RDP
RATOS DE PORÃO (CLIPE) NOVO
Estreou há pouco. Durará muito?
Fui olhar: “Necropolitica” está pra fazer 4 anos de lançado. Confirmando a insuficiência do disco, o vídeo FALA mais q a letra.
E parece estar com melhor áudio. Impressão?
Precisamos de novo disco do Ratos de Porão, sim ou não?
RATOS DE PORÃO/NAPALM DEATH
Hangar 110, 06.12.25
Sem pique pra textão. Fotos legais postei no Instagram. Mais pra alguns comentários:

Desgraça alcançada aos 45 do segundo tempo. Eram 12:28 do sábado quando Tiago me ofereceu o ÚLTIMO ingresso.
Por isso, meu caro, se vc liga pra esse tipo de coisa, te cedo a palheta do John Cooke num próximo encontro presencial, valeu?
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O som estava alto demais. Parecia SÓLIDO. Como fiquei à beira do palco, no lado esquerdo, conseguia sentir o ventinho nos pés. E não era de ventilador.

Quem vai a show do Napalm Death BATER PAPO? Parece q dou azar com esse tipo de idiota. E antes q eu desse uma cotovelada, um dos arrombados conversantes arrastou o outro pra outro canto.
Estava lotado.

E Napalm Death é amor. Vide a sujeita (cara de professora de matemática) do outro lado toda em love pelo Barney Greenway.
Vai ver, é namorada. Saiu em 3 ou 4 fotos q tirei, desse jeito.
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Pra mim, a melhor foto: a certa altura, Barney e Cooke tentando encontrar onde estavam no repertório ahahah
Não consegui pegar o setlist, eram dois; um ao lado de Danny Herrera. Pq fecham a cortina no lugar. E pq provavelmente quem pegou o outro, vazou logo.
Os sons q postei no Instagram são estimados.

Shane Embury não veio. Barney se adiantou em dizer q o cabra ali presente (não guardei nome) era provisório. Imaginei q Embury estivesse no batente com o Brujeria CNPJ, mas parece estar mal de saúde, pelo q vi em sua página.
Foi impiedoso o negócio. Pra mim, um pouco abaixo do show ano passado, pq reconheci mais músicas ano passado. “When All Is Said And Done”, ponto alto em ambos. Puta som. Hora e 15 de apresentação.
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Quanto ao Ratos de Porão:

Não foram banda de abertura ou “participação especial”. Foi show antes do outro show.
E basicamente o mesmo repertório do domingo anterior no Iglesia com o Cólera: 11 sons dos “Feijoada Acidente“, 11 a 12 do “Ao Vivo no Lira Paulistana” quarentão e 4 clássicos ao final: “Cérebros Atômicos”, “Aids, Pop, Repressão” (com “Fuma, Bebe” improvisada no início), “Beber Até Morrer” e “Crise Geral”.
A diferença foi JG ter cantado as músicas q o Jão cantara outro dia. E a participação do Betinho, primeiro baterista e quem deu o nome da banda, em 2 sons: “Agressão/Repressão” e “Não Podemos Falar”. Super de boa, com autoridade e ovacionado pelo público.

Teve gente passando mal com o calor. Uma idiota à minha frente roubou a cordinha q amarra a cortina no palco (não dava mais pra ver o Herrera) tvz pra prender o cabelo do namorado moribundo.
Teve gente passando mal com o som alto. Esperto fui de ir com o aparelho auditivo, mas levar tb protetor de ouvido.
Foi foda.
CÓLERA & RATOS DE PORÃO
La Iglesia, 30.11.25

Um domingo à noite, um rolê sold out com finalidade caridosa: levar um brinquedo em bom estado pra alguma instituição fazer o Natal legal pra alguma criançada. Levei um Pula Pirata.
Além disso, o pretexto de celebrar os 40 anos de “Ao Vivo no Lira Paulistana“, disco split ao vivo (e jamais relançado em cd) de Cólera e Ratos de Porão. O finado Lira Paulistana, na Teodoro Sampaio, hoje é um boteco/lanchonete a 10 minutos do Iglesia. E cada banda tocou sua cota de sons – 8 do Cólera, 12 do Ratos de Porão – e mais.
Bem mais.
E puta q pariu esse setlist do Ratos:

Q aproveitaram tb os 30 anos dos “Feijoada Acidente” e simplesmente abriram fumegando o show (q encerrou) com uma sessão de 4 sons do “Internacional” e 7 do “Nacional“. Virou covardia e noite memorável.
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Mas bora falar do Cólera primeiro:

Seguiram a vida (faz tempo já) sem Redson Pozzi, lenda. Com 2 jovenzinhos – Wendel, vocalista e Fabio, guitarrista – fazendo as vezes dele. Wendel soa idêntico e os veteranos Pierre (baterista) e Val (baixista) seguram a onda demais. Conseguem ser uma banda cover e a continuidade, um feito.
Já os tinha visto no Sesc Avenida Paulista mês passado e o grande destaque acho o público q os acompanha. Nitidamente periféricos, fiéis e repleto de mulher. Mulherada punk tia.
Camisetas amarelas (do “Pela Paz Em Todo Mundo“) rivalizavam com as do RDP e outras (tinha um sujeito usando uma das Spice Girls…). E esse povo canta TUDO, o tempo todo.

Devido a um molequinho duns 6, 7 anos, e os pais ali juntos, consegui ficar na beira do palco. E tb com o Ratos. O repertório foi esse acima, os sons em preto os do ao vivo quarentão. Fizeram bis idêntico ao do Sesc: “Pela Paz”, “Palpebrite” e “Histeria”. Parece ser rotina.
“Medo” é hino, “Deixe a Terra Em Paz” não fica atrás e os caras têm noção do tamanho e devido lugar. Se atribuíram a função de banda de abertura, de “esquenta” pro Ratos.
Pierre falava pra guardarmos “fôlego” e ele mesmo, a cada som, parecia ter q puxar doses extras do dito cujo. E duma Budweiser ali ao lado. Ponto fraco achei uma parte de discurso velho, com ele viajar com a idéia dum “show punk anual” no Sambódromo, lugar “usado uma vez por ano” (sic), num papo anti samba desnecessário. E q não colou. Mas tb não atrapalhou.
Estávamos tomando fôlego.
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Voltando ao Ratos:

Demoraram um pouco pra ajeitar o som e começar. Entraram ali no meio da gente, JG na beira do palco trocando idéia, Jão de boa tb. Boka aquecendo e tendo a bateria montada, Juninho sem usar camiseta vermelha passando o som.
Aí vieram impiedosos com as “suítes Feijoada”. Caralho, praticamente ⅓ do “Nacional“. Os caras voando. Jão e Boka, possuídos. Há muito não o via sentando a mão e ostentando aquelas passagens beirando o grindcore.
Falo com o Leo isso há tempos: sentindo o RDP meio zona de conforto nos últimos anos. Tvz seja tocar no Sesc. Entram como jogo amistoso, sei lá. Foi totalmente diferente domingo.
O q não significa q não erraram: Boka iniciou duas vezes “Desemprego” e não era ainda a vez. Foram “Olho de Gato” e “John Travolta” antes. Gordo errou “Beber Até Morrer” – cantou a estrofe final na 2ª – mas os quesitos entrosamento e bom humor predominaram. Estavam pilhados E de boa.
Estavam em casa.

Anti-bolsonarismo só nas camisetas e nuns comentários poucos. Ninguém aguenta mais.
Quando passaram aos sons (doze) do “Ao Vivo no Lira Paulistana“, a outra surpresa: JG ficou de lado e lá atrás e Jão as cantou praticamente todas. Só chamando a vocalista do Gritando HC pra cantar “Não Me Importo”. (Voltou depois cantando junto “Beber Até Morrer”). E aí cabe um dado histórico, por eles inclusive contado:
Na época desse ao vivo, situado entre “Crucificados Pelo Sistema” e “Descanse Em Paz“, Gordo (virou metaleiro) e Mingau (virou new wave) tinham saído da banda, q recrutou Betinho de volta e fez o show em formação trio Jão, Jabá e Betinho. Assim: é o único disco do Ratos sem o Gordo.
Replicando, de certo modo, o formato trio (Betinho estava presente, Jão o saudou), o show foi especial tb por isso. Torço pra q alguém o tenha gravado inteiro.

