Thrash com H

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H

sexta-feira, 28 abril, 2017 por Txuca

mexuggah

“I”, Meshuggah, 2004, Fractured Transmitter Record Company

sons: I

formação, ñ especificada: Fredrik ThordendalMårten Hagström, Jens Kidman, Tomas Haake

Desde q este blog é blog, me cobro por convicções (racionais) ou envolvimento (emocional) suficientes pra poder lavrar uma resenha. Por mais vã q tenha saído uma ou outra (saíram…), ainda me é um critério, o q responde a limitações por eu ainda ñ ter resenhado certos discos/bandas – decerto os amigos já notaram ausências – com os quais tenho excesso de envolvimento ou carência de entendimento. Para tal.

Por isso, esta resenha ñ se pretende uma resenha, mas um depoimento. Afinal o Meshuggah me assola com uma série de contradições, 1) inerentes à própria obra e 2) causadas em mim por ela. Exemplo-mor: quanto mais ouço a banda, mas sinto q a entendo; porém, duvido q entenda de fato. Ñ pode ser. Demanda esforços racionais e disponibilidade cognitiva tremenda para assimilar, mas ao mesmo tempo me parece q quanto mais exposto fico a seus discos, mais me ressoa eles ñ sendo tão robóticos.

Philip K. Dick, certa vez, lançou a pergunta: “andróides sonham com ovelhas elétricas?”, q os Replicantes parafrasearam – parafraseando a paráfrase, aliás – em “Androides Sonham Com Guitarras Elétricas”. Parece q os nerds math metal do Meshuggah têm sentimento, coração, coerência e senso. Brincam com a gente, vão tirando com a nossa cara. Sonham. Fingem fazer uma coisa, quando de fato cometem outras. Ilusionistas rudes. Vanguardismo, tecnicismo, mas tb… feeling, oras.

Bem… a ñ resenha virou resenha.

***

A quem assustar com o fato de ser este um ep de 1 som apenas, durando 21 minutos, vale lembrar: ouvir 4 ou 5 sons do Iron Maiden numa enfiada consome mais de 20 minutos. Do Metallica idem. Ao mesmo tempo, há sons do Dream Theater com um terço da duração q parecem durar uma semana, sem entregarem mínimas dinâmica e coesão. Tem 21 minutos este “I”? Pq PRECISOU ter 21 minutos.

Pela própria estrutura composicional do som e da banda, elípticos contumazes, no q objeto resenhas desfavoráveis q li sobre, no Metal Archieves, acusando o mesmo de repetição e exaustão. Coisa de quem teve preguiça de ouvir inteiro ou q ñ quis entender a bagaça. O som tem repetições, tem tb variações e tem DINÂMICA: partes lentas, outras sem bateria, partes sem vocal, partes q se integram num todo.

Até mais q o “Catch 33” imediatamente posterior, tb fundado num som dividido em partes. Só q em partes fragmentadas, q se atritam entre si mesmas.

***

Uma grosseira comparação q me dá na telha fazer é a de “I” como um “Thick As A Brick” pós-apocalíptico. Ou uma “Atom Heart Mother” – faixa-título floydica (floydiana?) – com a doença da vaca louca. Progressividade distante, mas tb próxima, de quem – Jethro Tull e Pink Floyd – viajou sem topar seguir regras como as de retorno a tema(s), óbvias passagens repetidas ou condições centrípetas afins. Vc ouve e no fim ñ lembra de como começou, a ñ ser q seja maestro ou fã xiita doentio (no caso dos bretões), ou tudo bem ñ lembrar, com o Meshuggah. É parte da paisagem e da viagem.

O q o Rush e o Soundgarden, noutras proporções, cometem doutros modos. E tb o Meshuggah. Tb aqui. Fazem/fizeram sons complicados, mesmo quando ñ ostensivamente difíceis, e dos quais muitas vezes ñ sacamos as intrincações. Ponto pra eles todos, q nos entortam neurônios, e por isso tb nos ajudaram na gênese de novas sinapses. O Meshuggah, comparando-os a esses citados, considero rock progressivo. Contraditória e igualmente. E do maior gabarito.

Ainda outro espanto q tenho e tive com “I”, adquirido este mês (o preço tb foi lindo), é do mesmo ñ ser álbum novo dos suecos. Parece opus recém-lançado, sem destoar dos álbuns recentes, tampouco de seus antecessores. Evolução e continuidade aliadas. Inclusive na produção, impecável e infalível. Superior ao “The Violent Sleep Of Reason” recente, inclusive. No q me ocorre certo depoimento de Frank Zappa, em documentário por aqui recomendado (“Eat That Question”), quando o mesmo revelava pensar sua obra como uma música só, dividida em partes.

