NECROFAUNA VOL.1
Agravo, In Raza, Bebê Feio e Manger Cadavre? // A Porta Maldita, 28.03.26

Um rolê q ainda está comigo, passados 7 dias.
E em parte pq as bandas filmaram trechos das apresentações e as seguem postando em rede social. Em parte pq um certo Nicho Romano (youtubber de imprensa não oficial?) lá esteve entrevistando (bem) as 4 bandas, e segue postando no Instagram.
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A concorrência era razoável: havia rolê no Iglesia (Presidente Judas, Falsa Luz e Pesta) e no Sesc Belenzinho (Facada e D.E.R.). Pelas beiradas, o Titãs CNPJ lá no Unimed. E era visível a sensação dos envolvidos ali no Porta Maldita de q o evento vingou.
Tirando os 16 integrantes, tenho q lugar teve umas 50 pessoas – incluído Fabio Massari – presentes, certamente a maioria dessas pagando o ingresso de 25 reais (27.50 com taxa, online). Não é pouco.
Nata, vocalista do Manger Cadavre? e evocando os 15 anos de atividades da banda, numa hora ponderou q festival e show grande não é regra. Q o q rolou sábado era a regra. Underground era aquilo. E é isso.
Zero underground fuleiro, como bem o Leo vem ponderando. Ninguém ali pegando prato ou corda emprestado. Ninguém ali atrapalhando o show da outra banda – aliás: Agravo iniciou às 20:15, Manger Cadavre? terminou eram 23:55.

Ouvi de Nata, quando acabavam de acertar o som um, “começar logo, pq tem gente q precisa pegar metrô“. Respeito e noção do público. Bandas q não são maiores q o público.
O resto é ir morar na Grécia por “razões de logística” e não conseguir manter banda.
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O pé no chão se estendeu tb à venda de merchan, obrigatória. Comprei “Persona Non Grata“, ep de estréia do Agravo, pessoalmente com a vocalista. Acessível, como as outras integrantes. Como todos de todas as bandas.
30 contos e ganhei adesivos. Puta show, punk feminino, feminista e antirracista com a Amanda (guitarrista/vocalista) tacando umas palhetadas metal na coisa. Comentei a respeito no Instagram.

Algo fundamental ali tb: a normalização das mulheres em banda. Todas ali à vontade (a vocalista do In Raza assusta todo mundo quando desce do palco), ninguém presente ali por condescendência ou pra “ir ver umas gostosas”.
Tirando Bebê Feio (q achei mais indie rock q doom metal), todo masculino, eram Agravo todo feminino e In Raza e Manger Cadavre? com vocalistas mulheres.
Só estranha quem ainda posta “sem Cavalera, sem Sepultura“.
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O lugar não era exatamente ruim, teve o tamanho do evento e as melhores condições. Mas falta ter o q comer, venderem alguma batatinha de saquinho ou amendoim, essa é a crítica.

Falava com o Leo de q o evento tvz coubesse no Iglesia (onde vimos o In Raza exatos 30 dias antes), mas ao mesmo tempo me parece haver uma ocupação de todos os espaços possíveis, maioria absoluta (Iglesia, Tendal da Lapa, Depois do Fim do Mundo Estúdio, Red Star, Gaz Burning/Burning House) ali na Zona Oeste.
Sinto estar presenciando uma cena (nova) realmente acontecendo, sem q a “imprensa oficial” esteja percebendo e – ainda melhor – alheia ao aval desse pessoal.
Nenhuma banda tocando cover pra ganhar público, q já é recorrente e parece legitimamente interessado.

E de minha parte, q estou sem banda, uma vontade monstra de me meter a besta e querer fazer parte disso, tocando.
O resto é entrevista coletiva do Gastão com o Korzus.



























