de rir dum relato meu sobre um paciente q eu então atendia q se comunicava (falava e ouvia) com o dedo mindinho.

Estava em casa de volta eram 18h. Fim da história.

Moral da história: aprendemos cedo a ñ entrar nesse tipo de roubada, ainda bem.

3 respostas

  1. Leo

    Pô!

    Esse é meu tipo de rolê!
    Show vazio de banda massa que acaba cedo… e em Paranapiacaba, que é legal demais e dá pra comer na dona Zélia (Hospedagem “Os Memorialistas”), que é militante do patrimônio histórico de lá e ainda faz uma baita costelinha de porco com molho de cambuci e arroz negro diga-se de passagem!

  2. André

    A surpresa nunca acaba!

  3. Marco Txuca

    André: até pra mim. Até 5 minutos antes da pauta eu mal lembrava do ocorrido ahahah

    Reitero: esse pseudo (e já abortado) festival maranhense q me reativou essa memória.

    Leo, vc é um brincalhão. E vc e a Dani são gourmet, então não vale. Eu tava esperando pelo menos algum cachorro quente, mini pizza ou garrafinha dágua pelo show. Mas nem isso tinha…

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