Carcass
MELHORES DE 2025
Post anual pra render algum papo.

MELHORES DISCOS DE 2025 (ou os 10 q ouvi):
- “Dissonance Theory”, Coroner
- “Borderland”, Amorphis
- “Giants & Monsters”, Helloween
- “Curious Ruminant”, Jethro Tull
- “Songs Of Last Resort”, The Haunted
- “Tempo Severo”, D.E.R.
- “Blasfêmea”, Eskröta
- “Como Nascem os Monstros”, Manger Cadavre?
- “Mugula”, Birushanah
- “Chama”, Soulfly
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MELHORES DISCOS COMPRADOS ANO PASSADO, MAS DESOVADOS NOUTRAS ERAS:
- “Despicable”, Carcass
- “Avenue B”, Iggy Pop
- “Painkillers”, Babes In Toyland
- “Mee”, Mee
- “RökFlöte”, Jethro Tull
- “Archetype”, Fear Factory
- “Expositionprophylaxe”, Dishsrmonic Orchestra
- “Hordes Of Chaos”, Kreator
- “Blues Alive”, Gary Moore
- “Radio Ethiopia”, Patti Smith
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PIORES DISCOS COMPRADOS EM 2025, LANÇADOS OU NÃO ANO PASSADO:
Melhorei minha compulsividade em bazar: nenhum q eu realmente lembre fora dum Foster the People, q vou devolver lá.
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MELHORES LIVROS LIDOS:
- “Down With the System”, Serj Tankian
- “Charlie Watts”, Paul Sexton
- “Nossa Banda Podia Ser Sua Vida”, Michael Azerrad
- “Do Que Eu Falo Quando Falo de Corrida”, Haruki Murakami
- “Pequenas Vitórias” (FNM), Adrian Härte
- “‘Violeta de Outono’ – A História de um Clássico do Rock Psicodélico”, Marco André Briones [pra inteirar 6]
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MELHORES SHOWS:
- Coroner
- Octopoulpe [Tendal da Lapa]
- Helmet
- Savatage
- Beat
- Mercenárias [Sesc 24 de Maio]
- Cavalera
- Triptykon
- Atheist
- Arnaldo Antunes
menção honrosa: Ratos de Porão & Napalm Death, rolê indissociável e simbiótico
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PIORES SHOWS:
- Living Metal
- Faces Of Death
- Cryptopsy
- Projeto Clandestino [abertura não solicitada pra Rogério Slylab]
- Papangu
- Varathron
- Fossilization
- La Inquisición
- Eu Serei A Hiena
- Pestilence
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SHOWS Q NÃO FUI E ME ARREPENDO:
- Suffocation & Samael (pelo Suffocation, mas não muito)
- L7 & Garbage (bem pouco arrependimento)
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SHOWS Q EU NÃO TAVA NA VIBE:
Carcass, Candlemass e Velho
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SHOWS Q POSSO DIZER “JÁ VI” PRA NÃO MAIS:
Tiamat, Dead Fish, Bufo Borealis, Cancer, Malevolent Creation e Birushanah
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PROFECIAS/PREVISÕES:
As de sempre: um ou 2 shows de Jeff Scott Soto & Eric Martin, Blaze Bayley, Ripper e U.D.O./Dirkschneider. Sepultura acabando despercebido. Metallica sem voltar pro Brasil. Disco do Slipknoia com Eloy.
COLIN RICHARDSON
Ranqueando discos produzidos pelo sujeito hoje:
- “Heartwork”, Carcass
- “Bloodthirst”, Cannibal Corpse
- “Demanufacture”, Fear Factory
- “Dreams Of the Carrion Kind”, Disincarnate
- “Bruno My Eyes”, Machine Head
- “Surgical Steel”, Carcass
- “Extreme Conditions Demand Extreme Responses”, Brutal Truth
- “Inside the Torn Apart”, Napalm Death
- “The Blackening”, Machine Head
- “Hate Songs In E Minor”, Fudge Tunnel
Nivel hard. Link pra consulta: https://share.google/46j98q2ycbfe81vzx
WhatsAppin‘: é a cara do Geezer isso https://blabbermouth.net/news/geezer-butler-is-using-an-a-i-singer-during-songwriting-process-for-his-upcoming-solo-album-its-really-helped-me-he-says
Ao menos esperou o corpo esfriar. Não era bom chamar o sobrinho? https://consequence.net/2026/01/alex-van-halen-steve-lukather-new-album
Vernon Reid against the machine https://www.alternativenation.net/rushs-female-drummer-disrespected-in-commercial/
KREATOR NOVO
Digo sem medo:
Achei a melhor coisa da banda desde a safra “Violent Revolution“, de 25 anos atrás.
Sem harmonias archenemizadas (ufa) e mesmo com o vocal autotunado (não ligo) e bateria trigada (tb não). O clipe foda tá de brinde.
“Krushers Of the World”, disco novo, sairá em 16 de janeiro próximo, e acho bom q seja em 2026 pq nada melhor q o Coroner novo – q ainda não saiu, nem ouvi – (“Dissonance Theory”) pode sair mais este ano. Pra não me bugar.
O Kreator já anunciou ainda datas européias com Exodus, Carcass e uma outra banda nova (Nails?) abrindo. Puta merda.
“CAUSO” 1
26 de julho último, voltando do Central Panelaço, linha vermelha do metrô, indo encontrar a companheira. Na estação Pedro II ou Brás entram 3 senhoras e um rapaz. Cansados e reclamando do “turno”.
Q logo entendi q era nalgum hospital próximo.
As 3 senhoras, gordas e bem idosas, eram faxineiras hospitalares. Logo uma começou a reclamar dum tanto de sangue q teve q limpar do chão num quarto. Paciente tinha ido pra cirurgia ou a óbito, não entendi bem. Essa mesma senhora disse ter ficado com nojo de uma bola de sangue no chão, q jogou um monte de papel em cima, manejou com a vassoura, pegou o conteúdo com uma pá e q, na hora de jogar na lixeira não conseguia abrir.
O papo segue pra uma outra falando q uma vez teve q limpar um chão de sangue todo amarelado, ao q a terceira cravou q isso era coisa de fígado. Q quem tem problema de fígado os olhos ficam amarelos etc.
Eu ali em pé junto à porta e, literalmente, no meio desses quatro, achando o máximo a conversa e fazendo cara de pôquer. Mas doido pra tentar ver reação de quem estava próximo. Falavam até num volume alto, improvável quem estava próximo não ouvir.
Em algum momento, o rapaz desatou a falar q teve pedras no rim, q teve q tomar Chá de Quebra-Pedra em vez de cirurgia (ufa!) pra daí excretar na urina. A primeira perguntando se a pedra era grande, se tinha doído. Eu ali, curtindo. E chegou minha estação.
Desci, eles não. Me sentindo num disco do Carcass.
PIOR Q BATER NA MÃE
Sem murismos nem TDAH: pior música do Carcass?
Pra mim, “Black Star”. Pior q bater na mãe e q a volta do Campeonato Brasileiro. E q ainda convocar a Marta pra Copa América feminina.
FABIO LIONE’S DAWN OF VICTORY
por Leo Musumeci
Teatro APCD, 17.05.25

