Thrash com H

ZAPPA PAI, ZAPPA FILHO

sábado, 4 dezembro, 2021 por Txuca

Fiz textão lá no Instagram sobre FZ. 28 anos de falecido hoje.

E até onde lembro, sempre posto algo a respeito quando é 4 de dezembro. Só ñ fui atrás de ver o q já escrevi, pra ñ repetir.

O q mantenho, sempre, é recomendar demais. Assim como, no metal, insistir com Annihilator pós-3º disco e com o Coroner. Enfim.

Pela data, pelo ensejo, pelo post, o q faço recomendar desta vez é o show acima, de 2015. Dweezil Zappa e uma banda afiada (ninguém firuleiro ou exibicionista) pra tocar a obra do pai. Cover de luxo. E o resultado é sensacional.

Tá, 2 horas e 46 minutos ñ é tempo q todo mundo tem disponível. Mas deixar o som rolando, já q é o q importa, vale tentar.

Pq a apresentação é despojada de afetações ou caretas q o pai fazia. Assim como tem zero discurso ativista (anti-Republicanos, anti-evangelismo, anti-censura, anti-celebridade). É a música de Frank Zappa, em repertório coeso e incrivelmente executado.

Nem tudo é perfeito: “Florentine Pogen” e “Dancin’ Fool” parecem tocadas em tom diferente, mas isso o pessoal aqui vai ter q familiarizar pra poder concordar ou discordar de mim ahahahah

UM ANO DEPO1S…

sábado, 4 dezembro, 2021 por Txuca

… o q ficou?

EMBATE

sexta-feira, 3 dezembro, 2021 por Txuca

versus

DAMAGE INC.

quinta-feira, 2 dezembro, 2021 por Txuca

Achei muito bom. O tipo da idéia besta q flerta com o bestial.

Metal Quarentena galhofeiro.

Partes lentas tocadas rápidas. Partes rápidas tocadas lentas.

O Metallica poderia pensar nesse tipo de coisa. Ou pagar alguém pra isso, ñ?

ENCARTE: LIQUID TENSION EXPERIMENT

quarta-feira, 1 dezembro, 2021 por Txuca

O encarte de “Liquid Tension Experiment 2” (1999) contém comentários dos 4 músicos fodões envolvidos sobre cada faixa. Como foi compor “na hora”, como foi gravar, amenidades.
Um pouco pra tentar dar a seu público o momento “visite nossa cozinha”, outro tanto pra (tentarem) pagar de engraçados, e ainda um pouco tb pra pagar de fodões e se acharem gênios.

CHEWBACCA

Improvised and basic tracks recorded live on Thursday, October 15th 1998

Mike: Another improvised jam from the LTE2 trio sessions. This is very interesting because what you are hearing are Jordan, Tony & myself completely improvising and then, months later, John took the tapes and learned all of Jordan‘s improvised riffs at the top and bottom of the piece and then doubled them… giving the ‘illusion’ of written composition!

John: Pat Thrall digitally engineered the guitar overdubs on this one. I have to thank him for his patience during the process. Using Pat’s Pro Tools system, we were also able to experiment with some digital manipulation of guitar tracks“.

10 ANOS DEPOIS…

quarta-feira, 1 dezembro, 2021 por Txuca

… o q ficou?

VSFNI METAL NACIONAL E PODCASTS

terça-feira, 30 novembro, 2021 por Txuca

Corroborando o post do Leo de semana passada: existem vida bandas e postura antifascista no metal/punk feito no Brasil.

Foda-se quem é isentão, antivax e passa-panista.

Felizmente as coisas ñ são só aqui em SP.

Jacau é hardcore baiano, meu amigo tr00 das fitinhas já tinha me falado deles faz tempo. Inclusive comprou fita direto da banda. Selo Tocaia.

Estão lançando ep de 7 polegadas (tb em versão cassete), “Tropical Nazismo”.

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Já o Manger Cadavre? soltou clipe bacana, “Apatia”, precedendo álbum novo, q ainda ñ sei ou ñ falaram nome. Essa vocalista tem carisma (pra mim, mais q a do Crypta) e atitude. Vi ao vivo, último show antes da quarentena. Mil anos atrás.

