Thrash com H

SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H

sexta-feira, 25 janeiro, 2013 por Txuca

“Into the Light”, Nuclear Blast Allstars, 2007, Nuclear Blast/Rock Brigade Records/Laser Company

sons: DIRTY WINGS (featuring Tobias Sammet) * / TERRIFIED (featuring Peter “Peavy” Wagner) / RULING THE WORLD (featuring Toni Kakko) * / DEATH IS ALIVE (featuring Mats Léven) / BLOODSUCKER (featuring Schmier) * / SLAVES TO THE DESERT (featuring Hansi Kürsch) * / A PERFECT DAY (featuring Andi Deris) * / ETERNALLY (featuring Odleif Stensland) / INNER SANCTUARY (featuring Marco Hietala) / IN THE PICTURE (featuring Tarja Turunen) *

cd bônus: HEARTS ON FIRE [Hammerfall] / THE MADNESS OF THE CROWDS [Helloween] * / EL TRAIDOR [Gotthard] / SWEET ENCLOSURE [After Forever] / NEW PROTECTION [Ride the Sky] / FOREVERMORE [Thunderstone] / SLIPSTREAM [Threshold] * / THE SMOKE [Amorphis] / DEVIL SEED [Candlemass] / THE OTHER SIDE [Sirenia]

Em 2007, para comemoração de seus 20 anos de atividades, a originalmente alemã Nuclear Blast lançou 2 álbuns festivos, assim digamos, e de propostas opostas: “Into the Light”, mais voltado ao “power metal“, e “Out Of the Dark”, mais afeito ao “death melódico”.

Em comum, há o fato de terem sido álbuns compostos por notáveis, este aqui por Vitor Smolski (Rage), o outro por Peter Wichers (Soilwork), com os convidados especiais todos dando tostões de suas vozes nas respectivas faixas acima. E com Schmier co-escrevendo a letra da sua.

Soube disso tudo após comprar “Into the Light” num sebo há 3 semanas e tendo fuçado no Metal Archieves a respeito. Ao comprar, pareceu algo bem interessante – ainda mais pelo cd bônus (lançado só na versão brasuca?) – e a impressão assim permaneceu.

Resumidamente, o q há aqui é um álbum do Rage com outros vocalistas – na medida em q o baterista Andre Hilgers só ñ toca bateria nas faixas “do” Hansi e “da” Tarja, e em q “Peavy” Wagner é autor de todas as letras, co-autor em “Bloodsucker” – e nisso agregando virtudes e defeitos.

Maior virtude: Smolksi parece ter querido compor cada faixa se inspirando na banda-mor de cada convidado, conseguindo e se dando bem nas q considero melhores, pois a meu ver “Dirty Wings”, “Ruling the World”, “Bloodsucker”, “Slaves to the Desert”, “A Perfect Day”, “Inner Sanctuary” e “In the Picture” poderiam constar sem problemas dos repertórios oficiais de Edguy, Sonata Arctitica, Destrúcho, Blind Guardian, Helloween, Nightwish e Tarja, ainda q soem até mais pesadas q o habitual de cada banda matriz.

“Slaves to the Desert” eu ainda ressaltaria pela aresta experimental nela contida – uns teclados e cacoetes levemente eletrônicos – afinados no q o Blind Guardian tentou fazer, e forçou a barra, no malfadado “A Night At the Opera”. Minha preferida, ao lado de “A Perfect Day”.

Por outro lado, minha decepção foi com “Death Is Alive”, q apesar da letra besta lembra Therion (a banda em q Levén militava à época), inclusive no trampo fidedigno de backing vocals femininos (creditados a Jen Majura), mas q o vocalista preferiu lamentavalmente fazer abordagem gutural: um completo desperdício.

Além disso, a faixa q seria o Rage de fato – “Terrified”, com “Peavy” Wagner cantando, mas ñ tocando baixo – a meu ver autentica o q me indispõe contra a banda, pra mim tão superestimada, na medida em q se faz o som mais GENÉRICO de todos: riffs fracos e clichês, bem como a bateria, vocais idem (ñ dizendo de onde vêm, nem pra onde vão), arranjo insípido, mixagem beirando a saturação… Ao menos, alguma coerência!

