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3 Comments

  1. Leo
    26 de agosto de 2026 @ 14:02

    Marcão falou tudo sobre o show, então vou entrar pela brecha que ele deu pra falar do disco que ele ainda não comentou.

    Discaço! Muito melhor que o anterior. Ainda não vi quem fez a produção, mas, considerando que o último foi o Rick Bonadio – o que justifica a guinada tentando ampliar o público, que acho que descaracterizou um pouco a trajetória. Nesse sentido, correção de rota acertadíssima. Paulo, um colega presente ao show, disse que os pontos altos de “Perpétuo” são mais altos que os de “Continental”, embora o último seja homogeneamente melhor. É uma boa leitura. Seja como for, “Continental”, além de muito mais pesado, é de fato mais homogêneo. Uma virtude e tanto, se considerarmos a diversidade das parcerias no disco, de Derrick Green a Sandra de Sá (diversas em estilo, absolutamente coerentes em proposta); e mesmo musicais, com passagem à la Iron Maiden (todo baixista tem um pouco de Steve Harris!) a músicas mais pop, sem perder a mistura que já é tradicional do hardcore com black music da banda. Ressaltando: discaço!

    No show tocaram o novo CD inteiro na íntegra na primeira metade e os sons antigos na segunda. Boa escolha. Considerando ser a primeira apresentação ao vivo, naturalmente, a energia foi diferente. Absolutamente justificável uma certa ambientação ao funcionamento delas ao vivo – muitas tem métrica de vocal diferente da rítmica, inclusive. Seja como for, as músicas novas soaram muito bem ao vivo (mesmo as passagens que estranhei no disco encaixaram melhor ao vivo) e já tem um apelo forte no público que estava lá. Como o Marcão disse, público mais heterogêneo que os últimos shows de que me lembro. Nesse sentido, acho que precisamos considerar a casa. Já a segunda metade do show, com os sons mais clássicos, foi pé embaixo o tempo todo.

    Seja como for, Black Pantera, ao lado da Crypta, a meu ver são o que de mais importante aconteceu nesse universo da música pesada no Brasil nos últimos anos, provavelmente desde o surgimento da Pitty. Digo isso não porque tenha necessariamente alinhamento com a produção dela, mas porque ela foi muito importante para trazer uma geração de garotada para a música pesada. E isso tem um valor inestimável. Crypta e Black Pantera dão um passo além, tanto musicalmente quanto na representatividade. São ícones em que essa garotada se reconhece e encontra um lugar social – o que é fundamental, principalmente nesse mundo pós pandemia. Viva!

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  2. Fernando Romano Menezes
    28 de agosto de 2026 @ 13:09

    Não sou muito fã nem do Black Pantera nem do Punho de Mahin, por exemplo, mas o bastão foi passado e eu que me foda. Rs. Tem público, fazem um som honesto, estão subindo e pronto. A fila anda mesmo, e é bom que banda nova apareça e fortaleça a cena.
    Quanto mais, melhor.

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  3. André
    29 de agosto de 2026 @ 02:53

    Não sou entusiasta da horda. Especialmente, o álbum anterior não me deixou uma boa impressão. Mas lendo a analise do Leo, é interessante entender a cronologia dos lançamentos. Fiquei curioso pelo álbum mais recente.

    Sim, a fila está andando.

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