Uns órfãos de JohnSykes nos comentários, majoritariamente positivos.
O ponto nodal acho a animação em IA decalcando da capa de “RidetheLightning” (né?) e de videoclipes de SuicidalTendencies, Megadeth, QuietRiot e tvz mais.
Analisar audiovisual se tornou encontrar plágios digitais agora? Até quando? Para sempre?
De minha parte, curti o som, mais hard q NWOBHM. Páginas de YouTube e MetalArchives são evasivas quanto a novo disco; a primeira fala em ainda este ano.
E imagino q se tocarem essa dia 29 (os verei no La Iglesia com bandas toscas abrindo) provavelmente não será com essa potência ou com esses vocais.
Daron • Evil Sense • Redstain • In Raza // La Iglesia, 28.02.26
Um rolê bacana pq diverso.
Novas bandas e novas bandas velhas conseguindo encher razoavelmente bem o Iglesia no dia dos roqueiros de sapatênis na cidade – uma das 3 datas – entenda-se: show do AC/DC no Morumbis.
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Comento por ordem de preferência:
O InRaza , citando o Leo, “já está pronto”. Groovemetal? Do jeito deles, já com uma cara (se bem q nunca ouvi Jinjer suficiente pra comparar) própria. Nada de newmetal, metalcore ou Meshuggah, tvz longinquamente. Tvz me faltem referências.
E tocam ALTO. O baterista Davi deu a primeira bumbada, ainda enquanto arrumavam as coisas, senti o impacto no cabelo. E é tudo muito grave. E o guitarrista Bruno não polui os sons com firulas: os preenche metodicamente. Pq o peso está praticamente todo na bateria e no baixo alienígena de Robin Gaia. E parecem tocar usando click, à Meshuggah.
E tem a Fernanda , vocalista e demônia de shortinho, q dá medo. Intimida. Mesmo parecendo acessível e pé no chão pra trocar idéia. O lance é a transformação no palco, q me impressionou todas as vezes (5 e contando) q vi a banda. Nem no palco ela cabe: desceu e assustou. Como tem q ser. Fossem uma banda de speedmetal, teria q se chamar Fernanda Possessed ahahah
Era o show de lançamento de “Acrasia“, disco novo, não disponível físico ainda, conforme Robin nos explicava antes. Tem a ver com custo, sim, e mensurar demanda de quem eventualmente irá comprar o acrílico.
Fui com essa expectativa e sou um candidato a comprar o disco físico. A lamentar apenas terem tocado por último pra menos gente (excluídos integrantes das bandas anteriores…). Mas ESTÃO uma puta banda, postei um trecho de som lá no Instagram e recomendo demais.
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O Daron é um cara, artista solo. Do Sul e nada a ver com o SystemOfADown. E com uma baita banda de apoio.
Não conhecia: pratica uma mistura de heavy tradicional (passagens de 2 bumbos incluídas) com hardrock oitentista sem farofa, com alguma timbragem à metalcore e em Português sem soar emo. Tudo simples e extremamente bem feito: nenhuma nota fora, nenhum deslize.
O tipo de som q uma Mtv Brasil duns 20 anos atrás abraçaria a causa. Aquilo eu falava do Cemitério outro dia – pantegruelicamente ou não – vale tb pro sujeito: som q agrada a fãs constrangidos de Matanza e de ZumbisdoEspaço. Temática de filme b etc.
E o destaque pro baixista, foda (não achei o nome), com presença e q só não é um moleque de 12 anos pq o vi tomando uma cerveja depois ahah
Tiveram o mérito de tocar “Paranoid” ao final sem pouco caso, pau mole ou soberba. Rearranjaram o som, ficou bom.
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O Redstain é banda de molecada q toca bem e tem bom equipamento, mas ainda não tem cara.
Mas não são thrashmetal.
Vocalista indeciso entre o gutural e o rasgado, baterista muito bom e cheio de pratos (q não fizeram tanta diferença) e uma postura meio 5ª série de ficar falando palavrão como fosse “atitude”.
Não é. Foram a 3ª banda. Achei legal e sincero q ficaram pra ver o InRaza, impactados com o som e equipamentos deles. Disseram ter alguns eps lançados, o q o MetalArchives me confirmou. Mas acho q se tocarem direto e encontrarem uma identidade, podem melhorar. Têm potencial.
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O EvilSense foi a segunda banda e a q menos gostei.
Pessoal um pouco mais velho etariamente e q claramente come, cospe e caga “Kill ‘emAll“. (Aparentemente eram banda cover antes, chamada PhantomLord…) Dá pra entender a proposta thrash, mas não me soaram criativos ou interessantes.
Achei q falta DINÂMICA, tudo soando muito bidimensional. Assim: não tocam mal e existe muita banda pior na proposta thrash retrô, mas o rolê pra eles é com outras bandas, parecidas.
Tirando o baterista, os outros 3 são vocalistas, mas mal se percebe. Cantam parecido. Tvz esse possa ser um diferencial pra banda, q curte muito o q faz.
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De resto, a enaltecer a qualidade do som no Iglesia. E me queixar do horário do evento: tivesse começado uma hora mais cedo, não teria havido tanta deserção na vez do InRaza.
