Adrian Smith
EM DOSAGENS HOMEOPÁTICAS
Setlist da turnê retrô (“capítulo inédito de Vale a Pena Ver De Novo”, como diria o gigolô monegasco de bet) do Iron Maiden:

Pauta chata, vai. Mudou o quê?
O baterista (preciso analisar), umas duas músicas há muito não tocadas (a rigor, “Murders In the Rue Morgue” só, vai) e uns telões espetaculares.
Vai ver q foi isso q Bruce Dickinson quis dizer com “coisas q ninguém nunca viu” (ou coisa assim). Maiden entrando no século 21 em 2025 abandonando os backdrops de fundo artesanais/manuais.
Provavelmente demitiram roadies nesse embalo. De minha parte: nhé tudo isso.
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PS – músicas (plural) de “Fear Of the Dark“? Tá. Acreditou quem quis. E zero “No Prayer For the Dying“, zero surpresa.
FALTAM 7
STARS!
por märZ
No começo de 1986 um vídeo começou a tocar no programa vespertino Super Special da TV Bandeirantes, um precursor do que viria ser a MTV Brasil anos depois. Nele, vários músicos de bandas de heavy metal majoritariamente americanas apareciam em um estúdio cantando e tocando uma canção grudenta aos moldes de “We Are The World”, que logo se tornou um hit no canal e era mostrado a cada dois dias (ou assim me recordo).
Eventualmente o LP chegou na loja da minha cidade e, como de costume à época, gravei uma fita BASF 60 com o disco e ouvia non stop no meu toca-fitas portátil, trancado em meu quarto.
Ontem revi o vídeo e o curto making of disponíveis no Youtube, e uma onda de saudosismo me atingiu com tudo. Como o álbum nunca foi editado em cd, não tenho o hábito de ouvi-lo a não ser em momentos como esse, a cada X anos. Algumas considerações:
A canção é realmente muito boa e envelheceu muito bem. Grudenta como deve ser qualquer hit, mas não descartável e esquecível. A gravação guiada por Ronnie James Dio (idealizador do projeto juntamente com seus bandmates Vivian Campbell e Jimmy Bain) é enxuta e honesta, sem apelar aos excessos então costumais no estilo. Os diferentes vocais e solos de guitarra que montam o quebra-cabeça sonoro são muito bem encaixados e em momento algum parecem forçados ou fora do lugar. A coisa toda funciona como uma unidade bem costurada e sólida.
Mas o que mais me chamou a atenção, quase 40 anos depois (o projeto foi gerado em 1985 mas só lançado no começo do ano seguinte), foi a visão dos músicos em seu auge, todos voando, seguros de seu talento e sucesso, a maioria no topo de sua forma e autoconfiança.
Don Dokken com 32 anos, Paul Shortino com a mesma idade e detonando nos vocais, Geoff Tate com meros 26 e uma estrela em ascenção, Malmsteen já um superstar aos 22! Também Vince Neil, Neil Schon, Kevin Dubrow, Ted Nugent, Blackie Lawless, Adrian Smith e Dave Murray em plena World Slavery Tour, Rob Halford no auge e o próprio Dio então com maduros 41 anos, um dos mais experientes do grupo.
Pareciam todos maiores que o Universo, tão confiantes de sua posição privilegiada no show business dos férteis anos 80.
E pensar que toda aquela cena viria abaixo meros 5 ou 6 anos depois. Deve ter sido um choque de realidade gigantesco nos egos de muitas daquelas pessoas, ao se tocarem que não passavam de mais um produto de gravadora com curto prazo de validade, totalmente descartáveis. Mas pelo menos a obra sobreviveu para a posteridade. Se alguém ainda se importar, claro.
A MAIOR FASE
RANQUEANDO DISCOS DO IRON MAIDEN DA VOLTA DE BRUCE E ADRIAN PRA CÁ:
- “Brave New World”
- “Rock In Rio”
- “The Final Frontier”
- “Dance Of Death”
- “A Matter Of Life And Death”
- “The Book Of Souls: Live Chapter”
- “Senjutsu”
- “The Book Of Souls”
WhatsAppin‘: não ouvi e nem quero. Mas imagino o mérito muito raso disso https://whiplash.net/materias/news_698/358771-metallica.html
Mike Portnoy acho igualzinho. Só falta a autocrítica https://guitarload.com.br/2024/02/16/paul-gilbert-nao-tem-estilo/
Lei Rouanet ianque? Ahahah https://whiplash.net/materias/news_700/357544-slipknot.html
DATAS MAIDEN: A FRONTEIRA FINAL
Fim do inventário a tôa. Ócil indócil, só aqui no Thrash Com H.
NOVEMBRO
01.80 – lançamento “Live!! + One”
04.02 – lançamento caixa “Eddie’s Archieve”, com “BBC Archieves”, “Beast Over Hammersmith” e “Best Of the ‘B’ Sides” (cd’s) + lançamento “Edward the Great: the Greatest Hits”
06.89 – lançamento single “Infinite Dreams”
07.88 – lançamento single “The Clairvoyant”
08.93 – lançamento “Live At Donnington” + 08.04 lançamento dvd “The History Of Iron Maiden – Part 1: The Early Years”
09.79 – lançado “The Soundhouse Tapes”
10.93 – lançado vhs “Donnington Live 92”
14.06 – lançamento single “Different World”
17.17 – lançamento “The Book Of Souls: Live Chapter”
18.22 – upload videoclipe/lançamento single “Total Eclipse” + relançamento vinil triplo comemorativo 40 anos de “The Number Of the Beast” com “Total Eclipse” no lugar de “Gangland” e “Beast Over Hammersmith”
20.20 – lançamento “Nights Of the Dead, Legacy Of the Beast: Live in Mexico City”
21.80 – primeira apresentação com Adrian Smith, num programa de tv alemão
22.86 – lançamento single “Strange In A Strange Land” + 22.19 re-relançamento “A Matter Of Life And Death” em versão digipack remasterizada com adesivo e bonequinho Eddie soldado
24.03 – lançamento single “Rainmaker’
26.01 – lançamento dvd “Classic Albums: The Number Of the Beast”
DEZEMBRO
02.85 – lançamento single “Run to the Hills” ao vivo
07.98 – lançado “Eddie Head” box set (12 discos remasterizados, cd com entrevista e certificado de autenticidade numerado)
18.83 – participação no “Dortmund Festival” com Def Leppard, Scorpions, Judas Priest, Ozzy Osbourne, Quiet Riot e Michael Schenker Group
21.80 – show no Rainbow q gerou o vhs “Live At the Rainbow”
23.58 – aniversário Dave Murray
24.90 – lançamento single “Bring Your Daughter to the Slaughter”
25.75 – Steve Harris funda o Iron Maiden
26.06 – lançamento single “Different World” em picture disc
30 e 31.78 – gravações de “The Soundhouse Tapes”

Reiterando as fontes: página do Iron Maiden no Metal Archieves e páginas facebúquicas The Metal Realm e Terreiro do Heavy Metal.
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Contabilizando o 6(66)º bimestre: 28 eventos em 25 datas.
40,98% dos dias foram “datas Maiden”.
Contabilizando o ano inteiro: 177 eventos (fosse 1 por dia, quase a metade dos dias do ano) em 140 datas. 38,35% dos dias num ano são “datas Maiden”.
Pouquinho mais de uma “data Maiden” a cada 3 dias. Às vezes, a cada 2, às vezes a cada 3: tem alguém de Exatas por aqui?
E os números ainda estão pararam…