Recentemente, elogiei o Txuca pela qualidade das resenhas, que demandam muito conhecimento e uma boa dose de despojamento.
Dessa vez, tentarei atingir o ápice do meu despojamento num texto “escrevendo” essa resenha gravando minhas impressões em áudios e transcrevendo com ajuda de IA (me julguem! Rs).
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O show do Fabio Lione, em condições normais, seria meu quarto em quatro dias. No entanto, uma viagem a Brasília me impediu de ver System of a Down, Carcass e a Eskröta (do lado de casa). Mesmo assim, foi um show especial pela companhia de dois grandes amigos, um do litoral e outro do interior de Minas, com quem já compartilhei muitas horas ouvindo Rhapsody — seja em jogos de RPG (quando jogador de RPG não era necessariamente reaça) ou na varanda de casa, em Leme.
Naquela época, o Rhapsody, assim como outras bandas de melódico, era o segundo passo para garotos deslumbrados com o metal pós-Iron Maiden, antes de explorarem vertentes mais pesadas como Sepultura, Slayer e outras bandas de thrash e death metal (havia uma certa “linearidade” nesse processo que a internet desmontou completamente). Por isso, embora eu não tenha acompanhado os trabalhos do Rhapsody após o ‘Power of The Dragonflame” — assim como tive um hiato com o Helloween pós-“The Dark Ride” — essa banda tem um papel nostálgico, capaz de reunir amigos que há muito não se veem.

