THRASH COM H CLASSICS
“No More Tears”, Ozzy Osbourne, 1991, Epic/Sony
sons: MR. TINKERTRAIN/ I DON’T WANT TO CHANGE THE WORLD / MAMA, I’M COMING HOME / DESIRE / NO MORE TEARS / S.I.N. / HELLRAISER [Motörhead – eheh] / TIME AFTER TIME / ZOMBIE STOMP / A.V.H. / ROAD TO NOWHERE
formação (‘original album information’): Ozzy Osbourne (vocals), Zakk Wylde (guitar), Randy Castillo (drums), Bob Daisley (bass), John Sinclair (keyboards), Michael Inez (bass/inspiration & musical direction)
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Tirando as morcegadas e fábulas que todos conhecem sobre o cara (e que muitas vezes duvido não serem coisas plantadas na imprensa ou livros) e seguindo numa linha mais musical e visual, podemos ver que o Ozzy já passou pelas músicas pops dos anos 80, soou hard rock van halen quando o Van Halen tava no topo, teve mascote como Iron Maiden e todos os zilhões de bandas, vestiu jaco de lantejoulas rosas e pintou cabelo pra parecer algo meio Stryper/Blown Jobvi, entre outras coisas que acompanharam a época. Só nao tocou thrash porque o thrash não era o que dava grana na época (pelo menos não tanta quanto o hard rock). Esse é o esquema de marketing do Ozzy: sempre soar atual, não importando que tipo de rock/metal seja o atual.
Aí chegaram os anos 90 e o Ozzy tinha difícil missão de se manter no topo soando atual. O que fazer? Zakk Wylde estava tinindo nas guitarras e impressionou a todos no álbum anterior, no qual tinha apenas 18 anos quando entrou, Randy Castillo era o batera mão pra qualquer obra, já tendo tocado nos últimos discos do chefe e tendo um passado positivo na “América” por suas apresentacoes com a ex falsa gostosa Lita Ford (sim, pq essa daí era uma enganação). Mas, de repente, tinha alguem ali sobrando: ele, o velho tio bigode, companheiro de tantas jornadas, Geezer Butler.
Sacam Emerson Leão no Santos e Antonio Lopes no Vasco? É a mesma coisa com Geezer; na carreira do Ozzy é assim: sempre que aperta ele é chamado, tira uma grana e sai fora pra alguem vir e “atualizar” o esquema tático. E assim foi feito, limando o Geezer e contratando o “sangue novo” da modinha, Mike Inez, do Alice In Chains e, principalmente, um produtor chamado Duane Baron (produziu “só” Quiet Riot, Alice Cooper, Mötley Crüe, La Guns, Ted Nugent e, por ultimo, o Hoobastank, modinha atual), que é um cara que sempre acompanhou os passos do “rock” e sabia pra onde levar esse álbum sonoramente falando. E deu certo. E põe certo nisso.
O álbum em si é um show à parte de Zakk Wylde. Os riffs contagiantes seguidos dos hamônicos (patente do cara), unidos à pegada e tempo bem Alice in Chains de quase todas as músicas ditam o ritmo do álbum. “Mr. Tinkertrain” é a sapatada ozzeyra que Zakk ja traz estourando logo após o play. Falando sobre um estuprador de criancas com riffs muito bons, o cd já começa tirando qualquer um fã de metal tradicional da cadeira. Seguido por “I Don’t Wanna Change the World”, que basicamente manda todo mundo ir à merda após os processos dos adolescentes viciados que se suicidaram.
Outro aspecto que ajudou no disco foi a parceria do nosso amigo Sujo, Direto e Porco maior, Lemmy Killmister, que teve umas boas sessões de bar com Wylde e Ozzy, donde foram divididas uma série de sons entre o Motörhead e Ozzy, gerando as baladas como “I Ain’t No Nice Guy” (comentada por aqui já) e “Mama, I’m Coming Home”, que faz história nas rádios brasileiras até hoje como se fosse lançamento. Tudo bem, nem tudo nessa parceria foi chato e lento, afinal fomos premiados com o petardo que se segue no disco, “Desire”, um som referência a tudo que se pode descrever do álbum.
