Thrash com H

ACCIDENT OF BRUCE

terça-feira, 9 fevereiro, 2021 por Txuca

por Leo Musumeci

Uma das melhores coisas quando assisto a esses vídeos de audições e reações a músicas de bandas/artistas que gosto – principalmente quando trazem a primeira audição – é poder lembrar de como são boas, complexas e pensadas em mínimos detalhes.

Dessa vez, ao navegar despretensiosamente pelo YouTube, me deparei com esse canal “The Charismatic Voice”, em que a cantora de ópera e professora de canto Elizabeth Zharoff analisa linhas vocais e músicas de vários artistas e, aqui mais especficamente, de 2 clássicos da Donzela: “Hallowed Be Thy Name” (registrada em 2008) e “Rime Of the Ancient Mariner” (do “Live After Death”, de 1985).

Os comentários à voz, dicção e sustentação de Bruce Dickinson são muito elogiosos, a análise de como se intercalam e se sobrepõem às músicas são muito bem sacadas, mas o que mais me chamou a atenção foi ver como Bruce parece ter melhorado entre as duas gravações, mesmo passando 23 anos!

Impressionante.

***

E por falar em impressionante, e também em vídeos de audição e reação, e no tema do post de domingo do Marcão, fica de brinde uma análise do Pat Flanigan de “Means to An End” (Sepultura), com o Eloy:

31 respostas

  1. märZ

    Geralmente o som de uma banda de metal muda substancialmente com a troca de um guitarrista ou, mais obviamente, vocalista. Mas com o Sepultura essa mudança veio com a entrada do novo baterista. Como Marco disse noutro post, Andreas parece ter finalmente arrumado um novo parceiro de composição, como foi um dia com Igor, e isso disparou uma série de melhorias na música final.

    Paulo teve que rebolar nos dois últimos discos e isso fica óbvio no mini-doc lançado sobre as gravações de “Quadra”, pois seguir e sincronizar com um baterista como Eloy não deve ser nada fácil. Resta a dúvida de como tudo isso vai ficar ao vivo.

    Triste que quando a banda finalmente lança algo que desperta a atenção do público e crítica metal mundial, gerando interesse, curiosidade e vendas, a condição do planeta os impede de colher os frutos na estrada. O interesse e a novidade vai diminuindo aos poucos, até voltar ao flatline e necessitar de outro disco pra subir novamente.

    Mas é digno de nota que a banda, aos 35 anos de vida, em seu 16 album (creio, não chequei) e com músicos já passados dos 50, esteja agora conseguindo novos fãs para sua música.

  2. FC

    Bruce Dickinson ficou muito melhor ao vivo a partir do Fear of the Dark, mas o mundo não está preparado para essa conversa.

  3. Leo

    märZ,

    Acho que, por outro lado, quando fizerem uma turnê, a galera vai estar tão ávida por shows que vai lotar. Mas concordo que é uma pena.

    E, sim, apesar da demora em chegar a uma “identidade”, chegaram. E chegaram bem!
    Concordo que deve ser difícil lidar com um músico da complexidade do Eloy, mas temos que ressaltar que deram liberdade a ele, o que também é bem importante e fala bastante sobre os integrantes, considerando que se trata de uma banda bem consolidada.

    Até porque as linhas de bateria são muito progressivas, coisa que o Sepultura nunca teve. E precisou se adaptar a ele.

    Em tempo, algo que me passou comentar: o Sepultura influenciou uma geração de músicos, que hoje estão tocando um metal progressivo extremo. E, hoje, temos o próprio Sepultura influenciado por essas bandas, que são referências pro Eloy. E voltamos à nossa discussão de uns meses atrás, sobre como se dá a questão da influência.


    FC,

    Tendo a concordar bastante contigo, mas confesso que sempre pensei mais nisso a partir da carreira solo do Bruce, em que ele teve oportunidade de experimentar mais nas linhas vocais, mas gostei da tese.

    Desenvolve aí pra gente.
    Já tem meu apoio tácito. Rs

  4. FC

    Até o Maiden England ele cantava ao vivo de uma forma mais rasgada, meio berrada, sem reproduzir os agudos que fazia nos discos.

