Thrash com H

LEMBRANÇAS DO LINCHAMENTO

terça-feira, 26 julho, 2011 por Txuca

Sábado ñ tive ensaios, daí pude adentrar a tarde e a madrugada concluindo a leitura disto aqui:

lobao_011

Q eu ñ lembro quem por aqui (FC?) tb andava lendo, ou comentou a respeito outro dia.

E q, apesar do tijolo (quase 600 páginas), é uma leitura fácil. Capítulos curtos (66, fora epílogo, entrevistas adicionais e laudos jurídicos) e fluentes. Escrever com um jornalista tem suas vantagens…

E q, apesar do tijolo – parte II, a missão – recomendo. Mesmo a quem ñ é muito inteirado da obra do sujeito. Polêmicas com Herbert Vianna e Chaetano Veloso são replicadas sem dó, assim como o maquiavelismo assumido do momento em q “usou” a Blitz (q ajudou a fundar) pra se dar bem em carreira solo. Dados familiares são tb fartos e pouco sensacionalistas.

Achei q se trataria dum livro presunçoso, feito por cara nitidamente decadente na carreira musical q o teria como pretexto (bem mais elegante, por sinal, q participar de reality show…) pra voltar à mídia. Mas sabem q ñ? Ou ñ tanto.

Apesar dum defeito, q tb notei na bio do Keith Richards (“Vida” – de q concluí leitura mês passado): é livro preciso, precioso e detalhado na vida pregressa, nos progressos e nos perrengues, mas quando se trata de eventos recentes – dos últimos 5, 10, 15 anos – fica mais apressado, por cima, com dados só por constar, sem riqueza de detalhes.

Coisa q tvz tenha ocorrido tb por conta do tamanho da obra q se atingia. Sei lá.

.

Bem: a idéia é citar aqui os relatos referentes ao Rock In Rio 2, no qual todo mundo por aqui lembra, ele participou, na noite do metal. E após o Sepultura. Segue a cópia:

(p. 411)

Foi nessa turnê q fui convidado a participar da segunda versão do Rock In Rio, q seria realizada no estádio do Maracanã. O Leonardo Netto me deu a planilha q organizava os dias e os segmentos de cada dia.

Escolhi prontamente a noite do heavy metal por pura provocação. Pedi a ele q nos protegesse dos fatais apupos e manifestações de desagrado com um palco com uma profundidade mínima de 20 metros e um tratamento diferenciado, pois as atrações brasileiras naquele evento eram colocadas como coadjuvantes de 2ª linha”.

(…)

(p. 413)

“Chega o dia do show e a nossa concentração era na Delfim Moreira, em frente ao finado Caneco 70. Nosso ônibus partiria dali. Havíamos passado o som na tarde anterior e a presença da bateria da Mangueira causou reboliço e curiosidade em toda a imprensa estrangeira, q acabou assistindo muito impressionada a nossa passagem de som. Um jornalista do Los Angeles Times me disse q, finalmente, haveria alguma atração original de rock feito no Brasil. Eu achei por bem dobrar o contingente de percussionistas para 40 homens e dar mais peso ao som. O resultado sonoro era poderoso e impactante. Nós estávamos prontos para entrar no palco. Todas as exigências em relação ao tamanho do palco foram atendidas e, apesar de esperarmos hostilidades dos metaleiros, sabíamos q haveria um número muito maior de pessoas a nos aplaudir. E a certeza de uma performance q já havia sido consagrada 1 ano antes [no Hollywood Rock de 1990].”

(…)

(p. 425)

“Apesar de todo enfaixado no braço, estava de bom humor… Quando chegamos no estádio Mário Filho, o Sepultura ainda ñ havia entrado no palco e nós, do lado de fora, já conseguíamos ouvir os gritos: ‘1, 2, 3… 4, 5 mil, eu quero q o Lobão vá pra puta q o pariu!’

Quando chegamos no backstage, o nosso diretor de palco vem correndo e esbaforido falar comigo. Tinham colocado um palco dentro do nosso palco e ñ avisaram ninguém da nossa equipe! Aquilo era um golpe de misericórdia na nossa apresentação. Eu pensei: ‘Como alguém, em sã consciência, deixa um artista ensaiar, passar o som, checar todos os equipamentos, dar ok para a direção do festival e, no dia seguinte, menos de 24 horas depois, ao chegar no local para a performance, tem sua configuração, q por sinal rezava no contrato, completamente destruída? E o pior: do jeito q colocaram um enorme cubo preto de 4 metros de altura por uns 15 de largura, transformava a minha segurança dos 20 metros de profundidade do dia anterior num paredão de fuzilamento, com meu microfone colado diante do gargarejo de metaleiros, q lotavam toda a área frontal ao palco. Fui dar uma olhada na situação e fiquei horrorizado, por pensar como se acharam no direito de me desrespeitar daquela maneira!

Encontro com um sujeito da organização, e ele me explica q houve um imprevisto e, de última hora, contrataram uma outra banda, o Judas Priest, e, como o crooner iria entrar de motocicleta, a banda exigiu um adendo ao palco, justamente aquele paredão em cima do meu! Tentei argumentar q havia um contrato explicitando todas aquelas exigências, q aquilo era um total desrespeito a qualquer artista… O Sepultura já estava, a essas alturas, no final de sua apresentação e nós estávamos nos preparando para entrar. O tumulto nos bastidores era fora do comum. Cheguei a dar um vigoroso catranco num baixinho cabeludo q ñ tinha nada a ver com a história e q depois me disseram se tratar do crooner e guitarrista do Megadeth.

O Sepultura termina sua poderosa apresentação ovacionado por todos e, em poucos minutos, os urros de aclamação se transformaram em gritos de ‘fora Lobão! Ñ queremos samba! Fora, seu sambista de merda, tá querendo manchar o rock…’, e outras coisas mais… Por um mmento, tive tempo para refletir sobre a ironia: sempre fui rechaçado pela cultura oficial, sob o epíteto de roqueiro… Agora, assistia àquele vitupério de roqueiros fundamentalistas a me odiarem por ‘mestiçar’ o rock imaculado… loucura…

Mais alguns instantes, projéteis das mais variadas naturezas eram atirados ao palco. Como a profundidade ñ passava dos 2 metros, havia risco real de alguém se machucar seriamente… Estavam enchendo as latas de cerveja de areia, tornando os arremessos muito contundentes caso pegassem em alguém ou em algum instrumento. Tb jogavam pilhas grandes, caixas de biscoito, papel higiênico molhado, moedas…

Eu tentei, pela última vez, fazer ver aos diretores do evento q era absolutamente impossível realizar o show naquelas condições, mas eles foram inflexíveis…

Sabendo q ñ iria conseguir chegar nem na 2ª música, estava me sentindo um daqueles cristãos jogados aos leões no Coliseu.

Quando estava prestes a entrar, alguma boa alma me passou um capacete da Cruz Vermelha e disse: ‘Acho q vc vai precisar disso’.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=WpoFGC6rJs0[/youtube]

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Olhei para os meninos, respirei fundo e entrei naquela arena. Ñ paravam de jogar coisas pesadas, contundentes… em qualquer outra circunstância, interditariam o evento… Nós estávamos nitidamente numa arapuca. (…) Ñ dava tempo nem pra ter raiva. Começamos a 1ª música num clima de linchamento, sem q eu tivesse a mínima condição de me defender do q jogavam. Aguentei aquilo para q fosse registrado… 1º: para terem a certeza de q ñ estava drogado. 2º: para numa posteridade distante, poder provar a barbaridade à qual fui submetido, sem um órgão de imprensa sequer denunciar aquilo.

Quando uma lata de cerveja, cheia de areia, derruba um surdo do Kadu, q estava a 4 metros mais alto do q o resto da banda, verifiquei ser impossível continuar com aquela palhaçada. E a ironia é q, tirando o gargarejo metaleiro, o estádio estava repleto de faixas com o nome das minhas músicas.

Setorizei o esporro meticulosamente, incluindo apenas os agressores, me despedi do público restante e saí. Esta cena está à disposição no You Tube, e quem tiver a curiosidade de assistir constatará o paredão preto atrás de mim.

(…)

Depois daquela cena, fiquei alguns instantes pensando o q ia acontecer comigo, quando chega o cara do Los Angeles Times e mais alguns jornalistas estrangeiros, constrangidíssimos com o q chamara de ‘cultural rejection’… Eles ñ conseguiam entender q, justo a apresentação mais aguardada por eles e, possivelmente, a mais original q o país poderia apresentar à comunidade internacional, fosse tratada daquele jeito pelo próprio público. Eles ñ conseguiam entender por q o brasileiro tinha aquela mania de copiar o rock (mal) e de ter medo e repulsa de qualquer fusão com sua cultura…

Mas, em pouco tempo, aquele fundamentalismo obtuso se tornaria cafona, quando vários artistas brasileiros decidiram botar a mão na massa e produzir excelentes e originais inovações, como o próprio Sepultura, o Chico Science e Nação Zumbi, a Cássia Eller, Raimundos, Otto etc. e tal…

23 respostas

  1. märZ

    1. também gostei do livro e li em 3 dias.

    2. eu estava lá no fatídico dia e ajudei a expulsá-lo do palco. foi sublime.

    3. o “baixinho cabeludo” do Megamorte devia ser o Marty Friedman, já que o crooner da banda é o Mustaine e esse de baixinho não tem nada.

    4. eu até gosto do Lobobão, nunca teve papas na língua e nunca sucumbiu à síndrome de bom moço moldada por Paulo Ricardo e seguidores nos anos 80. sua música rende um “melhor de” razoável.

  2. Yulo Braga

    Cuzão!
    teve o tratamento merecido.
    E ainda é prepotente o suficiente pra dizer que era”…o mais original do festival…”.
    Cada um com sua turma…

  3. Marcio Baron

    Como sempre, saindo do tema: O livro deveria se chamar 50 mil contra 1, Rá!
    Cara, mas me chateia demais este ponto de TODOS os headbangers serem tão preconceituosos assim; pois eu acho que ouvir, já que ato espontâneo, e deixar ouvir, já que poluição sonora, deveria ser um básico. Se vc não gosta, fodasse, tem quem goste, e vc não tem mais direitos que ele.
    Quanto ao nosso cinquentão ai, eu acho ele legal, no máximo. Nada demais. Mas vai virar cult no dia em que morrer, mas menos que a Amy, pois vai morrer velho e afundado, diferente do Lemmy.
    Latadas de areia a parte, se escolheu a dedo o momento METAL para chocar, afrontar, enchar o saco, pronto, conseguiu!
    É isso ai… Txuca, a melhor musica dele é a participação no Ultraje a Rigor, VidÁ, VidÁ, vida bandida? Ou alguma co autoria do BLitz?

    ” É uma merda e pronto. É uma bosta ser roqueiro no Brasil.” (Inacio Nehme)

  4. Marcio Baron

    Esqueci de dizer: Conheci o cara pessoalmente no Matic (teodoro Sampaio) e super educado, fino trato, bem portado e emaconhado. Sem estrelismo ou qualquer similaridade, até porque o tratei como se fosse qualquer um e elogiei o seu acustico recem lançado. Elogio pela ótima captação dos violões, e não porque as musicas são boas. Segundo o proprio: ” Foi a melhor gravação que fiz na minha vida, nunca mais acho eu vou ver uma estrutura como aquela.”

  5. bonna, generval v.

    nem li o post, nem o livro (mas está em minha prateleira esperando)… mas o off-topic é necessário:

    PRIMUS no SWU 2011. informação vazada do site da banda: http://www.primusville.com

  6. Rodrigo Gomes

    Aí depois desse episódio ele virou o inimigo público número 1 do rock e do metal, sempre falando mal destes em tudo quanto é entrevista. Lobão é um chato de galochas, apesar de ter uma porção considerável de músicas legais. E concordo com o amigo acima, ele escolheu o dia metal por provocação (palavras do próprio), então ele não pode reclamar do que aconteceu, se o objetivo dele era provocar… mas evidente que, noves fora tudo isso, acho uma falta de educação jogar coisas em alguém (e uma covardia, pois o sujeito ali é seu alvo em potencial, mas você está no meio de uma galera, ou seja, você não é alvo dele), mesmo que esse alguém seja o Lobão ou o Carlinhos Marrom.

  7. Marco Txuca

    Ñ quis estender mais a cópia (até pq a mão começou a doer), mas um trecho q omiti fala do tal Ivo Meirelles entrando pra tentar encarar a multidão e sendo – supostamente – escorraçado. Antes do desfecho linchatório.

    Outro trecho, posterior, fala dele e dos caras do Sepultura tendo ido após o episódio à casa/sítio onde morava:

    (p.428) “Nos reunimos com os meninos do Sepultura e fomos todos para a estrada das Canoas…

    Chegamos em casa e ficamos papeando sobre os desígnios da música, discos voadores e outras coisas mais até o amanhecer… Os meninos do Sepultura se vão e a Regina fica até umas 10 da manhã e depois vai embora… Ela iria pegar a irmã e o primo na rodoviária”.

    (quando o foco narrativo passa a ser ter voltado a encontrar a tal Regina, sua esposa até hj)

    ****

    Arrumei um pouco o post, colocando o trecho do You Tube ESCROTO, VIL, NOJENTO, REPUGNANTE, da cobertura da Globo (óbvio) sobre o incidente.

    Quem conseguir ver sem vomitar, avisa, q eu mando um cd de graça!!

    ****

    Por outro lado, curioso ele meter o pau em quem copiava “(mal)” o rock gringo, na medida em q ñ refletiu uma auto-crítica. Afinal, o q esse cara, fora enfiar batucada no pior disco dele (aliás, assumido, na biografia), gerou de original???

    E pq, no fim, ele mesmo pediu essa reação. Embora tenha sido sabotado com o palco do Judas.

    ****

    A reação anti-rock e anti-metal é até contemplada ao longo do livro, Rodrigo. Surpreendentemente, achei q ele vomitaria mais vespas africanas nos “metaleiros”. Ñ o fez, parecendo culpar mais os “organizadores” da bagaça.

    Por outro lado, tenho tal postura como herdeira e tributária da adoração do próprio aos Grãos-Duques tropicalistas – Gil e Caê Caô – sempre polemizando com alvos fáceis e aderindo aos modismos q surgem…

    ****

    Márcio: o sujeito simplesmente alternou, no início dos 80’s, entre carreira solo (compondo e gravando o tal “Cena De Cinema” com amigos), tocar shows do Gang 90 e Absurdettes, gravar o 1º do Ritchie (“Vôo De Coração”, o da “Menina Veneno”) e fundar a Blitz, a qual largou pela portas dos fundos, pra ñ mais voltar…

    Concordo com Rodrigo e com o märZiano, q a obra lobônica renderia, no máximo, um cdr de 80 minutos chegando a 60 gravados… E a biografia é legal mesmo assim, recomendo.

  8. Marco Txuca

    Rodrigo: sobre agressividade pra cima de quem inadvertidamente, erroneamente, bizonhamente, estiver num palco na hora errada, ocasião errada, eu ainda ñ tenho opinião conclusiva.

    Acho, sim, errado, enquanto procedimento letal. Até covarde. Por outro lado, fui um dos q voceferou contra Derrick Verde e Andreas Beijador subindo no palco do Nuclear Assault anos atrás, pra assassinarem “Ace Of Spades”.

    Estivesse perto, teria lançado uns perdigotos nos caras, q teriam q ter tido SENSO CRÍTICO pra ñ entrarem ali. Mas viviam – e vivem, parece, até hoje – numa redoma…

    Anos atrás tb, iria ter Shaman (ou Franga. Algum desses merdas) abrindo pro Overkill. No dia, caiu a ficha e pularam fora. Foi até anunciado, e foram por isso aplaudidos. Fizeram direito.

    (e aguardem tsunamis pelo mundo nas próximas horas… eu falando bem desse povo!…)

    Mas um tal Brutal Faith, meio new metal (um new metal ruim), com baixista com camisa do Slipknot foi brutalmente rejeitado. Tacaram coisas, os caras ficaram putinhos, baixista saiu tacando baixo no chão. Pra quê?

    Fossem tocar noutra freguesia mulamba.

  9. doggma

    Em relação à produça lobônica meia-boca, ao menos o livro faz a auto-crítica e assume isso. Chegou até a escrever que só encontrou sua identidade musical a partir do “Noite”.

    Quanto ao Rock in Rio 2, hoje é algo até bobo de se analisar. O cara vinha embalado no sucesso no Hollywood Rock e apostou todas as fichas no mega-evento seguinte. Ninguém sabe se ele ganharia (ou cansaria) o público após algumas músicas com uma “bateria de 40 homens”, mas a trollada judas príestica que fizeram no palco certamente acabou com qualquer estratégia.

    E pô, esse lance do Andreas e do Derrick no show do Nuclear empalidece perto do Chorão subindo ao palco do TSOL…

  10. FC

    Lembro também de um show da 89 FM, em 97, que teve Queensryche, Megadeth e Whitesnake, com a abertura do Charlie Brown Jr.

    O vocalista entrou com a bandeira do Brasil, entoando “isso que vcs estão fazendo é um desrespeito com vcs mesmos”, como se todos nós fôssemos obrigados a gostar e respeitar a banda só pq é um representante nacional em meio aos estrangeiros (algo muito visto também no esporte).

    E no RIR 3 teve algo tão repugnante quanto esse vídeo do Youtube. Depois das garrafas no Carlinhos Brown, toda vez que o “apresentador” Márcio Garcia entrevistava alguma atração, fazia a pergunta tendenciosa: “e vc tem algum destaque, algum show bom ou alguma cena lamentável para comentar?”. Lógico que todos falavam do “desrespeito contra o artista nacional”. E ele só ficou com cara de bunda quando fez a mesma pergunta pro baterista da Plebe Rude, que respondeu “Claro, foi lamentável demais o playback da Britney Spears”. hahaha

  11. Marco Txuca

    Ñ sei dessa estória do Chorão com o TSOL, falae! Foi feia a coisa, subiu alguém pra esmurrar o sujeito??

    Esse show de 1997 eu estava lá, mas cheguei já depois do Charlie Bronson Jr. (no q agora percebo minha longevidade em ignorar banda de abertura). O cara queria ser headliner, é isso?

    Vai o q a minha (sumida) amiga Mônica uma vez falou aqui, falando (mal) do baixista do Xoxxótica: é tão brasileiro e patriota assim? Pq ñ toca samba ou chorinho, caralho??

    ****

    Interessante a menção a esse protecionismo tb por parte da mídia (alguém viu o vídeo aqui linkado e ñ vomitou?) global, exatamente o mesmo modelo adotado pelo “metal nacional”, hum?

    E curioso, voltando ao texto copiado, Lobão chamar os vocalistas de Judas Priest e Megadeth de “crooner”. Isso é do tempo da avó DELE!

  12. Yulo Braga

    Impossível não vomitar!!
    o engraçado,porém trágico, é pregarem a “pluralidade e diversidade”, no caso da globo, em todos os assuntos, e no caso da minoria “metaleira”, como eles falam, serem totalmente discriminatórios.
    Ao ponto de afirmarem:
    “…quanto pior, mais bem cotado nesse universo de horrores…”
    ou quando da morte do guitarra do pantera, o Enojo Jabor, dizer que os shows de metal
    “…são missas satânicas que pregam o odio…”.
    É para se passar longe deste canal…

  13. Jessiê

    Já dissecaram bem a rede bobo e afins, acerca do lobão (junto com o lulu santos) apenas um chato de galochas e nada mais, com umas 4 musiquinhas pra ouvir com a namorada.

  14. Rodrigo Gomes

    Nesse show de 97 (Queensryche, Megadeth e Whitesnake) rolou algo parecido aqui em BH, mas a vítima foi o possante Tianastácia. Tacaram de tudo, inclusive acertaram pra valer o baixista que ficou com o rosto todo ensaguentado (?) e querendo chamar quem jogou o troço nele pra porrada.

  15. Marco Txuca

    Tianastácia é (era?) o cu da cobra. Só ñ pior q Heróis Da Resistência. E faz o Charlie Brown parecer Rush, comparando.

    Yulo: me orgulho em dizer algo q descobri nos últimos dias: ñ assisto a Rede Globo em nada. Nenhum programa. Nem futebol. É o caminho e a glória. Amém.

  16. Rodrigo Gomes

    TV Globo não, mas o Canal Viva é o ó do borogodó! Inclusive tá passando Roque Santeiro, pena que muito tarde, mas vale a pena (ver de novo)!

  17. doggma

    Cara, eu não fui ao show, mas li em algum lugar (na Brigade, acho), sobre o show no Olympia em 98. Sob uma chuva de cuspes e vaias em uníssono, Chorão começou a discutir com o público, disparando pérolas do tipo: “podem chiar à vontade, quem tá aqui em cima tocando com os caras sou eu, não vocês”… e por aí foi.

    Sobre a xenofobia Globística em coberturas heavy metal, não consigo nem sentir revolta, acho isso hilário pela ignorância da coisa. No YT tem vários vídeos da Globo no 1º RIR, com a Ilze Scamparini… pqp, são impagáveis! E tem uns ‘metaleiros’ entrevistados que também não ajudaram em nada, vergonha alheia total, haha.

    Roque Santeiro rules. Pena que não tenho TV a cabo.

  18. marZ

    Olha, sobre TV: antes de voltar ao Brasil prometi a mim mesmo que nao mais assistiria TV alguma. Isso foi ha mais de 10 anos. Nem aparelho de TV eu tenho e passo muito bem sem. Me viro com livros e internet.

  19. Yulo Braga

    Opa!!!
    Então marZ encontraste outro que também não tem aparelho de TV.
    Vendi o aparelho de DVD e a TV foi de brinde!!ahhahah
    Faz cinco anos que não tenho esse aparelho…E estamos muito bem!!
    Assim Txuca…Nós já estamos no paraiso!!ahahah

  20. Marco Txuca

    Taí um radicalismo ao qual ñ conseguiria aderir: onde iria assistir os seriados idiotas de q gosto??

    E principal: onde assistiria mesa redonda de futebol? Pergunta: futebol vcs acompanham por radinho de pilha??

  21. Jessiê

    radilho de pilha no am é tudo de baum no futiba… udigrudi futebolístico.

  22. märZ

    Quando tem algum jogo que me interessa, vou pro boteco.

  23. Rodrigo Gomes

    Vejo pouca TV, mas não consigo radicalizar igual os senhores. Não dispenso ver futebol, mesas redondas sobre o nobre esporte bretão, filme de vez em quando, Chaves, Escolinha do Professor Raimundo e agora Roque Santeiro haha. TV é igual bebida, tem que ir com moderação, mas não dá pra viver sem.

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