Meshuggah me parece tão ORGÂNICO tanto quanto, a ponto de “I” parecer parte duma obra contínua, contígua e maior. E q tvz já tenham até premeditação para encerrar, vai saber. Alienígenas? Voltem à deliberação especulada há 8 parágrafos.

***

A letra de “I”, creditada a Mårten Hagström, possui 42 versos sem repetição ou refrão, q ñ sei cravar se à moda poesia profunda/hermética ou se duma lavra aleatória/dadaísta de razoável vocabulário em inglês. À moda de suas letras em geral, constituída de esboços futuristas, comentários existencialistas e alguma sorte de ñ obviedades. Por vezes juntos, às vezes misturados. Ñ me atrapalha ou cativa, a ñ ser por uma menor participação de Jens Kidman – e sua manha de entoar letras sem métrica com algum método – incômodo e necessário à banda tanto quanto James LaBrie no Dream Theater.

***

No mais: fora “Autobahn” (Kraftwerk), ñ me recordo haver ouvido duas vezes seguidas um som de 20 minutos, sem enfado. E só ñ emendei uma 3ª ouvida – dentre as primeiras vezes – pq já era adiantado da noite e precisei ir dormir. Sem sonhar com ovelhas ou com guitarras elétricas. Subjetivo de dizer, mas é q “I” me instigou a isso. Vontade e fascínio subjugados. Quero crer q rolará com mais gente aqui, tanto quanto outras vezes comigo.

Especulo sobre medirmos músicas em tempo resultando em demérito pras mesmas. “I” é um som, mas tb um álbum, e ñ trechos compilados e colados à força pra impressionar. Ou ganhar tempo. Ou fazer com q o fã perca tempo. O tempo é CONDIÇÃO pra q o assimilemos.

Em tempos (ops!) em q as pessoas ñ têm tido tempo (arre!) pra ouvir álbuns inteiros, “I” ñ é bem um álbum inteiro (embora seja), é uma música. Tb é uma música. Um compêndio de sons, pausas, timbres e ritmos enxertado num acrílico, q ñ o aprisiona nem o resume. E cada um q se vire pra arrumar… tempo pra ouví-lo.

*
*

CATA PIOLHO CCLVIII – “Submission”: Sex Pistols ou Lock Up? // “Shrine”: Triptykon ou Jeff Beck? // “Victory”: PJ Harvey ou Megadeth?

40 ANOS DEPOIS…

quinta-feira, 27 abril, 2017 por Txuca

padre judas

… o q ficou?

MEDICINA DIAGNÓSTICA FICTÍCIA

quarta-feira, 26 abril, 2017 por Txuca

Curti muito “House”, assisti a série toda. Adorava. Comprei boxes de temporadas, pra rever um ou outro episódio, coisa e tal.

Mesmo a série ficando cansativa (durou demais), assistia tudo. Culminou num último episódio q achei tão lamentável, q a birra decorrente ñ mais me permitiu assistir sequer meio episódio, nem abertura (eram fodas as aberturas), em reprises q ainda reprisam no Universal Channel.

Por outro lado, a cena abaixo, “The Lars Ulrich Drumming Scene”, aparentemente do 6º episódio da 6ª temporada, eu ñ lembrava ter visto. Provavelmente pela birra (coleciono birras!) com o Metallica na época. Foi o You Tube me lembrar, num desses passeios randômicos (supostamente) ali. Segue abaixo:

Imagem de Amostra do You Tube

Meio q pra comprovar mais uma vez como o Metallica transcendeu o metal. Pra bem e pra mal.

CORONELISMO

terça-feira, 25 abril, 2017 por Txuca

Contextualizando os vídeos a seguir:

Imagem de Amostra do You Tube

Aquele box do Coroner lançado ano passado, lembram? Melhor coisa, disparada, q comprei ano passado. Ainda estou viciado. A esposa ñ se conforma.

“Autopsy – The Years 1985-2014 In Pictures”. 3 dvd’s + 1 cd. Passagens do dvd “reunion” disponíveis no You Tube. “Son Of Lilith” e “Divine Step (Conspectu Mortis)”.

Pra provar o quão melhores ainda os caras estavam ao voltar.

Imagem de Amostra do You Tube

Postados aqui menos por ostentação q por deleite. E por um aviso: vi à venda na Die Hard (Galeria do Rock) a 200 foratemers. Parece caro, Ñ É. Importado alemão. Fica a dica, pra quem for daqui: corram atrás, parece q só tem 1.

Aos amigos de fora q eventualmente se interessarem, só avisar q pego e mando por correio.

MORTOS EM TODA PARTE

segunda-feira, 24 abril, 2017 por Txuca

DISCOS DO DEAD CAN DANCE PRA MIM:

  1. “The Serpent’s Egg”
  2. “Into the Labyrinth”
  3. “Toward the Within”
  4. “Dead Can Dance”
  5. “Garden Of the Arcane Delights” (ep)
  6. “Within the Realm Of A Dying Sun”
  7. “A Passage In Time” (coletânea, 2 inéditas)
  8. “Aion”
  9. “Spiritchaser”

Por enquanto, esses. Enquanto ainda ñ completo todos.