    O Live After Death é uma prova disso, vi uma entrevista em que ele diz que não gosta da voz dele nesse ao vivo. Tem também uns bootlegs da Somewhere on Tour em que a voz dele parece até meio rouca.

    Na turnê do No Prayer, que coincide com a mesma época da carreira solo que você citou, ele começou a mudar a técnica, ficando mais limpa, um pouco mais cristalina.

    E a partir da turnê do Fear of the Dark a voz dele passou a soar quase operística nas notas altas e se mantém assim até hoje.

  5. Marco Txuca

    Vamos lá. Com uma observação preliminar:

    A discussão sobre “Quadra” e seus eventuais desdobramentos em palco continua rolando ali no post “Um Ano Depo1s”. Ñ faz mal, pois é como dizia a música do Gueto:

    “a ordem dos fatores ñ altera a desordem” ahahah

    ***

    Recentemente reouvi o “Live After Death” e me chamou atenção do quão o Bruce mandava mal ali, no auge da banda. O dvd de lançamento do “Seventh Son” (“Maiden England”), a mesma coisa: Bruce enrolava, mandava as frases, sem muito requinte. Na própria “Seventh Son” parece q nem respirar direito fazia, e ñ é só por culpa do Nicko, q acelerava demais ao vivo.

    Corta pro show “Rock In Rio”, da turnê do “Brave New World”: depois de quase DUAS HORAS de show, o cara simplesmente fecha a apresentação cantando “Run to the Hills” sem nenhum (ou quase nenhum: deixou a última deixa pro Steve passar vergonha sozinho ahah) migué, dando todas as notas, agudas e tudo.

    E assim venho percebendo até a fase “The Final Frontier”. No “The Book Of Souls”, quando comentamos do disco, lembro q o märZiano reclamou q o cara estava meio gritão e tudo. E é fato.

    Portanto, endosso a tese do FC.

    ***

    Vejamos uns poréns:

    1) muito tempo atrás, um ex-amigo comentava q no “No Prayer” o então demissionário Bruce havia resolvido “chutar o pau da barraca”. Tava claramente de saco cheio da banda, com uma carreira solo prometendo, e rasgou muito nuns sons. A culpa de ñ tocarem muito desse material ao vivo acho q é tb por isso: será q ele consegue reproduzir hoje em dia?

    2) turnê do “Fear Of the Dark”, sobretudo nas versões de shows q geraram os cd’s “Live/Dead One”, “Donnington” e aquele show de despedida pra tv, Bruce está muito mal. Cantando de pau mole e má vontade.

    Ia sair fora mesmo – e acho q foi vc mesmo, FC, q comentou dalguma entrevista em q Bruce praticamente esquecera q gravou “Fear” – chega a ser irritante. Mas quando dava vontade, ainda assim era melhor q em 1985, 1986 e 1988. Um feito.

  6. Marco Txuca

    Um outro aspecto aí diz respeito à AFINAÇÃO da banda. No q peço mil ajudas ao povo das guitarras e melodias por aqui:

    3) carreira solo do Bruce, excetuando (tvz) “Tattooed Millionaire”, as afinações foram baixadas. Tinha um lance, no “Accident Of Birth” e em “The Chemical Wedding” de até usarem cordas de baixo nas guitarras. Ou de guitarras no baixo, ñ lembro bem.

    Por isso a voz ficou pra lá de ressaltada. Mudaram a afinação, ficou mais pesado, sem q ele tenha PRECISADO baixar o próprio tom. Opção estética, ñ necessidade.

    4) por outro lado, por mais sombrios q tenham saído, “The X-Factor” e “Virtual XI” parece q ñ baixaram a afinação pro Blaze. (Será q nem o “mizão”? Me ajudem ae). As músicas saíram mais graves, mas sem essa mudança.

    Daí q o Blaze se fodeu ao vivo, de verde e amarelo, quando foi cantar as músicas do Bruce. Teriam q ter baixado afinação. E, até onde sei, o Maiden NUNCA, ou AINDA Ñ, baixou afinação. Em disco e ao vivo

    ***

    O show q vi do Maiden em 2018 achei q Dickinson mandou muito bem. Ñ tinha sons do “The Book Of Souls”, por exemplo. Mas pensando q Bruce pode estar “nas cordas” e finalmente PRECISANDO q a banda baixe um pouco a afinação pra ele, aí é q acho q o bicho vai pegar.

