CYNIC
Burning House, 16.01.26
A maior concentração de camisetas do Death este ano. E até o momento.

E não só: o público diferenciado ali na Burning House incluía muita camiseta de bandas novas e técnicas, como Opeth e Blood Incantation, mas tb de Atheist e Pestilence (a minha) e do próprio Cynic. Fora sujeito nada náufrago com a capa (foda) de “Clara Crocodilo“, de Arrigo Barnabé. Curioso? Ninguém com camiseta de Dream Theater ou Symphony X, progs farofa.
Além disso: no intervalo e antes da primeira banda, só rolou Death no som ambiente, majoritariamente sons de “Human” (do qual Paul Masvidal participou, no alto de seus 17 anos), “Individual Thought Patterns” e a cover de “Painkiller”.
Quem esteve ali sexta queria ver e OUVIR nível elevado de introversão e execução. E pré-aquecidos (não com a banda de abertura) q estivemos, tivemos.

Uma hora e meia de repertório finamente executado, com um som pra lá de ajeitado. Burning House e La Iglesia não têm som ruim; ruim é a banda (aham, Imperial Triumphant) q tiver o som ruim e fajuto.
Fiz minha lição de casa: desconhecendo completamente o repertório (sem saber distinguir Cynic de Sadus), puxei do YouTube o disco recente, “Ascension Codes” (2021) – puta disco – pra ouvir e me inteirar… até descobrir na antevéspera (graças ao site de setlists) q dele nada tocariam. Só material dos primórdios: “Focus“, “Traced In Air” e do ep “Re-Traced“.
E tudo bem assim. Saber não ocupa espaço e pude conhecer tudo in loco.
Antes de começarem, consegui fotografar o setlist e ver q poderia haver um bis com “Lack Of Comprehension”. Q não rolou.
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A proposta de Masvidal e seus asseclas (Brandon Giffin baixista, Max Phelps guitarrista, Jacob Wehn baterista, Derek Rydquist vocal rasgado careca) é fazer jazz com metal. O jazz entra principalmente na bateria, com dedilhados e harmonias guitarristicas dando os devidos contrastes ao PESO. Às vezes mais jazz q pesado.

(e aí aprendi a diferenciar do Sadus)
E Masvidal, presente no palco desde a montagem dos instrumentos (zero estrela) e sempre enaltecido, é tranquilão: faz vocais mais normais, quase falando, e quando falava tb era sossegado. Impressão de sujeito zen, professor de ioga.
Fora num momento emocionado em q nos contou q sua mãe tinha morrido na véspera (ou assim entendi), quando a caminho da América do Sul (tocaram em Santiago quinta e fariam Buenos Aires sábado). Pra daí tocar 2 momentos solo/introspectivos/enlutados: “Wheels Within Wheels” e uma versão pra “Last Flowers”, do Radiohead, q não reconheci (colei do setlist fm), tampouco a maior parte do público.
Foi acolhido. E desse meio pro final do show os sons penderam mais ao jazz.

E o vocalista me incomodou um pouco pq fisicamente me lembrou aquele reaça estadunidense autografador de mísseis, mas consegui abstrair. Entrava e saía, não cantava tudo e foi simpático. Consegui abstrair um pouco o calor ainda – e a casa deixou o acesso à entrada livre por conta disso. Ponto pra eles.
E o resultado foi um show invulgar, duma banda liderada por um músico pra lá de competente (elogiou o brazilian jazz – Ivan Lins? Milton Nascimento? Djavan? – numa hora) q vez ou outra sentava no chão tocando, ou se escorava num ampli, sem afetação.
E q cumpriu a promessa, ao final, de atender às pessoas com autógrafos, selfies e conversas (o q soube depois, pois sai correndo pra não perder o trem).
Gente boa esse Masvidal, boa banda o Cynic. Tomara q voltem. E bora eu ouvir os outros discos, q são só 4 e o ep.
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PS – não tenho certeza dos nomes dos músicos outros, pq Masvidal os apresentou baixinho e só pelos pronomes. Copiei os q me pareceram do Metal Archives. E quem souber de outros, eu tiro o meu chapéu.

