IA DE PROTESTO
Aí tô eu vagabundeando no YouTube e me aparece um Sisters Of Mercy IA:
E não só esse som, pelo menos outros 4 ou 5. Ou 6, parei de contar no 6⁰.
Assumidamente IA e homônimos de músicas inéditas deles tocadas ao vivo nos últimos anos e sem lançamento oficial. E aí a coisa fica surpreendentemente foda.
Versões assumidamente ruins (o vocal nessa parece o cara do The Mission com o vocal do Moonspell fanhos) e assim descritos por seu “criador”:
Even better than the real thing? Absolutely not, but the band simply refuse to release proper studio albums since 1990.
Don’t drive on ice is another unreleased song. Music and lyrics: Christo/Eldritch/Smith
Remixed with ai tools by Heroldmusic
Note: if the band release a official version of this song then I Will delete this ai version
OUVI ONTEM

Os 3 primeiros sons, admito. O q deu pra aguentar.
E tô com o Largatixa lá do Esgotocast: isso não é metal. É shoegaze, música de hipster. E lançado há 13 anos; se andam descobrindo isso só agora é pq o zeitgeist bugou mesmo.
Especialmente irritante um comentário de YouTube no 3⁰ som (não anotei nome) elogiando a “técnica” do baterista, q toca “como se a vida dependesse disso”. Ou algo do tipo. Tvz comentário bot IA.
Coisa de estadunidense q ouviu 3 minutos de “Transilvanian Hunger“‘ do Darkthrone e pensou q poderia fazer MELHOR.
Coisa melhor: “Nowhere” (Ride). Ou os 2 primeiros do My Bloody Valentine (“Isn’t Anything” e “Loveless”). Mais metal q esse Deafheaven. E nunca foram heavy metal.
22 minutos e 46 segundos jogados fora.
ARE YOU MORBID?
(ou “Deve Ser Bom Ser Carlos Vândalo na Suiça”) – Part I
por märZ
Há anos eu tentava adquirir esse livro (spoiler: ainda não consegui). Fiz busca na internet, amigos que viajaram ao exterior procuraram nos EUA, Canadá, Suécia, Áustria… e nada.
Objeto raro e fora de catálogo há uns 25 anos, anunciado nos ebays da vida por ate 500 dólares. Nem pra baixar eu encontrava, talvez por ter sido editado em tempos pré-Kindle. Até que me indicaram um site chamado The Internet Archive que mantém em seus cofres milhares de arquivos de vídeo, áudio e imagem. E lá encontrei uma versão do livro, cada página fotografada e arquivada em seqüência. E assim iniciei a leitura. Segue um resumão:

Thomas Gabriel Fischer sempre foi um garoto rebelde e cheio de criatividade, se interessando por rock and roll ainda criança ao ouvir um disco da Suzi Quatro na casa de um amigo de escola. Logo veio a NWOBHM e as duas bandas que fizeram sua mente explodir: Motorhead e Venom. E foi tendo a segunda como modelo que montou sua primeira banda, Hammerhead – embrião do que viria a ser o Hellhammer. Sem saber tocar quase nada, sem uma cena local, sem apoio ou equipamento, conseguiu gravar uma demo com amigos em um gravador portátil de 4 canais e enviou para varias gravadoras da Europa e EUA. Somente uma respondeu: Noise Records da Alemanha, tocada pelo visionário Karl-Ulrich Walterbach, que na época estava dando seus primeiros passos e recrutando bandas locais para uma coletânea.
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3 demos na bagagem e sai o EP “Apocalyptic Raids”, sucesso entre a molecada no underground e piada entre críticos de música de revistas especializadas. Alguns chegaram a se empenhar pessoalmente para que a banda fosse massacrada impiedosamente sempre que mencionada, e nunca tocasse em suas cidades/países. Foram banidos completamente do meio. Diante da perspectiva de ter seu sonho de viver de música abortado ainda no feto, Gabrielzinho acabou com o Hellhammer e, juntamente com o amigo Martin Ain, fundou o Celtic Frost (o nome veio de um álbum do Cirith Ungol que ambos gostavam muito).
Os Eps “Morbid Tales” e “Emperor’s Return” são lançados e causam impacto entre os novos fãs do metal extremo que então engatinhava. Sempre criativo e visionário, Tom empurra sua banda em direção ate então inexploradas e dá a luz a “To Mega Therion”, sucesso ainda maior de vendas e crítica.
Na seqüência, “Into The Pandemonium” é concebido para ser o magnum opus da banda, mas acaba sendo um tiro mascado devido a decisões erradas da Noise Records quanto a produção e divulgação. Ainda assim é ascendido ao status de “genial” e “obra prima” pela crítica especializada.