O mesmo segue com a clássica “No More Tears”, que tem uma linha de baixo consistente e uma excelente composição de guitarra sustentada nas baixas freqüências de teclado e piano, sem encheção de saco, que veio por se tornar o épico do album. “S.I.N.” (shadows in the night) vem tentando recuperar a energia que o épico tirou e consegue com bons solos e harmonias de Ozzy. Logo depois disso “Hellraiser” é tocada na versão do guitarrista Wylde, que convenhamos, ficou muito melhor que a do Motörhead.
Após esta música o álbum fica um pouco mais interessante para os que procuram algo diferente, pois Wylde impõe presenças de música country americana em algumas das que seguem, como “Time After Time” e “A.V.H.”, que foram colocadas nas propositalmente posições 8 e 10 pra não ficarem tão assim na cara. Esse lance de misturar country com metal acabou por ser o que Zakk pirou e resolveu levar pra frente em carreira solo, e mesmo não tendo dado tão certo valeu pela tentativa de trazer algo novo.
“Zombie Stomp” é a musica mais alternativa e pesada do álbum, sem pretensão nenhuma de ser comercializada e com a utilização da cozinha com menos linearidade. Foi colocada no meio das duas citadas acima exatamente por ser a mais contrastante. O álbum é fechado com “Road to Nowhere”, uma balada um pouquinho mais pesada que “Mama I’m Coming Home” e que tenta buscar tudo que o “No More Tears” traz: a presenca da guitarra limpa no vocal seguido pelos riffs pesados seguidos de harmônicos “cortantes”, segurados por um competente baixista de Vanguarda e um experiente baterista sem pretensões de ser estrelinha.
Um grande trabalho, afinal, pra puxar o pessoal que estava saindo da fase de guitar hero dos anos 80 e entrando para o grunge dos anos 90. Se voce gosta de Heavy metal tradicional, com uma cadência um pouco mais rock, este é o álbum.
RAMMSTEIN
Parece q sou mesmo um sujeito influenciável: é como explico ñ ter entrado tão no clima do show da terça última.
Tinha lido entrevista com guitarrista (Richard Kruspe) no dia, em q dizia q a banda ñ traria toda a produção de palco (inviabilidade, custos altos etc.), assim como tb conferi o set-list (pra passar à Patroa quais dos sons antigos rolaria), q atestava q ao menos metade do show seria de sons do álbum novo, “Liebe Is Für Alle Da”, q meio ñ ouvi direito, metade ñ gostei…
Mas tem q haver o registro de q foi um SHOW DO CARALHO, sim. Se ñ trouxeram toda a produção e pirotecnia, com o “pouco” q veio, fizeram uma zoeira sem precedentes: pois lembro q o ÚNICO show gringo a trazer toda a produção de palco foi o AC/DC, e olhe lá.

Fiquei embasbacado, sim, quando ao fim da “Du Hast” (música q funciona melhor ao vivo, com multidão bradando sem dó), o Till Lindeman atirou uns fogos em nossa direção, q tiveram o efeito de voltarem até o palco pra daí explodirem! Fiquei besta em ver como o baixista e o tecladista, posicionados mais acima no palco, repletos de coletes e chapéus (parecendo aqueles seres estranhos dos filmes “Hellboy”), assim estavam pra se protegerem das LABAREDAS q apareciam e iam ali pra trás!
No entanto, a falta dos telões foi o q me broxou mais. Estávamos – eu, Patroa e a amiga Danny Poser – lá pro fim da pista e lamento até agora ñ ter podido vê-los mais de perto. Por outro lado, é o q a Patroa falou ao fim: “os caras trouxeram o ‘Volkerball’ pro Via Funchal”.
E foi aí q me caiu a ficha: é, foi mesmo!
