Ozzy
FICOU BOM, HEIN?
One Tribe Nation. Banda paralela de Corey Glover, vocalista subestimado do Living Colour com outros músicos cascudos.
Parece q numa apresentação naquela mega feira de música anual com estudantes tocando junto.
E o tipo de tributo q acho foda pq espontâneo e inesperado. (É tributo ao Ozzy? Sim, mas ao Black Sabbath tanto quanto). Ao invés de feito pelo povo já manjado e órfão, e eventualmente oportunista, como Zakk Wylde.
RÉQUIEM
Não achei nenhuma “Mama I’m Coming Home”, mas soa sincera. Zero oportunista.
E com um baita solo.
40 ANOZZ

Ozzy Osbourne, “The Ultimate Sin“
Aquele caso de disco lançado há 40 anos q soa lançado há 40 anos.
Ozzy e staff (ghost writters incluídos) indecisos entre aderir ao metal farofa vigente ou falar mais sério, como em “Thank God For the Bomb”, pra mim o único som bom de “The Ultimate Sin“.
Não dá pra culpar Jake E. Lee por isso, já vinha do disco anterior. Mas parece q partir de “No Rest For the Wicked“, disco seguinte, e de “No More Tears” (seguinte ao seguinte), a carreira solo do Sr. Osbourne encontrou seu som/guitarrista + produção não datada.
(Assim: não gosto dos anteriores tb, mas entendo q eram melhores)
E q capa ruim, hein?
FIAS DE VATO
Celular novo, senha nova, bugs de sempre.
MELHORES FINAIS DE BANDA:
- Rush – só eles e o staff sabiam q era última turnê, em 2015. Fã-clubes mais nerds desconfiaram, sem ter certeza. Fizeram documentário a respeito, “Time Stand Still”, ótimo. Não vazaram ou venderam “última turnê”: último show, Neil Peart tirou fotinhos, desceu do praticável e abraçou Lee e Lifeson pra foto e a banda acabou
- R.E.M. – acabaram com um comunicado em site oficial, 21.09.2011, sem última turnê ou último disco anúncio e sem alarde
- Faith No More – comunicado no site oficial em 1998, começando com um “pra esclarecer rumores sobre a banda estar acabando, avisamos q a banda está acabando” e culparam o baterista
- Led Zeppelin – dignos: sem John Bonham, sem Led Zeppelin. Fizeram anúncio?
- Ramones: avisaram “mais um disco, mais uma turnê”. Fizeram ambos e fecharam a firma
- Black Sabbath/Ozzy: história conhecida. Surpreendentemente digna. Baita evento. Ozzy morreu 17 dias depois do velório
- Midnight Oil: depois de muitos anos (Peter Garrett havia sido ministro do meio ambiente australiano) voltam com disco inédito e turnê mundial agendadas. A dias do início dos shows, baixista morreu de câncer. Acabaram.
- Bolt Thrower: lançaram o melhor disco, “Those Once Loyal“. Encerraram atividades por achar q não conseguiram fazer coisa melhor. Quando pareceu q iriam, baterista morreu. Acabaram.
- Motörhead – sem Lemmy, sem Motörhead. Mas tiveram últimos tempos meio indignos e teimosos
- The Police – nem se preocuparam em avisar. Mesmo. Cada um foi pro seu canto e não houve comoção induzida nem desmedida
WhatsAppin‘: o Babado Novo metaleiro? https://igormiranda.com.br/2025/10/dogma-integrantes-substituidas-criticas/
Arrumam monte de show lá na terra deles e não devem ter vendido muito aqui. Banda de fest https://igormiranda.com.br/2025/10/the-black-dahlia-murder-cancela-show-brasil-turne-america-latina/
Eu acho q ninguém cares a lot mais https://consequence.net/2025/10/roddy-bottum-on-faith-no-more-reunion-2025
BLACK SABBATH IN JAZZ/EU SEREI A HIENA
La Iglesia, 14.08.25
Sesc Belenzinho, 17.08.25
2 shows q comento com pretensão de dialogar com o show do Papangu. Ou não.

