Clipe em IA tvz seja mais barato. Ou demande menor logística. Tá se impondo e enquanto isso a matrix racha. Ou está sendo soldada à nossa volta.
Disco novo da horda de Nergal, tb chamado “I, Scvlptor”, sai em setembro. Reza a lenda e diz a legenda no YouTube. Ou pelo menos enquanto não ficar caro lançar disco físico lá fora tb.
A primeira coisa que me ocorreu quando vi o clipe foi: nossa! um clipe bem produzido, cheio de cgi, grandiloquente, … Me parece que o DimmuBorgir perdeu o lugar. Mas tb pudera: estão há anos numas crises meio sem sentido criadas por eles mesmos.
Pois fui investigar. Vamos aos fatos:
Dimmu Borgir e Behemoth têm turnê juntos (e junto com o Dark Funeral) marcada desde novembro passado pra outubro desse ano. Não consigo afirmar quem será headliner, mas, antes disso, Behemoth tem mais duas – em fevereiro e abril – enquanto Dimmu Borgir não tem nenhuma.
O último disco do Dimmu Borgir é de 2018 (quase 8 anos). Nesse período, Nergal e companhia lançaram 3.
Dimmu Borgir tem na casa de 200 mil seguidores no Instagram (2/3 do número da Crypta). Behemoth tem 800 mil (mais que Crypta, Nervosa, Krisiun e Ratos juntos).
Desde 2023 (volta efetiva dos shows), Dimmu Borgir fez 19 shows. Behemoth 101 – que não é muito… Pra dar uma ideia, Crypta fez 101 só em 2025. E nem foi o ano mais cheio delas: em 2024, foram 139. Voltando ao clipe: eu gosto mais da pegada anterior dos clipes do Behemoth, que levam mais pra uma dimensão individual do sofrimento, que dessa coisa mais apocalíptica. Mas toda a produção estética dos caras é excelente. Nesse, por exemplo, achei muito legal o paralelo Babel/cidade contemporânea do leste europeu (seria Varsóvia?).
Aliás, esse CD tb não é dos meus preferidos deles. Mas isso é outra história. Pelo menos, escolheram uma das melhores músicas dele pra esse clipe.
Para comentar o q foi o show do Behemoth domingo, só digo inicialmente uma coisa: acreditem em todos os clichês de resenhas feitas e a fazerem: “celebração”, “noite memorável”, “apoteose”, “lendário”, “noite perfeita, execuções impecáveis” e etcetera
Por eu ter ido totalmente tabularasa ao show, fui atrás de parâmetros comparativos com Slipknot, Ghost, Opeth e ArchEnemy para tentar me explicar. Uma vez q repertório ou “fases” da banda pra mim passam batido.
assim: o Behemoth acerta onde esses outros “erram” em quesitos.
• Slipknot: me ocorreu mais de uma vez a seguinte reflexão: fossem estadunidenses, o Behemoth tvz estivesse maior q a banda dos palhaços.
TUDO é pensado e engrenado no show. Som, imagem, figurinos e execução instrumental. A malignidade tb é ostensiva, sem máscaras. Apenas o baterista não é melhor q o Eloy, e isso não é um comentário patriotário.
• Opeth: o Behemoth traz peso e CLIMAS, como os suecos. Q me pareceu, vendo-os ao vivo, precisarem conjugar melhor peso e clima. A horda de Mikael Åkerfeldt parece mais dada a viajeiras (progressivas) q a ostentar tb um peso sonoro.
• Ghost: nitidamente os poloneses lidam melhor com a conjugação visual grotesco + som pertinente. A banda de Tobias Forge tem um visual e extravagâncias em show realmente fortes, mas o som praticado nunca esteve à altura, como faz o Behemoth
• ArchEnemy, quesito baterista: no AE, a bateria de Daniel Erlandsson é toda trigada (digitalizada), o q torna o som bem bidimensional. E assim como com o som da banda, falta dinâmica. Ou essa fica restrita ao vocal.
O baterista dos poloneses, Inferno, toca muito. Muito mais q Erlandsson. E trigado tb. Mas é um baterista muito melhor, e não só pelos 2 bumbos, 4 tons e 2 surdos, 2 octobans e 9 pratos: o sujeito tem técnica e noção de dinâmica.