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E ñ foram todos os sons do “Volkerball” rolando: até pq estão promovendo o álbum novo (mesmo pobrema q tive no show do Therion: viciar num dvd e estranhar a mudança de repertório…). Mas, cacete, rolou “Feuer Frei!” (um dos típicos sons conduzidos por bases stacatto uníssonas chupinhadas do Metallica véio), “Keine Lust” (PUTA PESO), “Sonne” (q eu esqueci q rolaria, e só reconheci no refrão) e a “Mein Teil” praticamente igual à do “Volkerball”: com o tecladista freak Flake Lorenz sendo cozido num caldeirão por lança-chamas.
Flake, o mais sem noção da banda: é cozido, toma porrada, faz dancinhas ridículas. E ganha a platéia com isso. Ao longo do show passou a usar terno e calças brilhosas (tipo Elton John). No bis, ficou sem camisa, no q me veio o seguinte e insolúvel dilema: entre ele e Olga (do Toy Dolls), quem seria o freak dos freaks?
Páreo duríssimo.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OBXLe4fFBl0&feature=related[/youtube]
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“Benzin”, tocada algo mais devagar (link acima do show de 4ª), teve até truque inédito: bomba de gasolina no palco pra, ao fim, Lindemann queimar sem dó sujeito “q passava” por ali (no palco!) e ficou correndo de lado pra outro com roadies fingindo desespero em tentar apagá-lo. Sadismo é pouco!
E nem faltou tanto som antigo assim: “Links 2 3 4”, “Ich Will”, “Du Reischt So Gut” (ñ curto essa) rolaram tb. Senti falta de mais sons do “Reise Reise” (como a faixa-título) e de “Asche Zu Asche”.
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Tvz agora, a esta altura, eu possa racionalizar o clichê de q o show foi o da PLATÉIA, devota e entregue como raramente vi (mais q em Rush e Therion recentes): imaginem um lugar pra 5mil, 6mil pessoas, lotado com pessoas bradando a plenos pulmões os sons EM ALEMÃO!
Tá, q teve “Pussy”, q é em inglês (e com baterista usando pintos artificiais ao final, em pé no banquinho, pra ejacular fogos de artifício) e a “Te Quiero Puta!” (enlouquecidamente pedida pela platéia) derradeira, q é em español e Lindemann praticamente ñ a cantou: a la “Breaking the Law” do Rock In Rio 2001 do show do Halford, foi a galera quem levou o som.
Resenhas por aí falam de espanto dum dos guitarristas (Paul Landers) ante tremenda receptividade: como disse acima, ñ pude ver, mas acredito. A comunicação com a platéia foi escassa, pouquíssima mesmo: um “muito obrigado” com um puta sotaque no final. Mas é banda alemã, q nem no dvd tem blá-blá-blá com a platéia. E na saída, ñ ouvi quem MALHASSE o show: todo mundo embevecido, comovido, agradecido, em transe – e um coro espontâneo de assobio da “Engel” na escada abaixo eheh
Quero concluir a resenha atrasada e sem graça com o seguinte: q a Patroa, a Danny Poser, o Rhatto (foi na quarta, cara?) e o Pagé compareçam por aqui pra falar coisa melhor. Quem sabe, me ajuda a cair ficha tb.
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Bang Bang!
BABAQUICE EM SEU NASCEDOURO
Este é pra constar uma coisa q me ENOJA na internet: a confusão q alguns/algumas fazem entre “desejar q aconteça” e “realmente acontecer”.
Num fórum whipláshico sobre o Motörhead, eis o comentário, datado de ontem, duma certa (dum certo?) JulyMaster a respeito das confirmações de Motörhead e Metallica pro próximo Rock In Rio:
Concerteza tera uma palhinha do Lemmy com o Metallica, qual sera a musica que vao tocar juntos: Overkill, Damage Case, Stone Dead Forever ou Too Late Too Late ??? So sei que vai ser foda demais!!!!