(supondo q a deserção tenha ocorrido apenas pela condução na saída)
Tirando alguns shows do Setembro Negro do ano passado e mais ou menos o show do Ulceration em dezembro último, nunca tinha ido a um show de blackmetal assim pleno.
Grande coisa ter sido numa sexta-feira 13. Só é um dia no qual as ONGs felinas evitam q se adotem gatos pretos, e por razões mais escrotas e macabras q qualquer superstição agourenta.
Estava com uma expectativa pro Azaghal já de 2 anos: era pra terem vindo no final de 2024, cancelaram. Agendaram pra abril do ano passado, no Jai Club, q não parece ser de boa fama; daí cancelaram pq descobriram q o dono da produtora é nazista.
Comprei o ingresso ainda ano passado e estava na torcida. Tenho 5 opus da horda, “HelvetinYhdeksänPiiriå“, “PerkeleenLuoma/Kyy“, “Teraphim“, “Nemesis” e “Omega“, o q me credencia à condição de fã. Tive “OfBeastsAndVultures“, devolvido ao amigo true de quem comprei, e já sabia da aberração:
Blackmetal finlandês. Sem concessões ou teclados, com hinos em inglês e finlandês indistintamente. Finlandês não sabe brincar.
E não souberam mesmo: uma hora de show cravada, parede sonora cacofônica de 14 hinos e pouca conversa. Apesar de ter havido, provavelmente pelo calor.
Calor q já seria suficiente pra comprovar o profissionalismo da horda – SP andou fazendo mais de 30⁰C; quanto deverá estar o inverno na Finlândia? – em 4 integrantes (não entendi o 2⁰ guitarrista e não fomos apresentados) devidamente corpsepintados, um pouco menos o baixista/vocalista Thirteen (será mesmo?), com porte, trejeitos e baixo semelhantes a Marc Schmier, do Destruction.
E minha experiência ali em meio ao público true (ninguém corpsepintado e com muita mulher) foi a de q ouvirdeolhosfechadosfaziamaissentido: não há trejeitos, coreografia, iluminação (só uma luz vermelha initerrupta), telão (pano com o logo menor q o da banda q abriu) ou interação com o público q fosse realmente imperdível. As guitarras não solam, mas às vezes surpreendem com harmonias das mais ominosas. Todos ótimos instrumentistas, sem exibicionismos.
E q aparentemente vieram só com 1 roadie e usando equipamento – amplis e bateria – local. E tocaram realmente o terror ali no Iglesia.
Meu destaque vai ao baterista Lima (será mesmo?), eficiente nos blastbeats, mas tb nuns grooves, aparentemente de hinos do opus mais recente, “AlttarimmeOnLuistaTehty“, de 2023.
À medida em q o show avançava, parecia q o volume aumentava. Tudo audível desde o início, mas ficando mais opressivo. Tão logo encerraram, começaram o som mecânico do lugar pra ratificar q não haveria bis, os músicos tiraram sozinhos o equipamento ao final (tvz o roadie tb fosse da casa) e Thirteen ficou um pouco trocando idéia, autorizando selfie mas sem intimidade. Afinal são finlandeses.
Puta show. E a parte mais prosaica: na saída, uns 2 ou 3 vendedores de camiseta mais barata – 60 lulas (dentro custavam 100) – descendo a ladeira do Iglesia pra vender seus produtos. Comprei uma camiseta bordô com um bodão de 4 olhos e voltei satisfeito a meu bunker.
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A boa surpresa invertida do rolê foi o GreatVastForest como banda de abertura. Blackmetal brasileiro, catarinenses, q tiveram bom som, vocalista exibindo um porrete e respeito do público. Eu q escolhi não assistir pq sou arredio a pessoas desse feudo e pq queria guardar ouvidos pro Azaghal.
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Surpresa adversamente positiva pra mim naquela sexta pq estava vindo de show do TortureSquad q não fiquei até o final, no Sesc Bom Retiro. A quase 6 km de distância.
Fui pra ver se haveria algum agito sobre Mayara Puertas no ArchEnemy ou pra tentar ver a Jessica Smurfette Falchi participando de 3 covers da apresentação, q prometia um “tributo ao rock e metal brasileiro”, o q quer q isso significasse.
Vi meia hora dum show atrasado 11 minutos, com som embolado, de q não consegui fotografar setlist (parecia estar com tinta infravermelha) – e cujo repertório AINDA não consta do setlistfm – e cuja “surpresa” de Mayara não ser nada de porra nenhuma no ArchEnemy mesmo soube no caminho vendo postagem (lamentável) dela no Instagram.
Pareceram 4 músicas intermináveis e repletas de firulas, das quais entendi q uma foi “Hellbound”, uma outra teve violão e teclados, e q quando saí estavam começando “Pandemonium”. Soube q Jessica tocou “Jump In the Fire” e “While My Guitar Gently Weeps” prum público q me pareceu patriotário equivocado (em certa hora alguém berrou “ometalnacionaléfoda”) e com certeza não me arrependi de ter vazado pro Azaghal.
Um domingo à noite, um rolê soldout com finalidade caridosa: levar um brinquedo em bom estado pra alguma instituição fazer o Natal legal pra alguma criançada. Levei um Pula Pirata.