E se ouve isso nos sons o tempo todo. Teve uma passagem (não lembro mesmo o som) em q o cara usou 4 técnicas de viradas diferentes para enfeitar a mesma. Sem exibicionismo nem auto-indulgência.
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Minha surpresa era com o monte de mulher completamente devota. Dos tipos metaleira mesmo e tipo gótico. Fulana próxima na pista chamava atenção em torno, pq se agitava como estivesse convulsionando.
Era descoordenada corporalmente, não uma pomba gira ou q estivesse possuída ahah
A surpresa com o público presente era tb de Nergal, q não cansava de agradecer e observou o quanto o público tem aumentado a cada vinda da banda aqui.
Sujeito muito pé no chão, ainda vendo a própria banda em evolução, zero estagnada.
O som estava excepcional, com o técnico de som sendo alguém do Hate, poloneses tb e q tocam no Burning House hoje à noite.
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Foi o show da vida pra muita gente ali e certamente um dos melhores shows de 2025, por tudo o q envolveu: repertório, telões, figurinos, execução e interação com o público.
O Behemoth faz um show super profissional, mas zero estéril. O lance é sanguíneo e sanguinário mesmo. Um novo patamar de deathmetal, cuja discussão passa a ser se a acessibilidade deles é maior, ou se o público anda mais true.
Não são exatamente uma banda nova. Nem veterana. Mas é visível q evoluem pra (e com) um público q evolui junto, e isso poucas bandas conseguem fazer.
Curti muito, e se fosse fã desde antes, tvz curtisse mais ainda. Dos grandes shows do ano, top 10 obrigatório.
Uma noite surpreendentemente boa. 3 baita shows duma vez.
Explico: fui pra conhecer o Behemoth. Nunca ouvira antes um som. Do Deicide, esperava anacronismo e bolor postmortem, uma ex-banda em atividade. Do Nidhogg, ouvi falar ainda menos. E continuo sem saber: poloneses ou catalães?
No entanto, quero descrever as condições morde-e-assopra do lugar, esse Terra:
Prometeram abrir o local às 18h. Fizeram às 19h. Pior pro bar do lugar (não tão caro), melhor pros vendedores de sanduba e calabresa na rua
Lugar até fácil de chegar, daria pra ir de trem. Preferi ir de carro, em caso de “vai q atrasa…”. Não precisava: acabou tudo eram 23:20. Showsdemetalacabandocedonormalizados
Pista normal sabotada por três pilastras gigantes do local q, ora veja, não atrapalhou o povo da PistaPremium, essa aberração ainda normalizada
Pra além disso, um porém surgido de conversa com Jessiê ontem, q conversou com alguém q foi tb:
Paguei 300 reais na pista normal, “meia solidária”. Levei junto 1 kg de sal. Significa q a pista normal, com direito às pilastras, foi 600 reais?
E quanto custou o catso da Pista Premium? Os camarotes de 2 andares, provavelmente 1 rim.
Resultado: até q encheu. ¾ da pista normal e não sei (não fiquei olhando) se metade da Premium. Depende muito da margem de lucro q a promotora almejava, mas daria pra ter LOTADO o rolê, viu?
O Behemoth é grande. Ao menos, grande aqui.
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Às bandas:
Nidhogg me surpreendeu. Músicos ótimos, som muito bom.
Aparentemente, uma onemanband – chamemos de “Sr. Nidhogg” – q contratou 4 sujeitos (foi dito: “essa é minha banda”) pra tocar seus hinos.
Músicas inicialmente curtas e terminando abruptas. E trazendo ao longo bem mais q um blackmetal rotineiramente obtuso: palhetadas thrash aqui e ali, um ou outro breve solo de guitarra, momentos em q parecia rolar um teclado em backingtrack.
A banda veio usando umas franjas esquisitas, Seu Nidhogg vestido meio andrógino, meio freira. Numa hora, tiraram as franjas e o líder pôs uma coroa de espinhos, à JC. Ergueu lá uma taça de vinho (cenográfico?) e tomou. E não só por isso: o público curtiu.
Vai ver, conheciam.
E até por isso (ou não era vinho fake?), Seo Nidhogg começou a ficar sensível. Agradeceu pela oportunidade de estar neste “país lindo”, demonstrou espanto ante o monte de gente e só faltou descer do palco e começar a abraçar as pessoas ahahah
Meio constrangedor, mas q não abalou o q importava, a apresentação. Foram uns 45 minutos convincentes, com mudanças de traje até chegar no q parecia um híbrido de MarylinManson com NeyMatogrosso com Derrick Green e Venom.
