Thrash com H

PAREDE RABISCADA

quinta-feira, 15 julho, 2021 por Txuca

Então era som novo mesmo.

Mas e aí?

29 respostas

  1. FC

    Eu curti, fazia tempo que eu não ouvia uma música nova deles e pensava “uau, isso é Iron Maiden, mas tem coisas diferentes”.

    Ressalte-se que curti, mas já com as expectativas calejadas de que Iron Maiden agora é isso aí, faixas longas, mid-tempo e que nunca vai fazer nada do tipo Aces High ou Be Quick or Be Dead de novo.

    Minha ressalva é com a produção do Kevin Shirley, que está com a banda há 21 anos e ainda não aprendeu a gravar guitarras. Andy Sneap iria se divertir um bocado se o contratassem.

  2. André

    Gostei. A música tem uma vibe southern rock que pegou bem. Vi gente dizendo que era prog, mas, não vi nada disso no som. O vocal da Aracy como sempre. E, o clipe é ótimo.

  3. marZ

    Tambem gostei, os riffs e a estrutura me lembraram Bruce solo em algumas partes. E repito o que ja disse antes: Iron Maiden hoje me seria mais palatavel se lancasse um EP de 4 musicas a cada 3 meses ao inves de um album completo de 75 minutos.

  4. Tiago Rolim

    Achei a cara do Iron desde século. Chaaatoooo. Sem alma. Sem vigor, sem peso. Aquele lenga lenga pseudo progressivo de Harris. Falta alguém p mandar nele.

  5. Marco Txuca

    Colo no Tiago: achei sem sal. Protocolar.

    E a não ser q as próximas audições me surpreendam com detalhes, ou a letra seja muito foda, vai ficar por isso pra mim. Espero mesmo q não seja ponto alto do próximo disco, pq aí fodeu.

    É longa, mas não chata por isso. Não tem cara de embromação. Vocal ameaça virar gritaria, mas se conteve. Curti a introdução acústica meio faroeste e até por isso achei q fosse som do Janick.

    Parece q é Bruce/Adrian, o q me desaponta consideravelmente.

    Qual é a desses caras, q coletivamente parece q não sabem mais compor? Será q ninguém ali tem algum riff q sobrou dum “Peace Of Mind” numa fita cassete?

    Impressão de q falta critério: quem chegar com qualquer idéia, acolhe-se e acata-se. Falta um psicólogo ali.

  6. Thiago

    Achei mais ou menos, embora, como Txuca, tenha gostado da intro. O refrão, por outro lado, é mais protocolar do que ir ao despachante. E essa gravação de voz? Para que Bruce cantou com a cabeça dentro de um aquário.

  7. marZ

    O riff principal eh totalmente Adrian Smith, pelo menos me parece. Eu nao tenho mais saco pra voz do Bruce Dickinson desde o BNW, que todo mundo adora e eu so acho mediano. Gritaria demais pro meu gosto, fica tudo enjoado, ainda mais quando passa de 5 minutos. Mas repito: gostei dessa musica, de uma maneira geral. O problema eh quando ela vier agarrada a outras 9 de mesmo tamanho ou maior, repetindo as mesmas estruturas ad nauseum.

  8. André

    Vou na do Marz. Também não sou entusiasta do vocal do Bruce. Mas, as músicas não ajudam muito também. Embora, eu tenha gostado dessa. Só poderia ser mais curta.

  9. Marco Txuca

    Disco duplo novo anunciado:

    https://www.ironmaiden.com/news/article/im17

    Bora repercutir?

  10. marZ

    Nome e capa horrorosos, mas vai vender bem no Japao.

  11. Thiago

    Olha, com todo o respeito, mas essas três músicas finais do Steve Harris com mais de 10 minutos de duração estão com cara de ser um santo remédio para insônia.