Além disso, o pretexto de celebrar os 40 anos de “AoVivonoLiraPaulistana“, disco split ao vivo (e jamais relançado em cd) de Cólera e RatosdePorão. O finado Lira Paulistana, na Teodoro Sampaio, hoje é um boteco/lanchonete a 10 minutos do Iglesia. E cada banda tocou sua cota de sons – 8 do Cólera, 12 do RatosdePorão – e mais.
Bem mais.
E puta q pariu esse setlist do Ratos:
Q aproveitaram tb os 30 anos dos “FeijoadaAcidente” e simplesmente abriram fumegando o show (q encerrou) com uma sessão de 4 sons do “Internacional” e 7 do “Nacional“. Virou covardia e noite memorável.
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Mas bora falar do Cólera primeiro:
Seguiram a vida (faz tempo já) sem Redson Pozzi, lenda. Com 2 jovenzinhos – Wendel, vocalista e Fabio, guitarrista – fazendo as vezes dele. Wendel soa idêntico e os veteranos Pierre (baterista) e Val (baixista) seguram a onda demais. Conseguem ser uma banda cover e a continuidade, um feito.
Já os tinha visto no Sesc Avenida Paulista mês passado e o grande destaque acho o público q os acompanha. Nitidamente periféricos, fiéis e repleto de mulher. Mulherada punk tia.
Camisetas amarelas (do “PelaPazEmTodoMundo“) rivalizavam com as do RDP e outras (tinha um sujeito usando uma das SpiceGirls…). E esse povo canta TUDO, o tempo todo.
Devido a um molequinho duns 6, 7 anos, e os pais ali juntos, consegui ficar na beira do palco. E tb com o Ratos. O repertório foi esse acima, os sons em preto os do ao vivo quarentão. Fizeram bis idêntico ao do Sesc: “Pela Paz”, “Palpebrite” e “Histeria”. Parece ser rotina.
“Medo” é hino, “Deixe a Terra Em Paz” não fica atrás e os caras têm noção do tamanho e devido lugar. Se atribuíram a função de banda de abertura, de “esquenta” pro Ratos.
Pierre falava pra guardarmos “fôlego” e ele mesmo, a cada som, parecia ter q puxar doses extras do dito cujo. E duma Budweiser ali ao lado. Ponto fraco achei uma parte de discurso velho, com ele viajar com a idéia dum “showpunk anual” no Sambódromo, lugar “usado uma vez por ano” (sic), num papo anti samba desnecessário. E q não colou. Mas tb não atrapalhou.
Estávamos tomando fôlego.
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Voltando ao Ratos:
Demoraram um pouco pra ajeitar o som e começar. Entraram ali no meio da gente, JG na beira do palco trocando idéia, Jão de boa tb. Boka aquecendo e tendo a bateria montada, Juninho sem usar camiseta vermelha passando o som.
Aí vieram impiedosos com as “suítes Feijoada”. Caralho, praticamente ⅓ do “Nacional“. Os caras voando. Jão e Boka, possuídos. Há muito não o via sentando a mão e ostentando aquelas passagens beirando o grindcore.
Falo com o Leo isso há tempos: sentindo o RDP meio zona de conforto nos últimos anos. Tvz seja tocar no Sesc. Entram como jogo amistoso, sei lá. Foi totalmente diferente domingo.
O q não significa q não erraram: Boka iniciou duas vezes “Desemprego” e não era ainda a vez. Foram “Olho de Gato” e “John Travolta” antes. Gordo errou “Beber Até Morrer” – cantou a estrofe final na 2ª – mas os quesitos entrosamento e bomhumor predominaram. Estavam pilhados E de boa.
Estavam em casa.
Anti-bolsonarismo só nas camisetas e nuns comentários poucos. Ninguém aguenta mais.
Quando passaram aos sons (doze) do “AoVivonoLiraPaulistana“, a outra surpresa: JG ficou de lado e lá atrás e Jão as cantou praticamente todas. Só chamando a vocalista do GritandoHC pra cantar “Não Me Importo”. (Voltou depois cantando junto “Beber Até Morrer”). E aí cabe um dado histórico, por eles inclusive contado:
Na época desse ao vivo, situado entre “CrucificadosPeloSistema” e “DescanseEmPaz“, Gordo (virou metaleiro) e Mingau (virou new wave) tinham saído da banda, q recrutou Betinho de volta e fez o show em formação trio Jão, Jabá e Betinho. Assim: é o único disco do Ratos sem o Gordo.
Replicando, de certo modo, o formato trio (Betinho estava presente, Jão o saudou), o show foi especial tb por isso. Torço pra q alguém o tenha gravado inteiro.
Final contou com sons velhos – aliás, nada de “Anarkophobia” em diante foi executado – dois (supostamente) do “DescanseEmPaz“, dois do “Brasil” e um bis realmente não planejado (era nítido q estavam curtindo, e não batendo ponto) com “Crise Geral”.
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Pra mim , o melhor show do Ratos em anos. Melhor q quando tocaram o “Brasil” inteiro. Sangue nos olhos, facas nos dentes e verdadeiramente sujos e agressivos.
Torço pra q façam esse repertório mais vezes, em outras praças. Os fãs merecem essa porra.
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PS – não tenho realmente certeza se rolaram “Só Pensa em Matar”, “Não Podemos Falar” e “Juventude Perdida”. E não estava bêbado, só zureta
PS 2 – vivi pra ver os caras tocando “Olho de Gato”, “Lobotomia” e “Medo de Morrer”. Q foda
Por motivos de descrença, perdi (perdemos) o Adrenaustera, primeira banda do fest.