    Se baixaram afinação ao vivo com muitas das músicas antigas, vai ficar ruim. Sons como “The Evil That Men Do”, “THe Clairvoyant”, “Can I Play With Madness?”, “Wasted Years”, “Aces High” (sem trocadilho!) e “The Trooper” vão ficar feias, parecendo mais lentas.

    Mais ou menos como tem sido com o Judas Priest recentemente.

    Daí eu anteveria q, em havendo vida e shows pós-covid, os caras vão ter q mexer no repertório ao vivo, abandonando de vez algumas coisas (no q me parece q andam experimentando: turnês recentes ñ tiveram “Hallowed Be Thy Name” e/ou “The Trooper”, nunca ambas) e reforçando as músicas mais pesadas, em q mexer na afinação ñ estragaria tudo.

    “Revelations”, “Flight Of Icarus”, músicas da fase Paul Ba’Ianno, “Fear Of the Dark”, “Powerslave” e a maioria dos sons do “Brave New World” pra cá (exceto, quem sabe, “Rainmaker”) se salvariam.

    Bruce e Maiden parecem estar durando demais com a afinação em mi.

  7. André

    Mesmo para um leigo em canto (meu caso), é evidente a melhora do Bruce com o passar do tempo. Embora, sempre achado essas vocalizações operísticas chatinhas.

    “Bruce e Maiden parecem estar durando demais com a afinação em mi.”

    Arrisco a dizer que eles não sabem tocar em outra afinação haha

    Sobre bateria: o Nicko ajudou a elevar o nível musical da banda lá atrás. Mas, há um bom tempo o play dele deu uma estagnada. Não sei se é falta de criatividade ou imposição do chefe, mas, precisava dar sacudida ali.

  8. Leo

    FC

    Confesso que não tinha pensado por esse lado, mas a periodização é essa mesma.
    E eu, que sempre fui fã incondicional do Live after Death, depois de ver esses vídeos, comecei a me questionar.


    Marcão,

    Quanto aos seus apontamentos numerados:
    1. Acho até que consegue.
    O problema é o que tocar mesmo.
    3. É bem provável que estivessem tocando com corda mais pesada, 0.12… mas, consequentemente, a lógica seria gerar mudar a afinação tb.
    4. Acho que o blaze é bom e carismático, não fode, mas tb não é nenhum prodígio.
    Fato é que os shows são bons, honestos… E eu gosto dessa ambientação.

  9. FC

    Bem legais as observações! Meus pitacos:

    1 – O único ao vivo que não consigo ouvir é o A Real Dead One, de tão sem vontade que ele está cantando. Na bio do Mick Wall cita que reclamaram pro técnico de som que a voz do Bruce tava saindo baixa e o cara respondeu “tá alta, ele que tá cantando assim”.

    2 – Foi num ping-pong na Roadie Crew, em que pediram pra ele comentar cada disco. Depois de falar do No Prayer ele disse “então eu saí da banda”.

    3 – Eram cordas de baixo nas guitarras. O timbre da carreira solo Bruce/Adrian é um dos motivos que o Brave New World me decepcionou. Estava esperando um hecatombe nuclear de três guitarras, com o Adrian pesadíssimo. Aí o disco abre com Wicker Man…

    4 – Olha, acho que pelo menos meio tom eles estão baixando desde o Final Frontier, não?

    5 – Não tocam nada do No Prayer faz tempo porque, convenhamos, não tem ali nenhum clássico, né? Vá lá uma Bring Your Daughter…

    6 – Leo, mas ainda assim sempre será o meu ao vivo preferido, talvez mais por memória afetiva haha

  10. Marco Txuca

    Algoritmos do YouTube do celular me jogaram essa pérola:

    https://www.youtube.com/watch?v=FG7g_FAN7Zg

    Entrevista em mesa de boteco em Berlim, com Adrian Smith e Bruce Dickinson falando de “Accident Of Birth”, prestes a ser lançado.