30 ANOS DEPOIS…

domingo, 23 abril, 2017 por Txuca

anjinhosFeNeMe

… o q “ficaram”?

MELHOR/PIOR CAPAS

sexta-feira, 21 abril, 2017 por Txuca

Segue:

machine-head-142131MH

Machine Head

melhor capa: “The Blackening”
pior capa: “The More Things Change…”

30 ANOS DEPOIS…

sexta-feira, 21 abril, 2017 por Txuca

testamenteiros

… o q ficou?

HERÓIS DO BRASIL/DAS ANTIGAS

quinta-feira, 20 abril, 2017 por Txuca

Daquelas contingências bizarras q ñ tenho como provar, por isso apenas cito: tem umas duas semanas q estava pra postar esses vídeos. Sepultura antigo, molecada e prestes a lançar o “Arise”, num programa da tv Cultura daqui à época, o “Som Pop”. Apresentado por Kid Vinil.

Imagem de Amostra do You Tube

Claro, como uma forma de mostrar aos amigos de fora de São Paulo q tvz nunca tenham visto isto (de meados de 1990, anterior ao 2º Rock In Rio), mas tb como um modo de reconhecer a trajetória do Kid, q tvz quem ñ seja daqui só conheça pelo precário e perecível, embora simpático, Magazine.

O sujeito é o q mais chegamos perto no país de termos um John Peel.

Radialista desde 1978/1979 (aqueles punks todos do Cólera, Inocentes e RDP ouviram punk pela 1ª vez graças ao programa q tinha na rádio Excelsior), apresentador na tv Cultura (“Som Pop” e “Boca Livre”), de curta passagem na Mtv Brasil (tirado de lá por ciumeira, pq era tb A&R da Trama, por onde lançou montes de coisas indies) e tanto quanto tudo isso, de nobre percurso na Gravadora Eldorado, quando fez o serviço de utilidade pública monstro de lançar a discografia completa de Frank Zappa em versão nacional.

Com direito a encartes, fichas completas e adendos todos (como nos boxes triplos; e como a CBS ñ o fizera). E a preço brasuca acessível.

Imagem de Amostra do You Tube

Creio todos por aqui estarem a par de Kid estar em coma induzido nesta última semana, por conta de parada cardíaca ocorrida no interior de MG, enquanto fazia show nostálgico em Conselheiro Lafaiete. Foi necessária uma arrecadação em conta bancária pra q a família o conseguisse trazer para SP de helicóptero e tratar-se melhor aqui.

Ñ tenho grandes expectativas com relação a melhoras; o provável é q se recupere com sequelas. Ou então ñ. Nunca o encontrei pessoalmente (vi um showzinho de Kid Vinil Experience), mas tenho q muita coisa boa – como Kraftwerk e Young Gods – conheci por seu intermédio. Um puta sujeito, de q lançaram uma biografia bem tosca ano retrasado (ñ recomendo) e cuja obra musical jamais suplantou ou suplantará os serviços prestados e conhecimento enciclopédico compartilhado.

E q possui um apartamento vizinho ao seu pra guardar todos os discos da (absurda) coleção. Ñ é pouco, nunca foi pouco, tomara q saia dessa.

****

Quanto ao Sepultura, a tristeza é sacar q saíram dessa. Pra melhor, depois pra pior, daí pra nunca mais.

ENCARTE: CARNAL FORGE

quarta-feira, 19 abril, 2017 por Txuca

Meu “Please… Die!” (2001) é daqueles em envelope com release sem assinatura no verso, decerto pra ajudar resenheiros a comentarem o disco. Amostra em papelão, de venda proibida, mas de q já encontrei uns tantos à venda em sebos por aqui.

Obviamente q o objetivo do texto é levantar o ibope da banda, mas curti a contextualização contida neste:

There’s no need to wait any longer for the thrash metal revival to occur – it’s upon us, and in full force. Why wait around for the old heroes of yesteryear to rise from their rocking chairs and reunite, and why have their vintage glory overshadowed by the nagging feeling that they were much better Back In The Day? Older generals may have formulated the original battle plans, but it’s youth that always leads the charge. In that line of thinking, the Swedish five-piece CARNAL FORGE has the answer for everyone missing the raw and precise power of razor-sharp yet ocassionally melodic twin guitars, as well as a pummeling rhythm-section, all mixed with the talent to create some truly demonic tunes. (…) All you devotees of At the Gates/The Haunted and Slayer – this album is for you. For everyone else: Please… Die!”

« Previous Entries