Fala sério. Festival de metal com 4 bandas, previsto pra começar às 18h e terminar às 22:30? E de sábado? Fosse fest de punk, hardcore ou grindcore eu botava fé.
Por isso, hora q entramos (trombei o Leo na João Moura e entramos juntos) às 19h o Militia já estava no palco. Cuspindo marimbondos.
Mais uma ocasião q comprova a tese do amigo, de q “não tem mais espaço pra amadorismo no metal”.
E o Militia é tudo o q o Leo descreveu na resenha sobre o festival em Leme https://thrashcomh.com.br/obituario-do-metal-fuleiragem/ do qual participaram: molecada (baixista e baterista nitidamente menores de 18) tocando o terror. São como o Claustrofobia deveria ter sido e evoluído, ao invés de quererem ser “o novo Sepultura“.
Uma cruza de Claustrofobia com Surra. Urgência, palhetadas, gritaria, dedo na cara, revide contra o bolsonarismo. A ponto de venderem no merchan camiseta “São Paulo Uber Alles” com a fuça do Tarcínico de Freitas, governador excrementíssimo.
Molecada q toca muito, fora isso. Equipamento bom, zero tosqueira e precariedade. Vocalista contextualizando cada música antifascista tocada, quase em comício à Carlos Vândalo. Aliás, uma noite com Militia, Surra e DorsalAtlântica tvz só com os devidos habeascorpus preventivos providenciados.
Têm futuro esses moleques. Thrash/death impiedoso, cara própria. Leo trocou idéia. Se eu fosse, perguntaria quais as referências. Pq Metallica, Slayer e Sepultura não se percebe. Nova geração.
Quero ver de novo e comprar a camiseta.
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O Xucro veio pouco (mesmo) depois e praticam “metal mano”. Influenciados por Biohazard nos vocais e atitude e pelo BodyCount no som, mas com algo mais.
Sons em português, guitarrista bom (riffs quase iômmicos), baixista seguro e bom de backing e um vocalista carismático. O baterista bom de bumbos, usando bem uns blasts, dando consistência thrashdeath ao som dos caras. Q tb tem cara própria e, como o Militia, não apela a cover (nada contra) pra se valer.
São já uns tiozinhos e não demonstraram cansaço ou indolência. Parte do público presente – Iglesia muito cheio – claramente ali pra vê-los. Meu senão é terem tocado MUITO ALTO. Misturam (ainda) atitude com decibéis, acabam perdendo em apelo, em entendermos as letras.
Prova foi uma das últimas músicas, q esse vocalista ensinou o refrão ao público e foi entoado. Dá pra ter mais isso, só deixar o som mais inteligível pra quem vê.
Não é muito minha praia (não compraria cd), mas respeito e ao menos não é o Papangu.
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Quando entrou o Desalmado (adiantados no horário, Leo?), era minha chance de tirar a limpo a banda.
Pq já os tinha visto alguma vez nalgum Kool Fest no Carioca não lembro quando, nem da banda. Q tem já uma reputação e tinha cd novo, “MonopolyOfViolence” no merchan.
E agradaram demais. A ponto de ter rolado um bis não planejado. Mas pra mim tb não teve apelo, sei lá.
Um pouco pq tb exageraram no volume – e o baita guitarrista acabou sendo prejudicado – outro tanto pq tvz seja o caso de ouvir um cd antes e chegar com a “lição de casa” feita.
Banda experiente, a mais deathmetal da tarde/noite, equipamento profissional, baixista bom em falar com o público, baterista um pouco soterrado pela barulheira. Assim como o vocalista, incorrendo no mesmo problema do Xucro: soando perdido na massa sonora.
Pois vi e tb respeito e tb não é minha praia, a princípio. Só q foda-se não ser pra mim: sou de outra geração e tenho dificuldade em encontrar as referências de algumas bandas novas. O q é bom.
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O mais do mesmo já estou habituado e até enjoado. A fila tá andando, as bandas novas estão aí desacatando e tenho certeza de q ninguém saiu frustrado do Iglesia sábado.
Tb não vi youtubbers ou influencers presentes, André. Mas pq não vou a show procurar essa fauna.
2 shows q comento com pretensão de dialogar com o show do Papangu. Ou não.
BlackSabbathInJazz foram quase duas horas e 9 sons do BlackSabbath no La Iglesia quinta-feira passada.
A banda era o baixista Stefano Moliner mais um baterista, um guitarrista e um saxofonista (não guardei os nomes), com esse último praticamente fazendo os vocais do Ozzy instrumentalmente.
(Não teve SabbathDio, e nem faria sentido, apesar duns malas ao final ficarem pedindo)
Funciona? Sim. Principalmente pq não alteraram harmonias nem timbres; só a guitarra com uns timbres jazz ocasionais.
Moliner segurou o peso e os riffs o tempo todo, e minha única crítica a ele é a do abuso de efeitos no baixo. Muito wah-wah, parecia (não era), o q deixava o som entre saturado e embolado.
Sons: “Electric Funeral”, “Children Of the Grave”, “Iron Man”, “Solitude” (me pareceu), “Sabbath Bloody Sabbath”, “The Wizard”, “N.I.B.”, “Black Sabbath” e “War Pigs”.
