Thrash com H

DOOM

terça-feira, 30 maio, 2017 por Txuca

Trecho breve de documentário sobre o doom metal, “The Doom Doc”.

Prestes a ser lançado, ao q parece.

Imagem de Amostra do You Tube

Monte de gente barbuda e lesada falando. Monte de banda q eu (ainda) nem ouvi falar. O underground do underground?

Qualquer modo, a recomendação aos amigos. Certamente há gente melhor inteirada sobre o gênero q este aqui q vos bosta bloga. Por fim, o momento “perguntar ñ ofende”: trailer de 2 minutos achei bem curto. E convidativo. Quanto durará o lance todo, pouco menos próximo dumas 10 horas? ahah

DEAD EMBRYONIC CELLOS

segunda-feira, 29 maio, 2017 por Txuca

DISCOS DO APOCALYPTICA PRA MIM:

  1. “Inquistion Symphony”
  2. “Plays Metallica By Four Cellos”
  3. “Reflections”
  4. “Cult”

Parei de acompanhar depois do (fraco) 4º. Muita mudança de formação, e nem Dave Lombardo gravando com eles de novo me animou. Amigos aqui recomendam?

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H

sexta-feira, 26 maio, 2017 por Txuca

dfc

“Seqüência Animalesca de Bicudas e Giratórias”, D.F.C., 2014, Läjä Rekords

sons: VENOM / NÃO SÃO CASOS ISOLADOS / CONVERSA PRA BOY DORMIR / BOLETIM DE OCORRÊNCIA /    A BOSTA HUMANA / PUTA QUE PARIU / O PÃO QUE O DIABO VOMITOU / NASCE UM MONSTRO / DIRTY SANCHEZ / A SETE PALMOS DO CHÃO / DIA DE FÚRIA CANDANGO / O ALIENISTA / IGNORANTE / PESADELO ANAL / PORRADA DE RUA / ALMOÇANDO ABUTRES / SUNDAY BLOODY MORNING / CAOS NA CAPITAL / CIDADE DE MERDA / FILHO DA PUTA / SKATE INFERNO / TODOS ELES TE ODEIAM

formação: Tulio (vocais), Miguel (guitarras), Leonardo (baixo), Fabricio (bateria)

Resenha diferente desta vez. No clima do disco e de seus 22 sons em 23 minutos. O título do post já entrega q acho o disco foda. Harcore crossover absurdo. Inominável. Pesado. Daí postar minhas letras preferidas no momento; dentre as todas excelentes. Dizem por si muito mais do q eu ousaria tentar.

***

Não São Casos Isolados (1’00”) – “O assalto na esquina / O político ladrão / O marido espanca a mãe / Apreensão de cocaína / Na igreja exploração / Na estrada acidente / Mentira na televisão / O governo conivente – não! // Não são casos isolados! // O estupro da menina / Compra voto na eleição / Morte em fila de hospital / A polícia é propina / O empregado humilhado / O mendigo suicida / O fiscal vai extorquindo / Outra bomba explodindo – não! // Não são casos isolados!”

Conversa Pra Boy Dormir (1’09”) – “Esse seriado é uma maravilha / Tudo é bonito com essa família / Um conto de fadas onde tudo é legal / Bem diferente do meu mundo real / Minha vida é chata e cheia de ódio / Por isso eu não perco nenhum episódio / Só loiros canastrões de nariz arrebitado / E eu aqui babando igual a um retardado / Porque o meu cabelo é duro / Estou desempregado e não tenho futuro / E o meu nariz é torto / E eu não tenho onde cair morto / O meu cabelo é duro / O meu nariz é torto (repete 8 primeiros versos)”

A Bosta Humana (1’03”) – “Eu durmo em qualquer banco imundo da praça / O dia inteiro eu encho o cu de cachaça / Eu vivo fedido e todo rasgado / Só como lixo podre e estragado // O meu cabelo é imundo de dreadlock / Mas eu não curto nada de reggae nem rock / Eu tô pouco me fudendo / Não vale nada e quem encher o saco eu desço a porrada // Eu sou um excremento nas ruas da cidade, eu fui defecado pela sociedade // Você e seus amigos me acham muito escroto / Tenho menos direitos que os bichos do esgoto /  Morrerei como indigente / Sem flores e nem terno / Mas pode ter certeza / Te encontro no inferno / Eu sou a bosta humana / No chão da cidade / Eu estou grudado / No pé da cidade”

***

Puta Que Pariu (1’27”) – “Eu cheguei em casa cansado pra caralho / Mais um dia escroto na merda do trabalho / Olho na geladeira, só tem uma Super Bonder e na televisão só novela e Big Brother / Não sei se eu vou dormir, não sei se eu vou cagar / Chegou mais uma conta / Não consigo nem pensar / Eu não suporto mais essa vida sem sentido / Talvez se eu for ao médico eu ganhe um comprimido // Quero desaparecer, quero desaparecer / Eu vou sumir do mapa e mandar tudo se fuder (2x) // Ei! Você! Vai pra puta que pariu!”