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Perguntas à fulana (ou fulano):
* q certeza é essa? Baseada em q “palhinhas” – recentes ou antigas – ocorridas entre Lemmy e Metallica?
* q certeza é a de q “Stone Dead Forever” e “Too Late Too Late” estarão no set list? Q eu saiba (e nem sou tão fanático assim), ñ constam do repertório do Motörhead tais sons HÁ MUITO TEMPO. Ah, mas seria “concerteza” no set do Metallica… daí eu ñ sei, e pergunto: eles vêm tocando tais sons ao vivo?
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É o tipo de babaquice q, bobear, ganhará vulto de “promessa” ou “atração” do festival. Sem q nenhum dos envolvidos sequer esteja a par.
De resto, me veio a lembrança do último Rock In Rio no Rio (aquele de 2001), em q circulou o rumor, travestido de certeza, de q Jimmy Page faria uma jam no show do Iron Maiden. Baseado no FATO do Page estar, à época, no Brasil (na Bahia, onde financia uma ONG, ou coisa do tipo), mas MAIS AINDA no fato de q algum/alguma boçal simplesmente QUIS q isso acontecesse, pra daí bostar na internet o evento q, claro, ñ se consumou.
Pois o Jimmy Page ñ tocou e nem tocaria com o Iron Maiden. Jamais aconteceu, jamais aconteceria. Fora isso, os caras gravando dvd ao vivo iam querer gente de fora aparecendo?
Só sei q conheço gente Q FOI de última hora (pegou busão e foi) àquele show da donzela, pra VER o Jimmy Page dando “palhinha” com os caras. Em vão.
AFTAS ARDEM
DISCOS DO RAMMSTEIN PRA MIM:
1. “Reise, Reise”
2. “Mutter”
3. “Sehnsucht”
4. “Liebe Ist Für Alle Da”
5. “Rosenrot”
6. “Herzeleid”
Ñ incluí os “ao vivo” – “Lichtspielhaus”, “Live Aus Berlin” e “Volkerball” (fodástico, esse) – por os conhecer apenas como dvd mesmo. Quem quiser fazê-lo, à vontade!
SERVIÇO DE UTILIDADE PÚBLICA THRASH COM H
Edição especialmente tercerizada, por Jessiê Machado
“Don’t Break the Oath”, Mercyful Fate, 1984, Roadrunner/Combat
sons: A DANGEROUS MEETING / NIGHTMARE / DESECRATIONS OF SOULS / NIGHT OF THE UNBORN / THE OATH / GYPSY / WELCOME PRINCESS OF HELL / TO ONE FAR AWAY / COME TO THE SABBATH
formação: King Diamond (vocals), Hank Shermann and Michael Denner (guitars), Timi G. Hansen (bass), Kim Ruzz (drums)
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Era quase metade da década de 80, ainda não existia “Rock in Rio” e, conseqüentemente quase nada a nível de metal nacional, nada de internet, nem de informação na televisão, muito menos de mp3. Heavy metal ainda era uma terminologia pouco difundida em terras tupiniquins e pouco se sabia acerca do estilo, sendo que roqueiro era quem gostava de Blitz.
No cenário internacional, Metallica lançava “Ride the Lightning”, o Iron cometia “Powerslave”, Slayer era apenas uma banda com um bom álbum de estréia, e surgia uma banda nova chamada Celtic Frost, das cinzas de outra intitulada Hellhammer, que lançava um álbum obscuro, “Morbid Tales”. O Death Metal ainda engatinhava, e o que se tinha de mais agressivo, fora bandas obscuras, eram o Venom com seu “Black Metal” (por enquanto apenas um nome de disco) e o Possessed.
Essa era a cena metálica mundial, e foi assim que o metal dinamarquês, até então sem nenhuma história no contexto musical pesado, surpreendeu o mundo com o 2º álbum da então desconhecida banda Mercyful Fate. Um nome poderoso. Uma das capas mais impactantes e fortes até hoje. Sendo durante muitos anos uma das camisetas mais disputadas entre bangers do mundo todo.