Funciona tb pq as baterias de BillWard são praticamente jazz, não teve muito o q mexer. Apesar do baterista (canhoto e tocando invertido) cometer umas firulas pertinentes e mexer nuns andamentos.
Outro achado: tocaram “Iron Man” em 5/4.
O estereótipo dos 4 tios jazzistas barrigudos tocando foi contrabalançado com a participação de Caroline “Poison” (do Weedevil) entrando pra cantar “The Wizard”, “N.I.B.” e “Black Sabbath”. Na primeira, ficando realmente bom, na segunda seguindo o fluxo (meio q tocaram ela 3 vezes) e na terceira salvando o som de se perder na viajeira praticada. Zero embromation nas letras, outro tremendo acerto.
Deu uma quebrada legal no instrumental q a mim já cansava um pouco.
Assim: foi muito bom, mas em “The Wizard” e “N.I.B.” o guitarrista se soltou um pouco demais, rolou muito solo, deixando um pouco de lado o clima. Mas “War Pigs” ao final, com a platéia cantando letra E riffs junto, deixou aquela última boa impressão. Setlist bem pensado.
Moliner comentou q provavelmente farão esse show mensalmente ali no Iglesia. Tvz dê pé, estilo residência, há muito repertório pra contemplar.
Hoje à noite tá agendado tocar no BlueNote com outra banda (posso estar errado) fazendo versões jazz de Ozzy solo. Jazz sem hermetismo nem deturpar a obra revistada. Não parece difícil de acertar.
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Por outro lado, no domingo…
Do EuSereiAHiena, me lembrava vagamente há uns 20 anos. Banda paralela do cara do Discarga, q tinha a baterista do Infect, o tal Juninho, atualmente baixista no RatosdePorão.
Nunca cheguei a ouvir ou assistir. Meio banda cult numa cena punk vegana indie paulistana, prometendo um show de volta pra comemorar 20 anos desse primeiro disco, autointitulado. Fizeram 2 discos e pararam.
Entendi q tocaram os 2 discos. E q estavam felizes em tocar. E q tinham um público ganho: tudo amigo, saudando o baterista (Nino) o tempo todo. E soldout: o Leo me arrumou o último ingresso.
(apesar duns 2 dias antes Sesc vir com história de “novo lote de ingressos”… Só se foi no mezanino, q não conferi)
Um show q caberia melhor no La Iglesia. Lugares sentados – foi no teatro, não na comedoria – pareceu estranho no começo, mas fez sentido quando começou.
E meio q um lance entre amigos mesmo, fazendo um som se não hermético, introvertido. Cheio de partes. Pareceu Fugazi aqui e ali, cacoetes de RollinsBand bem de leve, um q de surfmusic involuntário, metido a Mogwai, pós-rock, pós-hardcore, esses modismos indie.
Tudo instrumental? Nem, e aí a parte esquisita (no mau sentido) da apresentação: sujeito próximo de mim cantava todos os sons com letras. Ninguém na banda cantando.
Nenhum microfone no palco.
O baixista uma hora justificou (Juninho levava o microfone pros caras falarem no decorrer) q ficava bom assim, e q seria difícil juntar os vocalistas. Sei lá. O cara do DeadFish cantou (fiquei sabendo pela Wikipedia) e mora por aqui…
A proposta da banda é instrumental mesmo, vocais ocasionais. Nino, muito bom baterista, apesar dumas bugadas do meio pro fim. Juninho tocando guitarra, uma Gibson SG e sem camiseta do MTST. Dando umas apitadas/microfonias ostensivas lá e cá.
Só q não é punk nem hardcore. É som de punk q aprende a tocar um pouco mais e tenta viajar. Não se pode dizer q não sabem tocar. Jazz não jazz. Jazz pra punk.
Não achei ruim. Nem bom. Som pra quem conhece os caras e foi dar uma “força”. Banda sinceramente agradecida, show durou uma hora e foi isso. Tipo reunião de turma do colegial.
Parece q mais alguém é músico ali tb, noutras freguesias. Não entendi e não explicaram. O merchan do lado de fora vendendo camisetas a rodo, adesivos e nenhum cd. Não me interessou.
Show q foi mais um pra minha contabilidade. Proposta aparentemente ousada, mas de pouco alcance. Ver de novo, tvz de graça. Mas deu uma pinta de q não rola mais.
Ratos de Porão, Casa de Cultura do Butantã // Coyote Bad Trip, D.E.R. e Fossilization, La Iglesia – 19.07.25
Tem gente q maratona série: fiz isso uma vez e fiquei zonzo. Estupro sensorial e cognitivo, não recomendo.
Por outro lado, tenho maratonado shows: 4 no último sábado, em locais diferentes, 9 neste mês (9 em 19 dias do mês: praticamente dia sim, dia não), 77 em 2025 e contando.
Efeito principal: chegar em casa sábado realizado e sentindo q não foi grande esforço. Tô é viciado.
Efeito colateral: ranço das minhas resenhas, parecendo todas iguais. Pq vários dos shows praticamente iguais e em pouco tempo.
A resenha desta vez se pretende não linear e em pílulas.
• PRECISAVA assistir o RDP sábado, ainda mais após uma sexta-feira de tornozeleira em jumento inelegível. E pra ver se rolaria mesmo – evento de prefeitura, já andaram censurando show. Começa o Ratos, JG com camisa do Facada. Semiótica é mato.