Dirty Sanchez (0’42”) – “Tributos, impostos e taxas abusivas / Direitos faraônicos para os ratos do congresso / Roubam, exploram e humilham sua face / Empurram a sujeira garganta abaixo / Esse governo come o seu cu / E esfrega o pau sujo na sua cara”

Sunday Bloody Morning (1’23”) – “A família feliz vai passear no domingão / Mas papai bebeu demais e está na direção / Avança o sinal e atropela a bicicleta / Deixa um rastro de sangue / Pintado em linha reta (repete estrofe) // Tomar 51 foi uma péssima idéia / O carro parou num muro esmagando uma velha / A cabeça explodiu / Miolo pra todo lado / No enterro com certeza vai ser caixão fechado (repete estrofe) // A filha disse adeus a sua curta vida / Num cenário todo feito de carne moída / As tripas espalhadas de dona Elizabete / Fazem muito sucesso em um site na internet / O corpo esquartejado e cheio de marcas / É a capa perfeita dum disco do Carcass”

***

Os vocais de Tulio são furiosos, desesperados. E inteligíveis. Ñ recomendo ouvir dirigindo: risco de ficar pilhado. A gravação é impecável e os sons têm dinâmica, quase sempre em tempo de terem introdução, estrofes – às vezes até refrões – desenvolvimento e entrosamento. Domínio da forma e do conteúdo, nada feito nas coxas.

Alguns contêm locuções e/ou gravações de políticos, pastores, nóias, UFC, hino de Brasília, o q torna tudo ainda mais inacreditável. Tudo em muito pouco tempo. Aflito. Urgente. Sem embromação. Conciso, coeso, preciso e cáustico. Tecnicamente, o melhor do D.F.C.; pra mim só ñ o melhor, por causa de meu apreço afetivo pela estréia da banda em “Tchan Nan Nan Nan”, de 1994.

E desce ainda melhor se ouvido junto de “Século Sinistro” (2015), do Ratos de Porão e de “Tamo Na Merda” (2016), do Surra.

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CATA PIOLHO CCLIX – brincar de “jogo dos 7 erros capístico” seria forçar um pouco. Mas existirem algumas semelhanças entre as mesmas, como ñ dizer?

"Sabbath Bloody Sabbath", Black Sabbath (1973)

“Sabbath Bloody Sabbath”, Black Sabbath (1973)

"Leave Scars", Dark Angel (1989)

“Leave Scars”, Dark Angel (1989)

LEITURA SUGERIDA

quinta-feira, 25 maio, 2017 por Txuca

pete t

“A Autobiografia”, Pete Townshend, 2012, 490p., Ed. Globo

À guisa duma resenha, 2 trechos do livro:

1 (p. 158-9) quando lançavam “Tommy”

“Dois dias depois, em 5 de julho de 1969, o Who se apresentou no Royal Albert Hall, no primeiro Pop Proms. Estávamos no programa com Chuck Berry. Tinha havido certo impasse com Chuck sobre quem deveria encabeçar o cartaz, por isso concordamos que ele fecharia o show das 17h30, e nós o das 20h30. Peguei meu irmão, Simon, então com oito anos de idade, e deixei-o aos cuidados de David Bowie. Do outro lado da rua, no Hyde Park, os Stones tinham feito seu primeiro show sem Brian Jones, com Mick Taylor na guitarra. Eles tocaram à tarde, e com isso um bom número de seu público cativo foi assistir também ao nosso show tardio, todos já um tanto alterados.

(…) Depois do show, resgatei Simon dos cuidados de Bowie. Ambos disseram a mesma coisa: ‘Eu vou fazer isso’. David queria dizer que criaria discos conceituais baseados em personagens imaginários. Simon queria dizer que seria músico de rock“.

***

2 (p. 343) relato de palestra por Townshend proferida em 1987 para alunos da Royal College Of Art:

“Assim que as conduzi ao estado de ânimo correto, passei ao meu tema: quando os sons, convertidos em dados digitais, pudessem ser suficientemente comprimidos para passar por uma linha telefônica, a música como a conhecemos chegaria ao fim. Sentiríamos como se estivéssemos no controle, mas não passaríamos de passageiros desamparados. Os compositores e músicos pensariam ter uma linha direta com seus ouvintes, mas também abririam as portas a todo tipo de poluição mental e espiritual. Era a visão de Lifehouse tornada real.

Os discos de vinil, já ameaçados, desapareceriam, tal como a fita analógica. O cd seria desnecessário. Utilizaríamos computadores, alguns do tamanho de um relógio, escutaríamos e compartilharíamos música e seríamos esmagados pelo volume de sons a que estaríamos expostos. Incapazes de distinguir entre bom e ruim, em matéria de música seríamos – em termos metafóricos – sufocados, roubados, estuprados e assassinados.

