Steve Morse
DEEP PURPLE
Espaço Unimed, 13.09.24

Foi caro: 450 paus. Comprado na bilheteria sem a taxa de conveniência – a conveniência de carregar meu ingresso virtual no app ou de eu levá-lo imprimido de casa? – de 90 reais. E valeu cada centavo.
Não teria como falhar um show com 4 sons do “Machine Head”, 3 do “In Rock” e 4 do recém lançado “= 1″. Fora os lados B.
Teria. Se os tios tivessem vindo de pau mole, protocolares e passando vergonha. Não foi o q aconteceu. Não foi o q vi sexta-feira, na minha 1ª vez ao vivo com os sujeitos.
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Ian Gillan seria um destaque? Sim, negativo, por “Highway Star”. Q não é mais pra ele, ou pq foi primeira música. Deu a entender q seria duro e condescendente ver o Purple.

Mas aí a nova (aliás, as novas todas) “A Bit On the Side” e as do “In Rock” emendadas (“Hard Lovin’ Man” e “Into the Fire”) puseram a coisa toda nos trilhos. O carisma é escasso, a mão treme segurando o microfone, mas surpreendeu. Canta o q consegue cantar, simples.
Melhor momento dele, 79 anos nas costas, achei “When A Blind Man Cries”, mais pro fim. Valeu o ingresso.
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Ian Paice seria um destaque? Pra caralho. Tocando puxando tudo um pouco levemente lento (quase imperceptível), mas pirando nas viradas – sem errar uma! – e com um pé esquerdo tremendo. O bumbo parecia ocupar lugar no espaço, e vai ver ocupou. Não teve espaço pra “Perfect Strangers” (o q achei ótimo) ahahah

Barrigudo, recém-infartado e com 76 anos. Mandou prender e soltar, ele e Roger Glover, baixista protótipo e arquétipo da discrição, cozinha clássica. Solidez.
Melhor momento do moço achei “Space Truckin'”. Foi um show de muitos melhores momentos.
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Don Airey seria um destaque? Mais um.
Confirmando o desempenho nos discos recentes (“Infinite” pra cá) em q vem se soltando cada vez mais e melhor. Em pegada própria e emulando Jon Lord. Teve 2 solos no decorrer, sem empapuçar. Em várias horas – e na própria “Uncommon Man”, feita pra Lord – soando um pouco Keith Emerson.

O som dos teclados tinha PESO. O sujeito parece uma tia de creche (nada contra), mas divertiu e SE divertiu. Zero protocolar, ele o de mais cêpa músico de estúdio no recinto.
Não curti muito ele tocar o Hino Nacional em seu 2⁰ solo, mas foi por querer ser simpático. E fui voto vencido: público presente cantou e curtiu.
Tvz tivesse sido pior tocar “Garota de Ipanema” ou Michel Teló. Sei lá.
E um detalhe a tôa, SQN: o figurino. Todos usando camisas parecidas, meio de bicheiro (não sei como chama), coloridas, visivelmente confortáveis pra eles e combinando com os telões e animações exibidos. Deep Purple nunca venceu na vida por serem rostinhos bonitos ou por usarem figurino chamativo; continua não chamativo, mas ao menos não é mais aquela coisa aleatória e indiferente.
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Simon McBride, por sua vez, é o destaque sem querer ser o destaque.
45 anos, idade pra ser filho dos outros, e q me disseram ter sido roadie de Steve Morse, pra mim encaixou na banda melhor q o ex-chefe. Pq, me desculpem, Steve Morse no Deep Purple sempre me soou Steve Morse no Deep Purple, convidado de luxo. Sei lá.

McBride fez as “partes Blackmore” com fidelidade – e foi reconhecido por isso. Em “Smoke On the Water” (ponto alto pro público…) o fez com classe. Timbragem idêntica. Em “Highway Star” teve uns compassos livres pra tocar na própria pegada.
Teve presença e fez backing – coisa rara – com Gillan em “Space Truckin'”. Apareceu bem em “Portable Door”, de riff ganchudo e mostrou-se um novato q não se intimidou. Jogou pro time e numa posição ocupada por gente lendária sem se abater.
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No final das contas, resumo: duas horas de show sem aborrecer (tocassem mais, ninguém reclamaria), com repertório redondo e coeso, em q saí ao final sem me sentir enganado. Ou esfolado.
“Lazy”, “When A Blind Man Cries” e “Space Truckin'” foram meus momentos favoritos – “Anya” não teve aquela intro flamenca, e tudo bem – sem qualquer momento bunda mole. Cada som tocado provavelmente foi o destaque pra cada um dos presentes.
E estava lotado. E o som, beirando o perfeito. Nada mal 2 baita shows (Sepultura e Deep Purple) em 6 dias no mesmo lugar. Alto nível.
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Setlist: 1. “Highway Star” 2. “A Bit On the Side” 3. “Hard Lovin’ Man” 4. “Into the Fire” 5. Solo de teclado 6. “Uncommon Man” 7. “Lazy Sod” 8. Solo de guitarra 9. “Lazy” 10. “When A Blind Man Cries” 11. “Portable Door” 12. “Anya” 13. Solo de guitarra 14. “Smoke On the Water” 15. “Space Truckin'” – bis: 16. “Hush” 17. “Black Night”
SENSATO E SERENO

