Thrash com H

ANGEL CITY

sexta-feira, 28 maio, 2021 por Txuca

30.01.2016, Capitão Jack Pub, Mogi Guaçu

Ñ era nossa primeira vez em Mogi: já tínhamos tocado 3 vezes, com outra formação (nossa “MK4”) num bar chamado O Profeta Rock Pub, dum cara chamado Samuel Profeta, q hoje sei q é “isentão de direita” (ligado a Moto Clube, né?) e q tenho como dos sujeitos mais inteligentes q já vi ligado a bares de música.

Assim: sujeito é roqueiro e abriu o bar de rock. Do outro lado da rua, e pra ganhar dinheiro, abriu boteco de pagode q serve feijoada. E q parece estar ativo ainda, ao contrário do “pub” roqueiro. Apesar dos pesares, um sujeito agradável e muito correto.

***

Ñ lembro como a dona desse Capitão Jack, Leilane, entrou em contato conosco; provavelmente pelo Facebook. E acertamos a data e o cachê e fomos. Pelo barato de tocar no interior (topávamos qualquer negócio), a 166km da capital, comigo dirigindo ida e volta no mesmo dia.

(numa dessas vezes anteriores, n’O Profeta, fomos e voltamos de van, custeada pelo dono. Uma fase da qual usufruímos relativamente pouco em meados de 2008, 2009, e q certas bandas daqui zoaram o esquema. Outra história)

E assim chegamos, umas 22h (combinado era começarmos meia-noite, e só a gente)… com ninguém na porta, bar fechado, só uma pizzaria delivery aberta do outro da rua, quase fechando. Algum medo de “roubada” passou pela cabeça, restava esperarmos.

Dali um tempo, aparece uma roqueira linda na porta e ficamos trocando idéia. Se apresentou, e logo pensei q nosso guitarrista (q andava solteiro) tvz aproveitasse alguma “brecha”. Dessas morenas altas, tatuadas, 20 a 30 anos, de jeans, arrumada, modelo mesmo. Em outras palavras: uma gostosa.

Mais um tempo de espera: cadê dona, cadê público?

Faltando um pouquinho pra meia-noite, aparece uma mulherada toda roqueira, toda modelete, todas maravilhosamente gostosas lindas e lembro de ter trocado um olhar com o Edinho q era algo como “uau, esse pessoal é o público?”

Eram, e era a dona, andando no meio, nos cumprimentando apressada e entrando no bar. Uma ruiva baixinha linda, com quem troco umas figurinhas anti-Bozo no Facebook até hoje. E aí, bora pegar equipamento, nosso banner, montar as coisas e tocar.

Ñ tem muito o q falar do show: equipamento bom, mesa de som ok (acho q fomos nós mesmos o Edinho regulando), público q foi chegando e com o qual interagimos no intervalo das duas entradas combinadas (alguns – caras – q vieram me cumprimentar pelas outras vezes q nos viram no concorrente e etc.), e um atrativo pra público, maior q nós, q era “a noite do Jack Daniel’s a 5 reais”.

Lembro q até eu, q ñ bebo, tomei uma dose.
Lembro desse show pelo quase torcicolo adquirido, de tanto tocar virado pra direita, olhando o balcão, onde estavam atendendo e curtindo a noite a dona e suas amigas gostosas. Tinham o bar pra beber tb ahah

E lembro por causa de uma das fotos mais legais da gente tocando.

Quem a tirou foi provavelmente alguma amiga da gostosa inicial (a com quem ficamos trocando idéia na porta, e q ficou responsável pela bilheteria) chamada Fabíola, q como vcs podem ver subiu ao palco com a gente, no final.

Disse q cantava (e cantava bem, sim) e perguntou se poderíamos tocar “N.I.B.” ao final com ela. Momento karaokê afável. Nunca tínhamos sequer ensaiado o som, mas sabíamos e fizemos. E foi foda.

Voltaríamos ao bar em maio daquele mesmo ano, com condições cumpridas, mas menos público e divulgação na cidade. Pouco tempo depois, o pub fecharia as portas, uma pena.

PS – nosso então guitarrista, Thiago, ficou com a Fabíola no fim do show (ainda no palco), e rolou um bis de ela ter vindo pra SP passar um dia com ele. E ficaram nisso

PS 2 – fotos nossas são muito poucas, por causa da maioria dos shows q fizemos terem sido só nós mesmos fazendo tudo, e estarmos sempre com as mãos ocupadas. E nessa, especificamente, chama muito atenção o fundo do palco, um banner de um convés de navio. Baita lugar e ambiente

4 respostas

  1. André

    Sou da cidade e fui poucas vezes nesse lugar. Durou pouco. E, atesto que o lugar era bem frequentado mulherísticamente falando.

    Em 2016, eu já era frequentador assíduo deste bodega. Se soubesse, teria ido ver a tua anda. Enfim…

    O pub do Profeta (de rock) tava fazendo baile funk até. Não sei qual o status atual. Faz tempo que não vou lá. Mesmo antes da pandemia.

  2. André

    Outra coisa: ele tem outro bar em frente à faculdade Maria Imaculada, próxima ao pub. Uma coisa sustentava a outra.

  3. FC

    Pô, mano, tinha que ter criado um Flogão na época.

  4. Marco Txuca

    Pior q a gente teve, uma época. Mas desativa quando ñ usa muito, né? Ñ sei nem o nome mais.

    Tivemos um amigo, na região do Relicário (citado em “Brotherhood Of Men”) q sempre tirava um monte de foto nossa, tipo 100 por show, e a gente postava nesse espaço. Mas sempre fomos muito relapsos com isso.

    Aliás, pra quem tiver curiosidade (mórbida), o No Class ainda tem uma página no Facebook e eu ainda pago anualmente o direito de sermos http://www.motorheadcover.com.br

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