Seu Nidhogg não deixou por menos ao final, oportunista: após um breve discurso em q entendi q a música q tocariam mexeu com ele aos 8 anos de idade, mandaram uma versão de “Territory” (aquela) superior, pra mim, àquela do MrBungle.
Não fosse ter largado de cantar no 2⁰ refrão em diante – meio deixando “pra galera” – e ocupado em vestir uma camiseta amarela (não dá CBF), teria ficado ótima, daquelas pra lançar num streaming ou de bônus nalgum opus.
Certamente esses caras voltam. Cabe num Setembro Negro.
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O Deicide não foi uma ex-banda em atividade.
Tvz pratiquem um deathmetal ultrapassado (“retrô”?), mas compareceram e convenceram mais como veteranos casca grossa q mandaram um repertório coeso e majoritariamente “clássico”.
Spoiler: Glenn Benton não se matou no final. Teria roubado a noite. E rolou um problema técnico entre o primeiro e segundo som; parecia coisa de passagem de som mal feita. Resolveram e prosseguiram.
Tinha marmanjo ali presente só pra vê-los. Metaleiros velhos chorando no transcorrer. Rodas ali entre as pilastras. E mesmo perto de mim, um desses metaleiros true fazendo discurso (“isso é q é deathmetal” etc.) e pedindo sons. Uma apoteose apocalíptica plena.
Benton e Steve Asheim interagiram com a platéia, tb surpresos ante a receptividade. Ashein noto um porém, idêntico ao dos bateristas do Pestilence e MalevolentCreation q assisti recentemente:
Bateristas fodas (Asheim é muito preciso), mas carecendo duma atualização técnica. Assim: nas horas de blasts, sobretudo quando conduzidos no chimbau, o som da caixa SOME. E não por falha de microfonação, como tvz coubesse alegar antigamente. Por falta de precisão mesmo.
Em tempos atuais de trigger e microfones superlativos, não acho q caiba mais “som de bateria de boteco” nessas horas. Detalhe de baterista, q ninguém deu a mínima. Além disso, o som estava irregular entre ALTO e ALTO DANDO PRA OUVIR AS GUITARRAS, mais pro final.
Reconheci dentre os hinos, “Once Upon the Cross”, “They Are the Children Of the Underworld” e “Dead By Dawn”. Tirei foto do set-list (um cara próximo ganhou do técnico de som), mas ficou borrada e não saiu.
Confiemos no set do site de setlists então:
1. “When Satan Rules the World” 2. “Carnage In the Temple Of the Damned” 3. “Bury the Cross… With Your Christ” 4. “Behead the Prophet (No Lord Shall Live)” 5. ,”Once Upon the Cross” 6. “From Unknown Heights You Shall Fall” 7. “Sacrificial Suicide” 8. “Satan Spawn, the Caco-Deamon” 9. “Server the Tongue” 10. “In Hell I Burn” 11. “They Are the Children Of the Underworld” 12. “Scars Of the Crucifix” 13. “Dead By Dawn” 14. “Homage For Satan”
Fiz até post outro dia: estava sentindo falta de ir a show do Krisiun; foram 2 só ano passado e tinha perdido oportunidade de vê-los de graça em fest reaça.
(andaram tocando “Wrathchild”, pranteando PaulDi’Anno, q quem viu não verá mais)
E a falta se deu não só pelo som, mas pelos discursos de Alex Camargo entre os sons – q o amigo Leo já denominou “bingoKrisiun” – q misturam clichê, paranóia e pura auto-afirmação. A ponto de já terem virado bordão.
Como o inicial “o Krisiun está aqui”, q monte de gente anda citando quando posta fotos de shows do trio. Podiam fazer uma camiseta com ele, eu compraria. Ainda mais a 70 contos e indo direto pra conta do Maximiliano Kolesne Camargo.
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Os demais discursos até gravei e enviei a amigos por aqui no WhatsApp (desculpa a encheção), e vão naquela toada do “sem palavras…” (daí fala pra cacete), “deathmetal nacional doa a quem doer”, “o Krisiun não se vende por merda” e “30 anos de deathmetal nessa porra”. Há quem condene, eu acho foda.
