Planet Hemp
RDPEIDO
Parece q todo mundo curtiu “Necropolítica”, menos JG, Jão e eu.
Ñ q eu ñ tenha gostado. Só ñ achei suficiente. Criar expectativa é foda; trocava idéia com Jessiê e concordo com ele: “Pandemia” (do Dorsal) ficou melhor. Parece q o Planet Hemp veio voraz. Até o Titãs novo tem música anti-bozo com mais foco: “Eu Sou o Mal”.
A questão é q parece vir à tona um jogo de culpa: primeiro JG culpa alguém, sujeito indeterminado – ou se culpa – por só ter feito as letras no final do processo. No q parece q ficou esquisito expor a opinião, fez o Panelaço com Jão (repostei aqui outro dia), q contemporizou e abafaram qualquer… prenúncio de treta.
Tudo amigo, tudo em casa.

Mas aí JG e Jão usam o Instagram agora – aliás, APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) curtiu “Necropolítica” e “Brutal Brega” – pra culpar o responsável pela mixagem?
Achei q eles tivessem algum controle sobre a própria obra: são o Ratos De Porão, caralho, ñ o Nervosa!
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A solução parece ser mandar remixar, oras. Mas parece faltar algo fácil por aí. Alguém se habilita em explicar ou sabe de algo?
ZEITGEST SULFUROSO
Admito, envergonhado: “Necropolítica” (RDP) veio necessário e urgente. Mas achei pouco, meio protocolar. Infelizmente. Não saciou minha sede de sangue.
(lembrete: já mandou bolsominion se foder hoje? Senão, só amanhã)
Tô na expectativa monstra pra Dorsal Atlântica amanhã e depois. Se houver menos do q exorcismo, vou pedir meu $$ de volta. Falo sério.
Do “metal nacional” melhor não esperar nada. Nunca esperar nada. Viper e Shamerda andam em turnê fuleira por aí, Noturnall teve uma grande perda aí – integrante gringo, ou brasileiro q vive fora e q criou vergonha na cara – perda irreparável (alguém reparou?) e segue a indigência hypada de sempre.
Gadomundos e Massacration estão com shows marcados, pra amanhã e domingo, em local (Áudio) pra 5 mil pessoas, no q eu especulo lavagem de dinheiro da Mengele Sênior. Bah
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Sobra, por ora, o Planet Hemp. Uau. Voltando urgentes, contundentes e necessários, ao q parece.
Segue a paulada.
TACA FOGO
Eu tenho a minha palavra, ela tem valor e a verdade é nua e crua
Não preciso de uma arma, seu bunda mole, pra ter respeito na rua
Vivem em seus condomínios, malditos minions fazendo arminha com a mão
Tem coisa mais cafona, rico roubando em nome de Deus cristão?
Olho pra minha coroa, o sorriso dela me fez acreditar
Aquele telefonema quando eu tava preso, pra eu não parar de lutar
Bomba no meio dos porco, camisa na cara só pra ver o que pega
Não nasci pra ovеlha, vida passiva, obediência cega
(Hey!) Dе quem é os 39 quilos?
(Bum!) Acorda a favela com tiros
(Hey!) Crianças não vão pra escola
(Sei!) Cota não é esmola
Mas não se vê hospitais, segurança não tem, muito menos colégios
Vocês não querem o certo, vocês querem manter é os seus privilégios
Não é a felicidade que vai desabar, desabar sobre os homens, vai
Paga pra não morrer, pra sobreviver, paga pra viver e pra gozar
Já tô com isqueiro na mão, pronto pra revolução
Moleque bom, dando trabalho, fumando pra caralho
Então!
Ninguém segura a gente
Taca fogo nessa porra agora
Ninguém segura a gente
Taca fogo nessa porra agora
Ninguém segura a gente
Taca fogo nessa porra agora
Ninguém segura a gente
Taca fogo nessa porra agora
Eu tenho a minha palavra, ela tem valor e a verdade é nua e crua
Não preciso de uma arma, seu bunda mole, pra ter respeito na rua
Vivem em seus condomínios, malditos minions fazendo arminha com a mão
Tem coisa mais cafona, rico roubando em nome de Deus cristão?
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Foda, hein?
10 ÚLTIMOS COMPRADOS
Lista semestral obsoleta e fetichista. Valem discos baixados, preferência aos 10 últimos.
Os meus:
- “Trance-Fusion”, Frank Zappa *
- “Infini”, Voïvod
- “A Invasão do Sagaz Homem Fumaça”, Planet Hemp
- “Missundaztood”, P!nk
- “Intermission”, Stratovarius
- “Lullaby and… the Ceasaless Roar”, Robert Plant
- “Inflikted”, Cavalera Conspiracy [deletando arquivo]
- “The Outer Limits”, Voïvod
- “The Anthology”, A Tribe Called Quest
- “The Living End”, Hüsker Dü [aposentando fita]
* cd-r a 10 real
SINCERICÍDIO NA GALERIA
Episódio ocorrido há pouco na Galeria do Rock. Na loja Rock Machine. Diálogo aproximado segue:
– Beleza? Queria pegar aquele “Innuendo” (Queen) versão dupla. 25 contos, né?