(…) Talvez eu tenha dramatizado demais. Talvez fosse apenas besteira. Mas uma coisa eu conseguia ver claramente: no momento em que cheguei à moral da história, a maioria da platéia tinha saído”.

***

Sou néofito em The Who; tanto q ñ sei ainda se curto o som mesmo. Venho conhecendo e curtindo a banda por meios indiretos: documentários, making ofs e livro, como este citado, q contém 2 eixos q me chamaram bastante atenção.

Um, o de entregar – sem pedantismo – o pioneirismo da banda no rock nos seguintes aspectos: 1) tiveram o primeiro baterista a usar 2 bumbos ostensivamente (Ginger Baker tentou antes de Keith Moon), 2) foram a primeira banda a detonar instrumentos no fim de show (Hendrix inventou QUEIMAR a guitarra), 3) gravaram o primeiro álbum conceitual, à época ainda denominado “ópera-rock” (Pete Townshend, aliás, vive BEM até hoje de “Tommy” e “Quadrophenia”). Ñ há discussão.

Autobiografia q achei muito bem escrita e envolvente. Sem ghost-writter, ao q consta. E q a tradução ñ sabotou. Ñ tanto como a média brasuca. E, ainda q mais pro final fique muito voltada a seus casos extraconjugais – em detrimento, p.ex., de maiores detalhes de convivência com o líder Roger Daltrey, John Entwistle e Keith Moon – o saldo achei positivo.

Townshend é um dos grandes, e seu trânsito (sem trapaças ou rivalidades) e amizade para com figuras como David Gilmour, George Harrison, Paul McCartney, Mick Jagger, Ray Davies e Johnny Rotten apenas o comprova. Assim como seu apreço por tecnologia, estúdios e inovações, o outro eixo do livro q me agradou mais. Paguei 12 reais por ele num sebo, mas vale bem mais. Recomendo.

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CATA PIOLHO CCLVIII – nunca imaginei denunciar chupim cometido pelo Rush. Tanto q ñ ouso acusá-los ostensivamente. Jamais. Vai q foi apenas uma breve semelhança ou lembrança. Um padrão aleatório coincidente. Bobear, nenhum dos 3 jamais teve disco do Deep Purple em casa. Vai saber.

Todo modo, procurem por “The Cut Runs Deep” (do “Slaves & Masters”, de 1990) e comparem-na a “The Main Monkey Business” (do “Snakes & Arrows”, de 2007). Links, nos comentários.

(Pra ñ poluir o post)

30 ANOS DEPOIS…

quinta-feira, 25 maio, 2017 por Txuca

sbg

… o q ficou?

30 ANOS DEPOIS…

terça-feira, 23 maio, 2017 por Txuca

happy happy helloween

… o q ficou?

JURASSIC PARK

terça-feira, 23 maio, 2017 por Txuca

“Smoke On the Water with Queen, Pink Floyd, Rush, Black Sabbath, Deep Purple, Iron Maiden, Yes etc”.

É como o You Tube intitula o vídeo abaixo.

Imagem de Amostra do You Tube

Do qual eu nunca tinha ouvido, ou visto, falar. Rock Aid Armenia. Nada a ver com Stars ou USA For Africa, de q até falamos por aqui ano passado. Ajuda dos metaleiros e dinossauros por conta e causa dum terremoto na Armênia, em 1989. Acho q desse terremoto tenho alguma lembrança, de noticiário.

Méritos ao gênio da mixagem, q conseguiu juntar tudo isso aí. E uma encanação: ñ é a primeira vez, e acho q nem a segunda, q gente desse calibre se junta pra ajudar com calamidades na Armênia. Tem alguém de gravadora ou tão influente assim q seja dali?

[System Of A Down veio bem depois, meio uns “armênios gourmet” ahah]

SEM PROCISSÃO, SEM PEDESTAIS

segunda-feira, 22 maio, 2017 por Txuca

DISCOS DO ARMORED SAINT PRA MIM:

  1. “Symbol Of Salvation”
  2. “Revelation”

 

Ñ tem mais muita coisa, nem fui atrás. Amigos recomendam?

UM ANO DEPO1S…

sábado, 20 maio, 2017 por Txuca

f & j

… o q ficou?

KID VINIL, HERÓI DO BRASIL

sábado, 20 maio, 2017 por Txuca

É… ñ deu.

Trajetória: Rádio Excelsior, Bizz, “Boca Livre” e “Som Pop” (tv Cultura), Mtv Brasil, Trama, Eldorado. E tvz até mais coisa q ñ sei.

E o q andamos fazendo pra HONRAR essa gente q se vai, sem substituto? Conversava com amigo no FB: a discografia praticamente toda de Frank Zappa, lançada nacional sem migués, pela Eldorado? “Culpa” dele.

Ouví-la toda, em seqüência nos próximos dias, sem comer, tomar banho nem dormir, tvz chegasse perto dum DEVIDO TRIBUTO a Kid Vinil. Porra.

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[E um receio: pros próximos tempos, acabar tendo mais posts fúnebres por aqui q qualquer coisa…]

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