Final contou com sons velhos – aliás, nada de “Anarkophobia” em diante foi executado – dois (supostamente) do “Descanse Em Paz“, dois do “Brasil” e um bis realmente não planejado (era nítido q estavam curtindo, e não batendo ponto) com “Crise Geral”.
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Pra mim , o melhor show do Ratos em anos. Melhor q quando tocaram o “Brasil” inteiro. Sangue nos olhos, facas nos dentes e verdadeiramente sujos e agressivos.
Torço pra q façam esse repertório mais vezes, em outras praças. Os fãs merecem essa porra.
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PS – não tenho realmente certeza se rolaram “Só Pensa em Matar”, “Não Podemos Falar” e “Juventude Perdida”. E não estava bêbado, só zureta
PS 2 – vivi pra ver os caras tocando “Olho de Gato”, “Lobotomia” e “Medo de Morrer”. Q foda
NO REST FOR THE WICKED
Ratos de Porão, Casa de Cultura do Butantã // Coyote Bad Trip, D.E.R. e Fossilization, La Iglesia – 19.07.25
Tem gente q maratona série: fiz isso uma vez e fiquei zonzo. Estupro sensorial e cognitivo, não recomendo.
Por outro lado, tenho maratonado shows: 4 no último sábado, em locais diferentes, 9 neste mês (9 em 19 dias do mês: praticamente dia sim, dia não), 77 em 2025 e contando.

Efeito principal: chegar em casa sábado realizado e sentindo q não foi grande esforço. Tô é viciado.
Efeito colateral: ranço das minhas resenhas, parecendo todas iguais. Pq vários dos shows praticamente iguais e em pouco tempo.
A resenha desta vez se pretende não linear e em pílulas.
• PRECISAVA assistir o RDP sábado, ainda mais após uma sexta-feira de tornozeleira em jumento inelegível. E pra ver se rolaria mesmo – evento de prefeitura, já andaram censurando show. Começa o Ratos, JG com camisa do Facada. Semiótica é mato.
• saio do Butantã às 19:35 rumo ao La Iglesia – 6 estações de metrô, 3 quarteirões e uns 800 metros distante – pra rolê “a partir das 20h”. Cheguei 20:05 e não tinha começado. “Rolê de metal”, pensei. O Sesc me desacostumou

• Coyote Bad Trip não conhecia. Achei q seria stoner. Um dos caras (desconfio q o baterista ou o guitarrista com dreadlock) é dono da produtora q ajeitou o evento
• D.E.R. foi foda. Já conhecia do Tendal da Lapa. Grindcore superlativo. Sem o baterista negão (não falaram nada) e com João Barata do Test na função. É o Neil Peart do grindcore, absurdo
• merchan do Fossilization incluía 3 cds, fita cassete, patches e 2 LPs, um aparentemente importado de split com outra banda

• empanadas no Iglesia incríveis. Meio caras: 18 dinheiros. Comi uma de queijo (com cebola) e uma de carne. Com Coca-Cola. Foi o meu almoço, e eram 20:30
• conversando com atendente do bar, soube da capacidade do Iglesia: 200 pessoas. E q o Ratos de Porão gratuito e sem treta no Tendal da Lapa no sábado 12 deu 4000 pessoas. Enquanto isso as Sussekind de Instagram estão “procurando o rock”
• Coyote Bad Trip são 4 moleques q pra mim pegaram de onde o Claustrofobia parou. Thrash/death sem querer ser o novo Sepultura. Em português. Tocaram 35 minutos de músicas emendadas umas nas outras, sem “boa noite”, “valeu ae” ou apresentar a banda. Sei lá de onde são, se rola uma influência do Surra (capaz) e não tinham merchan. Curti
• som do Ratos estava uma bosta. Provavelmente mesmo técnico de som q sabotou o Crypta ano passado. Ninguém ligou. Os caras se ouviam, mas é surreal não ouvir o Gordo. Umas horas, o Gordo mas não o Jão. Juninho praticamente inexistente ⅘ do show. Boka indo e vindo