    Momentos interessantes:

    1) aos 3’20” Bruce fala das guitarras, do peso e do Roy Z praticamente conduzindo a situação. Sou da opinião de q às vezes se “esquece” do papel dele na carreira solo do Bruce. Os melhores discos, disparados, são com produção dele

    2) meados de 7’00” o entrevistador (só desencanado na aparência) começa a dar corda pra eles falarem mal do Iron Maiden. Tipo “ficar muitos anos na mesma banda e ter o mesmo som de guitarra”… Muito ardiloso o entrevistador

    Percebe-se (alerta de spoiler) Smith e Dickinson completamente prevenidos quanto a isso, tergiversando aqui e acolá e… falando mal do Metallica ahah

  11. Leo

    FC,

    Concordo plenamente sobre o No Prayer (o corretor ortográfico acabou de corrigir pra “No Prazer”… Acho que ele compartilha nossa opinião. Rs) e sobre o Live after Death.


    Marcão,

    Boa entrevista mesmo.

    Sobre o Roy Z, o cara tem o toque de Midas do fim dos 90/início dos 00.
    O que ele fez com o Halford tb foi brincadeira.

    Aliás, uma lista de melhores discos com produção/participação do Roy Z não seria mal, hein?
    Poderia abrir uma série de homenagens a bons produtores.

  12. Marco Txuca

    Fiz em março de 2014 três listas com melhores produtores. Scott Burns, Rick Rubin e Harris Johns. Ñ lembro se dei seqüência com outros produtores.

    De repente essa com Roy Z dá liga. Será q ele já produziu 10 discos.

  13. André

    “o corretor ortográfico acabou de corrigir pra “No Prazer”…”

    Eu ri.

    “5 – Não tocam nada do No Prayer faz tempo porque, convenhamos, não tem ali nenhum clássico, né? Vá lá uma Bring Your Daughter…”

    Sim. Porém, eles não tocam MUITA coisa mesmo de discos clássicos.

    O Iron ficou estagnado numa mesma fórmula e quando tenta sair, mesmo que um pouco, não consegue.

  14. Marco Txuca

    Provoco eu agora: quando saem da fórmula, nos discos a partir do “Brave New World”, os fãs antigos/radicais ñ curtem.

  15. André

    Saem e não saem. Nunca deram uma guinada a la Judas Priest ou Black Sabbath.

  16. Jessiê

    Pitacos rápidos:

    1 O Iron anda baixando meio tom.

    2 A má vontade com o Blaze ao vivo foi absurda diferente do Ripper por exemplo que a banda adequou o tom e o ritmo e ficou sensacional (Live in London é fantástico).

    3. Lembro de Bruce dizer que não se preocupava com a voz e os cuidados necessários até o final dos 80, assim como neste período teria aprimorado as técnicas porque após a somewhere tour estava destruído.

    4 – Roy já esteve envolvido na produção em mais de 50 discos (inclusive Sepultura, Massacration (!!!), André Matos, Malmsteen, judas…).

    5 – Eu adoro este tipo de vídeo, inclusive planejo fazer um estes dias, se não ficar muito porcaria postarei. Tem alguns divertidos e outros sem noção e muito ruins.

  17. Leo

    Uma contra-provocação ao Marcão:
    Mas será que eles precisam dos fãs antigos/radicais?
    O Iron é uma das poucas bandas que forma legiões de fãs a cada geração!
    De repente, se apostassem numa “Sepulturada”, se dariam melhor.

    Mas, a julgar não só pelo Iron, mas pelo próprio British Lion, não há nenhum indício de que possamos esperar algo nesse sentido.

    Por isso, concordo com André: nunca tentaram e nunca tentarão.

    Concordo em gênero, número e grau com Jessiê sobre o Live in London e com a fase Ripper no Judas.
    Aliás, tive a oportunidade de assistir quando estiveram no Brasil e, depois, com Halford. Ripper é incomparavelmente melhor vocalista, mas Halford é incomparavelmente melhor frontman.