São de SJC. Com mais de 10 anos de banda.

Mas o q importa é q o Andre Matos quase cantou no Iron Maiden, q o Detonator foi sabotado quando quis entrar pro Franga, q o Aquilo Presta vai tocar com o W.A.S.P. em mega-turnê de 3 ou 4 shows – e ñ sei se já vendeu todos aqueles squeezes cuspidos – e q a Maria Odete é a maior cantora desse país.

E se o Nocturnau ñ entrar no cast do próximo Rock In Rio, é pq a mulher do Max fez macumba.

OFF METAL: ZORN MUSIC

segunda-feira, 29 novembro, 2021 por Txuca

Ser estranho na música, de intersecções bizarras no metal.

RANQUEANDO MEUS DISCOS DE JOHN ZORN:

  1. “Taboo And Exile Volume One”
  2. “The Big Gundown” [tributo a Ennio Morricone]
  3. “Spillane”

__

ADENDO: coisa antiga já. Cancelamento atingindo o antivax-mor https://www.terra.com.br/diversao/musica/robert-cray-sobre-eric-clapton-prefiro-nao-me-associar-a-alguem-tao-egoista,f50c0cba06d583597936eae17ac0bbb9m53ivp2n.html

Enquanto q por aqui, bandas apoiadas pela Mengele Sênior continuam fingindo de morto pra ñ deixar de roer ossinho. Estão sumidos.

ADENDO 2: falando em roer osso, o lado oposto. Banquetes. E Ian Gillan se posicionando contra a própria banda (valores em tornos de 650 reais por cabeça) promover meet & greet https://whiplash.net/materias/news_725/336592-deeppurple.html

UM ANO DEPO1S…

sábado, 27 novembro, 2021 por Txuca

… o q ficou?

I GOT MINE

sábado, 27 novembro, 2021 por Txuca

Mais uma história sobre Moto Clube e a relação normalizada entre esquisita e abusiva estabelecida com banda contratada. No caso, a minha.

O penúltimo show do No Class aconteceu em 28 de janeiro de 2018 no MC Amantes da Estrada, em Itapevi. Em convite q se deu na semana anterior, 20 de janeiro, em Jandira, no antepenúltimo show do No Class, q fizemos no Caveira Velha, bar tr00 local.

Cujo público foram apenas e tão somente 4 ou 5 integrantes desse MC. Gostaram de nós, convidaram e tinham pressa de q fosse na semana seguinte, negociaram cachê conosco e fechamos. Ñ sem um aviso:

“ó, mas vcs têm q tocar a tarde inteira, tá?”

Algo próximo à descrição q fiz – no post “Walk A Crooked Mile”, há 2 meses – do MC Sinistros de Araras: bandas contratadas à moda “máquina de videokê”, fundadas na base do “já q tô, pagando, tem q tocar muito”.

Um detalhe: ñ seria à noite, mas num domingo à tarde “a partir das 14h”.

***

Foi difícil de chegar, mas o presidente ali já tinha avisado q chamássemos no WhatsApp quando chegássemos à rodoviária da cidade. Q ele e uns amigos (comitiva?) nos encontrariam e os seguiríamos ao local. Feito.

Chegando ao local, um espanto já conhecido e ao mesmo tempo ñ. A parte insólita veio da namorada do guitarrista bostonarista (viria a saber desse aspecto lamentável 7 meses mais tarde) q perguntou: “ué, vcs vão tocar aí?”

Namorada nova do cara, ainda novata nos rolês presepeiros da gente. Lembro de ter conseguido rir, comentando algo tipo “bem vinda ao nosso mundo”.

E o q era o “aí”? Um espaço do tamanho duma vaga de carro no meio fio da rua do MC com uma tenda de lona em cima. Zero palco. Bateria até boa montada, 1 amplificador de baixo; o de guitarra o guitarrista levou. Puta sol. Imagina na Copa.

E o q era o MC: um boteco 2 x 5, q nem mesa dentro cabia. Cabia espaço pra duas ou três pessoas em pé atrás dum balcão, a geladeira de cerveja na parte de trás do balcão e uma porta ao fundo q deveria ser um banheiro.