Folheando revista q trouxe de viagem, Rock Candy, me deparei com a matéria q me chamou atenção de cara, até mais q a matéria de 24 páginas sobre o Rush: entrevista com Roger Glover (Deep Purple), tvz o cara menos lembrado da banda (da estirpe dos baixistas discretos?), mas q já viu e viveu um monte.
E não estou falando só de idade.

Fui direto na pergunta sobre Ritchie Blackmore e a resposta me “ganhou”. Ler o restante foi tranquilo, copio aqui (à moda antiga) uns trechos:
WOULD YOU SAY BLACKMORE’S THE BEST GUITARIST YOU’VE EVER WORKED WITH, THOUGH?
There’s no such thing as a best guitarist. All the guitar players I’ve worked with are different, and they’ve all brought something to the band that wasn’t there before. The focus with Purple is often on Ritchie, and he was certainly instrumental in altering the way I thought about music. But change happens. You can’t rewind and do it all over again. You have to embrace change and the new challenges that come with it. Steve Morse brought an awful lot to the band, as has [new Purple guitarist] Simon McBride. The recipe changes when you change members, and it’s always a revelation to hear what comes out. I can’t say who’s best. Ritchie Blackmore was the original, Joe Satriani and Steve Morse were both brilliant, and Simon McBride is adding something too.
DO YOU THINK YOUR BASS PLAYING INFLUENCED A LOT OF ROCK MUSICIANS?
Well, I can definitely hear what I was doing in the 70’s in the work of lots of other bands who came afterwards, but I don’t think about it too much. If I did, then I guess I’d end up copying the people who originally copied me! The key to being in a band is not to be too aware of your audience, and not to spend time trying to please them. You have to please yourself. I never pre-judge anything. I just play what I like, and if that’s made me a leader rather than a follower, then that’s great. Maybe that’s why I’m still around.
WHAT IS YOUR ABSOLUTE FAVOURITE DEEP PURPLE RECORD?
The one I keep returning to is “Purpendicular” from ’96. When [guitarist] Steve Morse joined the band we’d spent 10 years in slow decline and people didn’t seem that interested in us anymore. When Steve joined, he wanted to know what we wanted from him, and I said, “you’ve got to be yourself, nobody else”. Steve really ran with that. He respected the band’s past, while carving out his own space. “Purpendicular” felt like a rebirth and was a grand example of us respecting the 70’s, but at the same time moving past the Ritchie Blackmore thing.
DO YOU HAVE A FAVOURITE PURPLE DECADE?
The one we’re in right now. When we started in the 60’s, I expected it to last maybe two or three years, five tops. This band was never designed to be long-running, but that’s how it turned out. We’re very thankful for that, and it’s all down to the fans. We were apart for years before we reunited in 1984 for “Perfect Strangers“, and that era was great because it felt so good to be together again. We’ve kept it going from there, have been through some changes and melodramas, but somehow we’ve survived… probably just by being ourselves.
RECORTE
DISCOS DO DEEP PURPLE DESDE A VOLTA:
- “Perfect Strangers”
- “The House Of Blue Light”
- “Whoosh!”
- “The Battle Rages On”
- “Abandon”
- “Rapture Of the Deep”
- “Infinite”
- “Bananas”
- “Purpendicular”
- “Now What?!”
WhatsAppin‘: não teve um baterista do Death assim tb? Preparando aposentadoria? https://metalnewsbrasil.com.br/paul-mazurkiewicz-baterista-do-cannibal-corpse-estreia-no-stand-up-comedy/?fbclid=PAAaZp5ABF12mFDVJs02PM6zu9EK4mVS8HVOd4BLnLodWuShBFIDuz6bA7qHY_aem_ASTsgtS-4jSjpPxxN3aLpYRko-ynLrKiGn8iq75MbAIRoAFkiPXDsOJ8GXsaNzWAwTQwI_CWgNzu81aqYnIeVE0V
Indústria do revival chegando no caroço: Butthole Surfers recusando turnê de retorno https://consequence.net/2024/04/butthole-surfers-decline-reunion-offers/?fbclid=IwAR37iiBZhYtyn8kItFDh-sjp7ZEZTLOiiqt_DA2Ryr2aZvr3pJrH7bLmVY8