    Eu achei que ele tivesse um cardápio mais diversificado, mas, entre os bons álbuns estão todos do Bruce a partir do Accident of Birth, todos do Halford, o The Dark Ride do Helloween, o Angel of Retribution do Judas, todos CDs que eu venero! Rs

    Espero ansiosamente pela produção, Jessiê!
    Conte com meus comentários no BangersBrasil. Rs

  18. FC

    A última vez em que o Iron fez alguma coisa diferente, que surpreendeu, foi fazer turnê cantando só músicas dos 4 primeiros discos. Ou seja, novidade, mas nem tanto. E isso já faz 16 anos.

    Ripper é um cantor extraordinário, mas o Halford é um ícone. Acho que esta é a principal diferença.

  19. Jessiê

    Mas aí é que está FC. O Judas não obrigou o Ripper a imitar o Halford ao vivo nos sons clássicos, ao contrário adequou ao estilo do cara, que obviamente era bem próximo, o que resultou em ótimas performances.

    Não ficou caricato tampouco ficou cover de reality. Todos os sons Ripper conseguiu imprimir seu jeito. Muita gente ia pra ver o Ripper cantando sons novos e os clássicos.

    Foi bom que o Halford sacou que precisava voltar e tocar o barco que estava andando e o dele perdendo um pouco de fôlego após disco de estreia (Fight e Halford) muito bons e sequências menos empolgantes. No final todos ganharam e tudo durou o tanto necessário.

    Blaze não é tão ruim, ao contrário, mas a própria banda parece tê-lo jogado no rio para as piranhas e assim continua fazendo ignorando seus discos.

  20. FC

    Endosso, Jessiê. Tanto que tava vendo uma resenha antiga no Roadie Crew de um dos primeiros shows do Ripper nos EUA e o repórter diz que em alguns momentos ele mudou um pouco a voz, porque estava soando idêntica ao Halford.

    Contudo, o Judas também meio que ignora o cara. No site haviam tirado até a seção Ripper Years, os discos estão fora de catálogo e nunca mais revisitaram o repertório. Uma pena.

  21. Marco Txuca

    Taí meu problema com o Ripper, entendi só agora: pra mim, ele seria um Halford Turbo (ops), melhorado e ñ envelhecido.

    Entendo quem curta a “fase Ripper”, da qual ñ chego a desgostar totalmente, mas nunca consegui gostar das músicas antigas na voz dele. Se imitasse o Halford, ficaria do caralho. Pq ñ seria totalmente imitação, mas aí tentaram fugir disso…

    Totalmente na contramão do Iron Maiden, q “ñ muda”. O Judas mudou e muita gente curtiu. Daí o Halford voltou e todo mundo gostou.

    Isso eu ñ consigo entender ahah

    OBS: lembro de quando o Halford voltou, ele dizendo q faria sons da “fase Ripper” na volta. Nunca aconteceu. Por outro lado, embora o Maiden desmereça os “discos Blaze”, o fazem até a página 666

    “Sign Of the Cross” e “The Clansman” estão no repertório recente e são 2 dos melhores momentos em show.

  22. Jessiê

    Ao que parece existem problemas de direitos autorais envolvendo a fase Ripper.

    Em tempo publiquei um reaction muito do marromeno no meu canal que se dispuser
    https://youtu.be/Us_r_5MhHNw

  23. Leo

    Marcão,

    O Demolition eu até entendo (embora, particularmente, goste bastante), mas, quando você escuta o Jugulator, não gosta das músicas e dos vocais do Ripper?

    O show do Judas com o Ripper foi meu primeiro grande show. E confesso: as interpretações de Diamonds and Rust e A Touch of Evil me fizeram chorar.

    E toda vez que coloco o Live In London pra rolar, acho impressionante!

    Quando ao muda-gosta-volta-gosta, acho que é sinal de que a banda fez bem essas transições. Mudou pra algo muito bom (em que pese o Jugulator ter sido composto para o Halford e podermos discutir quanto era uma transição) e, quando voltou, com o Angel, voltou em altíssimo nível também.