• baixista do D.E.R. com um modelo Gibson SG. Numas horas fazia o riff dos sons antes deles, acho q pro Barata decorar e arrepiar em cima
• Fossilization levou 40 minutos pra arrumar o palco, mais tempo q os shows anteriores. Baterista sentado um tempão na bateria sem pôr os pratos, só depois de muito tempo foi ao camarim pegar e pôr nos suportes. Ficou uns bons minutos tentando ajeitar uma trava num dos suportes, mas ninguém da banda parecia com pressa
• som ambiente no Iglesia todo de thrash oitentista, mas sem Slayer. Metallica do “Kill ‘Em All” (“Leper Messiah” tb), Forbidden, Testament e Exodus oitentistas caíram bem

• RDP pouco falando em política. Ou o pouco q falaram, não ouvi. Mesmo com ouvidos novos. Impressão q encheu o saco xingar Bolsonaro. Meu 4⁰ show deles este ano, os 4 em 1 mês e meio, 2 de graça
• João Barata deixando cair baqueta DUAS VEZES e sem perder o blast. Monstro

• sujeito q cuida do som no Iglesia merece atenção. E com uma paciência de monge. E profissional demais
• acabei não entrando com o quilo de alimento. E ninguém me cobrou. Ingresso comprado na porta
• Fossilization após 40 minutos de montar palco, acenam pro cara da mesa tirar a música ambiente, fazem 10 segundos de barulho – a passagem de som deles. Daí viram as costas, vão pro camarim e voltam 8 minutos depois, com as caras sujas
E pra mim cometendo o cúmulo do desperdício: bando de gente com instrumentos bons e caros, tipo um baixo Jackson de 5 cordas, pra fazerem um death black unidimensional com som de fita cassete. Eram a atração principal, ninguém saiu durante, mas acho bobo e meio paródico
Sujeito meio bêbado q tb não gostou (acho q fomos eu e ele) saiu pela rua imitando zoando: “pá pá pá pa vrum vrum”. Dava pra ouvir a 50 metros de distância.
QUORUM
Tentava contabilizar quantos shows do Krisiun já vi, surgiu a idéia de ranquear.
BANDAS Q MAIS ASSISTI:
- Krisiun – pelo menos 18
- Ratos de Porão – pelo menos 15 (entre 15 e 17)
- Golpe de Estado – por volta de 10
- Surra – pelo menos 7
- Iron Maiden e Megadeth – 6
- Motörhead, Kreator e Black Pantera – 5
- Nuclear Assault, Sepultura, Dorsal Atlântica e Destruction – 4
[ficaram 13 listados, mas provei meu ponto]
WhatsAppin’: quem foi q os nomeou? Turnês de despedida não podem parar https://billboard.com.br/quarta-forca-do-rock-pesado-uriah-heep-anuncia-turne-de-despedida/
Quanto mais mexe, mais fede https://www.mundometalbr.com/nevermore-estou-desapontado-que-ninguem-me-procurou-sobre-o-nome-nevermore-um-nome-que-significa-sangue-suor-e-lagrimas-diz-jim-sheppard/
Playboy tb reclama. Esquemas Ticketmaster de merda, e tal https://consequence.net/2025/01/avenged-sevenfold-m-shadows-touring-cost-ticket-pricing
RATOS INVADEM OS PORÕES DE SÃO PAULO
FC me mandou essa ontem.
Clássico é pouco.
Fazem “um som muito doidão”.
PIOR DO Q BATER NA MÃE 2
Pauta bimensal, meses ímpares. Segunda vez.
Qual a pior música do Ratos de Porão?
Pra mim, “Medo”. Do “Onisciente Coletivo“. Aliás, pra mim um compêndio de várias das piores músicas do RDP.
Pior do q bater na mãe e q ser nazista e cancelado na Alemanha.