– Qual a marca do teu aparelho de som?
– Como assim?!?!
– É q esse disco tá dando defeito em quem tem aparelho Sony.
– O meu é JVC (tenho um pra arrumar q é Sony e ñ disse). Mas como assim, defeito?
– Tem cliente q já veio devolver esse, o “A Night At the Opera”, o “St. Anger” e o “S & M”, do Metallica. Pq ñ toca direito. No meu aqui toca sem problema.
– Q marca é o teu ali?
– Ah, é aquele ali. (Olhei, um Gradiente arcaico). No meu aqui toca. Mas ñ entendo essa coisa de tecnologia.
– Vou falar então com um amigo q comprou essa leva de Queen duplo (versões remasterizadas duplas com faixas bônus e ao vivo) pra ver se com ele deu problema…
– Ah, ñ é daquela leva. É uma outra tiragem q lançaram e q tá dando problema.
Deixei quieto e ñ peguei. Tiro no pé do sujeito ou simpatia do vendedor? Ñ me ocorreu questionar o porquê de manter o cd na vitrine. Permaneceu ali em oferta. Fiquei em dúvida se é o caso de voltar ali e Ñ PEGAR algum outro com defeito ahah
Acabei pegando pelo mesmo preço um Planet Hemp noutra loja.
DESDENTADOS ANOS 90
Passou recentemente no Canal Brasil (q ñ passa só filme de putaria eheh) e amigos por aqui viram eu citar e comentar no Facebook, à época.
A diferença? Agora tem no You Tube, inteiro.
[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=tmz2_r-RimM[/youtube]
O quê? O documentário “Sem Dentes – Banguela Records e a Turma de 1994”, sobre o rock/pop brasileiro dos anos 90, focando no selo Banguela, de curta duração mas de amplo alcance. Tem muito pouco, praticamente nada, de heavy metal nele, mas há Raimundos, Chico Science & Nação Zumbi, Maskavo Roots, Planet Hemp, mundo livre s/a e etc.
A destacar, como aperitivo:
- o papel crucial de Carlos Eduardo Miranda nisso tudo. E como vem se arrastando por aí até hj, graças ao q fez nos 90’s
- o papel calhorda da revista Bizz nisso tudo. Escancarando o q li recentemente em “Número Zero”, de Umberto Eco: ñ são as notícias q fazem a imprensa, mas o contrário…
- Raimundos souberam seguir em frente. Caso contrário, teriam ficado no mesmo limbo duma Graforréia Xilarmônica e da precariedade cult do mundo livre s/a, de capenguice impressionante
- infelizmente ñ há qualquer menção ao Linguachula, de álbum único autointitulado, lançado tb pelo Banguela
- Nando Reis é um cuzão de marca maior
Tem o papo, exterior, de ter sido documentário premiado em Brasília, ou o caralho a quatro, q nada me diz. É complementar ao livro de Ricardo Alexandre sobre o mesmo contexto, “Cheguei Bem a Tempo de Ver o Palco Desabar”. O lance é histórico, pra quem viveu ou ñ a época. E isso é o q importa, a meu ver.
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H
“Virgulóides?”, Virgulóides, 1997, Excelente Discos
sons: BAGULHO NO BUMBA [domínio público] / HOUSE DA MADAME / ZOIÃO DE SAPO BOI / FESTA NA DONA TETA / MÉDICO SAFADO / SEBUNDA-FEIRA / DUM DUM [domínio público]/ SALVE O CABRA MACHO / NEGO VELHO / RAIMUNDA / QUÉ PICÁ
formação: Henrique Lima (guitarra, apitos e vocal), Beto DeMoreaux (baixo e backing vocal), Paulinho Jiraya (bateria, cavaco, surdo, pandeiro, triângulo, teclado e backing vocal)
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Coisa q me irritava muito num certo rock brasuca noventista era a MACONHA.
Ñ, ñ fumo nem nunca (estou obviamente descontando os 5 anos de fumo passivo na PUC) traguei voluntariamente qualquer baseado: apenas ñ tenho nada contra, nem a favor do tch e dos maconheiros em geral. Muito menos ainda das bandas q foram na cola do óbvio (e boi de piranha) Planet Hemp, tais como Raimundos, Nação Zumbi (ainda com o chatonildo do Chico Science) e até mesmo os decanos do Barão Vermelho. Q parecem ter aderido ao tema como o ÙNICO a representar rebeldia e transgressão.
Tanto assunto pra se tratar, começou-se a falar de maconha do mesmo jeito massificado e inócuo de quem é adolescente e adere às modinhas repelentes (camisetas pretas, cabelos compridos, piercings, tatuagens, jeans rasgados, franja no olho): todo mundo usando o mesmo e se achando “fora da lei”. Bah!
