Tokio Marine Hall, 12.10.24 [Abertura: Black Pantera]
Fui ao show pra assistir WillCalhoun, DougWimbish e VernonReid – nessa ordem – e suas habilidades ímpares. Fiquei impactado com Corey Glover, vocalista.
Sério mesmo: no 3⁰ show em 3 dias (Rio na quinta-feira, BH na véspera e SP sábado) esse senhor beirando os 60 anos impressionou. Nenhuma nota errada, nenhuma miguelice em partes ou refrão.
E entrou discreto, meio com cachecol. Quando ovacionado em “Sacred Ground” parecida legitimamente surpreso. Pareceu perguntar em português mesmo: “tábom?”
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Estava. Embora o instrumental soasse borrado, confuso. E menos ALTO q o som do BlackPantera. Mandei no WhatsApp pro Leo um pouco depois: “maisCoreyGlover, menosCoreyTaylor“ ahahah
Pq Glover é o equilíbrio ali da coisa. Como se cada entrada sua guiasse os outros 3, meio ocupados em fritar (exemplo: “Funny Vibe” ficou tão firulada q achei difícil me localizar).
(Exemplo outro: Calhoun pareceu se perder, de leve e brevemente, em “Love Rears Its Ugly Head”. Pareceu erguer a mão à espera duma nota, q veio, daí voltou aos trilhos)
Ao mesmo tempo achei divertidos alguns momentos de expressão facial entediada/contrariada do sujeito, do tipo “eaívemosolo“. Em “Flying”, VernonReid foi e voltou aos extremos do palco solando. Ao fim, Glover estava nitidamente aliviado ahahah
Qualquer vocalista de DreamTheater ou BruceDickinson sairia do palco nessas horas pra fazer um miojo, assistir um anime e voltar. Não Corey Glover, figuraça e cosplay de SandradeSá.
Fui ao show temendo q não repetissem o setlist do Rio, q o amigo bonna me avisara: “vc gosta do ‘Stain’, tocaram 5 músicas dele”. Tocaram – “Leave It Alone”, “Ignorance Is Bliss”, “Bi” (estendida pra Wimbish solar), “Never Satisfied” e “Ausländer” – e foi foda. Mas a maioria passou batido. Só eu e os caras gostamos do álbum?
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A real é q só teve comoção verdadeira do público eminentemente branco e tiozão na parte final do show (passada uma hora e pouco), quando tocaram os hits. “Glamour Boys”, “Cult Of Personality”, “Love Rears Its Ugly Head”, “Time’s Up” (não tão hit) e “Type” em versão meio “Stain” (sim, bonna) e dedicada ao BlackPantera.
Curti o solo de Calhoun , intercalado a loops de percussão eletrônica criados ali na hora. Ao mesmo tempo em q provavelmente soou chato pra quem não é músico e um tanto datado pra quem o é. O homem tem classe, e aquele som de caixa alto é o outro elemento – fora a voz – q orienta a porra toda.
Cheguei a pensar uma hora q o LivingColour é um Meshuggah preto com vocalista de verdade ahahah
(fica como frase de efeito. Quem curtir e copiar, favor dar crédito?)
Ainda uma bobeira sobre Calhoun: gordo, grande e velho. Puserem uma camisa do Flamengo no sujeito, engana como carioca tipicamente sinixxxtro.
Todos velhos e enrugados, mas em forma. Reclamem do repertório quem o quiser, mas nunca q tocaram de qualquer jeito, protocolarmente. Nada disso. Gente grande fazendo música de gente grande.
Agradeço à produtora Domeubölso q me proporcionou a pista VIP no evento, uma cerveja longneck zero de 17 paus, e garanto q esta resenha é isenta ahahah
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Sobre o BlackPantera: uma hora de repertório, não se intimidaram, fazendo praticamente o show do Sesc Belenzinho doutro dia reduzido em meia hora, sem migués. Mesmas falas, mesmo protocolo, mas voando.