  12. André

    Albuns duplos deveriam ser proibidos? Esses caras ficaram senis? Iron Maiden não é nenhum Dream Theater, Rush, Yes, Genesis e similares pra se meter em projetos desse tipo. Não tem calibre musical pra isso, já tá mais que provado. Será um monte de músicas com partes remendadas de músicas antigas e o vocal da Aracy. Cara, é demais pra mim!

  13. FC

    Senis eu não diria, mas não tem nada mais anacrônico do que Steve Harris.

    Ele vive numa realidade paralela e não tem noção nenhuma do que acontece ao redor do mundo no estilo que ajudou a criar.

    Não fosse isso, não teria chamado Blaze Bayley. Sequer cogitou olhar em volta na própria Europa.

    Enfim, lançar pela segunda vez seguida um disco duplo mostra que ele não está lá muito preocupado ou atento com o que se vende e se compra.

  14. marZ

    A empresa Iron Maiden sabe muito bem o que vende, nesse ponto da carreira nao iriam jogar dinheiro fora. Se vao lancar outro album de estudio duplo, eh porque o anterior vendeu. Assim como o fraco ao vivo no Mexico. O fato eh que nao precisa pensar muito: qualquer produto com o logo da banda vai vender o suficiente pra manter a empresa de pe e rodando.

  15. Marco Txuca

    Vamos lá:

    “Iron Maiden”, estréia, tem 37 minutos e 42 segundos totais. “Killers”, 38 e 50.

    Ainda q incluamos “Sanctuary” e “Twlight Zone”, respectivamente, os discos passam pouco de 40 minutos. As 3 suítes (com três vagas na garagem?) prometidas do Estevão dão em torno de 24 minutos. E pra quê?

    Muita condescendência, Realidade Paralela e um produtor “moderno” pago pra só apertar o Rec, provavelmente.

    Um álbum duplo desse tamanho, novamente, equivale a álbuns triplos e quádruplos na época do LP.

    Pergunta: quantos álbuns triplos a galera tem aqui e considera fundamentais? (Vou nem perguntar de quádruplo)

    Discos de músicas imensas de Rush, Pink Floyd e Yes têm 45 minutos, se muito. Rush só lançava duplos quando eram ao vivo; de estúdio só passaram de 50 minutos a partir de “Vapor Trails”, o 21° e 17° de estúdio. E me cansam, ele e os 2 de estúdio seguintes. Não há cognição q acompanhe.

    ***

    Se é pra lançar esse caminhão de idéias q certamente virão mornas e auto-indulgentes (o Maiden precisa de disco como pretexto pra turnê?), q fizessem como o marZ me falava em off: serialmente, em duas ou três partes, criando um clima. “Fidelizando os clientes”.

    Amigo off-blog especulou q a banda vai acabar, daí um disco desse tamanho. Duvido. Acho mesmo q só fecham a lojinha quando 1 dos 6 die with his boots on.

    Se isso realmente acontecer, creio q não farão com estardalhaço (à moda Rush), e é tudo pra q torço. E aí as faixas épicas, se nos desmentirem total e forem REALMENTE fodas, ficarão como o réquiem digno.

    Mas a minha impressão é de q não.

    **”

    Helloween lançou tendência q agora é q o Maiden não fará (se é q cogitou fazer), a do disco foda (parece q tá foda), com ex integrantes tretados reunidos em prol dos trocados e de alguma integridade resgatada.

    Duvido q Bruce e Blaze recusassem uma turnê conjunta, cantando juntos “The X Factor” abandonado na sarjeta.

    Num Universo Paralelo isso tá rolando. Por aqui, é a impressão de faltar fato novo e recriação de narrativa.

    Eu aposto q os Srs Dickinson e Smith devem pensar, lá no fundinho e umas duas vezes por dia: “é pra isso q a gente voltou?”

  16. FC

    Pra mim não é problema as músicas serem longas, o problema é que 95% delas repetem a fórmula:

    Intro de guitarra limpa + música com distorção + encerramento repetindo a intro de guitarra limpa.

    Desde Fear of the Dark estão fazendo isso!

