MELHORES DISCOS COMPRADOS ANO PASSADO, MAS DESOVADOS NOUTRAS ERAS:
“Despicable”, Carcass
“Avenue B”, IggyPop
“Painkillers”, BabesInToyland
“Mee”, Mee
“RökFlöte”, JethroTull
“Archetype”, FearFactory
“Expositionprophylaxe”, DishsrmonicOrchestra
“Hordes Of Chaos”, Kreator
“Blues Alive”, GaryMoore
“Radio Ethiopia”, PattiSmith
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PIORES DISCOS COMPRADOS EM 2025, LANÇADOS OU NÃO ANO PASSADO:
Melhorei minha compulsividade em bazar: nenhum q eu realmente lembre fora dum FosterthePeople, q vou devolver lá.
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MELHORES LIVROS LIDOS:
“Down With the System”, SerjTankian
“Charlie Watts”, Paul Sexton
“Nossa Banda Podia Ser Sua Vida”, Michael Azerrad
“Do Que Eu Falo Quando Falo de Corrida”, Haruki Murakami
“Pequenas Vitórias” (FNM), Adrian Härte
“‘Violeta de Outono’ – A História de um Clássico do Rock Psicodélico”, Marco André Briones [pra inteirar 6]
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MELHORES SHOWS:
Coroner
Octopoulpe [Tendal da Lapa]
Helmet
Savatage
Beat
Mercenárias [Sesc 24 de Maio]
Cavalera
Triptykon
Atheist
Arnaldo Antunes
mençãohonrosa: RatosdePorão & NapalmDeath, rolê indissociável e simbiótico
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PIORESSHOWS:
Living Metal
Faces Of Death
Cryptopsy
Projeto Clandestino [abertura não solicitada pra RogérioSlylab]
Papangu
Varathron
Fossilization
La Inquisición
Eu Serei A Hiena
Pestilence
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SHOWS Q NÃO FUI E ME ARREPENDO:
Suffocation & Samael (pelo Suffocation, mas não muito)
L7 & Garbage (bem pouco arrependimento)
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SHOWS Q EU NÃO TAVA NA VIBE:
Carcass, Candlemass e Velho
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SHOWS Q POSSO DIZER “JÁ VI” PRA NÃO MAIS:
Tiamat, DeadFish, BufoBorealis, Cancer, MalevolentCreation e Birushanah
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PROFECIAS/PREVISÕES:
As de sempre: um ou 2 shows de JeffScottSoto & Eric Martin, BlazeBayley, Ripper e U.D.O./Dirkschneider. Sepultura acabando despercebido. Metallica sem voltar pro Brasil. Disco do Slipknoia com Eloy.
Foram poucas as vezes q vi bandas tocando álbuns inteiros e na ordem ao vivo:
Megadeth tocando (mal) “CountdowntoExtinction“, Rush revisitando “MovingPictures” em 2009, ano passado o RatosdePorão executando “JustAnotherCrime…InMassacreland” 2 dias no Sesc Pompéia, pra nunca mais + o MangerCadavre? em fevereiro último lançando “ComoNascemosMonstros” assim.
Anteontem acrescentei a essa lista o Helmet, q tocou os 14 sons de “Betty” na ordem e praticamente sem pausa. Sem “e aí?” nem “boa noite”. O primeiro “obrigado”, salvo engano, veio após “Sam Hell”.
Fiquei desconfiado q seria assim fuçando o site de setlists antes, pra ver shows recentes deles. E me animei ainda mais, pq se “Meantime” é o melhor (não discuto isso), “Betty” é meu preferido, de capa a rabo.
À guisa dos 30 anos (q já são 31) de lançado do disco. Fiquei em dúvida se o fariam mesmo, pq era show único no Brasil. Mas fizeram. Daí tocaram ainda outros ONZE sons, o q não foi pouco.
Quase duas horas de show.
