fevereiro 2026
INJUSTIÇADO

Sacred Reich, “Heal“
O caso de disco incompreendido. Em 1996, q me lembre, ninguém (ao menos em minha bolha metaleira) gostou.
Pq era um Sacred Reich mais “lento” e acessível, tvz se deixando influenciar por Pantera e Machine Head (q causavam desconfiança nos metaleiros). Vindo após a porradaria sem concessões – e inspirado em Pantera – q foi “Independent“. E cujo single/videoclipe foi de “Low”, pra piorar homônimo de som do Testament.
Acontece q É e ACHO o melhor disco do Sacred Reich: curto como sempre, só q com músicas mais evoluídas e trabalhadas, Dave McClean – aliás, futuro Machine Head – voando na bateria, assim como os solos de Willey Arnett inspirados
Phil Rind soava à Phil Anselmo nos vocais? Phil Anselmo é q chegou depois.
Até o cover de Oingo Boingo (“Who Do You Want to Be?”) encaixa em “Heal“. Quem não lê o encarte (leiam encartes) ou conhece a versão original nem fica a par.
Assim: tá há tempos sem encontrar bandas novas q agradem? Q tal (re)descobrir discos q ficaram pelo caminho?
30 anos de lançado e soa novo.
..
PS – post sobre “Roots” ainda está rolando
PODRIDÃO
Central Panelaço , 21.02.26
Na verdade, não sei muito o q dizer.

Foi um show gratuito e solidário lá no Panelaço do JG e da Vivi, q estava presente assim como a filha. Levei umas roupas q não me servem mais.
Foi à tarde no próprio sábado e dali saímos eu e Leo pro Carioca pro Overload Beer Fest, com escala numa padaria pra almoçar, já q a feijoada do Panelaço já tinha acabado, no q me faz crer no sucesso do evento.
Não sei muito o q dizer por não ter ainda familiaridade com o Podridão, q já tinha visto na Burning House ano passado abrindo pra Pestilence e Cancer. E achei melhor.
São daqui da Grande São Paulo e fazem um death grind consistente instrumentalmente com vocal gutural. Trio com Junior (ou Putrid Dick) no baixo e vocal, Ivi Kardec (ou Rotten Flesh) na guitarra e Rafael Prado (Repugnant Fat) na bateria.
Estão desde ano passado lançando o disco novo “Coffin Of the Corrupted Dead“, 4⁰ disco já, e têm 10 anos de atividades.
E fizeram um show na raça, mas não amador/tosco underground ostentação: microfone, amplis e retorno na calçada, junto da bateria sem microfonação e tocando debaixo do sol.
Fizeram alguma cover, q não entendi bem qual ou de quem, e me pareceu q o vocalista maneirou um pouco em falar umas coisas, já q tinha criança no rolê.
Foi bem legal, mas penso q o Leo pode falar melhor.

OVERLOAD BEER FEST 2026
Cemitério • D.E.R. • Eskröta • Vulcano • Obituary // Carioca Club – 21.02.26
Uma resenha ao contrário. Ou comentários soltos.

Foi um baita evento no quesito PONTUALIDADE. Todos os horários respeitados, da primeira à última banda. Mérito da organização, claro, mas tb das bandas envolvidas – nenhuma metal nacional – q não deram migué nem brechas.
Não dá pra dizer q foram 4 bandas de abertura pro Obituary, à exceção do Eskröta q se portou assim um tanto ou q houve um excesso. Foi um fest.
Mesmo quem não estivesse a fim, ficou na rua bebendo e comprando camiseta barata até o Vulcano e/ou o Obituary entrarem ou então ficava ali na área lateral interna da casa comendo frituras fumacentas, bebendo e comprando cds e camisetas caras.
Há q se lembrar q o fest foi adiado em 1 ano devido ao cancelamento (ou não confirmação?) dos floridenses ano passado, motivo q me fez comprar o ingresso ainda este mês – vai q cancelariam de novo…

Acabou q quem cancelou foi o Surra (porra) e q no sábado tinham esgotado os ingressos; amiga da Dani tentou ir, não rolou.
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O Obituary foi monstruoso. Som impecável, execuções precisas; Donald Tardy é um relógio. E a pretexto dos 35 anos de “Cause Of Death“, supostamente, tocaram 7 dos 9 sons dali. Faltaram sons de “The End Complete” (só “I’m In Pain” tocada) e de “World Demise“, não revisitado, mas não consigo reclamar.
O pormenor achei a pouca interação com o público. Não q alguém tenha reclamado. As rodas na pista beiraram o insalubre; a certa altura vi bastante gente caindo. Mas é q o som mais cadenciado parece ter evocado maior truculência.

E a capa do álbum no fundo do palco (backdrop digital) achei foda. Foi minha primeira vez com os caras; se fecharem a lojinha posso falar q os vi.
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O Vulcano antes fez um show do Vulcano. Tinham um público à espera e à espreita, e se o som não estava tão bom (aliás, como com todas as outras bandas), é pq os sons são toscos mesmo ahahah
Tudo gravita em função do guitarrista lenda dono Zhema Rodero, q faz todos os solos e puxa a maioria dos riffs. E tudo bem. O vocalista Luiz Batata tem presença e divide bem os holofotes. Não fomos apresentados aos outros 3 integrantes.
E como há uns 2 anos, em show no Sesc Belenzinho, contaram com a participação do ex-vocalista Angel em 2 (ou 3?) sons, pra lá de coerentes com a proposta.

Fecharam a participação com o hino (!) “Guerreiros de Satã”. Foi retrô, foi legal, mas está faltando lançarem em show o tal disco novo.
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O Eskröta veio pro lugar do Surra e transpareceram nervosismo e improviso – será q ensaiaram meio em cima da hora? Assim: já vi shows ótimos e ruins da banda. O de sábado ficou no meio termo: começou fraco e melhorou um pouco.