Tocaram “Tradição”, puxaram o levante em “Fogo Nos Racistas” e instigaram a roda só de mulher (chupa, Pitty!) q contou com algumas patricinhas não típicas a bordo. Achei engraçado alguns idosos (mesmo) assustados no recinto, e não sei se era por ser banda de pretos, devido às letras explícitas ou pq nunca tinham visto de perto uma roda. Tanto faz e foda-se ahahah
Uma noite muito afável essa de sábado.
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Setlist: 1. “Leave It Alone” 2. “Desperate People” 3. “Ignorance Is Bliss” 4. “Bi” 5. “Ausländer” 6. “Never Satisfied” 7. “Funny Vibe” 8. “Sacred Ground” 9. “Open Letter (to A Landlord)” 10. Solo de bateria 11. “Flying” 12. “White Lines (Don’t Do It)/Apache/The Message” 13. “Glamour Boys” 14. “Love Rears Its Ugly Head” 15. “Time’s Up” 16. “Cult Of Personality” 17. “Type”
O disco menos Ramones dos Ramones, a não ser por “Cabbies On Crack” e “Touring”. Mesmo tendo 13 sons em 37 minutos e pouco.
Johnny morreu sem curtir, contumaz q era em não gravar em discos de sua banda; até onde sei, gravou “Take As It Comes” (The Doors), q eu adoro. E acho superior aos covers todos do “Acid Eaters” seguinte.
Músicas alinhadas aos noventismos alternativos de então, quase hardcore e quase pop punk californiano, solo de Vernon Reid (Living Colour) incluído.
Não as foram 100% pq Marky se soltou como nunca (como já o fizera em “Brain Drain”), pra mim destaque instrumental severo. Fora co-autor inédito em 2 sons: “Anxiety” reaproveitada à frente nos Intruders.
CJ estreava tímido – devidamente apresentado em “It’s Gonna Be Alright” – embora cantando 2 sons, um deles hit. Dee Dee estava fora mas dentro, esquizóide como nunca (ou como sempre?), compondo 3 sons, 2 hits. Mudaram mas não mudaram, mas estavam diferentes.
O ponto é: não é meu favorito da banda, nem de longe. Nem de graça. Mais pra um disco solo de Joey, autor em 7 sons (nenhuma balada!), o q não o desmerece. Ao mesmo tempo, um dos q mais ouço dos Ramones.
“Gtr Oblq”, Vernon Reid/Elliot Sharp/David Torn, 1998, Knitting Factory Records
sons: THE SENTINEL (Reid) / ACHRONO MITES (Torn) / SLIGHTLY EAST (Sharp) / REFLECTION OF (Sharp) / VIDYA & ITCH (Torn) / XENOMORPH (Reid) / VALSE OBLIQUE (Reid, Sharp, Torn)
formação: Vernon Reid, Elliot Sharp e David Torn (guitarras, obviamente); baixos (se houver), teclados e programações de bateria ou foram eles mesmos q fizeram ou gente ñ creditada (ñ há menção alguma)
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Disco doidão. Viajante. Excêntrico.
Q eu sequer sabia existir até encontrá-lo 10 dias atrás num sebo, a preço bacana. Disco de guitarristas, o q só percebi depois de comprar; erroneamente tomei q os caras na contracapa estivessem tocando violões. Tomando como daqueles (3) discos (acústicos) clássicos/consagrados cometidos por Paco de Lucia, Al Di Meola e John McLaughlin. Nada disso.
Disco experimental. Progressivo. Abstrato.
Q o outro engano é tomá-lo como prog a laLiquid Tension Experiment. Certamente rolou muita improvisação neste “Gtr Oblq”, ao mesmo tempo em q (suponho) muita colagem; mas duvido q feito todo enquanto gravavam. Tb por ñ ser um disco prog ou indicado a estudantes de conservatório q se dedicam a aprender a tocar Dream Theater ao invés de guitarra. É outra coisa.
Tb duvido q se atrevessem a se apresentar por aí como faz o G3 satriânico. (Ainda q ñ fique bem claro ser disco de estúdio ou ao vivo). Quando muito, apresentação em boteco diminuto, pra poucos e bons devotos. Ñ é assim acessível. Nem rolam solos à velocidade da luz, ainda q “Xenomorph” beire isso.
