Sexta-feira de outono, uma rua sem saída na Lapa, Toninho Iron e outras almas penadas vestidas de preto com nomes de bandas indecifráveis em suas camisetas perambulavam nos arredores da Burning House.
Ao abrir o aplicativo da ticketeira para acessar meu ingresso, um susto: ingressos esgotados. A razão era o Vader, nada menos que uma entidade do deathmetal. Soldout é raro – sobretudo para uma banda que esteve em terrasbrasilis 2 anos atrás (na escondida Jai Club). Nada mal.
Na abertura, dois nomes: o Antrvm, banda paulistana pós-pandêmica muito sofisticada, que se espremia em metade de um palco pequeno (porque a bateria do Vader ocupava a outra metade). Felizmente, isso não impediu de apresentarem um deathmetal rápido, com boas guitarras e um vocal que se encarregava de dar a cadência e o groove necessários.
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Na sequência, o LAC (que abreviou o nome pra facilitar a comunicação, mas que os trues vão seguir chamando de LaceratedAndCarbonized) despencando do Rio de Janeiro pra cá. O LAC é a prova de que bandas de abertura podem chamar público. Com um show sólido e repertório consideravelmente conhecido dos fãs, conseguiram rodas que serviram de aquecimento para a violência que viria a seguir.
Violência não apenas musical, mas física – a ponto de um maluco ser expulso a pontapés da roda por estar desferindo socos na cara das pessoas. Década de 1990 total. Aliás, por falar em década de 1990, parênteses: já foi a época de colocar horário do show mais cedo pra dar migué e tentar fazer as pessoas consumirem mais.
Voltando: o Vader tem uma violência de matriz slayeriana (não por acaso, encerram o show com um medley de “Hell Awaits” e “Raining Blood”) extremamente propícia a espíritos que desejam desencarnar. E não só são muitíssimo competentes no que fazem, entregando um show que parece playback de tão bom (sobretudo os vocais de Peter Wiwczarek, idênticos aos CD do alto de seus 60 anos), como estavam em êxtase com o público. Essa via de mão duplo do inferno resultou num baita show, que de tão intenso implicou mais de um bis e uns 2kg perdidos do baterista – mesmo com ar-condicionado.
Enfim… Um grande show.
Não à toa, prestigiado por gente como Moyzés do Krisiun, Yamada ex-Claustrofobia, Jean Patton ex-Sepultura, Jairo Vaz do ChaosSynopsis… Quem sobreviveu, certamente tem história pra contar.
Rob Flynn ñ desiste. Parecia q o Machine Head tinha ido pro saco, Dave McLean de volta ao Sacred Reich e tudo. Lançamento recente péssimo, tudo conspirando contra.
Lançou single. “Do Or Die”.
Q pro padrão podrão recente, soou bem. Os comentários no YouTube dão conta duma letra ridícula, escrita pra pré-adolescentes revoltados, tvz tentando pegar carona num pós-metalcore. Outros dão conta de q as letras da banda sempre foram pueris e fracas.
O q me incomodou de verdade é ver o cara tentando imitar o Max, isso sim. Tvz o simplismo das letras e estrutura esteja decalcado do Soulfly. Cara de pau ou desespero de recolocação no mercado?
Além disso, o mote do título acima: descolou um baterista inglês, Matt Alstom, e um baixista polonês (ex-Vader), Vogg. Tem alguém pagando essas viagens oceânicas, Flynn foi morar na Europa ou partirão pra ensaiar por Whatsapp?
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Parecido, mas ñ muito.
E igual na pouca repercussão: baixista novo no Kreator. Sai Christian Giesler, 25 anos de banda e entra um francês, Frédéric Leclercq, ex e atual um monte de banda (incluídas bandas cover), já tendo tb tocado (guitarra) com… Machine Head… e Sabaton (grande bosta) ao vivo.
Haverá uma agência pra novas contratações assim, ainda mais vindas da Polônia? Tudo bem q na Europa tudo se resolve com trem e mercado comum, mas gostaria de saber quem é q PAGA tudo isso ainda.
1º álbum: provavelmente foi “Revelations” ou “The Beast”, os únicos q tenho físicos. Tenho “Litany” copiado tb, em hd. Pode ser q eu tenha ouvido algo de “Litany” primeiro, pode ser q tenha sido então “Epitaph”, do “Revelations”. Sei lá
A amnésia certamente revela o quanto a banda ñ me fez a cabeça, se é q fará ainda (dei de presente um dvd ao vivo q tinha deles, inclusive).