O título é impronunciável de propósito. O cd é original da Rough Trade, q faliu pouco antes do lançamento. A sorte da banda é q gravavam no próprio estúdio, em casa.
Mas q banda? ButtholeSurfers. Quem era da banda? Não dá pra saber pelo encarte (leiam encartes ou não), q inexiste: é a capa com a contracapa preta constando os nomes das músicas em fontes brancas, não mais.
Nem data, um aviso de “Barking Dogs” ser faixa-bônus e um mero “made in England” abaixo.
Soube há pouco q “The Hurdy Gurdy Man” é versão de Donovan, britânico sessentista. E q “Something” não é aquela daqueles, mas composta por Jim e William Reid, do Jesus&MaryChain (!!?), com letra dos surfistas cloacais
Gratidão a Crom pela Wikipedia e a Michael Azerrad por “Nossa Banda Podia Ser Sua Vida”. Informações. Básicas. Ajudam.
Mas é q os texanos não queriam distrações ao material gravado. Pode ser. Lembro de achar indigesto o lance. (Tenho esse faz tempo) Faz parte, não é disco do ABBA.
A vibe era hostil: uma fita de introdução ruidosa e mórbida tocando desde às 20h, pelo menos. Nada de som ambiente ou claridade.
A penumbra continuou quando o trio neozelandês entrou pontualmente às 20:30, sequer cumprimentaram e esperaram detalhes de afinação e (provavelmente) click pra daí começar a apresentação. Não estavam a fim de conversa, ou de filmássemos/fotografássemos.
A proposta do Ulcerate, vi umas horas antes no YouTube, é o tal do postblackmetal: clima, timbre, morbidez. Quase nada de riffs na guitarra de Michael Hoggard, q executava acordes improváveis, jazzísticos, dissonantes. Nenhum solo.
O baixista/vocalista Paul Kelland faz suas partes no mesmo volume, intencionalmente enterradas na mixagem. Enquanto o baterista Jamie Saint Merat parece ter o emprego dos sonhos do baterista do TortureSquad: uma banda fazendo climas e tocando monotonamente enquanto ele “frita” o tempo todo: viradas, pratadas, 2 bumbos trigado alucinados e alucinantes, com provável intenção de atordoamento.
Consegue.
TDAH define.
O Iglesia estava lotado. Se não soldout, a vez em q vi o lugar mais cheio.
E sem ar-condicionado ligado.
E Kelland sofrendo (mas não admitindo) em sua camiseta de manga longa. De onde estavamos, Leo e eu, não se mexia. Não se conseguia mexer, abrir roda, pular. E assim foi até o final, hora e meia mais tarde.
A pesquisa q fiz há pouco – não havia setlists no palco, fui atrás pelo site de set-lists – acusou 9 sons, 5 deles do opus recente, “CuttingtheThroatOfGod”.
Pena não haver merchan à venda: truezice ou venderam tudo na Argentina antes? Provavelmente venderia tudo.
O público estava devoto e solene: nalguma hora, recriminaram alguém q ousou rir ALTO. Até dá pra cantar entoar junto, mas não vi ninguém fazendo.
Falei pro Leo a certa altura: os caras não vão nem agradecer, sequer fazer um bis, é acabar, virar as costas e vazar. Mas não: ao final, tvz espantado com e reconhecendo nossa magna presença, Kelland nos agradeceu umas três vezes, Saint Merat parece ter notado q existiamos e concederam a honra de nos ofertar com um bis.
****
Ao final, racionalizamos: banda de média pra pequena, sem roadies – e tvz tb, iluminação – por contenção de gastos (e q tvz não se pensasse q juntaria tanta gente), com proposta não exatamente original, mas executada originalmente.
Curti. Parece q nos discos soa melhor. A ver. E certamente foi melhor q o Atrophy&Artillery cancelado e a mim devidamente reembolsado.
Saímos mais malignos daquele antro do q quando entramos.
Set-list (suposto): 1. “To Flow Through Ashen Hearts” 2. “Drawn Into the Next Void” 3. “Further Opening the Wounds” 4. “The Dawn Is Hollow” 5. “Dissolved Ordens” 6. “Cutting the Throat Of God” 7. “To See Death Just Once” 8.”Stare Into Death And Be Still” 9. “Dead Oceans”
Novidades q meio me escapam por falta de contexto:
MetalChurch novo. Single. Nenhuma indicação de data e nome de disco novo.
Vocalista novo parece q honra o falecido. Baterista novo, Ken Mary (quem? Baterista de Flotsam&Jetsam e ex-AliceCooper 40 anos atrás) efusivamente saudado nos comentários e a certeza de q David Ellefson sempre terá um freela.
Presta mesmo?
****
LambOfGod novo. Single tb. Sem perder a identidade, dizem.
Sem o Chris Adler fundador. Ou já tinham lançado músicas sem ele? Mais pesado do q eu lembrava da banda. Vocal continua idiossincratico, pra bem e pra mal.