Thrash com H

CHAOS SYNOPSIS

terça-feira, 27 setembro, 2016 por Txuca

Conheci o baixista/vocalista da banda em 2009, quando resenhei sobre eles por aqui, conhecendo o Chaos Synopsis – de quem nunca tinha ouvido falar – na abertura pro Sinister. Jairo passou a visitar o Thrash Com H desde então, e eis q nem tinha me dado conta de tanto tempo passado – 7 anos! – sem tê-los visto mais, quando me avisou mês passado q tocariam no Sesc Belenzinho, um puta lugar.

Sem abertura. Só eles.

Contemporizo um outro Jairo conhecido no metal brasileiro, aquele Jairo Guedes (Guedz) eterno “ex-Sepultura“, q vez ou outra assola o noticiário com algum novo projeto… q dá em nada. Distam muito esse conhecido e o Jairo Vaz – e a banda, claro – q de 2009 pra cá saltaram da demo “Garden Of Forgotten Shadows” pra já 3 (TRÊS) álbuns fodidos: “Kvlt Of Dementia” (2009), “Art Of Killing” (2013) e “Seasons Of Red”, do ano passado.

No meio disso, montes de show pelo interior de SP, na Polônia e videoclipes nada mambembes. Banda de gente q faz, em vez de mandar buscar. Gente q ñ é “metal nacional” nem fica lamentando falta de lugares imaginários pra tocar. Tocam. Banda a qual Ñ CABE ficar descrevendo “parece gringa” ou como “a novidade” ou como os caras q vão pegar o lugar do Sepultura ou de sei lá quem – esses clichês de crítico whiplash/RC.

(até pq o “lugar” do Sepultura é o da nostalgia. Deixa pra lá)

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O Chaos Synopsis tb ñ adere a fórmulas mágicas de sucesso, tipo pôr batucada no som gratuitamente ou chamar gente “ilustre” do metal brasuca pra participar de show e de discos. Praticam um híbrido death/thrash próprio, característico, q só evolui. E q exala influências, sem no entanto soarem chupim deste, daquele ou daquele outro.

O show na última sexta foi impecável. Exemplar. De parte do lugar, q ofereceu estrutura profissa absurda (amplis, retornos, mics, mesa de som, espaço pra vender merchan) e da parte da banda, q ofereceu SOM, pontualidade (hora cravada, sem migué), atitude, timbragem monstra das guitarras (q ñ embolam), da bateria (baterista tem endorsee e ñ precisa ficar ostentando 20 pratos, como o do Torture Squad) e do baixo, claro. A única comparação com gringo q eu faria seria no aspecto sonoro: tudo muito alto, claro, definido e preciso. E com o Krisiun, q eu vi há quase 2 meses num outro Sesc e teve as mesmas condições, pq tem tb um patamar mais elevado.

O “lugar” foi devidamente ocupado, sem intimidações ou amadorismo.

Imagem de Amostra do You Tube

Enfim. 12 sons, de todos os álbuns + 1 novo – de split com um certo Terrordome polonês – em uma hora. Parece pouco tempo? Ñ foi. Os caras se divertindo tocando, 50 pessoas presentes se divertindo com a banda, mas sem perder a truezice (ahah). E a sensação minha, positiva, de achar do caralho banda profissa desse nível.

Faz repensar atitude de muita banda tentando alçar maiores vôos, ou q ñ conseguem fazê-lo (por incompetência) e q ñ olham pro próprio umbigo. Q ñ trampam timbre de instrumento direito (mais fácil culpar técnico de som) ou ñ tem equipamento condizente (devem ter suado pra trazer bateria de 2 bumbos lá de São José dos Campos, mas impuseram respeito aí tb), ou ñ exalam ralação, ensaio e produção adequada.

***

Friggi Mad Beats, o baterista, a mim é o destaque, mas pq eu toco bateria e vejo o cara fazendo coisas complicadas parecendo simples. Faz firula mas ñ fode, manda blasts mas ñ pra se exibir demais (joga pro time), tem uma precisão absurda e uma criatividade lascada.

Melhores momentos achei as duas iniciais, “Zodiac”, “Serpent Of the Nile” (o tal som novo), “Spiritual Cancer” e “B.T.K.”, com as influências blues e rock’n’roll (sim!) muitíssimo bem articuladas. Porém, mais q indicar uma ou outra – dum set list ñ ofereceu destaques, no melhor sentido possível – conferir o video acima (filmaram o show todo, em 3 partes no You Tube) pode ratificar a maturidade composicional da banda, q faz som extremo mas com dinâmica e noção das coisas. Ñ é o extremismo pelo extremismo, comprimido e jogado na cara em vão.

Nada nos sons parece feito de qualquer jeito.

São criminosos com premeditação ahah

E q venham outros shows desse quilate.

.

PS – ia brincar, bateristicamente, q o o batera lembrou de ligar a esteira da caixa só no 2º som, o q só eu e ele por ali teríamos percebido lapso… mas Jairo me disse q é do som, “Gods Upon Mankind”, q no disco usaram uma percussão egípcia q ele tenta emular ao vivo mexendo na caixa. Mas deixo o Jairão se explicar e se ufanar nos comentários. Bora, camarada?