• saio do Butantã às 19:35 rumo ao La Iglesia – 6 estações de metrô, 3 quarteirões e uns 800 metros distante – pra rolê “a partir das 20h”. Cheguei 20:05 e não tinha começado. “Rolê de metal”, pensei. O Sesc me desacostumou
• CoyoteBadTrip não conhecia. Achei q seria stoner. Um dos caras (desconfio q o baterista ou o guitarrista com dreadlock) é dono da produtora q ajeitou o evento
• D.E.R. foi foda. Já conhecia do Tendal da Lapa. Grindcore superlativo. Sem o baterista negão (não falaram nada) e com João Barata do Test na função. É o Neil Peart do grindcore, absurdo
• merchan do Fossilization incluía 3 cds, fita cassete, patches e 2 LPs, um aparentemente importado de split com outra banda
• empanadas no Iglesia incríveis. Meio caras: 18 dinheiros. Comi uma de queijo (com cebola) e uma de carne. Com Coca-Cola. Foi o meu almoço, e eram 20:30
• conversando com atendente do bar, soube da capacidade do Iglesia: 200 pessoas. E q o RatosdePorão gratuito e sem treta no Tendal da Lapa no sábado 12 deu 4000 pessoas. Enquanto isso as Sussekind de Instagram estão “procurando o rock”
• CoyoteBadTrip são 4 moleques q pra mim pegaram de onde o Claustrofobia parou. Thrash/death sem querer ser o novo Sepultura. Em português. Tocaram 35 minutos de músicas emendadas umas nas outras, sem “boa noite”, “valeu ae” ou apresentar a banda. Sei lá de onde são, se rola uma influência do Surra (capaz) e não tinham merchan. Curti
• som do Ratos estava uma bosta. Provavelmente mesmo técnico de som q sabotou o Crypta ano passado. Ninguém ligou. Os caras se ouviam, mas é surreal não ouvir o Gordo. Umas horas, o Gordo mas não o Jão. Juninho praticamente inexistente ⅘ do show. Boka indo e vindo
• baixista do D.E.R. com um modelo Gibson SG. Numas horas fazia o riff dos sons antes deles, acho q pro Barata decorar e arrepiar em cima
• Fossilization levou 40 minutos pra arrumar o palco, mais tempo q os shows anteriores. Baterista sentado um tempão na bateria sem pôr os pratos, só depois de muito tempo foi ao camarim pegar e pôr nos suportes. Ficou uns bons minutos tentando ajeitar uma trava num dos suportes, mas ninguém da banda parecia com pressa
• som ambiente no Iglesia todo de thrash oitentista, mas sem Slayer. Metallica do “Kill ‘EmAll” (“Leper Messiah” tb), Forbidden, Testament e Exodus oitentistas caíram bem
• RDP pouco falando em política. Ou o pouco q falaram, não ouvi. Mesmo com ouvidos novos. Impressão q encheu o saco xingar Bolsonaro. Meu 4⁰ show deles este ano, os 4 em 1 mês e meio, 2 de graça
• João Barata deixando cair baqueta DUAS VEZES e sem perder o blast. Monstro
• sujeito q cuida do som no Iglesia merece atenção. E com uma paciência de monge. E profissional demais
• acabei não entrando com o quilo de alimento. E ninguém me cobrou. Ingresso comprado na porta
• Fossilization após 40 minutos de montar palco, acenam pro cara da mesa tirar a música ambiente, fazem 10 segundos de barulho – a passagem de som deles. Daí viram as costas, vão pro camarim e voltam 8 minutos depois, com as caras sujas
E pra mim cometendo o cúmulo do desperdício: bando de gente com instrumentos bons e caros, tipo um baixo Jackson de 5 cordas, pra fazerem um deathblack unidimensional com som de fita cassete. Eram a atração principal, ninguém saiu durante, mas acho bobo e meio paródico
Sujeito meio bêbado q tb não gostou (acho q fomos eu e ele) saiu pela rua imitando zoando: “pá pá pá pa vrum vrum”. Dava pra ouvir a 50 metros de distância.
Comentei por aqui em janeiro da minha frustração de ter passado 5 dias em Santiago e não ter encontrado nada de heavymetal latino-americano. Fosse cd, show ou boteco. Algo muito estranho, pq vimos metaleiros demais pelas ruas.
Sábado passado, eis q me cai no colo esse fest.
Venezuela Metal Fest, capitaneado pelos venezuelanos radicados (exilados) na Argentina GuerraSanta, e com Faraón (argentinos), LivingMetal (brasileiros) e Olymp (alemães), tudo banda totalmente desconhecida pra mim.
E por isso mesmo, resolvi ir.
Evento q teve algum atraso na passagem de som (me disseram), daí o La Iglesia só abrir às 20h e o Faraón (primeira banda) começar às 20:30. E daí eu não ter visto o Olymp, pq tive q sair fora às 23:45 pra pegar o metrô.
Aquele déjà-vu desnecessário de rolê metaleiro. (Acostumei com Sesc Belenzinho, Hangar 110 e festpunk…)
(faz de conta q a resenha está prolixa pra enxertar merchan ahah)
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Éramos em 13 pessoas + uma convidada (influencer, youtubber ou da produção) quando entramos. Noite q parecia realmenteunderground, ao contrário do fest de sexta-feira.