A proposta de um show em teatro, embora inusitada, não é estranha quando se trata de Lione. O concerto contava com um coral de oito vozes, uma pequena orquestra e uma banda com duas guitarras, bateria e baixo. A meu ver, um show como esse demandaria uma casa com acústica melhor do que o Teatro APCD, mas a escolha era compreensível: próximo ao metrô e à rodoviária, facilitava o acesso de quem vinha de fora e de metrô. Ainda assim, assistir a um show sentado é curioso — e, para mim, um idoso de 40 anos, bastante confortável.
***
Cheguei no meio do show do Dogma. Sinceramente, nunca tinha ouvido uma música sequer da banda e nem sabia que haveria uma abertura — quando comprei o ingresso, só estava anunciado o show do Fabio Lione. Descobri depois o motivo: além de já estarem aqui para o Bangers, a baixista havia tocado na turnê de Lione na Argentina.

Dogma é uma banda formada por mulheres com uma proposta derivada do Ghost — que, por sua vez, também não é exatamente original. As integrantes não revelam suas identidades, exceto quando Lione chamou a baixista pelo nome (Patrícia Flores) no final.
O som é ok, em geral mais pesado que o próprio Ghost, com algumas músicas bem boas dentro da proposta, como “Pleasure for Pain”. No entanto, a hipersexualização da banda me incomoda, pois acredito que mina [ops!] um pouco o trabalho de outras bandas femininas que tentam combater um universo muito masculinizado e preconceituoso. O argumento é de que abordam temas de liberação sexual, o que dá coerência aos trajes e certamente as promovem em meio a incels, mas não sei se contribuem com a cena mais ampla.

A proposta era tocar “Symphony of Enchanted Lands” na íntegra (o que não aconteceu por uma música), seguida de outros clássicos. Aliás, Lione sempre ressaltou que se tratava do “Symphony” UM (!!!), já que a banda lançou um segundo do qual não parece se orgulhar.
O show foi competente e animado, especialmente para um ex-fã como eu, que estava ali apenas pelos clássicos (o que é ok, já que também se trata de uma ex-banda). Lione ainda tocou outras músicas da mesma fase, bem escolhidas. Não dava pra fazer muito mais, ou melhor, com esse número. O público era majoritariamente saudosista, levando acompanhantes por vezes não iniciados — um ponto positivo, pois shows em teatros são ótimos para apresentar o metal a quem não está familiarizado.
Os pontos altos pra mim, pra além das músicas, foram as diversas descidas de Lione até o público para cantar, interagir com a plateia e checar o som (às vezes, ao voltar, pagava geral para a equipe técnica); e a empolgação do coral e da orquestra durante toda a apresentação. Havia, sobretudo, uma das vocalistas do coral que estava particularmente entusiasmada em estar ali. É bom ver isso. Talvez essa galera venha de escolas de música que trabalham com metal, e tenha tido a oportunidade não apenas de compartilhar uma pequena turnê com um músico que claramente entende do riscado, mas também de aprender com o cara.

Aliás, é importante dizer que Fabio Lione não só está alcançando o que fazia no Rhapsody 25 anos atrás, mas, em alguns pontos, está até superando, como nos seus drives mais rasgados.
Isso me faz voltar à crítica que fazia aos últimos CDs do Angra dos quais participou: ele era o único que parecia realmente se esforçar e tentar levar a banda nas costas, enquanto os outros instrumentos soavam mais protocolares ou experimentais (caso claro de Valverde, que destoa tecnicamente para melhor) de integrantes de uma banda já um tanto desgastada e talvez mais interessada em outros caminhos. Alguém mais maldoso diria que Fabio Lione era o Noé do Angra.
***
Saldo final: show ótimo, extenso e, ainda que a acústica não fosse perfeita, muito redondo para quem estava ali e para o que estava ali. Aparentemente, a turnê foi bem-sucedida, já que Lione já anunciou uma nova com a mesma proposta. Que seja assim. Que faça mais e que entregue com a mesma qualidade.
edit: já comprei os ingressos como os mesmos amigos para o show do ano que vem. Rs
CARCASS
Carioca Club, 15.05.25
Um início atípico para uma “resenha” atípica.