Black Sabbath In Jazz foram quase duas horas e 9 sons do Black Sabbath no La Iglesia quinta-feira passada.
A banda era o baixista Stefano Moliner mais um baterista, um guitarrista e um saxofonista (não guardei os nomes), com esse último praticamente fazendo os vocais do Ozzy instrumentalmente.
(Não teve Sabbath Dio, e nem faria sentido, apesar duns malas ao final ficarem pedindo)
Funciona? Sim. Principalmente pq não alteraram harmonias nem timbres; só a guitarra com uns timbres jazz ocasionais.
Moliner segurou o peso e os riffs o tempo todo, e minha única crítica a ele é a do abuso de efeitos no baixo. Muito wah-wah, parecia (não era), o q deixava o som entre saturado e embolado.

Sons: “Electric Funeral”, “Children Of the Grave”, “Iron Man”, “Solitude” (me pareceu), “Sabbath Bloody Sabbath”, “The Wizard”, “N.I.B.”, “Black Sabbath” e “War Pigs”.
Funciona tb pq as baterias de Bill Ward são praticamente jazz, não teve muito o q mexer. Apesar do baterista (canhoto e tocando invertido) cometer umas firulas pertinentes e mexer nuns andamentos.
Outro achado: tocaram “Iron Man” em 5/4.
O estereótipo dos 4 tios jazzistas barrigudos tocando foi contrabalançado com a participação de Caroline “Poison” (do Weedevil) entrando pra cantar “The Wizard”, “N.I.B.” e “Black Sabbath”. Na primeira, ficando realmente bom, na segunda seguindo o fluxo (meio q tocaram ela 3 vezes) e na terceira salvando o som de se perder na viajeira praticada. Zero embromation nas letras, outro tremendo acerto.

Deu uma quebrada legal no instrumental q a mim já cansava um pouco.
Assim: foi muito bom, mas em “The Wizard” e “N.I.B.” o guitarrista se soltou um pouco demais, rolou muito solo, deixando um pouco de lado o clima. Mas “War Pigs” ao final, com a platéia cantando letra E riffs junto, deixou aquela última boa impressão. Setlist bem pensado.
Moliner comentou q provavelmente farão esse show mensalmente ali no Iglesia. Tvz dê pé, estilo residência, há muito repertório pra contemplar.
Hoje à noite tá agendado tocar no Blue Note com outra banda (posso estar errado) fazendo versões jazz de Ozzy solo. Jazz sem hermetismo nem deturpar a obra revistada. Não parece difícil de acertar.
****
Por outro lado, no domingo…

Do Eu Serei A Hiena, me lembrava vagamente há uns 20 anos. Banda paralela do cara do Discarga, q tinha a baterista do Infect, o tal Juninho, atualmente baixista no Ratos de Porão.
Nunca cheguei a ouvir ou assistir. Meio banda cult numa cena punk vegana indie paulistana, prometendo um show de volta pra comemorar 20 anos desse primeiro disco, autointitulado. Fizeram 2 discos e pararam.
Entendi q tocaram os 2 discos. E q estavam felizes em tocar. E q tinham um público ganho: tudo amigo, saudando o baterista (Nino) o tempo todo. E sold out: o Leo me arrumou o último ingresso.
(apesar duns 2 dias antes Sesc vir com história de “novo lote de ingressos”… Só se foi no mezanino, q não conferi)
Um show q caberia melhor no La Iglesia. Lugares sentados – foi no teatro, não na comedoria – pareceu estranho no começo, mas fez sentido quando começou.
E meio q um lance entre amigos mesmo, fazendo um som se não hermético, introvertido. Cheio de partes. Pareceu Fugazi aqui e ali, cacoetes de Rollins Band bem de leve, um q de surf music involuntário, metido a Mogwai, pós-rock, pós-hardcore, esses modismos indie.