E é relativamente fácil descrever o q foram os shows do Faraón – q abriu a noiteinesquecível – e do GuerraSanta, a última q vi: bandas encaixadas entre o heavymetal tradicional e algum powermetal sem caricaturas.
Sem chupinhar JudasPriest, Accept, Helloween ou IronMaiden, o q sugeriria o nome Faraón. Bandas de identidade própria, cantando em espanhol e bastante profissionais. Tocando seus sets sem migué. União mesmo.
Um outro detalhe, meio periférico, q me chamou atenção: guitarrista barrigudo do Faraón, fisicamente lembrando um Tom Araya, usava camiseta do Death, capa de “Human“, sem q ele mesmo ou a banda tivessem qualquer traço da Chuck Schuldiner Group. O guitarrista base do GuerraSanta usava camiseta do DyingFetus, e idem zero traço de deathmetal no som
Quero dizer q parecem haver bandas com integrantes de influências distintas, ocupadas apenas em fazer heavymetal. De verdade e de qualidade. Ao contrário do LivingMetal, q deveria estar tocando no Manifesto, no Santo Rock Bar, num Matanza Fest ou no House Of Legends.
O q vou dizer desses é assim: paródia de Massacration. Bem tocado, vai. A vergonha alheia não era aí. 5 cabeludos de preto disputando a frente do palco (exceto o baterista) e fazendo músicas de louvor ao heavymetal.
Pesquisei: um único disco lançado, de 2021, com músicas como “Do You Believe In Steel?” (faixa-título), “I Am the True” (sic), “It’s Only About Heavy Metal” e “We Are Metal… You’re Not”, essas duas últimas tocadas. Descrevi o suficiente?
Agradaram aos amigos e namoradas presentes. Amigos imaginários e espíritos zombeteiros tb, tvz. (Não sou médium) Vocalista com bandana parecia querer fazer hard farofa, mais q heavymetal. A vergonha alheia era minha… e não deles.
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Na banquinha de merchan, material do GuerraSanta (peguei o cd com o vocalista) e do LivingMetal. Praticamente nada do Olymp e zero produtos do Faraón.
Troquei idéia com um sujeito (brasileiro, não perguntei o nome) q tem um selo, Storm Atoom Records, q está lançando bandas latino americanas de heavymetal (tem página no YouTube) e me explicou q o Faraón não tem material lançado devido à crise econômica argentina.
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Volto ao Faraón: 4 sujeitos tocando bem e fazendo um metal puxando pro tradicional. Baixista empolgado e preciso, baterista tiozão carismático e careteiro, o guitarrista “Tom Araya” sossegado e um vocalista sem pose. Tocaram sons próprios e chamaram o vocal do Olymp pra fazerem juntos uma versão aceitável de “Resurrection” (Halford). Gente mais nova pegando o “Judas” etariamente mais próximo. Ficaram depois trocando idéia e conversando com latinos q foram chegando pro show.
(Q já não era mais a dúzia e pouco)
O GuerraSanta veio em formação quinteto (duas guitarras) e fazendo um metal quase melódico (mais próximo dum Helloween “BetterThanRaw” e “TheDarkRide“, sem chupim), mezzo tradicional. O som importando mais q qualquer pose.
O vocalista Martino Vázquez fisicamente lembrava uma cruza de JeffScottSoto com um Chuck Billy depois da bariátrica e, incrível, não foi incômodo. Tom de voz médio e agradável, sem querer soar Kiske, Bruce ou AndreMatos sem acento. Sendo emotivo e épico sem afetação. Não me parece ter vocalista do estilo assim aqui.
O baterista magrelo Lucas Gonçalves tb não apelou pra malabarismos e maneirismos desnecessários. Segurou a bronca e reiniciou a contagem num som q o guitarrista solo meio clone de YngwieMalmsteen acelerou na largada. Tudo de boa.
A certa altura, chamaram o vocalista do LivingMetal pra traduzir algumas falas e contexto: se apresentaram como uma banda exilada da Venezuela e residindo em Buenos Aires, com impulso de fazer esse festival entre os países afora e etc. Cantaram juntos “Camina”, sobre esse exílio e outros 5 sons do disco (de 2023) q comprei lá do Vásquez, “Êxodo: UnNuevoComienzo“. Foi muito bom.
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Meu juízo sobre o evento: Faraón e GuerraSanta não perdem em nada – muito pelo contrário – pra bandas similares aqui do (🤢) metalnacional, mais afeitas a “polêmicas” e podcasts q a tocarem de verdade. Acho mesmo q caberiam num Bangers Open Air (processa, Jessiê!) mais q muito europeu série B q está vindo e sendo vendido como “revelação”.
De uma forma geral, geopoliticamente falando tb, vejo q falta uma troca entre nós brasileiros (latinos não admitidos) e os latino-americanos de língua espanhola; ainda q se saiba q eles nos conhecem mais q vice-versa. Satisfez minha curiosidade com relação ao metal hermano e torço pra q outros eventos assim ocorram.
Com banda brasileira menos caricata escalada e a farta oferta de bandas latinas q parece existir.