Após 2 tours exaustivas pelos EUA, cansados da relação negativa com a Noise e odiando-se mutuamente, a banda se separa.
Porém, a perspectiva de um novo e mais justo contrato faz com que se reúnam novamente, dessa vez com um novo segundo guitarrista, para gravar o que viria a ser “Cold Lake”. Disposto a se afastar do metal mais agressivo e da aura pesada que envolve a banda em geral, Tom guia as composições para um lado mais light no espectro musical. Logo Martin e Reed manifestam as mesmas velhas insatisfações e deixam a banda, e com isso Tom recruta novos músicos, todos vindos da agora já existente – ainda que pequena – cena hard rock suiça.
Empolgado com a colaboração de todos os envolvidos e o clima mais relaxado, Fischer baixa a guarda e com isso o resultado é um album “digno de pena, uma bosta completa” – segundo o próprio.

Após o massacre da crítica a “Cold Lake” e uma tour meia-boca pelos EUA, mais mudanças na formação: sai guitarrista, volta Martin Ain. Com 2 baixistas na formação, gravam um álbum para retomar o som do passado, dada a guinada radical e mal sucedida do anterior: “Vanity/Nemesis” é bem recebido por todos e parece firmar a posição da banda no cenario metal mundial.
Após várias tentativas infrutíferas, a nova empresa de management da banda consegue finalmente romper o contrato com a Noise Records e assinar com a joint americana BMG/RCA. Todos celebram. Pouco depois, em uma visita aos escritórios da nova gravadora em New York para uma reunião onde se discutiria o novo álbum e próximos passos, recebem a noticia que o selo decidiu dispensar o Celtic Frost de seu cast de bandas.
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O mercado mudou, o transatlântico replanejou o rumo. Sai o hard and heavy, entra o grunge e alternativo. Tom reconhece o movimento e em grande parte concorda com ele. Os excessos mataram o mercado do hard rock nos EUA, havia um desejo por algo novo, mais cru e real. Ninguem se importa se o Celtic Frost está em um de seus melhores momentos e planeja escrever o successor de “Pandemonium”, agora com mais maturidade e músicos mais experientes. Preparativos e demos para o que viria a ser “Under Apollyon’s Sun” são cancelados. Resta juntar os cacos, supervisionar a coletânea de despedida pelo selo Noise e lamber as feridas.
Aqui termina o livro, que ainda levou mais de 5 anos pra ser lançado. E desde então nunca foi reeditado. O Celtic Frost lançou “Monotheist” anos depois e acabou novamente. O Triptykon nasceu e deu frutos. E finalmente, eu e parte do TCH pudemos ver Totonho e os Cabras ao vivo e a cores (ou mais pra preto e branco) de pertinho, no Setembro Negro 2025.
BRUNO MY EYES
MELHORES ÁLBUNS HOMÔNIMOS DE SONS DO MACHINE HEAD pra hoje:
- “Bastards”, Motörhead
- “Elegy”, Amorphis
- “Game Over”, Nuclear Assault
- “Imperium”, Dorsal Atlântica
- “Kaleidoscope”, Siouxsie And the Banshees
- “Halo”, Amorphis
- “V”, Legião Urbana
- “5”, Lenny Kravitz
- “No Gods, No Masters”, Garbage
- “Five”, The Agonist [pra inteirar 10]
WhatsAppin’: só Cozy Powell e Candice Night pra enquadrar o antipático https://pt.ultimate-guitar.com/news/general_music_news/rainbow-never-played-gates-of-babylon-live-because-ritchie-blackmore-forgot-the-riff-cozy-powell-called-me-out
Pete Townshend já admitiu q o The Who tem mais tempo com turnês de despedida e de “retorno” q tempo de carreira https://americansongwriter.com/what-robert-plant-thought-about-his-british-contemporaries-after-the-death-of-their-drummer-dull-obvious-and-sad
Matéria meio “perfil do consumidor”. Curti e creio gerar discussão https://www.loudersound.com/features/heavy-metal-therapist-interview-psychology-catharsis-gender-gatekeeping










