Ernie C
NOBEL DA PAZ PRO CHÁ GELADO

Body Count, “Merciless“
Status atual: tentando conciliar expectativa e produto final.
Ice-T e seus asseclas demoraram consideravelmente pra lançar “Merciless“, precedido por 3 singles: “Paychopath” (pancada), “Fuck What You Heard” (sobre a “polarização política” estadunidense) e a versão pra “Confortably Numb” – aquela – com letra totalmente reescrita. E gigante.
Fui em “Merciless” pela expectativa, dica do Tiago sábado na Galeria e pelas participações especiais (tremenda) de Max Cavalera em “Drug Lords” e (inusitada) de George Corpsegrinder Fisher (respeita o pescoço!) em “The Purge”, pontos ótimos do álbum, mas não os melhores.
Achei o disco inferior a “Bloodlust” (2017) e “Carnivore” (2020).
Mais cadenciado e menos pilhado. Raiva e porradaria comparecem mais no terço final. Tvz seja disco maduro, tvz tivessem mais o q dizer nas letras – e isso demanda imersão (alô, Jessiê!) – e um pouco over produzido pro meu gosto.
Quanto à versão de Pink Floyd – q achei ruim – tenho q o maior mérito tenha sido conseguirem autorização de Roger Waters E de David Gilmour (q toca guitarra tb) pra tal. Tvz Chá Gelado e sua trupe tenham aprendido sobre diplomacia e dissimulação com Nick Mason ahah
CARNÍVOROS

Body Count, “Carnivore”
O ditado “ñ julgue um livro pela capa” parece valer tb em casos de capas feias, certo?
Ñ curti esta, no q imagino o Chá Gelado, ocupado com a 74ª (75ª?) temporada de “Law & Order: Special Victims Unit” (Olivia Benson ñ se aposenta, caralho?) ter aprovado sem nem olhar direito.
Mas o q importa é o som, e neste recente (q curti mais q “Bloodlust”, de capa pior) os caras mostraram lenha pra queimar como ninguém, no híbrido de hardcore com metal q ñ confunde cadência com lerdeza.
Fora isso, as participações especiais – ilustre – de Dave Lombardo em “Colors” (aquela) e – discreta – de Jello Biafra em “The Hate Is Real” praticamente escanteiam os vocais de Amy Lee (aff!) em “When I’m Gone”, q bom.
Jamey Jasta meio passa batido (como eu fiz com o metalcore em geral) em “Another Level”. Curti demais a “Ace Of Spades” coverizada, melhor versão q já ouvi, perfeita no andamento, pratadas e aberturas de chimbau.
E ainda rolam uns riffs meio Slayer – mais Slayer q o Slayer do último disco – na mesma “Another Level” e em “Point the Finger”. Ice T, Ernie C e sua gangue ñ brincam em serviço.
Um novo parece estar prestes a sair.