Desenvolvia com o Leo no pós-show de sexta a seguinte tese: é muito difícil numa banda avaliar realisticamente se a mesma é boa (tem apelo) e/ou consegue angariar público.
Cito isso pra aludir ao festSãoPauloemChamas ocorrido sexta-feira no La Iglesia. Cujo público pouco não se deu por conta da chuva, do frio ou de ser numa sexta-feira, a meu ver.
O público presente era basicamente de amigos e namoradas dos caras das primeiras bandas + o cara da mesa, o casal do bar, a moça do caixa, eu, o Leo e o Amílcar do TortureSquad, q chegou (e pagou) só pra ver o ChaosSynopsis. Vamos ver se me faço entender:
O Andralls é veterano (“25 anos”, bradou o vocalista/guitarrista) e acho q não erro em cravar q é formado pelo vocalista/guitarrista original membro fundador + quem ele consegue alistar à causa.
Não tocam mal e não me parecem mais o thrash bate-estaca q conheci há uns anos e não me “pegou”. Trabalho de guitarras muito entrosado – e o guitarrista solo heróico tocando praticamente todo o repertório faltando a corda lá – baterista novo muito bom, repertório redondo e ensaiado, cds pra vender… mas sem apelo.
Claramente gostam de fazer o q fazem, como apontou o Leo, mas fazem um som sem maiores destaques. Em determinado momento, o vocalista enalteceu a condição “underground” da banda.
Não acho. Acho banda q ficou pra trás, como Claustrofobia, SiegridIngrid e até mesmo o TortureSquad. Veteranos por anos em atividade, não por uma obra ou legado, e “underground” pq claramente não têm público. Só a meia dúzia de amigos.
O FacesOfDeath veio de Pindamonhangaba e acertei em cravar q eram uns tiozões q tinham a banda quando moleques e voltaram adultos (com melhores condições materiais de comprar instrumentos bons). Só q voltaram do pause, no mau sentido.
Não posso falar q são toscos ou horríveis, mesmo pq acompanho alguém deles q posta novidades, sons e videoclipes novos com freqüência num grupo de WhatsApp. O problema é q correria apenas não resolve.
Os caras claramente acordam, dormem, almoçam, jantam e cagam Slayer, mas não têm apelo. É um metal datado, sem destaques ou com um riff ou refrão q chame atenção. Pra piorar, o baterista é um idiota.
Pagando de truzão, subindo ao banquinho pra “agitar” a galera, parecendo o Diabo da Tasmânia do desenho, totalmente vergonha alheia. A banda puxou pra si mesmos o coro de “Faces Of Death, Faces Of Death”, o q tb achei constrangedor.
No fim das contas, uma banda q não é ruim, mas q tvz chamasse atenção ou causasse identificação em 1988. Falaram orgulhosos em “underground“. Nada disso: o som é meio ultrapassado – underground é Krisiun, Surra, Velho – e não atrai público. Não é de se ufanar.
Quando o ChaosSynopsis entrou, metade do público tinha vazado (e nem meia-noite era ainda); chamam essa fuleiragem de underground tb. SQN.
Significa q parte graúda do público foi pra ver a banda do amigo e sair fora. O mesmo tipo de “público” q depois vai pra rede social reclamar não termos “cena”… Temos, mas acontecendo em outros lugares e com outras bandas.
Q é a deixa pro feedback q dei pro Jairo, baixista/vocalista mesmo sem ele pedir. A banda é razoavelmente veterana por tempo de estrada (são de 2006) e por lançamentos (4 álbuns + disco ao vivo + singles e splits) e fazem um death/thrash com técnica, culhão e apelo. Discos conceituais sobre serialkillers (“ArtOfKilling“) e deuses perversos (“GodsOfChaos“) acompanham.
Só q entendo q cabem em fests com Crypta, Surra, TortureSquad, MangerCadavre? (do Vale do Paraíba igual eles), só precisando vir mais pra São Paulo e usar mais rede social pra se divulgar.
Por exemplo: sei q estão ensaiando gravação de disco novo, daí uns makingofs tvz ajudassem. O destaque técnico indiscutível acho o baterista Friggi Mad Beats (aliás, guitarrista no Debrix, q vai abrir show do Helmet), nuns cacoetes Death e com uma pegada próxima à de Amílcar, só q melhor. Destacando os sons e lhes dando dinâmicas, ao invés de POLUIR tudo.
Jairo está melhor nos vocais e um guitarrista novo, viciado em palhetadas, deu liga. Tocaram músicas de todos os discos, incluída a em Português (“Son Of Light”) sobre o serialkiller brasileiro Febrônio Índio do Brasil, o q tb me meti a sugerir: músicas novas (tvz não todas) em Português, pra gerar mais adesão.
Afinal, é um ciclo assim q estamos vivendo, com BlackPantera, Surra, Desalmado, Cemitério, SanguedeBode, Vazio, Velho, Flageladör, MangerCadavre? e Eskröta.
Música não é competição, sabemos, mas fui pra ver e gostar do ChaosSynopsis e os achei os melhores da noite. Com sobras. Pq ainda com lenha pra queimar.
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Setlist: 1. “Raising Hell” 2. “Zodiac” 3. “Sarcastic Devotion” 4. “Serpent Of the Nile” 5. “Son Of Light” 6. “Gods Upon Mankind” 7. “Chaos Synopsis” 8. “Spiritual Cancer”