Thrash com H

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H

sexta-feira, 30 março, 2018 por Txuca

“Good God’s Urge”, Porno For Pyros, 1996, Warner

sons: PORPOISE HEAD / 100 WAYS / TAHITIAN MOON / KIMBERLY AUSTIN / THICK OF IT ALL / GOOD GOD’s://URGE! / WISHING WELL / DOGS RULE THE NIGHT / FREEWAY / BALI EYES

formação: Perry Farrell (vocals, percussion, samples, harp, keyboards), Peter DiStefano (guitars, samples, backing vocals), Stephen Perkins (drums, percussion, samples, backing vocals) + Mike Watt and Martyn LeNoble (bass), Thomas Johnson (samples and sounds)

participações especiais: em “Porpoise Head” (Daniel Ash, guitar; David J, bass; Kevin Haskins, samples); em “100 Ways” (Kimberly Juarez, backing vocals; Lili Haydn, violin; Ralf Rickert, trumpet); em “Freeway” (Flea, bass; Dave Navarro, guitar intro; John Flannery, space guitar; Josh Klassman and Christine Cagle, backing vocals); em “Tahitian Moon” e “Bali Eyes” (Matt Hyde, slide guitar); em “Good God’s://Urge” (John Flannery, backing vocals and trash can; Christine Cagle e Shawn London, backing vocals); em “Wishing Well” (Leo Chelyapov, clarinet)

“Good God’s Urge” ñ é metal. Como o Porno For Pyros tb ñ o foi. (A ñ ser q o primeiro álbum – q ainda ñ ouvi – o fosse).

Como o Jane’s Addiction gerador/anterior/posterior tb ñ o era, mas aproximava-se por causa de Dave Navarro e sua guitarrice. E pq algum zeitgeist noventista os abrigava num nicho “metal alternativo”, muito pelas beiradas.

“Good God’s Urge” traz esoterismo eletroacústico. Bicho-grilice e cacofonia, talentosamente equilibrados, às vezes num mesmo som. Disco homogêneo, nada esquizóide. De timbres e atmosferas, mais q de riffs. Tem peso. E instrumentação exótica – sobretudo percussiva – sem estereotipias nem afetação; cortesia do fodaço Stephen Perkins, fiel escudeiro de Perry Farrell nesta outra empreitada.

São 10 sons em pouco mais de 30 minutos, o q favorece ouvir bastante. Gosto é pessoal: eu curto o álbum, e quando me dá umas de ouvir, faço repetidamente. Destaco, dentre as pesadas, “Tahitian Moon” (rolava um clipe na Mtv Brasil) e “Dogs Rule the Night”. Dentre as (mais) acústicas, “100 Ways” e “Kimberly Austin”. E a quem ñ curte o vocal de Farrell, advirto: está mais pertinente aqui. 8 ou 80.

A banda durou pouco: o “Porno For Pyros” (1993) anterior mais este. Fecharam a lojinha devido a um câncer de Peter DiStefano, tratado e curado, mas sem volta da banda. Ñ deixaram legado, tampouco um saudosismo q a nostalgia + volta do Jane’s Addiction, posterior, tb ñ acalentou. Serve pra listarmos em conversas como das tantas bandas noventistas boas q ñ foram grunge.

E é o tipo de disco q eu deixaria tocando em loop em minha sala de espera caso fosse tarólogo ou quiroprata.

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“Breaker”, Accept (1981)

“Koo Koo”, Debbie Harry (1981)

8 respostas

  1. märZ

    Se algum dia já ouvi essa banda, me esqueci completamente.

  2. Marco Txuca

    Vc tem 38 minutos e 24 segundos pra ouvir a palavra de Perry Farrell e a percussão de Stephen Perkins? ahah

    https://www.youtube.com/watch?v=R6PNA7tAgPw

  3. Tiago Rolim

    Discasso. Melhor que o primeiro por sinal. Dava pistas da banda crescer e ficar tão boa quanto a anterior dele. Mas acabou aí. Ficou a mítica pelo menos. E no YouTube tem o show deles no woodstock de 1994 que vale a fuçada…

  4. Tiago Rolim

    Tão boa, ou melhor *
    Faltou o complemento.

  5. Jessiê

    Cara na época tinha birra, escutava muito death e achava grunge e seus derivados que saíram de todas as formas desprezíveis. Uns 10 anos depois revi muitas bandas e alguns hoje curto, mas tentei ouvir agora o teu link não passei da segunda música… Acho que nunca tinha ouvido e se não tivesse lido que era de 96 chutaria 68.

  6. märZ

    Tentei e também não passei da segunda faixa.

  7. Tiago Rolim

    Jessiê, isso foi um puta elogio! Kkkkkkkk

  8. Marco Txuca

    Comecem do 3º som, oras!

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