  17. André

    Sejamos sinceros. Esse disco venderá na América do Sul, Japão e, possivelmente, em alguns países da Europa. Nos EUA, passará batido como quase tudo que o Iron Maiden lançou após o Fear Of The Dark (o disco mais vendido da banda por lá).

    Repito: Harris e cia não tem conteúdo musical pra colocar num disco desse. Na verdade, que banda tem? Como o Marco apontou, é total falta de contato com a realidade. “Ah, mas, o Book Of Souls vendeu”. Vendeu pra brasileiro e japonês, em sua maioria. Tenho certeza. Pra eles, isso é suficiente, pelo jeito.

    “Eu aposto q os Srs Dickinson e Smith não devam pensar, lá no fundinho e umas duas vezes por dia: “é pra isso q a gente voltou?”

    Bem feito.

  18. Thiago

    Pegando a deixa dos amigos: acharíamos músicas como “Phantom of the Opera”, “Hallowed Be Thy Name”, “To Tame a Land” , “Rime of the Ancient Mariner” ou “Alexander the Great” tão espetaculares se fossem desovadas todas num disco só? Ou num disco duplo?

  19. Marco Txuca

    Thiago, a princípio minha resposta seria “não”.

    Pq de certo modo, não só as músicas, mas tb os discos do Maiden tinham dinâmica. Quase sempre um som épico no disco (nem sempre o último), assim como as faixas de abertura impactantes. E isso se perdeu desde o “Virtual XI”, quando começou a mania de música gigante enfadonha e enchedora de linguiça.

    Ainda q “Brave New World” e “Dance Of Death” tb tenham algum equilíbrio.

    ***

    Por outro lado, as faixas longas clássicas q vc citou tvz tenham gerado inicialmente alguma resistência ou dúvida, hum?

    (Pensemos se realmente as curtimos desde a primeira audição de seus respectivos discos)

    Embora elas todas (e mesmo “Mother Russia”) tvz tenham sido compostas e gravadas em “tempos inocentes”. Mais com feeling q com pretensão técnica ou dramaturgica.

    E é isso o q o Maiden atualmente não tem feeling. Ou um produtor q demonstre ser fã da banda, alguma versão Rick Rubin pra eles q chegue e fale “ouçam ‘Peace Of Mind’ até enjoar e tentem captar aquele feeling e (te)criar”.

    Cito “Peace” por ser, ainda, o disco mais variado da banda. Nenhum som parece com outro, ou com o seguinte. E mesmo “To Tame A Land”, q pra mim é excêntrica e desconjuntada, ganhou espaço no disco.

    Os caras não sabiam direito o q estavam fazendo e isso tornava alguns sons especiais.

    Eles não conseguem mais transcender o limite técnico obtido. Não conseguem mais arranjar de modo diferente músicas de harmonias e riffs idênticos.

    O Motorhead conseguiu isso até “The World is Yours” graças a produtor. E a mudarem de produtor.

    ***

    Achar tipo um q os confronte, como o marZ uma vez me falou sobre Bob ezrin e os discos recentes do Deep Purple, em q chegou pros caras em vários momentos com “vc consegue fazer melhor”, “q tal aprimorar isso” e etc.

    Ao mesmo tempo, vejo os caras (todos eles, inclusive Bruce, q só paga de rebelde) todos muito acomodados como estão. Não se desafiam. Parece q o Iron Maiden virou meio uma colônia de férias itinerante, em q os caras se encontram, fazem umas músicas sem dificuldade (e sem paciência de perder meses compondo, arranjando, ensaiando, gravando e aprimorando) e viajam pelo mundo. De boa.

    Não é mais por grana, faz tempo.

    E fico pensando numa fala do Jessiê sobre uma live por ele cometida com um personagem do metal nacional, quando ele me dizia “fulano não dá importância à própria história”.

    O Iron Maiden não está respeitando a própria história e legado. E alguém precisaria dar um esporro nesse povo.