A referência a se buscar – mais pra nós ouvindo, q pros caras – tvz seja o King Crimson. Ñ sei se os caras curtem a banda de Robert Fripp. Há muita textura e saturação, microfonias incorporadas, passagens abruptamente se sucedendo. Umas passagens inclusive emulando cítaras, alguns momentos q remetem ao Tangerine Dream.
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O lance é quase new age, beirando um contemplativo. Zen budismo para amantes das 6 cordas. Pedais de efeito a granel. Duvido q se saiba exatamente quem toca o q e onde; tem q manjar muito de modos, timbres e escalas pra distinguir. Egos diluídos na proposta.
As autorias (vide acima) são bem divididas: 2 sons por guitarrista, o derradeiro co-escrito pelos três. Q envolve quase 1 hora cravada – majoritariamente instrumental – de disco, em q as 3 primeiras músicas ultrapassam a metade da duração total. O 4º som, “Reflection Of”, tb passa dos 10 minutos. Os três últimos passam de 6, de 5 e de 4 minutos. Curtir ou ñ isto aqui passa além de incômodos a priori com músicas grandes. Na pior das possibilidades, é quase como uma suíte dividida em 7 partes.
A meu ver, tem discos prog, discos guitarrísticos e discos “fritadores” bem mais chatos q isto.
Tirando Vernon Reid, de fama no Living Colour e de 1 disco solo dele q tenho (“Masque”), desconheço – ainda – totalmente os outros dois. Nem fui muito atrás, desculpem-me ñ ter feito a lição de casa. O Allmusic.com dá como sendo disco de David Torn com convidados. Parecem ser gente afeita a trilhas sonoras e jazz lounge. Gente q sabe criar climas e ambiências.
Q, no fim, é de q se trata este “Gtr Oblq”. Calmaria e volume em surto-circuito. Jazz pra canibal meditar. Álbum pra sala de espera de sessão de tortura chinesa. Música pra ninar portadores de Síndrome do Pânico. Hinos de louvor para igrejas q vêem a Virgem Maria em cu de vaca. Tudo no bom sentido.
Melodias em meio a ruídos, ruídos em meio a ambiências, ambiências em meio à aleatoriedade. Sem afetação ou maiores pretensões. Parece tb ñ haver atonalidade hermética. Há coesão. Sei lá ainda se é um projeto q se sucedeu ou sucederá; sei q bem-sucedido foi por terem gravado e algum selo tê-lo lançado. Pra quem curte Radiohead e/ou Sonic Youth me parece tb uma boa.
Paguei 5 reais nisto e pagaria o dobro, o triplo e até o quádruplo.
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* CATA PIOLHO CCLXVI – “I Don’t Know”: Ozzy Osbourne ou Sacred Reich? // “Insane”: Mercyful Fate ou Cavalera Conspiracy? // “D.O.A.”: Van Halen ou Coroner?
Resolvi estender. Mesma regra de merda de sempre: poder empatar 2 melhores sons em 3 álbuns (máximo).
Pra mim:
“Vivid” – “Cult Of Personality” “Time’s Up” – “Elvis Is Dead” e “Love Rears Its Ugly Head” “Biscuits” (ep) – “Burning Of the Midnight Lamp” “Stain” – “Ignorance Is Bliss” e “Mind Your Own Business” “Collideøscope” – “A ? Of When” e “Tomorrow Never Knows” “The Chair In the Doorway” – consigo salvar “Method” dali
OBS: quem tiver discos ao vivo e quiser citá-los, à vontade!
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QUESTÕES PERIFÉRICAS:
(atenção, Rodrigo!) Deveriam ter voltado? NÃO
Vernon Reid no G3? SÓ PRO SHOW DURAR UMAS 10 HORAS. OU TVZ UM “G3 DE MANOS”, COM TONY MACALPINE E O CARA DO KING’S X JUNTO
Muzz Skillings ou Doug Wimbish? WIMBISH, DISPARADO
melhor faixa-título TIME’S UP
pior faixa-título Ñ HÁ!