Rosto pintado não era de todo novidade, pois Alice Cooper fazia isso há décadas, e o Kiss idem: todavia, em ambos casos, era mais pra teatralidade e encenação, enquanto que no caso do vocalista aqui, um certo “King Diamond”, era diferente: tinha uma conotação de medo, de filme de terror, até mesmo de magia negra e ocultimso. Isso chamava muito a atenção: ninguém sabia seu (real) nome, nem visto seu rosto sem maquiagem. Dizia-se que morava em um castelo, que tinha cicatrizes, que cantava com o microfone envolto nos ossos de sua ex-mulher… Uau, não tinha adolescente que não vibrava com tanto mistério.
Embora o que mais chamava atenção não era isso, e sim, a sonoridade única da banda, que foi chamada inicialmente de heavy metal clássico, ou só de heavy metal mesmo.
O disco abre com um clássico de cara, “A Dangerous Meeting”, de uma introdução magnífica (que com o tempo mostrou-se ser a marca da banda), muito trabalhada, riffs fortes e muita variação nas guitarras. Shermann e Denner eram guitarristas muito bons e com uma capacidade criativa invejável. “Quem será o primeiro a cair no transe?”, pergunta King já no início. E, de fato, é difícil não cair no transe que tal reunião perigosa causa. Simplesmente sensacional.
A próxima conta com um trabalho de baixo sensacional: “Nightmare” é uma canção sinistra (como os pesadelos podem ser) e tem uma modificação de ritmo em seu final que a torna ainda mais macabra e tenebrosa. O álbum segue com “Desecrations Of Souls” e “Night Of the Unborn”, na mesma linha de guitarras trabalhadas, muita técnica e uma variação de ritmo sensacional.
“The Oath” tem dois minutos de introdução arrepiante e assustadora, seguidas de um heavy metal muito bom, com os característicos vocais de King Diamond e as guitarras matadoras da dupla Shermann e Denner. Grande música, instrumental sensacional. As guitarras gritam!
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“Gypsy” é uma das músicas com maior variação entre o vocal, digamos, normal… e seu falsete, uma das preferidas de muitos fãs. Novamente com um sensacional trabalho de guitarras.
“Welcome Princess Of Hell”. Uma de minhas favoritas, com destaque para a evolução do baixo, principalmente no refrão. O trabalho de King também é fabuloso, que canta de uma forma diferente, meio rasgada.
“To One Far Away” é uma singela e pequena instrumental, a 1ª da banda, com um leve acompanhamento de King. Serve de introdução e plano de entrada para a próxima, um dos maiores hits da banda.
“Venha, venha para o Sabbath, sob a ponte em ruínas. Bruxas e demônios estão vindo”, “Mais tarde o Mestre irá se juntar a nós chamando pelo coração do inferno”. “Come to the Sabbath”, um clássico da banda, sempre presente em coletâneas e shows. Excelente canção, com muito uso de teclados (até então pouco difundido em som tão pesado).
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No fim das contas, fica aqui um marco do Metal mundial. Algo incomparável: um som pesado e tenebroso, com uma grande e inspiradíssima dupla de guitarristas, um baixista criativo e um bom baterista. Fora, é claro, o inconfundível vocal de King Diamond em sua plenitude. Alguns hoje chamam o Mercyful Fate de black metal, por causa das letras de cunho satanista e até mesmo pela aura em torno de King, mas “Don´t Break the Oath” nunca se resumiu a apenas isso, se tornou discoteca básica de qualquer banger, desbravadores dentro do estilo onde fizeram escola, e nunca existiu nada como King Diamond desde então, gostando-se ou não de seu estilo vocálico.