O Virgulóides pintou no cenário como mais uma dessas bandas, haja visto o inequívoco e prosaico hit “Bagulho No Bumba”, q chegou a saturar de tanto tocar em rádios-rock ou mtv; e embora ainda fale em “fumo” na bestinha “Festa Da Dona Teta”, ñ era só uma banda de rebeldia pret-à-porter. Chegaram com proposta insólita e bastante INDIGESTA: a de misturar rock (e algum heavy rock) ao SAMBA!
Com muito do teor roqueiro remetendo a sessentismos grooveados como Jimi Hendrix. Ñ?
Nesse sentido, o álbum de estréia auto-intitulado-interrogativo é sublime. Pela produção (de Carlos Eduardo Miranda – aquele!) e pela mistura, graças a qual o tal Paulinho Jiraya deitou e rolou (vide ficha acima). Mas ñ só: os tais Henrique Lima e Beto Demoraux (o 2/3 roqueiro da banda) tb já pareciam músicos calejados, gente mais velha, q mera e impulsiva molecada.
Eram, sim, uns maloqueiros genuínos, cujo sotaque paulistano jamais conseguiu e conseguirá ser replicado em novela global, e q davam impressão de fazer o q gostavam, ñ o q estava na moda ou o q “daria certo” comercialmente. Por isso mesmo, a indigestão da proposta ñ frutificou, haja visto terem legado ainda outros 2 álbuns de repercussão pequena (“Só Pra Quem Tem Dinheiro?”, de 1998, com produção do famigerado Liminha) e nula (“As Aventuras Dos Virgulóides”, de 2000, q muita gente simplesmente desconhece).
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Enquanto redijo esta resenha, pus o álbum pra rolar, o q há muito ñ fazia: e continuo defendendo a tese de q os Virgulóides tvz tivessem q ter passado mais perrengue antes de gravar – consta terem gravado esta estréia com 1 ou 2 anos de banda, se muito – o q tvz gerasse repertório mais consistente e selecionado em termos de letras (sobretudo).
Só consigo curtir “Bagulho No Bumba”, “Sebunda-Feira” (com a melhor transição rítmica – abrupta – q já ouvi uma banda fazer: vai do rock ao sambão-bateria-de-escola-de-samba de 0 a 5 segundos) e “Dum Dum”, som de bêbado, de domínio público, cuja letra apenas repete onomatopéias dadaístas (“dum dum, jacatunga lá, bisca tum, gararibê, jacatunga tinga”) e q Rita Lee simplesmente ESCANEOU lançando-o como “Tum Tum” no pífio “Santa Rita De Sampa” (1997) e atribuindo ao som autoria própria e do marido…
Letras bestas, algumas falsamente irreverentes (chulas, na verdade – lembremos a influência nefasta dos Mamonas Assassinas em bandas surgidas na cola, querendo soar engraçadinhas), tais como as de “Festa Na Dona Teta” ou “Médico Safado” ainda me estragam apreciar os sons em si, cujo mérito é muitas vezes a quebra do rock pro samba, ou do samba pro rock, abruptamente. “Zoião De Sapo-Boi” (com percussão de terreiro), falada em 1ª pessoa (em gírias herméticas) do manguaceiro chegando tarde em casa e tomando esporro da mulher, chega a ter batida quase grind ali pro fim.
Minha conclusão é a de q os 3 sons bons daqui (embora o disco seja curto – dura pouco mais q meia hora – acaba ficando repetitivo/cansativo), juntados aos 2 ou 3 bons de cada um dos seguintes, teriam rendido um álbum superior, melhor, embora ñ assim memorável.
“Virgulóides?”, extra-musicalmente, foi tb fruto do tal selo Excelente, q na cola do selo Banguela (q era dalguns Titãs com o Miranda), ñ chegou a legar dignos serviços: fora este e um álbum inusual do Blues Etílicos (“Dente De Ouro”), o q deixaram para a posteridade formações como Maria Do Relento, Os Ostras, Magnéticos ou Acabou La Tequila? Melhor o Miranda fez em virar jurado de calouro mesmo.
E o Raimundos – q consagrara o som de domínio público tornado hit (modalidade inventada pelos Mamonas em “Sabão Crá-Crá”) em “Esporrei Na Manivela”, anterior ao Virgulóides, banda, sem interrogação – acontecendo no Banguela foi aquilo de “raio em dia de sol”, “prêmio na loteria” ou “algo q aconteceria de qualquer jeito”, e fim de papo.
Só ficou q, tão abruptamente como surgiram, os Virgulóides se foram. Ainda q tocando em Free Jazz Festival (pra lançamento do 2º disco) e no Rock In Rio 3. Ñ encontrei informações detalhadas ou maiores sobre q fim levaram os sujeitos, embora de qualquer modo em hipótese alguma tenham legado descendentes. Só se lembra dos caras gente velha como eu e o miguxo Rodrigo Gomes…
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CATA PIOLHO CXC – Jogo dos 7 Erros capístico.
E q tal:





