Thrash com H

NOVA MODALIDADE PICARETA?

terça-feira, 24 agosto, 2010 por Txuca

Foi na semana retrasada q o amigo Pagé veio com a novidade esquisita: tinha ficado de pegar ingressos do Toy Dolls tb pra mim, e ficou sabendo ñ estar à venda no local do show. Q a venda se daria apenas via internet, com pagamento – incluída TAXA DE CONVENIÊNCIA – via boleto ou depósito bancário e impressão do ingresso a cargo DO COMPRADOR!

Quer dizer: a gente paga o ingresso, paga preço a mais e ainda tem q imprimir a bagaça?

Q foi, daqui a pouco a galera terá q tb levar água pra banda tomar no palco? Ou ratear alguma groupie pros caras e, quem sabe, ainda levá-la de volta à Augusta ou Café Photo no nosso carro…

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Descobri no embalo q os ingressos pro Borknagar e pro Tarot (q vinha cogitando dar de aniversário pra Patroa) estavam com a mesma modalidade “esperta” de venda. Nome do site/empresa “responsável” (modo de dizer)? Ticket Brasil.

E aí aproveitei q pude dar passadinha na Galeria ontem à tarde pra tirar isso a limpo. Felizmente, há ingressos verdadeiros, q já vêm impressos, à venda numas lojas lá. (O site, oras, ñ menciona o fato!). Do Borknagar e do Tarot: do Toy Dolls, esqueci de conferir.

Conversa com vendedora na Hellion Records me sanou uma parte da dúvida em fazerem essa porqueira: justificativa de haver gente de fora de São Paulo q ñ consegue vir pra cá pra comprar. No q tal jeito daria aquela quebrada de galho.

Pensando bem, parece até válido isso, nessa condição, pro pessoal “de fora”. Q ficariam encarregados de tirar o ingresso “de verdade” na porta do lugar, ou mostrariam o boleto q, contendo código de barra, impediria fraudes.

Mas e se eu fosse um cuzão q comprasse pra amigo o ingresso, o xerocasse e chegasse antes no lugar? Com certeza o ex-amigo ficaria de fora…

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De qualquer modo, penso estar mais na hora de toda uma galera q vai a shows começar a BOICOTAR essas presepadas. Sobretudo por incluírem a tal taxa de conveniência: “conveniência” pra quem, caralho?

Mas é sonhar demais q todo um pessoal se articule e consiga fazer se coçar essa gente promotora de show inflacionado. Se Tiririca, Marcelinho Carioca e Ronaldo Ésper vão se eleger deputados…

7 respostas

  1. FC

    Outra coisa que eu acho absurda é a taxa de conveniência para quem compra nos postos da concorrente, a Ticket Master.

    No show do Queensryche, em 2008, para eu não ter que ir até o Credicard Hall, fui comprar no posto da Ticket Master na Fnac da Paulista. Resultado: compra apenas à vista (se fosse em Portugal, todo mundo faria piada sobre não poder usar Credicard para show no Credicard Hall) e uma taxa que daria fácil pra pagar o táxi na volta do show.

    No Maquinária do ano passado, cheguei 19h30 na Fnac (venderiam até às 20h, pelo sistema Ingresso Rápido, ou Fácil, sei lá), a fila estava quase no Masp e o segurança não aconselhou ficarmos esperando. Corri até o Espaço Parlapatões (que me lembrava que era posto Ingresso Rápido), na Praça Roosevelt, que estava às moscas, com a atendente cochilando e comprei o meu ingresso. Óbvio que ninguém na Fnac avisou que havia outros postos…

  2. Rodrigo Gomes

    “Óbvio que ninguém na Fnac avisou que havia outros postos…”

    Porque, pelo menos teoricamente, a taxa de INconveniência vai para o posto de venda, ou seja, quanto mais ingressos um determinado ponto vender, mais grana entra pra eles. Pra mim á maior aberração que existe não é nem essa taxa de INconveniência, ou então esse lance de imprimir o ingresso (fiz esse esquema pro show do Vince Neil, comprei nesse site, imprimi e rolou de boa), e sim, a famigerada lei de meia entrada. Isso que deveria acabar, é o maior dos absurdos. Não concordo com uns pagando o dobro dos outros, sob nenhuma justificativa. Quer dizer que um, sei lá, pedreiro tem que pagar 300 reais pra ir num show, enquanto um estudante filhinho de papai pode pagar 150. Só um exemplo tosco, eu sei, mas dá a medida da estupidez dessa lei.

  3. Marco Txuca

    Cara, essa questão da meia entrada acho uma meia verdade.

    Honestamente, eu DUVIDO q, se abolida a tal “nefasta” lei, o preço dos mega-shows irá cair. Tudo é desculpa, nesses mega-shows promovidos por Ticket Master e nomes-fantasia, pra alta de preço: se ñ for alta do dólar, será aluguel do estádio, cachê da banda, asa da borboleta na China interferindo nos anéis de Saturno, qualquer bosta.

    Pois promotores de show e nós (modo de dizer), público, pecamos aí duplamente:

    * promotor já joga o DOBRO do preço pra quem ñ tem meia-entrada. Com a desculpa de ñ sair no prejú (quando o q ñ quer é baixar a margem de lucro). Quem paga meia, na verdade paga o preço q seria JUSTO pra empreitada.

    Haja visto o monte de show médio custando 70, 80, 100 reais, mas tb em lugares de porte médio (e bons): paguei 70 + 1kg de alimento pra ver Nile; paguei 70 pra ver o Korpiklaani.

    Q nem são o Iron Maiden, nem o Rush, tudo bem. Mas vejo q dá pra fazer show a preço mais acessível – Tarot e Borknagar estão por volta de 70, 75 conto; Toy Dolls tá custando 50, e tal.

    * o lado do público tb é foda: quanta gente conhecemos por aí q ñ FRAUDA (ou fraudava) carteirinha? Gente assim (e confesso q nunca fiz isso, apesar dalguma vontade e oportunidade pra tal) é q desanda a lei, q nem é visando estudante playboy, mas sim estudantada sem muita grana.

    [A questão é q pra mega-shows estudantes pobres passam ao largo: pessoal assim vai em pagode, forró, baile funk, rave fuleira etc.]

    Tinha q se ter maior controle disso, como Cinemark fez aqui em São Paulo: só libera meia pra quem trouxer carteirinha E COMPROVANTE DE MATRÍCULA. Q tb pode ser fraudado, mas menos… e desestimulou alguns fajutos.

    O problema é q Ñ SE QUER TER controle: promotor quer ganhar muito dinheiro usando a “meia” de desculpa, e público quer pagar meia de qualquer jeito.

    ****

    Um cara na Paranoid Records tava falando dum boicote q rolou na Argentina (ao show do Metallica, salvo engano?), q fez com q os ingressos tivessem q diminuir de custo. Parece q deu certo, assim como parece q argentinos, em termos de ATITUDE, dão de goleada nos brasileiros.

    Coisa q os promotores sabem, já q enquanto público somos muito próximos a GADO: se deixamos de ir, ainda q por convicção, outros 10 disputam o lugar.

    As duas últimas q o Iron veio aqui, muita gente reclamou, alguns desistiram, ameaçaram ir a Procon e tal. Resulta em quê? Em na próxima turnê todo mundo estrumbar site pra ver show do Maiden.

    O Metallica na tour “Shit Anger”, por outro lado, foi exemplo involuntário e nada articulado de boicote: motivado pela porcaria de disco, no entanto. Vendeu-se só a metade dos 40 mil ingressos, inventaram uma contusão no Lars pra cancelar e… dali 3 dias estavam tocando no Japão. Com o Lars.

  4. Rodrigo Gomes

    Não que eu ache que os preços vão cair se acabar a meia entrada. A questão que me faz odiar essa lei é o fato de uns pagarem o dobro dos outros. Não importa se o ingresso custa 5, 10, 100 ou 500 reais. Por que uns podem pagar metade? Aliás, tenho uma curiosidade: essa lei existe em outro lugar? Ou só no Brasil mesmo?

  5. FC

    Eu sempre achei que o criador da meia entrada não sabia que “estudante” e “pobre” não eram sinônimos.

    Sobre as fraudes nas carteirinhas, tenho uma história que seria trágica, se não fosse cômica. Trampei num Teatro e, ocasionalmente, precisávamos assistir algumas peças nos teatros concorrentes.

    Certa vez o dono (por motivos óbvios, um dos caras mais anti-carteirinha/meia-entrada do mundo) me escalou para ver uma peça “X” e o total seria uns R$90. Peguei a grana e ele disse: “vc precisa de uma carteirinha para pagar meia, dá um jeito de falsificar”. No concorrente tudo bem, no dele não…

    A propósito, nessa casa o valor do ingresso inteiro era sempre determinado pelo “potencial de meia-entrada” que cada peça possuía.

  6. Marco Txuca

    Esse parece ser o ‘x’ da questão, FC: o “potencial de meia-entrada” aplicado ao valor dos ingressos. Pois, Rodrigo, o pobrema ñ é ficar puto em pagar metade, é lamentar ñ ter carteirinha pra pagar meia.

    Lamentar estar pagando o justo, ñ o dobro, q os promotores insistem em deturpar.

    Lei de meio ingresso pra estudante creio existir em outros países, só ñ sei qual (quais), uma vez q provavelmente se tratou dalguma lei “macaqueando” alguma lei gringa.

    Alguém se habilita a pesquisar a respeito?

  7. Marco Txuca

    Bem, achei isto aqui:

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Meia_entrada

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