O nível do set-list. Meticulosamente executado em uma hora e quinze de show. O Carioca cheio em ¾.
Minha vivência na quinta-feira foi a de uma AVALANCHE. Mental e cognitivamente atordoante. Perguntei depois ao colega com quem foi junto, q me confirmou ter sido isso tudo. E q tb ficou meio perdido com os sons novos.

Bora descrever obviedades:
1) o Carcass é uma banda, mas seu destaque é e tem q ser Bill Steer. Com o mesmo jeans apertado de hippie velho, magro igual uma hippie velha e quicando no palco o tempo todo ENQUANTO sorria e tocava fácil, como se tocar Carcass fosse fácil. É sempre assim e mesmo assim sempre me impressiona.
2) o baterista Daniel Wilding merece respeito. Pq preciso e extremamente respeitoso com os sons antigos. Comparo com Paul Bostaph, no Slayer, q ao vivo tocava nota por nota, virada por virada, de Dave Lombardo. Pq tinha. Q ser. Daquele jeito.
Wilding em “No Love Lost” – só pra exemplificar – faz o q tem q fazer. Pq poluir, adulterar, rearranjar, não cabe. Pq tem q tocar assim. Viajo q Steer e Jeff Walker nem cobram dele isso, q faz pq sim.
3) o show foi espetacular (menos q o Coroner e pouco atrás do Helmet) pq não daria pra ser ruim. Mesmo com Walker ostentando rabugice e fingindo mau humor. Mesmo Walker não entoando os hinos exatamente como deveria ser, nalgumas horas só pigarreando, e tudo bem.

De minha parte, a sensação foi de q perdi alguma coisa. De q fui convidado a um churrasco e almocei antes, pq tinha esquecido. Fui “sem fome”, faltou eu fazer a lição de casa.
Assim: as músicas novas (de “Surgical Steel” e “Torn Arteries“, ⅓ de tudo) me confundem, ainda não assimilei o diferencial entre elas. Tanto q até agora estou em dúvida se “Kelly’s Meat Emporium” rolou mesmo. Não ajudou o fato de q foram emendando um som no outro, impiedosamente. Às vezes como medleys.
Odeio medleys.

Ao mesmo tempo, as músicas mais gore conseguia perceber q eram da fase mais podreira primeira, mesmo sem reconhecer se eram “Genital Grinder”, “Pyosisified”, “Tools Of the Trade” ali no meio.
“Ruptured In Purulence” antecedendo “Heartwork” ao final – é só o comecinho – tb me bugou: na coletânea “Wake Up And Smell the Carcass” ela antecede e é suturada em “No Love Lost”, e consta como “Exhume to Consume”. Sei lá.
Surpresa pra mim foi “Keep On Rotting In the Free World”, com direito a um meião esticado com mais solos. Lição de casa com set-lists anteriores (Santiago e BH) não acusava ela.
Mas olhando há pouco, BH teve ela tb. Aviso: não confiar 100% no setlist.fm
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No fim, foi um baita show, uma hemorragia de sons de todas as fases e a interação com a platéia foi considerável. As 5 músicas de “Heartwork” me foram as melhores, junto de “Keep On Rotting…”, e mesmo eu gostando menos de “Buried Dreams”. Coisa minha. A intro de “Corporal Jigsore Quandary”‘ é reconhecível mesmo ouvida num radinho de pilha e foi bastante comemorada.
Assim como o som q a sucedeu ahah

Pra constar ainda, 2 aspectos mais periféricos mas não irrelevantes: 1) show em dia útil começando e terminando cedo; 2) nenhuma banda de abertura enxertada. Não era pra ter.
O Carcass não soa uma banda cover nem um bailão da saudade. Eu é q estive meio em falta com os caras; numa próxima, estudo mais os laudos e exames prévios detidamente.