Interessante. Achei https://consequence.net/2020/08/jerry-cantrells-10-sickest-alice-in-chains-riffs/3/
STEVENS
Em 9.7.12, num post/lista “Estevãos”, listei os maiores “Steve” pra mim, de modo amplo e geral. Lembrava q nalgum comentário, alguém aqui tinha sacado q entre guitarristas está cheio de Steve’s.
Fui lá conferir, ñ está. Vai ver foi comentado nalgum outro post, nalguma outra situação, q a memória e o campo de buscas ñ atingem. Todo modo, e antes tarde do q mais tarde, resolvi aproveitar a brecha.
MELHORES GUITARRISTAS STEVE PRA MIM:
- SRV
- Steve Howe (Yes, Asia)
- Steve Vai
- Steve Stevens (Billy Idol, Vince Neil, Bozzio/Levin/Stevens)
- Steve Morse (Deep Purple, Dixie Dregs)
- Steve Jones (Sex Pistols, Neurotic Outsiders)
- Steve Lukather (Toto, Michael Jackson, Ringo’s All Star Band)
- Steve Smyth (Testament, Nevermore, Forbidden)
- Steve Clark (Def Leppard)
- Steve Marker (Garbage)
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H
“Around the Next Dream”, BBM, 1994, Virgin/EMI
sons: WAITING IN THE WINGS / CITY OF GOLD / WHERE IN THE WORLD / CAN’T FOOL THE BLUES / HIGH COST OF LOVING / GLORY DAYS / WHY DOES LOVE (HAVE TO GO WRONG?) / NAKED FLAME / I WONDER WHY (ARE YOU SO MEAN TO ME?) / WRONG SIDE OF TOWN
formação: Gary Moore (vocals, guitar), Jack Bruce (vocals, bass guitar, cello, keyboards on “Wrong Side Of Town”), Ginger Baker (drums, percussion)
extras: Tommy Eyre (keyboards), Ahrum Ahrum (drums on “Where In the World”), Morris Murphy (back trumpet on “Glory Days”)
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Ñ gosto de Cream.
E o digo mais por uma birra justificada q por implicação fundamentada: conheço por alto a banda, q ñ me pegou. Pq passei da idade, pq faltei à aula, pq tvz devesse ter conhecido antes.
“I Feel Free” era o videoclipe q a Mtv Brasil passava deles. Sonzinho pop, bem distante do arrojo e da exuberância técnica com q sempre os vi descritos. “Crossroads” tvz fosse som q me pegasse… mas é versão de Robert Johnson e o Rush recentemente regravando-o (em “Feedback”) me serviu melhor; como Jack Bruce co-escrevendo e tocando na faixa-título de “Apostrophe”, de Frank Zappa. “Sunshine Of Your Love”, desculpem-me, nunca me desceu: acho uma das canções mais chatas de todos os tempos, ao lado de “Should I Stay Or Should I Go?”.
“Disraeli Gears” tenho em fita, q ganhei de amigo q jogaria fora, mas ouvi uma vez, mal e mal, e ñ me pegou. Na verdade, minha birra é com Eric Clapton: acho o cara muito coxinha, nunca entendi a deidade atribuída e gosto só duns 2 sons do sujeito (“Bad Love” e a versão acústica de “Layla”). Tb nunca fui atrás de ouvir melhor, por ñ me ser prioridade. E pq em minha cosmogonia tacanha, curtir Clapton ñ coaduna com curtir Jeff Beck. Adoro e prefiro este.
Gary Moore, por outro lado, foi guitarrista q descobri recentemente. E tarde: já havia morrido. Menos mal a obra pouco valorizada (cheia de altos e baixos, verdade), mas bastante disponível.
É aqui q chego ao BBM, adquirido este mês, por conta do cara e pela raridade. Antes de pôr pra ouvir, lembrei do hype de 20 anos atrás: uma volta do Cream q supostamente ñ engrenou, daí teriam recrutarado Moore como estepe. Resenhas positivas, mas ñ entusiasmadas, um videoclipe pra constar e o completo ostracismo.
Ñ deixou legado. Uma pena.
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“Around the Next Dream” tem bons e menores (poucos) momentos e feeling em abundância. E se é verdade q rola um auto-plágio (“City Of Gold” se vale de “Crossroads” descardamente), ñ vi problema. É álbum pra ser ouvido aos poucos, de cabo a rabo (sem random no pendrive), e digerido como um álbum antigamente costumava ser. Como um bom álbum deve ser ouvido.