Mas o que chama a atenção no álbum, além do peso e da atmosfera assustadora e pesada, são as construções das músicas com introduções inspiradíssimas, riffs poderosos, solos bem arquitetados e duelos de guitarras possantes. Um grande álbum, uma grande banda que sempre foi mais do que a banda de King Diamond. O Mercyful Fate tem/teve identidade própria e vida eterna, mesmo que no inferno!
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CATA PIOLHO CLXXXVIII – em tempos de metal brasileiro falindo e imaginário, segue uma imaginação minha (mesmo ñ sabendo se tratar do mesmo designer gráfico) acerca de duas capas tão parecidas de lançamentos über alles recentes.
Pois ninguém haverá de negar a semelhança de propostas entre estas aqui, hum?
e
E fico imaginando a conversa das bandas com o artista responsável:
(bandas, num chat) – Então, cara, entendemos q vc resolveu botar o velhinho numa das capas meio de lado, pra ñ ficar tão igual, certo? Mas tvz tenha q haver mais uns detalhes pra ñ ficar tão na cara!…
(artista) – É assim: mudei a pose do velhinho pra ñ queimar MEU FILME nessa história, fora ter botado barba apenas num, já q estou fazendo tudo a preço de custo, ok? Por conta daquela minha promoção: mesmo baterista, dou desconto. E cheque pra 10 dias. O q mais vcs querem?
(bandas) – Tem como botar os olhos duma capa meio com luz?
(artista) – Acho q já fiz isso: vcs ñ viram os desenhos direito? Abram eles no Firefox, ao invés de abrir no Word.
e, ao fim de 5 longos minutos, com a internet discada dos pobretões demorando a fazer o serviço…
(bandas) – Ah, vimos sim. Legal a sacada. As cores: do Shammerda tudo azul e as do Franga, mais pra vermelho, serão mantidas, né?
(artista) – Sim. Tá no preço. Pintar uma toda de azul ñ encarece nada. Mas o q mais vcs faziam questão, hein?
(bandas) – Tem como botar a tatuagem dum dos velhos na testa e na do “de lado” na bochecha? Pq senão ñ vai dar pra ver!
TEMPO DE DESPERTAR
Como ia dizendo ali no post “embromation“, frustração de playboy é uma merda. Acho realmente deprimente quando acordam pra vida.
E daí dá-lhe espécimes da “raça” indo bater em gays na Paulista, queimar índios e mendigos por aí, bater em patys em baladas, entre outros comportamentos elevados cujo intuito seria apenas DESAFOGAR, sem qualquer maldade.
E azar de quem esteja pelo caminho.
Já os playbas frustrados q se acham injustiçados conseguem cometer coisa tão atroz quanto: vão à internet (interagir com o “mundo”, pra q este faça ciência de sua angústia) e publica choradeiras atrozes. Como esse tal Thiago sei lá de q, do sei lá de q Shammerda (baluartes da cena melódica brasuca) postou nalgum lugar e o whiplash acolheu.
(Provavelmente está faltando pauta ali tb)
http://whiplash.net/materias/news_857/119453-shaman.html
Ñ copio aqui a bagaça inteira – q NADA tem de “vergonha alheia” – tb por misericórdia dos amigos Yulo e Rodrigo, mas pincei uns trechos pra discutirmos e, quiçá, ajudá-lo a apaziguar tanta mágoa. Bora fazermos “vaquinha” pra comprar o magnânimo novo álbum conceitual siberiano da banda dele?
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I
É o fim o rumo que esse estilo tão calorosamente amado por todos aqui, está tomando. Não é só pelas portas na cara da grande mídia, tanto televisiva, radiofônica ou mesmo de internet, que mais dói, mas sim o próprio público que vem se levantando uns contra os outros como bárbaros sem propósito ou até mesmo torcidas organizadas, sedentas por sangue e promovendo aquelas tristes imagens que vemos por aí.
Uma coisa acho q imagino de q ele esteja se queixando: o “Stay Reggae” (© Tucho) deve ter se recusado a passar videoclipe da banda dele… ou será saudade de novo convite pra trilha de novela global? De época em q nem era da “banda”.