    Uma pena esse problema com direitos.
    Eu não sabia, mas sempre senti falta.
    São músicas ótimas – aliás, voltando ao primeiro ponto do meu comentário, acho que o Jugulator é um sucessor absolutamente à altura do Painkiller, que é o álbum da década.
    Mas sempre quis ver o Halford cantando (embora sempre tenha duvidado que o faria. Rs)


    Jessiê,

    Excelente relato de como o Judas se adequou pro Ripper.
    Acho que é o que se espera de uma banda.

    Transferindo pro Iron, acho que houve adequações na sonoridade dos álbuns compostos, mas não nos setlists. Uma pena!

    Mas concordo que as músicas da fase dele são pontos altíssimos do show do Iron atualmente.

    Aliás, gostei bastante do vídeo!
    Acho que tem um ótimo caminho pra explorar por aí.
    Mas depois te mando um áudio pra falar em mais detalhes.

  24. André

    Concordo com o Jessiê e o Leo sobre o Live In London. Aquilo é foda demais. Mas, o Rob é a voz do Judas. E, ele voltou em grande estilo. Porém, em seguida, eles fizeram o pior disco da história do metal que é o Nostradamus. Aquilo é horroroso.

    Jessiê: tem que começar de alguma maneira. Eu gostei pra caramba. O que eu vi de react até agora é de gente que não sabe porra nenhuma sobre o estilo.

  25. FC

    Mas o Iron adaptou os set lists pro Blaze: tiraram Run to the Hills, porque ele não conseguiria cantar ha ha ha.

  26. Marco Txuca

    Só q mantiveram “The Trooper” e “The Evil That Men Do”, q ganhou toda uma nova conotação. Podre.

    Ao mesmo tempo, “Run to the Hills” ñ vinha sendo tocada, mesmo com o Bruce, havia algum tempo, ñ? Reza a lenda q, até voltar ao repertório na turnê “Brave New World”, a última vez em q o som havia constado do set-list tinha sido da World Slavery Tour. Procede?

  27. FC

    Não, não, longe disso. Tocaram em todas as turnês desde o TNOTB e só pararam de tocar com o Blaze.

  28. Tiago Rolim

    Por coincidência (?), quinta vi no VHS do mundo o show do Iron no Monsters de 1996. E se nota que.o cara se esforçava. Ele cantando Helloweed By The Name parece que ele vai ter um derrame a qq segundo hehehehehe. Se tivessem feito um set melhor.p ele, as coisas podiam set diferentes.

  29. Marco Txuca

    Esse é um ponto q às vezes acho q deixamos de lado:

    a gente critica (com razão) o Blaze no Maiden, especula (qual razão) dele ter entrado pra banda, o desempenho ao vivo vexatório, q a banda deveria ter mudado o repertório etc.

    Mas esse show q o Tiago citou ilustra bem: o cara se ESFORÇOU. Dá pra ver claramente o CAGAÇO do Blaze em estar fazendo show em estádio, praquela multidão.

    Sujeito tinha histórico no Wolfsbane, q tocava pra quem? Boteco e/ou lugares pra 500 pessoas? De repente estava numa banda transatlântica tocando em estádios, pra multidões, q até demoraram pra hostilizar.

    Aquela lembrança das cusparadas em Santiago acho das coisas mais horrendas ocorridas no metal. Pra mim ficou como a banda jogando o cara aos leões (britânicos e do mundo) e depois rancando fora. Cruel.

    O jeito dele segurar o microfone, a ñ presença de palco: ele estava APAVORADO. Ñ consigo esquecer da versão de “The Evil Than Men Do”: desempenho de bêbado em karaokê. Mas era muito pro cara, q parece ser gente boníssima – ou se tornou, na marra – e ao menos ñ fica se vendendo como ex-Iron Maiden.

    Mas esse show aí recomendo ao pessoal aqui: dá DÓ.

  30. Marco Txuca

    Ainda outra coisa: anos atrás Bruce Dickinson entrevistou Blaze Bayley em seu então programa de rádio na BBC.

    Lembro terem noticiado, mas ñ repercutido. Deve ter podcast ou link no YouTube pra conferir. O material deve ser incrível, valioso.

    Alguém por aqui viu ou ouviu e recomenda?

  31. André

    Eu já acho que eles deveriam ter encontrado um vocalista que conseguisse cantar as músicas em Mi kkk

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