Como álbum, há 20 anos eu ñ teria tido MATURIDADE para encarar, apreciar e recomendar. A ponto de eu hoje achar absurdo q NENHUM dos sons por aqui jamais tenha tocado em rádio: o “classic rock” inexistia em 1994, hoje existe – muito pra tamponar a esterilidade dum rock atual – então me parece incrível q, passados 20 anos, uma Kiss Fm jamais tocar nada deste disco em programação, normal ou extraordinária.
Os 10 sons daqui, todos de matriz blues rock, são repletos de bom gosto e timbragens, com arrojo instrumental, mas sem firulas desnecessárias: o jeitão destrambelhado de solar de Moore, repleto de bends e de volume alto, pra mim encaixou muito bem com a cozinha de Bruce e Ginger Baker. Moore e Bruce dividem vocais, às vezes numa mesma faixa, e eu prefiro os roucos do primeiro. Baker “joga pro time”, com manulações em pratos de condução e uma timbragem baterística q simplesmente aboliu reverbs (ecos) e compressões. Impressão de músicos tocando naturalmente, com alguém gravando ao vivo, como num bar.
Curiosamente, as faixas com as quais ñ consegui me empolgar tanto quanto as outras foram “Naked Flame” e “Wrong Side Of Town”, ambas de autoria solitária de Moore. Impressão de terem entrado pra fazer volume, levemente equivocadas, mas de nenhum modo ruins. Apenas menores.
Som único de autoria do trio, “Why Does Love (Have to Go Wrong?)”, dura 8 minutos e se justifica. Ñ cansa. “Glory Days” contém trumpete marcando um riff meio celta, q fãs de Blackmore’s Night ou Jethro Tull curtirão. Épica. “High Cost Of Loving” soa Steve Ray Vaughan com ZZ Top, sem chupins, no bom sentido.
A quem curte o Deep Purple atual mais na manha e sem Ritchie Blackmore, mas faz objeções a algumas impertinências guitarrísticas de Steve Morse, “Around the Next Dream” tvz possa tb cair muito bem.
As duas primeiras faixas, fora “Glory Days”, “Can’t Fool the Blues” e “I Wonder Why (Are You So Mean to Me?)”, são minhas preferidas, e se é verdade q uma ausência de Clapton por aqui justificou o desinteresse mercadológico do disco e do projeto BBM, por outro lado entendo q o material decantado se apresentou isento de pressões de mercado ou de sucesso “fácil”. Chegaram a fazer turnê e o You Tube tem video de show inteiro, mas desconheço algum dvd q tenha sido lançado oficialmente.
Motivos pelos quais o trio ñ continuou parecem ter envolvido conflitos de ego ou temperamento, mas recordo q mais ou menos na mesma época os álbuns/projetos “Coverdale-Page” e “No Quarter” (aquela “meia volta” de Lep Zeppelin, em 2 álbuns) tb deram em muito pouco. Dinossauros passaram a ganhar credibilidade mais tarde no rock.
Discão.
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CATA PIOLHO CCXXV – falando em dinossauros, uma impressão recente ouvindo “Parental Guidance”, do Judas Priest: o refrão ali ñ tem alguma coisa de “Tumbling Dice”, do Rolling Stones?
PUTA MERDA
Tá no site da Brigade:
6.346 guitarristas tocaram juntos no Thanks Jimi Festival
http://www.novometal.com/pandemonium/exibir.php?id=164
http://www.4shared.com/get/104638748/c647ad1/REVISTA_UNDERGROUND_METAL_FIRE_EDIO_6.html;jsessionid=204F32D60BBCD6B7A8850EA330906E73.dc138
E aí, fico pensando:
1) o mundo precisava disso tudo de gente tocando Jimi Hendrix? Pro falecido ouvir da tumba?
2) fico imaginando a nuvem tóxica advinda dos wah-wahs corroendo severamente a camada de ozônio. CFC é fichinha!
3) é a 1ª nota envolvendo guitarristas em MUITO TEMPO q ñ vejo citar Andreas Beijador nem Ki-cu Loureiro. Viva!
4) e me lembrou da famosa piada: quantos guitarristas são necessários pra trocar uma lâmpada? Dois: um pra trocar, o outro pra dizer “consigo fazer melhor”. Bah!
5) pelo menos ñ tocaram “Stairway to Heaven”. Nem “Enter Sandman”
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PS – e algum gênio da matemática errou a conta