melhor cover TOMORROW NEVER KNOWS
pior cover SUNSHINE OF YOUR LOVE
já ouviu o disco de Lenine com Will Calhoun? SIM. Se repondeu “não”, é pq ouviu e teve vergonha de dizer q ‘sim’? …
melhor formação: Glover, Reid, Wimbish e Calhoun pior formação: Glover, Reid, Skillings e Calhoun
duas melhores capas: “Collideøscope” e “Vivid”
duas piores capas: “Biscuits” e “The Chair In the Doorway”
2 melhores videoclipes: “Elvis Is Dead” e “Cult Of Personality”
2 piores videoclipes: “Time’s Up” e “Sunshine Of Your Love”
sons: GO AWAY/ IGNORANCE IS BLISS/ LEAVE IT ALONE / BI / MIND YOUR OWN BUSINESS / AUSLÄNDER / NEVER SATISFIED / NOTHINGNESS / POSTMAN / WTFF / THIS LITTLE PIG / HEMP / WALL
formação: Corey Glover (vocais), Vernon Reid (guitarras), Doug Wimbish (baixo), Will Calhoun (bateria)
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Os caras estão aí (eu e a Carol iremos!), e é a deixa pra falar do melhor disco do Living Coloür. Disparado. (Nem ouvi esse novo aí, mas dane-se). Pq é pesado, carregado e SOMBRIO, como nenhum dos outros.
[“sombrio” aqui, ñ está sendo utilizado no sentido q ultimamente vem tendo, das bandas q fundem metal a eletrônico, ou a gótico, ou aquelas metidas a industrial, gótico ou eletrônico].
“Mancha” (stain) só se foi no clima da banda quando do lançamento do cd, q diziam estar deteriorado, desgastado. Ou o hit do Garotos Podres (ae, Guilherme!). Pq “Stain” é um ARREGAÇO só.
Quando eles surgiram, eram meio atração de circo: ‘uau, banda de negão tocando rock’ (racismo enrustido travestido de marketing tosco – negro nunca tinha tocado rock?) (Jimi Hendrix o quê?), usando calças colantes, e lançando o “Vivid” com bênçãos de Mick Jagger (grande bosta), q tocou gaita e produziu umas 3 faixas ali. Com um sonzinho q ñ ia nem pro hard nem pro funk’o metal, e cheio de slaps (argh!), mesmo com faixas como “Cult Of Personality” ou tendo o riff speed metal de “Funny Vibe”.
No “Time’s Up” seguinte, a coisa melhorou. Som melhor, músicas melhores, provocação aos branquelos (“Elvis Is Dead”, com participação de Little Bichard), mais peso: “Time’s Up”, “Type”, “Love Rears Its Ugly Head” (uma rara balada decente), “New Jack Theme”, e tal.
Lançaram ainda um ep chamado “Biscuits”, catadão de lados-b e coisa ao vivo legalzinho tb, mas o “Stain” pra mim foi o APRIMORAMENTO deles. Dividi-lo-ei em 4 categorias, uma vez q pra mim só há 2 sons ruins:
Sons ruins (“Hemp”/”Wall”): a 1ª é uma vinhetinha experimental, com alguém discursando, tvz pró-maconha. Era a única letra no encarte, e eu ñ lembro bem, por isso o chute; “Wall” é a única q tvz coubesse no “Vivid”: funk com slaps, mesmo q discretos (eu ñ suporto!), comum demais, e q por ser a última faixa ficou até melhor: dando pra parar na “This Little Pig”.
Sons experimentais – têm seu valor (“Bi”/”WTFF”): “Bi” foi equivocadamente lançada como single, devido à polêmica apologia à bissexualidade (“everyone wants you when you’re bi”), mas como som é interessante. Grooves retos, partes meio eletrônicas, e o baixo levando a música cheio de efeitos e harmônicos. Aliás, o baixista-monstro Doug Wimbish é o destaque do disco: nunca ouvi uma timbragem de baixo tão sólida, tão pesada (em “Ausländer” parece uma turbina de avião!), tão perfeita; tanto q, pelo que notei, nenhuma guitarra foi dobrada em hora de solo ao longo do disco: o baixo segura a onda com folga. E tb carrega a música em “Nothingness”.