***

A faixa q ñ comentei até então, “Eternally”, achei algo melosa e lerosa, mas ñ soube julgar como ótima, boa, ruim ou péssima, por conta de nunca ter ouvido Communic, banda matriz do tal Stensland, de quem nunca ouvira falar. O encarte traz depoimentos dos vocalistas convidados e de Smolski, todos lisonjeados e elogiosos ao patronal, e contém uma entrelinha q considero representativa – ainda q alicerçada em razoável e assumida implicância – acerca do tamanho e reconhecimento devidos de Sonata Arctitica e Helloween:

no depoimento de Toni Kakko, o mesmo diz “me tomou por volta de 3 a 4 horas assimilar o som, ‘torná-lo meu’ e gravá-lo. E me diverti! O som é foda!”. Deris se entrega despojado: “nalgum momento em 2006 recebi um email dele (Smolski) com um mp3 anexo – e o pedido para cantar nele. A letra foi anexada junto. Então eu cantei nela e mandei de volta. Foi assim, haha”. Enfim.

Falta comentar o cd bônus, valioso no q se refere aos sons de Helloween, Gotthard, After Forever, Ride the Sky e Candlemass serem inéditos. Nada contra os demais, sobretudo os do Amorphis e do Threshold (o álbum q tenho deles ñ é tão pesado quanto “Slipstream”), mas tb nada a favor com os de Hammerfall e Sirenia (sons pra molecadinha neófita e ainda sem base) constantes.

Tb ñ me pareceram grande coisa os de Gotthard (um Blown Jobvi em espanhol. Putz), de Ride the Sky (genérico demais, à altura da falência de Uli Küsch) e de Candlemass (impressão de “sobra de estúdio” ou faixa pouco inspirada). No entanto, as demais me valeram os 18 contos dispendidos, sobretudo “Madness Of the Crowds”, faixa q saíra apenas na versão japonesa de “The Dark Ride”: uma porrada desmedida, ignorante e culhuda, q se nota antecipando o q os happy happy cometeriam sem dó em 2010 no “7 Sinners”.

Em suma: um álbum bem legal, embora ñ memorável. Acima da média de lançamentos recentes, o q ñ me parece pouca bosta. Infelizmente pouco divulgado, e duma iniciativa LOUVÁVEL da gravadora: melhor forma de comemorarem e de se autopromoverem, parece q ñ há.

E a hora em q eu encontrar o “Out Of the Dark” complementar (vocalistas convidados do naipe de John Bush, Peter Tägtgren, Björn “Speed” Strid, Maurizio Iacono e Mark Osegueda, e mais sete) pretenderei adquirir. Se me custar 18 reais, mais ainda.

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CATA PIOLHO CCXIV – revendo melhor os vídeos, ñ parece tanto um chupim do outro; afinal há mais q gente encoleirada feito bicho neles. Ao mesmo tempo, com sujeitos carecas brancos como cal e situações perturbadas como as existem em ambos os vídeos, quem haveria de negar a influência do de “Mein Teil” (Rammstein) no de “Bleed” (Meshuggah)?

http://www.youtube.com/watch?v=sJ3kVtd2CCA

 

6 respostas

  1. Faça

    O “Into the Light” é um bom álbum, mas gostei muito mais do “Out of the Dark”. Pra quem é fã dos vocalistas participantes em questão e/ou do trabalho do Peter Wichers, vale MUITO adquirir esse CD.

    Detalhe: catei ele numa queima de estoque numa loja por 10 reais. E olha que posso dizer que me valeu a pena sem levar em consideração o CD bônus, hein.

  2. Marco Txuca

    O q vem no bônus deste?

  3. Faça

    CD2

    1. Dimmu Borgir – The Ancestral Fever
    2. Immortal – Tyrants
    3. Nile – As He Creates, So He Destroys
    4. Exodus – Purge the World
    5. Bleed the Sky – The Martyr
    6. Meshuggah – Futile Breed Machine
    7. Epica – Replica (cover do Fear Factory)
    8. All Shall Perish – Prisoner of War
    9. Agnostic Front – All is Not Forgotten
    10. Threat Signal – Counterbalance

    Em suma: faixas bônus que não saíram nos álbuns que estas bandas da NB lançaram na época.

  4. Marco Txuca

    Porra, q disco bônus do caralho! Mesmo q o “titular” soe meia-boca, esse aí quebraria o galho tb!

    Vem cá, Do It, vc é de São Paulo tb, certo? Q loja teve essa queima de estoque, por acaso? Na Galeria?

  5. Faça

    Sou do Rio, catei numa loja especializada daqui chamada Darklands, que fica na “mini-galeria do Rock” carioca, na Tijuca.

    Mas acho que aí em SP talvez seja mais fácil de encontrar esse disco do que por aqui. Acho também, inclusive, que o álbum em questão por 10 pratas foi um PUTA achado. E vale e MUITO a aquisição, mesmo.

  6. Marco Txuca

    Com certeza, amigo!

    Devo lidar o radar pra tentar encontrá-lo nalgum sebo por aqui, ou nalguma estante de “promoção” dumas lojas lá da Galeria. Por ser álbum pouco divulgado, parece boa a chance de eu encontrá-lo.

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