OVERLOAD BEER FEST 2026
Cemitério • D.E.R. • Eskröta • Vulcano • Obituary // Carioca Club – 21.02.26
Uma resenha ao contrário. Ou comentários soltos.

Foi um baita evento no quesito PONTUALIDADE. Todos os horários respeitados, da primeira à última banda. Mérito da organização, claro, mas tb das bandas envolvidas – nenhuma metal nacional – q não deram migué nem brechas.
Não dá pra dizer q foram 4 bandas de abertura pro Obituary, à exceção do Eskröta q se portou assim um tanto ou q houve um excesso. Foi um fest.
Mesmo quem não estivesse a fim, ficou na rua bebendo e comprando camiseta barata até o Vulcano e/ou o Obituary entrarem ou então ficava ali na área lateral interna da casa comendo frituras fumacentas, bebendo e comprando cds e camisetas caras.
Há q se lembrar q o fest foi adiado em 1 ano devido ao cancelamento (ou não confirmação?) dos floridenses ano passado, motivo q me fez comprar o ingresso ainda este mês – vai q cancelariam de novo…

Acabou q quem cancelou foi o Surra (porra) e q no sábado tinham esgotado os ingressos; amiga da Dani tentou ir, não rolou.
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O Obituary foi monstruoso. Som impecável, execuções precisas; Donald Tardy é um relógio. E a pretexto dos 35 anos de “Cause Of Death“, supostamente, tocaram 7 dos 9 sons dali. Faltaram sons de “The End Complete” (só “I’m In Pain” tocada) e de “World Demise“, não revisitado, mas não consigo reclamar.
O pormenor achei a pouca interação com o público. Não q alguém tenha reclamado. As rodas na pista beiraram o insalubre; a certa altura vi bastante gente caindo. Mas é q o som mais cadenciado parece ter evocado maior truculência.

E a capa do álbum no fundo do palco (backdrop digital) achei foda. Foi minha primeira vez com os caras; se fecharem a lojinha posso falar q os vi.
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O Vulcano antes fez um show do Vulcano. Tinham um público à espera e à espreita, e se o som não estava tão bom (aliás, como com todas as outras bandas), é pq os sons são toscos mesmo ahahah
Tudo gravita em função do guitarrista lenda dono Zhema Rodero, q faz todos os solos e puxa a maioria dos riffs. E tudo bem. O vocalista Luiz Batata tem presença e divide bem os holofotes. Não fomos apresentados aos outros 3 integrantes.
E como há uns 2 anos, em show no Sesc Belenzinho, contaram com a participação do ex-vocalista Angel em 2 (ou 3?) sons, pra lá de coerentes com a proposta.

Fecharam a participação com o hino (!) “Guerreiros de Satã”. Foi retrô, foi legal, mas está faltando lançarem em show o tal disco novo.
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O Eskröta veio pro lugar do Surra e transpareceram nervosismo e improviso – será q ensaiaram meio em cima da hora? Assim: já vi shows ótimos e ruins da banda. O de sábado ficou no meio termo: começou fraco e melhorou um pouco.

O q eu acho: vir pra capital e com muito público intimida as gurias/cara, sobretudo a guitarrista vocalista Yasmin, q alternava pedir desculpas (povo do interior trata show em SP como fosse Madison Square Garden – menos…) com meio ficar agradecendo demais. Tá faltando ligarem uma “chavinha” de foda-se, nesse sentido.
Não estavam – à “The Wall” – substituindo o Surra (embora eu achasse q deveriam citá-los) e meio se comportaram assim. O som estava ruim, fora isso.
Principalmente na bateria, embolada. A guitarra no começo tb estava sumida, só q a baixista segurou bem a bronca.
Gosto muito do vocal da Yasmin, o baterista toca muito, mas me parece estar faltando constância no palco. Estrada.
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O D.E.R. foi a segunda atração e a coisa mais hermética do dia. Zero interação, a não ser antes do último som o vocalista mandar um “agora é o último som. Obrigado”.

Tudo acontece em torno do Thiago Barata – aquele do Test com sua bateria mínima – e a formação é quarteto, com ele, o vocalista, um baixista e um guitarrista barulhentos. Como tem q ser.
E grindcore evoluído, não no nível Test, mas quase como um grindcore-core. Curti q meio q puseram – borrado – o desenho da capa do disco novo (“Tempo Severo”) no telão, mas os vi melhores em dezembro, pq com o som melhor.
Tvz o ambiente fosse muito amplo pra esse tipo de som. Se bem q o Test arregaçou no Cine Jóia com o som impecável… Sei lá.
Aposto q a banda saiu satisfeita.
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O Cemitério abriu os trabalhos e mesmo não estando lotado, tiveram um público. Eles têm um público.

Graças às músicas em português e aos refrões ganchudos. Lidaram bem com o som, na medida q a proposta da banda (em trio) é um thrash metal mais básico, à Tankard. Aliás, me ocorreu q o público deles tvz seja o fã de Matanza redimido com o fã de Tankard e de Zumbis do Espaço.
Achei chata uma certa interação true ali uma hora – guitarrista enaltecendo o “underground”, bla bla bla – mas a banda é muito boa no q faz, e cascuda.
Não é banda q me agrada, em termos de ir a mais shows ou comprar merchan, mas é coisa minha, não posso achar ruim.
Vocalista participou dum som do Eskröta depois, o q ergueu a banda em termos de empatia com o público e em desempenho mesmo.
E foi isso.