Tudo instrumental? Nem, e aí a parte esquisita (no mau sentido) da apresentação: sujeito próximo de mim cantava todos os sons com letras. Ninguém na banda cantando.
Nenhum microfone no palco.
O baixista uma hora justificou (Juninho levava o microfone pros caras falarem no decorrer) q ficava bom assim, e q seria difícil juntar os vocalistas. Sei lá. O cara do Dead Fish cantou (fiquei sabendo pela Wikipedia) e mora por aqui…
A proposta da banda é instrumental mesmo, vocais ocasionais. Nino, muito bom baterista, apesar dumas bugadas do meio pro fim. Juninho tocando guitarra, uma Gibson SG e sem camiseta do MTST. Dando umas apitadas/microfonias ostensivas lá e cá.
Só q não é punk nem hardcore. É som de punk q aprende a tocar um pouco mais e tenta viajar. Não se pode dizer q não sabem tocar. Jazz não jazz. Jazz pra punk.
Não achei ruim. Nem bom. Som pra quem conhece os caras e foi dar uma “força”. Banda sinceramente agradecida, show durou uma hora e foi isso. Tipo reunião de turma do colegial.

Parece q mais alguém é músico ali tb, noutras freguesias. Não entendi e não explicaram. O merchan do lado de fora vendendo camisetas a rodo, adesivos e nenhum cd. Não me interessou.
Show q foi mais um pra minha contabilidade. Proposta aparentemente ousada, mas de pouco alcance. Ver de novo, tvz de graça. Mas deu uma pinta de q não rola mais.
DEZNECESSÁRIOS
Ranqueando discos de retorno a mim ruins (1 -5) ou desnecessários:
- “Believe”, Girlschool
- “Monstro”, DeFalla
- “Reunion”, Black Sabbath *
- “The System Has Failed”, Megadeth
- “Barão Vermelho” (2004), Barão Vermelho
- “Not Your Kind Of People”, Garbage
- “Sol Invictus”, Faith No More
- “Size Matters”, Helmet
- “Omega Wave”, Forbidden
- “Darker Days Ahead”, Terrorizer
*o Sabbath não tinha acabado, mas era o impacto do Black Sabbath original
WhatsAppin’: aposto q estava vendendo on-line https://consequence.net/2025/08/ozzy-osbourne-memorial-flowers-theft/
Fez bem. Pé no chão raro https://loudwire.com/robert-plant-declined-back-to-the-beginning-invite/
Notícia velha já. Parece o q resta, pra não enferrujar (ainda mais) despercebido https://loudwire.com/megadeth-final-album-farewell-tour/
SOLO, ESTRÉIA
Ranqueando discos solo de estréia hoje. Não vale “bandas solo”, como Fight, MD 45 ou Brutal Brega, por exemplos.
- “Holy Diver”, Dio
- “Resurrection”, Halford
- “Boggy Depot”, Jerry Cantrell
- “Rites Of Percussion”, Dave Lombardo
- “Silver Lake”, Esa Holopainen
- “The Madcap Laughs”, Syd Barrett
- “Victor”, Alex Lifeson/Victor
- “Iommi”, Tony Iommi *
- “Wet Dream”, Rick Wright
- “Elect the Dead”, Serj Tankian
*preferi não listar “Seventh Star“…
WhatsAppin’: todo mundo gosta do Ozzy agora… https://consequence.net/2025/08/cage-the-elephant-ozzy-osbourne-tribute-lollapalooza/
O sistema descobrindo q o metal “está em alta”. Tá certo https://consequence.net/2025/07/live-nation-heavy-rock-metal-bigger-than-ever/
Curti a lista, só isso. 47 de 150 aqui https://pitchfork.com/features/lists-and-guides/the-best-albums-of-the-1990s/
LUTO OSTENTAÇÃO?
Esquisito isso:

Shows cancelados/adiados devido a luto por Ozzy?
Tá, Zakk Wylde foi o Sancho Pança com mais tempo de serviço, e não olhei (nem quero) agenda dos próximos shows do Projetinho de Verão Paga Pau, mas penso q AGORA é q seria hora de tocar. Demanda monstra.
Ou estariam sem agenda?

E essa acima?
Sujeito tava no velório pra tocar “Breaking the Law” (!?) e provavelmente pra preencher cota de careca no rolê, e não duvido q realmente seja fã. Mas aí acho um pouco demais.
Vi comentários em rede social de gente achando “uma boa idéia” reativar anualmente o Ozzfest em homenagem… Acho o seguinte: viu e viveu Ozzy e Black Sabbath quem estava prestando atenção. Quem não – e agora quer gerar hype – q vá ouvir os discos.
Ou espere um pouco dona $haron vir com tributo em holograma. “Experiência imersiva” e o caralho.