O q eu acho: vir pra capital e com muito público intimida as gurias/cara, sobretudo a guitarrista vocalista Yasmin, q alternava pedir desculpas (povo do interior trata show em SP como fosse Madison Square Garden – menos…) com meio ficar agradecendo demais. Tá faltando ligarem uma “chavinha” de foda-se, nesse sentido.
Não estavam – à “The Wall” – substituindo o Surra (embora eu achasse q deveriam citá-los) e meio se comportaram assim. O som estava ruim, fora isso.
Principalmente na bateria, embolada. A guitarra no começo tb estava sumida, só q a baixista segurou bem a bronca.
Gosto muito do vocal da Yasmin, o baterista toca muito, mas me parece estar faltando constância no palco. Estrada.
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O D.E.R. foi a segunda atração e a coisa mais hermética do dia. Zero interação, a não ser antes do último som o vocalista mandar um “agora é o último som. Obrigado”.

Tudo acontece em torno do Thiago Barata – aquele do Test com sua bateria mínima – e a formação é quarteto, com ele, o vocalista, um baixista e um guitarrista barulhentos. Como tem q ser.
E grindcore evoluído, não no nível Test, mas quase como um grindcore-core. Curti q meio q puseram – borrado – o desenho da capa do disco novo (“Tempo Severo”) no telão, mas os vi melhores em dezembro, pq com o som melhor.
Tvz o ambiente fosse muito amplo pra esse tipo de som. Se bem q o Test arregaçou no Cine Jóia com o som impecável… Sei lá.
Aposto q a banda saiu satisfeita.
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O Cemitério abriu os trabalhos e mesmo não estando lotado, tiveram um público. Eles têm um público.

Graças às músicas em português e aos refrões ganchudos. Lidaram bem com o som, na medida q a proposta da banda (em trio) é um thrash metal mais básico, à Tankard. Aliás, me ocorreu q o público deles tvz seja o fã de Matanza redimido com o fã de Tankard e de Zumbis do Espaço.
Achei chata uma certa interação true ali uma hora – guitarrista enaltecendo o “underground”, bla bla bla – mas a banda é muito boa no q faz, e cascuda.
Não é banda q me agrada, em termos de ir a mais shows ou comprar merchan, mas é coisa minha, não posso achar ruim.
Vocalista participou dum som do Eskröta depois, o q ergueu a banda em termos de empatia com o público e em desempenho mesmo.
E foi isso.
DOA A QUEM DOER NESSA PORRA
Nunca tinha visto esse videoclipe:
Mas o melhor achei a história sobre o Krisiun contada nos comentários por um certo @davidcouzens:
“Let me tell you a story about Krisiun. When Krisiun played in London, supporting Dark Funeral, one of their fans got in a bit of a row with the security and was in the process of getting thrown out for ‘moshing too hard’. The band stop playing and personally intervened, apologising on the fans behalf and pleading with the security not to throw him out. They were humble, they reasoned and they brokered a deal that he could stay. Massive respect for that. No Rockstar bullshit… Total respect for Krisiun!”
A conversa flui ali prum outro show na Argentina com abertura do Nervochaos. E fora tudo isso, sempre recomendo comentários de YouTube: via de regra, muito depoimento e histórias interessantes.
PÉ NA PORTA, PÉ DE PANO
Quando o disco de estréia supera o 2⁰ disco com folga ou um pouco menos:
- “The Piper At the Gates Of Dawn” muito superior a “A Saucerful Of Secrets”, Pink Floyd
- “Ramones” muito superior a “Leave Home”, Ramones
- “Iron Maiden” muito melhor q “Killers“, Iron Maiden
- “Unknown Pleasures” muito melhor q “Closer“, Joy Division
- “War Of Words” supera “A Small Deadly Space“, Fight
- “Appetite For Destruction” supera “GNR Lies”, Guns N’Roses
- “Bruno My Eyes” supera “The More Things Change…”, Machine Head
- “Golpe de Estado” bem melhor q “Forçando A Barra“, Golpe de Estado
- “War And Pain” melhor q “Rrröööaaarrr“, Voïvod
- “Crucificados Pelo Sistema” melhor q “Descanse Em Paz“, Ratos de Porão
WhatsAppin‘: isentões expulsam trumpista https://metalinjection.net/news/breakups/vicious-rumors-fires-drummer-over-political-views-we-can-no-longer-tolerate-being-punished-by-association
Vai ter reaça xingando a viúva de “comunista” ou cancelando o Slayer https://www.metalsucks.net/2026/02/18/jeff-hannemans-widow-defends-his-legacy-my-husband-never-glorified-nazism
Tecladista jogou pra torcida. Pereira desmentiu antes mesmo q ele comprasse uma 100g de pó https://consequence.net/2026/02/journey-steve-perry-reunion-jonathan-cain
40 ANOZZ

Ozzy Osbourne, “The Ultimate Sin“
Aquele caso de disco lançado há 40 anos q soa lançado há 40 anos.
Ozzy e staff (ghost writters incluídos) indecisos entre aderir ao metal farofa vigente ou falar mais sério, como em “Thank God For the Bomb”, pra mim o único som bom de “The Ultimate Sin“.
Não dá pra culpar Jake E. Lee por isso, já vinha do disco anterior. Mas parece q partir de “No Rest For the Wicked“, disco seguinte, e de “No More Tears” (seguinte ao seguinte), a carreira solo do Sr. Osbourne encontrou seu som/guitarrista + produção não datada.
(Assim: não gosto dos anteriores tb, mas entendo q eram melhores)
E q capa ruim, hein?