  20. André

    Se tá vendendo, se os fãs continuam lotando os shows, então, tá tudo certo. Essa é a lógica. Que é a mesmado Metallica que fez essa palhaçada com edição comemorativa do Black Album. Álias, se pensar bem, o Metallica tá fazendo a turnê desse disco até hoje.

  21. FC

    Cito de novo o Andy Sneap. O Halford diz na bio que teve uma certa estranheza com ele no começo, porque o Sneap, em todos esses anos (!!!) foi o primeiro produtor a dizer a ele:

    – Faz de novo, porque não ficou bom.

    Seria uma ótima aquisição para o Iron Maiden.

  22. Marco Txuca

    É isso. Exatamente isso.

    Quando lançaram “Kiss Of Death”, lembro de Lemmy dizer numa entrevista q Cameron Webb, produtor da banda a partir de “Inferno”, ter mandado Mikkey Dee fazer de novo um take.

    Mikkey Dee, caralho.

    Sujeito deve ter ficado putaço, mas é o q importa. O disco, a obra e não o ego.

  23. André

    O pessoal do “jazz” não aceita isso de jeito algum. Eles tem que sentir a música.

  24. marZ

    Essa do Purple que Txuca mencionou tem num mini doc da gravacao creio que do album “Infinite”: Gillan fica o dia inteiro ouvindo os musicos fazerem uma jam que esta sendo lapidada pra virar uma musica, e escrevendo a letra. No fim do dia canta os trechos da letra e melodias que criou. Ezrin ouve e, no meio de todo mundo, manda: “nao ta bom o suficiente Ian. Vai pro hotel, relaxe, descarta essa letra e comeca de novo, vc pode fazer melhor”.

    Gillan nem esbocou reacao, somente acatou.

  25. Thiago

    Respondendo à minha própria pergunta haha: não. Pelo seguinte motivo: a meu ver, o que faz com que essas músicas se destaquem não é sua qualidade ínsita (questionável, aliás, acho “Rime …” superestimada e “To Tame…” sem sal), mas, justamente, sua inserção em álbuns tão ricos em dinâmica, variedade repertorial e duração das músicas.

    O mesmo raciocínio vale para “Wrathchild”, “Aces High” ou “Be Quick or Be Dead”. Tivessem todas alocadas no mesmo disco iriam soar indistintas, músicas rápidas e curtas emaranhadas entre si.

    A meu ver, e acho que os amigos estão de acordo, é exatamente essa falta de dinâmica que tem deixado os discos da horda tão maçantes desde os anos 1990.

  26. Thiago

    Faz tanto tempo que é difícil recordar as impressões iniciais, mas como sempre tive PENDORES por músicas longas (minhas favoritas de todos os tempos são “Victim of Changes, “The Black Horsemen” e “One”, a propósito), suspeito que tenha gostado de cara dos épicos clássicos da firma. “Alexander the Great” e “Phantom of the Opera” seguem como minhas prediletas de todo o repertório da horda até hoje.

    E encaixo “Mother Russia” no pacote também. Embora consideravelmente mais curta, o clima compensa, em especial o riff que começa por volta dos 2:00 minutos, brilhante.

  27. André

    Os caras poderiam vir para o século XXI e fazer algo mais dinâmico. Tipo, dividir o album em duas partes e lançá-los separadamente com um espaço de seis meses entre um e outro. Achar que as pessoas vão ouvir um disco gigante com tanta oferta de música por aí é demais. Se bem que tem fã de Iron que nem deve ouvir outra coisa mesmo.

  28. Marco Txuca

    Essa é uma brecha q quero aproveitar:

    Quem e como vcs acham q é fã de Iron Maiden salivante pelo disco novo?

  29. Thiago

    Na minha experiência, o fã médio do Iron Maiden não difere nem um pouco – ao contrário, é às vezes pior – do que os seguidores de Franga, Dream Theater e afins. Logo, fração razoável deve estar ávida pelo petardo.

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