E q “tristes imagens” q se vê por aí tanto assim? Se show de Zé Pultura e Mulher Matos rendeu mil pessoas num domingo a 70 contos… deve estar falando em briga de orkutianos em joguinhos tipo “fazenda”. É por aí?
Ou está falando dos “bárbaros sem propósito” frustrados no show do Manoteta queimando camiseta no banheiro. Será q queimaram alguma do Shammerda (existe camiseta do Shammerda?) por engano?
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II
Todos os dias de minha vida, acordei, saí da cama e fiz algo pelo heavy metal.
E na boa? Num precisava…
Vim de uma família de classe média paulista onde minha mãe cantora de MPB e meu pai baterista de samba, poderia ter muito bem ido pra outras ondas, mas não.
Justamente também por ser filho dessa classe media, poderia ter escolhido outras profissões, como desenhista, designer ou o que seja.. Mas não. O sangue falou mais alto e resolvi fazer o que acreditava, o que fazia mais sentido pra mim. Ouvir aquela voz de dentro era o mais correto sem dúvidas. Mais tarde aprendi que aquilo se chamava intuição.
Realmente, ñ precisava. Alguém te pediu, playboy?
Imagino o sujeito saindo da cama e indo comer Danoninho em nome do metal. Com a mãe preparando um Nescau… em nome do metal. Quanta abnegação!
“Ñ vai tirar esse pijama do Iron Maiden, filhinho?”. Ñ, mamãe, vou ficar com ele o dia todo. Em nome do metal.
Ñ precisava falar q veio de classe média (eufemismo pra “classe rica q troca os 2 carros na garagem todo ano”). E com os pais q tem, das duas uma: ou foram péssimos pais (pra aconselharem a Ñ SEGUIR o rumo mambembe da carreira artística), ou ele continua um filho equivocado, q ñ seguiu o passo exato dos pais. Fazer “mpb” ou “samba” nem é tão ruim assim. Tem um nego aí no Franga q tá indo pra esses rumos, acorda!
Ñ escolheu “outras profissões”. As q pagam a vida de verdade. As q existem de verdade e ñ alimentam ilusões beócias. Deveria ter escolhido isso, com a música como “plano b”. Pra daí largar do trampo “ingrato” e viver de música… mesmo q no mundinho imaginário.
“O sangue falou mais alto”: psicótico. Ouve vozes internas. Provavelmente tb fala com elas. Volto aos “péssimos pais”: deveriam tê-lo levado a um psicólogo, o q pouparia a internet de pitís desnecessários tb.
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III
Por essa tal intuição, cá estou pra deixar claro pra todos o descontentamento não só meu, mas de muitos colegas metaleiros que dividem dessa mesma depressão que a cena tem nos causado.
Porra, vocês são cegos?
Num percebem o que está acontecendo?
O METAL NACIONAL ESTÁ ACABANDO!!!
E o que essa meia dúzia de merdinhas fazem?
Jogam mais lenha na fogueira!
Dão mais motivos para os grandes meios fecharem mais as portas para essa cena já capenga que é o Heavy Metal Brasileiro.
“Colegas metaleiros”: ótimo e preciso termo pra substituir o equivocado “cena”. Os “colegas” estão depressivos. Judiação. Será q ñ caberia ainda fazerem um cursinho pré-vestibular pra VIDA ADULTA?
Cego é quem ñ vê q “o metal nacional está acabando” ou quem achava q “ele” “existia”? Somos, pelo menos aqui no Thrash Com H, os míopes de q lado? Mas se é “já capenga”…
Espero ñ ser um dos da “meia dúzia de merdinhas”. Aceito um “sr. Merda” como tratamento: já passei dos 18 anos.
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IV
Onde não só Angra, SEPULTURA e SHAMAN apareciam, mas também WIZARDS, SYMBOLS, KAVLA, KRYSIUM, TUATHA DE DANNAN, VIPER, KARMA, SKYSCRAPER, TEMPESTT, HANGAR, HYBRIA, TORTURE SQUAD, KORSUS, DR. SIN… nossa!!! E por aí vai…
Percebem a riqueza disse “celeiro”???