Há o q se discutir sobre o Helmet em 2025: sim, é Page Hamilton (com 64 anos e parecendo PeterFrampton) mais uns moleques – Dan Beeman (guitarrista), Dave Case (baixista) e o nerdola Kyle Stevenson (baterista) – entre contratados e tocando desde 2006 com ele.
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Tb passível de discussão o show retrô, “baile da saudade”, ainda q pra muita gente os 90’s tenha sido ontem e não 30 anos atrás. Nostalgia noventista ostensiva, e tudo bem. Pra mim. A oitentista demorou muito pra acabar. Eu quero é mais. “Eu quero é rock“.
Pego a deixa pra falar do público: majoritariamente masculino e tiozão barrigudo (eu estava entre a minoria fitness, comparando). Tinha umas mulheres tb, maioria tiazinhas entre as poucas, e a pouca molecada presente eram 2 moleques à minha frente no final me atrapalhando com bate papo (quem vai a show pra conversar?) e um loiro com jeito de influencer q me elogiou pela camiseta do Meshuggah.
Amenidades outras: celebridade Régis Tadeu presente, quase fui lá perguntar se tinha pagado ingresso pra entrar. E André Barcinski, produtor do evento, dando chilique atrás do palco com sujeito q subiu ao palco, tomou a breja de Hamilton (q nem percebeu) e daí fez o stage–diving.
Piti grotesco. Apontava pro sujeito dizendo q o poria pra fora. Não sei se rolou. Nada mal vindo de alguém q achava engraçado o fascismo de meter furadeira em cds qnãogostava ruins em finado programa cultuado (pra bolha dele) de rádio. Divagações.
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Show: Hamilton é o dono e maestro, às vezes começando sons com o baterista só em gestos. Não foi de bater papo, mas achei interessante quando disse q estiveram por aqui 2 anos atrás em festival (algum Popload?), mas preferia show só deles.
Tinha 2 microfones à disposição, um só pra voz distorcida. Roupa de fazer faxina em casa. Usou duas guitarras: a vermelha drops Dulcora e uma verde sorvete de limão fluorescente. Às vezes trocadas durante um mesmo som. De onde fiquei, soava baixa. Falou mal do Trump tb, sem dar nomes, antes de “Dislocated”, único som novo (de “Left“, lançado em 2023), mas sem reação da platéia.
A platéia pirou com “Unsung”, óbvio ponto alto, mas demais tb com “Wilma’s Rainbow” (q abriu os trabalhos), “I Know”, “Milktoast”, “Tic”, “Ironhead” e “Give It”.
De minha parte curti ainda “Rollo” e sua métrica confusa, “Tic”, “Milktoast” (trilha de “The Crow”!), “Unsung” (claro), “Turned Out” e a surpreendente (timbragem idêntica) “Just Another Victim”. Q Hamilton tem alguma dificuldade pra cantar o refrão no tempo ahah
Stevenson me foi o destaque: fez tudo direitinho, mas com feeling. Difícil explicar. Vários insights me ocorreram sobre afinidade com o Meshuggah e etc. Não foi um showcover.
O Helmet entregou demais.
Meu veredicto: foda, mas não foi o Coroner. De mesmo tamanho do Savatage, mas com a vantagem de ninguém ali ter voltado pro bis com camisa da CBF.
Por fim: a abertura com o Debrix. Gosto da banda, mas não sei explicá-los. O guitarrista base e dono (e tb baterista no ChaosSynopsis) disse ser uma banda q faz “o q todo mundo gosta”. Tem traquejos Helmet, vocalista à CharlieBrownJr umas horas, baixista (bom) vestido à hardposer farofa e um baterista monstrinho q comparo a Stephen Perkins (Jane’sAddiction/PornoForPyros), em seus melhores momentos.
Tocaram, aqueceram o público e não foram hostilizados, muito pelo contrário. Pessoas percebem quando a banda é de verdade e não força barra. Não é metal nacional, nem rocktiktoker. Sons em inglês e em português. Não são heavymetalstrictusensu, mas têm um DNA. Torço por eles.