“WTFF” é a outra vinhetinha, mas mais legal. Curtinha, sons ambientes, textura industrialóide de guitarra, uma fala solta no meio, e umas passagens meio rap (batida eletrônica e tudo). Até boba, mas ñ destoante no cd.
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Sons bons pra caralho (“Leave It Alone”/”Never Satisfied”/”Postman”/”Go Away”/”This Little Pig”): todos eles naquela cadência mid-tempo coloquial aos caras, e caprichados nos riffs e harmônicos guitarrísticos, como em “Leave It Alone” (um Led Zeppelin de macho), e em “Never Satisfied” – com um PUTA refrão, e q poderia ter saído em single, q ñ os queimaria. “Postman” tem uma intro de bateria genial, pq absurdamente simples – o q ñ é “pegada”? – e o refrão mais gritado e ‘dramático’ do disco. O trampo da cozinha – como em todo o disco – é SOBERBO. Integração total.
“Go Away” abre o disco chutando a porta e dando marretada ao mesmo tempo; sua virada inicial (pesada e com harmônicos de baixo) era utilizada como abertura dum ex-programa na mtv, ‘Flashblack’. É pesada, obsessiva (repetitiva) e, como em “Bi”, “Mind Your Own Business” e “Auländer”, tem um peso de guitarra MASTODÔNTICO, único, irreconhecível e até bastante tosco em se tratando de Vernon Reid. “This Little Pig” é quase um thrash, a mais rápida, com o Calhoun sentando a mão, alternando partes rápidas e lentas. Começa com microfonias e dissonâncias, entra num groove com guitarra solando, e daí vai ladeira abaixo.
Sons absurdos, de tão loucos (“Mind Your Own Business”/”Ausländer”/”Nothingness”/”Ignorance Is Bliss”): alterna partes (bem) lentas e rápidas tb “Mind Your Own Business”, a mais LOUCA de todas. Quando lenta, é arrastada tipo Black Sabbath, quando fica rápida, quebra do nada, sem virada. Parece impossível de se reproduzir – tomara q a toquem no show. Parece até bateria eletrônica… “Ausländer”, além do som de turbina, é barulhenta pra porra, curta, grossa e rápida, embora grooveada (só ouvindo pra entender, ñ dá pra explicar) e tem uns barulhos repetitivos de fundo, de coisa quebrando, hipnóticos. Pra ouvir e sair dando porrada. Solo de guitarra aloprado (sem preocupação com técnica, escala: zoeira), termina seca.
Sons de grilos introduzem (e repetem-se pelo refrão de) “Nothingness”, uma obra-prima new age metal de autoria do Calhoun (assumo a pagapauzice). Vozes etéreas, sons sintetizados – mas legais – de guitarra, ainda assim também viscerais. Tb ñ se explica (eu não consigo!), melhor ouvir. (Foi single do disco, tocava no rádio, e teve clipe etéreo na mtv). É “balada”, mas ñ é ao mesmo tempo – baladas costumam ser flácidas, e pouco densas, e nem têm o baixo comandando. Ñ é MESMO o caso aqui.
Fora isso, a outra melhor música (fora “Mind Your…”) acho “Ignorance Is Bliss”. Pesada e elegante – é jazz e é pesada na mesma medida – tem a levada toda no chimbau, como em quase todo o disco, aliás (só “Postman” e “This Little Pig” têm momentos conduzidos no ride), q é o q diferencia o som. Calhoun faz umas firulinhas típicas de prato em jazz no chimbau, e fica do cacete.
Aliás, um parêntese Will Calhoun: baterista FUDIDO, quase ñ faz virada (dá pra contar umas 10 ou 11 em todo o disco, por alto), e q toca grooves q nem são difíceis de se tirar, mas q ao mesmo tempo soam impossíveis! O som característico da caixa, por cima de tudo e saturada de reverb, além de grave pra cacete, o distingue de todos os outros bateristas. Aberturas de chimbau parecem escorar (ao invés de escapar) das batidas. Nem usa pedal duplo, ou 2 bumbos, mas nem precisa – ñ faz a menor falta! “PEGADA” deve ser o nome do meio dele.
Acho, afinal, q deu pra passar q “Stain” é um disco do caralho, certo? Perguntas?