E sabe o que muitas dessas bandas hoje em dia fazem? Se matam pra ter um pouco de espaço, um micro espaço pra poder continuar sobrevivendo… infelizmente falando das que ainda vivem, pois muitas delas entregaram os pontos… infelizmente.
Mesmo as consideradas “grandes”, quando não estão na estrada, estão se virando com outros trabalhos, pra poder colocar o arroz com feijão em casa, cuidar da família e ainda de quebra, lutar contra todo um sistema falido de rock, contra a mídia que insiste em fechar os olhos prum meio que certamente é um dos únicos que lota estádio e o pior… hoje em dia, contra os próprios fãs!!!!!!!!!!!!!!
Perdoemos os erros de grafia: devem ter sido erros de digitação por conta da fúria e da depressão. (Quem, afinal, jamais os cometeu?). Reparem quantas bandas citadas são/foram dissidências do Franga – aliás, cena de metal melódi-cu brasileira é isso: bandas de gente q foi do Franga – e as bandas “grandes no Japão”. E tb as bandas q lançaram 1 álbum (máximo 2) pelas Die Hard e Hellion da vida, sem dar em nada. E q devem ser de “colegas metaleiros” injuriados.
O tal “micro espaço” eu sei do q ele está falando: eles já ñ agüentam mais ter q tocar no interior do Rio Grande do Sul sebunda-feira à noite pros fãs q ñ existem. Ou pros q as malditas bandas de abertura se recusam a levar! Como tb já devem estar de saco cheio em Ñ TOCAREM no Blackmore e no Manifesto, q ñ seja de domingo à tarde ou quinta à noite (dias reservados pras bandas q ñ levam viv´alma em show).
Ah, e “se matam pra viver”. VIDA é isso, certo? E têm q arrumar “outros empregos”: coisa mais nojenta ter q trabalhar, hum? Ao invés de viver do dom, da “intuição” ou do sangue falante. E estão lutando contra os fãs, é?
Vc está cego??
Q FÃS? Existe fã de Tuatha de Dannan? Bão, esses aí ao menos costumavam acreditar em duendes. E o porquê deste manifesto? É briga ou apenas marketing equivocado pra NINGUÉM?
Bem, paro (por ora) por aqui. A hora q passarem as náuseas e os espasmos peristálticos pode ser q eu até retome a leitura do link inteiro. Alguém por aqui sugere medidas q possamos tomar pra salvar o “metal nacional” (q ñ existe)?
Tvz no lugar de ADESIVOS se pudesse pensar em TATUAGEM. E no pinto, oras: pra “levantar e morder”! E ae?
COISA
Poesia ñ é, pois sou ZERO em dodecassílabos. Chamo de “letra de música”, e esta fiz faz tempo, sei lá quando:
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FODA
É contraproducente pensar
Q somos os únicos
em todo o Universo
E bastante anti-higiênico
Ñ fosse a crença no mal
E em deuses monoteístas dos quais mal sabemos
bem os nomes
(astronautas todos?)
Daí caberia falarmos em autópsias de et’s
Ou sobre ectoplasma de vez em quando
Sem ânsias, tosses e cheiros fortes
Enquanto estivéssemos transando
MENU DE HOJE: EMBROMATION
(fora isso, alguém tem alguma sugestão de pauta palpitante de q eu esteja passando batido?)
A COR PÚRPURA
DISCOS DO DEEP PURPLE PRA MIM:
1. “Made In Japan”
2. “Perfect Strangers”
3. “Burn”
4. “Rapture Of the Deep”
5. “The Book Of Talyesin”
6. “Fireball”
7. “Machine Head”
8. “Powerhouse”
9. “Made In Europe”
10. “Come Taste the Band”