E q nesses 2 shows tiveram um “grau” a mais: Alex bradou contra os influencers e “modinhas” “q se acham fudidos”, acrescentou um “gratidão eterna” pra nos agradecer, de praxe e de vibe, pq “não estaríamos aqui se não fosse o apoio de cada um de vocês” (sic) e “aqui não é projetinho de verão” e etc.
Falo ainda de outro aspecto periférico desses 2 shows, parte devido ao Sesc, parte devido à integridade dos caras, q como muito bem me lembrou o amigo FC, NUNCA RECLAMARAM DE FALTA DE APOIO:
O público repleto de mulher, periféricos, idosos (mesmo!), negão blackpower com camisa do Behemoth, metaleiros true, crianças (meninas de 5 a 8 anos com camisa de cruz invertida) e predominante com camisetas da banda. Quase não se vê Slayer, IronMaiden e Motörhead (Leo achou os únicos presentes e couberam numa foto).
Juninho (RatosdePorão) esteve presente tb, na pista, no sábado e foi saudado.
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E o som? Impecáveis (ambos) de nítidos e ALTOS. Saí surdo, mesmo com protetor auricular. Ainda divulgando “MortenSolis” – com “Serpent Messiah” e “Necronomical” – ainda omitindo sons de “AgelessVenomous” e “WorksOfCarnage“, mas surpreendendo com 3 de “ConquerorsOfArmageddon“, como a faixa-título (épica), “Soul Devourer” e a espetacular “Endless Madness Descends”.
Pq, como me lembrou um outro amigo, o Krisiun vai tocar no Wacken esse ano, e só material do “ApocalypticRevelation” e de “ConquerorsOfArmageddon” (tomara q gravem), prato cheio pra quem é fã de tempos e trombar com os manos em shows até lá.
No show de sexta-feira, Moysés provocou a gente prometendo q sábado tocariam músicas diferentes, coisa e tal. Q na real foi só encaixarem a chacina sonora e impiedosa chamada “Bloodcraft” ali pelo meio.
(o fim do mundo já foi, mas não custa relembrar)
E encaixada, vejam só, no lugar da derradeira e protocolar “Black Force Domain”, o q por si tornou ÚNICO o show de sábado. Acho q não lembro de show do Krisiun sem ela, q por sinal e diga-se de passagem, nem pediram.
Nesse show de sábado. Sexta, foi pedida e executada…
Problemas? Os de recentemente e contornados: Alex meio cansado (idade, gutural e cachaça pedindo a conta?), o q faz com q os intervalos dos sons sejam preenchidos com backingtracks – o q não é demérito; prefiro isso a ficarem quietos um tempão entre sons – e o repertório com solos de guitarra e de bateria.
Por outro lado, os caras assumiram a intro e uma outro (só sexta) iniciais e finais de passagens de EnnioMorriconne, q achei do caralho.
Mais q isso, só descrever abaixo os sets e agradecer ao Leo pelas fotos fudidas doa a quem doer nessa porra.
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Set de sexta-feira: “Kings Of Killing”, “Vicious Wrath”, “Endless Madness Descends”, “Serpent Messiah”, “Scourge Of the Enthroned”, “Necronomical”, “Conquerors Of Armageddon”, “Descending Abomination”, “Soul Devourer”, solo de guitarra, solo de bateria, “Blood Of Lions”, “Hatred Inherit”, “BFD”
Set de sábado: “Kings Of Killing”, “Vicious Wrath”, “Endless Madness Descends”, “Serpent Messiah”, “Scourge Of the Enthroned”, “Necronomical”, “Bloodcraft”, solo de guitarra, solo de bateria, “Descending Abomination”, “Soul Devourer”, “Blood Of Lions”, “Hatred Inherit”
PS – pra mim faltam músicas de “ScourgedOftheEnthroned“, mas é coisa minha nessa porra
PS 2 – façamos uma petição pra q Leo poste essas fotos no Instagram e marque a banda. Aposto q vão querer usar, e deveriam.
*compilações do tipo “lados b” ou “lado b + demos” ñ valem; compilações do tipo “2 discos em um” tb ñ. Bandas/artistas com algum senso comerical, pq é fácil listar Immortal, Dimmu Borgir ou Darkthrone (q tem um greatest hits!) e ñ é o caso aqui.