Thrash com H

DIAMANTES SÃO PARA SEMPRE?

quinta-feira, 28 maio, 2015 por Txuca

Por märZ

“Killers”, o segundo álbum do Iron Maiden, foi originalmente lançado em 1981 e quatro anos depois chegou ao Brasil, graças à vinda da banda para o Rock In Rio. Foi o primeiro álbum da Donzela que comprei em LP, em 86, aos 16 anos  (já tinha “Powerslave”, “Piece Of Mind” e “Live After Death” em fita cassete) e ainda possuo o vinil, que está em perfeitas condições, como novo. Tenho também o cd remasterizado e é ele que está rolando agora, às 8 da manhã de um dia frio e coberto de neblina nas montanhas. O que me faz refletir…

São 30 anos ouvindo essa música. Três décadas de “Wrathchild”, “Killers”, “Innocent Exile”, etc. O que exatamente faz com que, ao escutar esse material hoje, eu tenha a impressão de que é não a milésima, mas sim a primeira vez que o faço? O que há nele (ou será em mim?) que me faz ouvir uma virada de bateria em “Murders In The Rue Morgue” ou um solo em “Genghis Khan” e pensar “uau, que foda!” ainda hoje, aos 46 anos?

killers

Acho que sei a resposta e com certeza já dissequei e analisei todo esse processo antes, mas gostaria do input de vocês, se acharem o tópico relevante. Não precisa ser esse disco em específico, claro. E aí?

8 respostas

  1. Colli

    O clássico tem essa característica mesmo, ou seria a característica que faz o clássico?

    É um momento da genialidade independente da banda, músico.

    Para mim está na composição mesmo, não na pessoa que escuta, porque se não fosse na música, não seria unanimidade.

  2. FC

    Tenho esta mesma sensação, mas no meu caso é com “The Number of the Beast”. Claro que já conhecia a faixa -título e Run to the Hills, mas eu nem sabia qual era a capa do disco. Foi só em 96 que eu consegui comprar o CD, numa promoção do Carrefour e assim que ouvi os primeiros segundos de “Invaders” pirei.

    Viajando um pouco no assunto, já me disseram que os sentidos que mais aguçam a memória são o olfato e a audição. E quando coloco pra tocar o play, por um milésimo de segundo parece que o tempo retorna pro dia em que ouvi pela primeira vez.

    Louco isso. E parabéns pelo post, märZ.

  3. marZ

    Usei o “Killers” como exemplo porque calhou de ser ele na hora, mas poderiam ser tantos outros que na época formaram a base do meu gosto por música pesada.

    “Powerslave”, “Slide It In”, “Metal Heart”, “Battle Hymns”, “Peace Sells”, “Ride The Lightning”, “Sacred Heart”, “High Voltage”, “British Steel”, etc.

    Toda vez que ouço algum deles hoje em dia, tenho uma sensação forte de deja-vu, como comentou o FC.

  4. Colli

    Também tenho essa sensação FC, principalmente porque sou, por natureza, saudosista.

    Quando escuto certos sons lembro exatamente dos momentos em que ouvi.

    É louco mesmo!!

  5. doggma

    Esse é um assunto muito interessante que, confesso, me inquieta um pouco. Segue um exemplo prático: tenho um velho player de 4 giga que uso bastante e tento sempre espremer algumas novidades ali, pra não deixar o ouvido muito acomodado. Mas invariavelmente, o espaço do treco é monopolizado por “and Justice for All”, “Trans-Europe Express”, “Another Lesson in Violence”, “Sound of White Noise”, “Abraxas”, o próprio “Killers” e mais uma montanha de álbuns favoritos que já ouvi 1 zilhão de vezes, conheço cada acorde e virada, mas mal posso esperar para ouvi-los mais uma vez.

    Quando boto esses pra rodar, ao contrário de um lançamento qualquer (por melhor que seja), pra mim, é quando a coisa realmente começa a fazer sentido. Me dá a sensação de ser um pouco prisioneiro daquilo. E prisioneiro por opção.

    Malditos álbuns clássicos, rs.

  6. Marco Txuca

    Pergunta: só acontece com vcs esse tipo de feeling com álbuns q vcs conhecem há muito? Ou há muito tempo, como quando começaram a curtir música?

    Pra tentar entender se há algum álbum recente q surta o mesmo efeito, ou algo parecido…

  7. märZ

    Acho que isso está diretamente ligado ao tempo e memória afetiva.

  8. Tiago

    Acho que tem a ver com a qualidade da música, disco. Por exemplo, sou viciado no Abraxas, mas o Supernatural tb me causa a mesma sensação de felicidade. Assim como com o Beneath do Sepultura e o A-lex e o Prophecy de Max.

    A música tem esse poder de nos “sequestrar” , seja ela qual for. Basta bater na hora certa. Ai a cabeça fica feita pra sempre.

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