*

Set list: 1. “Burn Like Hell” 2. “Gods Upon Mankind” 3. “Sarcastic Devotion” 4. “Zodiac” 5. “Postwar Madness” 6. “Serpent Of the Nile” 7. “Like A ‘Fucking’ Thousand Suns” 8. “B.T.K. (Bind, Torture, Kill)” 9. “Chaos Synopsis” 10. “Son Of the Light” 11. “Rostov Ripper” 12. “Spiritual Cancer”

LIGHTDIETZEROALCOHOLGLUTENFREE

segunda-feira, 26 setembro, 2016 por Txuca

DISCOS DO MARILLION PRA MIM:

  1. “Fugazi”
  2. “Sounds That Can’t Be Made”
  3. “Seasons End”
  4. “radiation”
  5. “Holidays In Eden”
  6. “Made Again”
  7. “Clutching At Straws”
  8. “marillion.com”
  9. “Anoraknophobia”
  10. “This Strange Engine”

25 ANOS DEPOIS…

sábado, 24 setembro, 2016 por Txuca

cerimonialistas-cultuadosgive-way-give-way-give-way-now

… o q “ficaram”?

20 ANOS DEPOIS…

sexta-feira, 23 setembro, 2016 por Txuca

padavona

… o q ficou?

COMENTANDO DISCOGRAFIA

sexta-feira, 23 setembro, 2016 por Txuca

sbbthhhsabao

Black Sabbath

“Black Sabbath” – ‘o início, o fim e o meio’
“Paranoid” – ‘mantenha em segredo, mas mantenha viva sua paranóia’
“Master Of Reality” – ‘não tenho pressa, tenho muita paciência’
“Vol. 4” – ‘o caminho do reto é o torto’
“Sabbath Bloody Sabbath” – ‘uma porção de coisas grandes pra conquistar’
“Sabotage” – ‘enquanto Freud explica as coisas, o Diabo fica dando toque’
“Technical Ecstasy” – ‘o eco de suas palavras não repercute em nada’
“Never Say Die!” – ‘atrás da curva do perigo existe alguma coisa bem mais nova e menos triste’

“Heaven And Hell” – ‘uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira’
“Mob Rules” – ‘estão muito ocupados pra pensar’
“Live Evil” – ‘é sempre mais fácil achar que a culpa é do outro’
“Live At Last” – ‘sempre avante no nada infinito’
“Born Again” – ‘a mosca na sopa e o dente do tubarão’

“Seventh Star” – ‘hoje a gente já nem sabe de que lado (es)tão certos cabeludos, tipo estereotipado’
“The Eternal Idol” – ‘a letra A tem meu nome’
“Headless Cross” – ‘de longe trazendo as cinzas do velho Aeon’
“Tyr” – ‘do passado me esqueci, no presente me perdi’
“Dehumanizer” – ‘eu sou, eu fui, eu vou’

“Cross Purposes” –  ‘se chamarem, diga que eu saí’
“Forbidden” – ‘os olhos do cego e a cegueira da visão’
“Reunion” – ‘rockzinho antigo que não tem perigo de assustar ninguém’

“Live From Radio City Music Hall 2007” – ‘capitalismo oculta um cofre de fá fé fi-finalismo’
“The Devil You Know” – ‘e fim de papo!’

“13” – ‘fazendo o q o Diabo gosta’
“The End” – ‘pois tudo acaba onde começou…’

ENCARTE: DARKTHRONE

quarta-feira, 21 setembro, 2016 por Txuca

O famigerado e polêmico ‘selo de qualidade’ da contracapa de “Transilvanian Hunger” (1993):

Norsk Arisk Black Metal

… q edições subseqüentes do opus (como a minha) modificaram para: “True norwegian black metal

THE LAW’S SCOURGE

terça-feira, 20 setembro, 2016 por Txuca

É o caso de pensarmos aonde esse mundo vai parar…

A última fronteira da truezice se esvai. Esboroa. Desmorona. Wagner Antichrist fazendo participação especial em show de banda, Scourge, no último fim de semana. Cantando Sarcófago.

Imagem de Amostra do You Tube

Pior q isso, só a constatação de ter achado isso no whiplash. Provavelmente na única vez em muitos anos em q encontrei ali algo q prestasse. Aonde esse mundo vai parar?

CAUSO

terça-feira, 20 setembro, 2016 por Txuca

“Ñ tenho 2 reais pra dar de troco, pode ser um bombom?”, diz a moça da padaria.

“EU QUERO 2 REAAAL”, diz o tr00.

noruega

REI FRIPP, DE REINADO ESCARLATE

segunda-feira, 19 setembro, 2016 por Txuca

DISCOS DO KING CRIMSON PRA MIM:

  1. “Red”
  2. “Thrak”
  3. “Discipline”
  4. “Three Of A Perfect Pair”
  5. “U.S.A.”
  6. “Starless And Bible Black”
  7. “Beat”
  8. “Larks’ Tongues In Aspic”
  9. “Vrooom” (ep)
  10. “In the Court Of the Crimson King”

25 ANOS DEPOIS…

domingo, 18 setembro, 2016 por Txuca

jct

… o q ficou?

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