Numa área barra pesada duma cidade ñ exatamente fofa. Na frente duma COHAB, conjunto habitacional provavelmente habitado por pagodeiros e funkeiros em sua quase totalidade.

***

Tirando essa impressão inicial ruim, e o fato de ser um pessoal mal encarado (e bostonaristas; já dava pra sacar), foram todos receptivos e gente boa. Ajudaram a descarregar o equipamento do carro, sujeito da mesa de som veio trocar idéia, famílias com crianças correndo e nos observando.

O presidente nos pagou o cachê adiantado (200 reais), justificando q iria ficar bêbado logo e acabar esquecendo.

Segue o jogo.

Tocamos, tocamos e tocamos. Igual Araras. Parando um pouco pra respirar (acho q fizemos intervalo pra tomar água; aliás, ninguém nos ofereceu água, cerveja, amendoim ou palito de dente pra mastigar, o q até tudo bem pq já sabíamos q nos locais o q a gente consumisse a gente mesmo pagaria) e se começamos umas 14h30, acho q fizemos som até umas 17h.

Com direito a repetir “Ace Of Spades” e “Iron Fist”.

Acabamos, ainda um puta sol, e um ou outro motoclubista ainda querendo mais, no bom sentido. No mau sentido, um ou outro da comitiva do presidente demonstrando q tínhamos tocado pouco, mas q se danasse. Esgotamos repertório, esgotados estávamos.

Algo meigo e único tb me aconteceu: uma das motoqueiras (gostam q chamem de ‘motociclista’, q se fodam) veio me pedir baqueta pro filho. Do q só fui reparar um menininho duns 5 ou 6 anos, com colete de MC e tudo, q esteve o tempo todo atrás de mim me vendo tocar. “Ele quer tocar bateria, está fazendo aula”.

Me senti demais lisonjeado, dei um parzinho ñ muito zoado pra ele, q agradeceu e pareceu feliz. Mas ñ acabou aqui.

***

Veio a maletice motoclubística da vez: algum importante ali foi ao microfone, nos agradeceu e mandou algo como: “agora, o fulano, sicrano e beltrano venham pra cá pra tocar um pouco, o pessoal da banda vai emprestar os instrumentos”.

Oi?

Na hora, o guitarrista me cochichou, pistola: “não vou emprestar minha guitarra nem fodendo”. Era uma Ibanez, ainda. Retruquei q tb ñ iria deixar usarem meus pratos.

Pouco importava: chegaram uns caras pra pegar emprestados nossos instrumentos e “tocar”. “Fazer uma jam“. O da bateria, já chegando diplomático q iria tomar cuidado com meus pratos. Porra.

Tvz as linguagens corporais minhas e do guitarrista tivessem falado ALTO q ñ cederíamos. O Edinho, baixista, vocalista, diplomata e budista-mor, tomou as dores, conversou com o pessoal e fez um acordo: um dos caras tomaria o microfone pra cantar, enquanto a gente tocaria uns Maiden, uns Judas e uns Sabbath pra acompanhar.

Menos mal.

Lembro vagamente de termos tocado mal e porcamente “The Trooper”, “Grinder” (q a gente brincava de tocar em ensaio), “Breaking the Law”, “Wasted Years” (tvz) e provavelmente tb “N.I.B.”.

É bem provável q tenha rolado “Born to Be Wild” tb. MC, né?

***

Ainda mais esgotados, doloridos, fedendo, famintos e de saco cheio, mas justificadamente precisando ir embora, juntamos nossas coisas no carro e fomos. Ninguém da “presidência” ou assessores veio agradecer, trocar idéia etc.

Lembro q alguém ali veio perguntar de tocarmos num outro evento dum outro MC (até deu um cartão) noutra cidade barra pesada próxima no próximo domingo. Provavelmente mesmo esquema “tocar a tarde inteira”. Respondemos, os 3, q ñ daria. Sem sequer pensar em inventar desculpas. Ou confirmar entre a gente q ñ poderíamos mesmo. Mas q nos convidassem mais pra frente, pra alguma próxima vez.

Ñ houve uma próxima vez. Nem ali nem no tal outro local.

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