Thrash com H

VALE 3 CONTOS

sexta-feira, 28 dezembro, 2018 por Txuca

“Awoken Broken”, Primal Rock Rebellion, 2012, Spinefarm Records/Hellion Records

sons: NO FRIENDLY NEIGHBOUR / NO PLACE LIKE HOME / I SEE LIGHTS / BRIGHT AS A FIRE / SAVAGE WORLD / TORTURED TONE / WHITE SHEETS ROBES / AS TEARS FALLING FROM THE SKY / AWOKEN BROKEN / SEARCH FOR BLISS / SNAKE LADDERS / MIRROR AND THE MOON

formação: Mikee W. Goodman (vocals, words), Adrian Smith (guitars, bass, backing vocals), Dan Foord (drums)

O nome da banda é ruim e o vocalista com dreadlocks, chatonildo e aborrecido. Como convinha a um new metal padrão. E já um tanto ultrapassado quando este “Awoken Broken” saiu.

O baterista, por sua vez, apresenta bom repertório, enquanto Adrian Smith compondo e tocando baixo + guitarras faz imaginar quão melhor teria sido o estilo/modinha caso suas bandas tivessem guitarristas de verdade.

Quer dizer… os sites e imprensa daqui à época chamaram de “projeto experimental” ou “metal alternativo” envolvendo Smith. Passação de pano contumaz. A quem ouvir, ñ fica muita outra opção: um quase new metal. Digo “quase” pq ausente de batidas grooveadas estereotipadas características. Ao mesmo tempo em q nada há aqui de Iron Maiden e guitarras dobradas, harmonizadas e/ou pretensões épicas.

Olhando ainda em retrospecto, vejo com a maior cara dum “British Lion”: tal como com Steve Harris, provavelmente envolvendo Smith dando força pra banda q tinha q cumprir contrato, ainda q terminada. O tal SikTh, em q militavam Mikee Goodman e Dan Foord.

A maior prova? Ñ fizeram nenhum show ou cometeram qualquer turnê como Primal Rock Rebellion. Sequer prometeram. Projeto de estúdio assumido. Disco lançado, uns vídeos e entrevistas e pronto.

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A capa acho bem legal. E o q é o som? Montes de riffs e texturas em afinação baixa (soando abafados um tanto), o baixo só endossando, bateria na maior parte do tempo acompanhando (fosse bateria eletrônica em loop nuns sons pouca diferença faria) e a curiosidade em se ouvir Smith “fora da casinha”. Sujeito tem recursos, e pra mim o q destilou – em palhetadas thrash, dissonâncias cirúrgicas, solos obtusos e dedilhados poucos óbvios – em momentos deste “Awoken Broken” supera o farofento Psycho Motel.

As letras já tentei prestar atenção, mas o tal Goodman põe tudo a perder. Ñ soa nem Jonathan Davis, tampouco Serj Tankian. Parece q ouviu Mike Patton demais, mas ñ tão direito e imitou mal: vocalizações ora em sobreposições incômodas ora afetadas fora de métrica, gritos forçados e sussurros inoportunos, refletindo postura certamente única, mas – reitero – chatonilda e aborrecida. Ñ convida à introspecção: cansa e empapuça.

Os sons em q ñ atrapalha – tanto – são pra mim os melhores: “No Place Like Home” (refrão meio Skid Row?), “I See Lights” e “Bright As A Fire” (as mais “comuns”), “White Sheet Robes” e a faixa-título. Tb por me soarem músicas mais completas e formatadas. A derradeira “Mirror And the Moon” tem um violão bacaninha no meio da sujeira, decantando alguma influência setentista q ñ identifiquei.

Paguei 3 contos num saldão num sebo: o famoso encalhe da Hellion. Ninguém parece ter ligado, comprado ou sentido saudade. Ñ é q é ruim, nem difícil; requer tempo/prioridade pra analisar. Tem no You Tube inteiro – https://www.youtube.com/watch?v=PMCSF5moJmA – então por q comprar? E é isso.

Na falta dum parágrafo conclusivo, recomendo a quem leu até aqui voltar aos 2 primeiros. Daí encerrar. Coda.

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CATA PIOLHO CCLXX – “The Tower” – Voivod ou Bruce Dickinson? // “Coma”: Overkill ou Guns N’Roses? // “Children Of the Sun”: Dead Can Dance ou Judas Priest?

4 respostas

  1. märZ

    Isso é bem ruim, e o vocalista é medonho. Mesmo problema do British Lion, onde o vocal bota tudo a perder. Esse povo tem trauma de vocalista.

  2. Marco Txuca

    São reincidentes demais. Incluímos Blaze na lista?

  3. André

    Só ouvi os dois primeiros sons. Curti.

  4. André

    Apesar do vocal merda.

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