outubro 2025
ANÚNCIO
Olhae o unboxing precoce:
(tá igual o fim do Sepultura: se não ficar requentando, se esquece?)

E vcs estariam pensando o mesmo q eu desse “cover“?
SMAG PÅ DIG SELV
Sesc Avenida Paulista, 24.10.25

Uma noite improvável, pq duma banda dinamarquesa q desafia rótulos. E convenções: 2 saxofonistas (Oliver Lauridsen e Thorbjørn Øllgaard) e 1 baterista (Albert Holberg).
E vindos de Christiania (ocupação anarquista em Copenhague), caralho. Acabei de saber, pesquisando.
Juro q ouvi meio som no YouTube e resolvi ir.
2 dias antes.
Convidei a namorada e meu enteado, q está aprendendo sax. Chegaram atrasados, mas chegaram. Leo e Dani compraram ingresso na hora e entraram. Tudo extremamente atípico.
Assim como o público, meio indie a princípio. Camisetas pelo recinto: Butthole Surfers, Gang Of Four, Eskröta, Kraftwerk. Eu, de Napalm Death.
E o q toca o Smag På Dig Selv?

Eu diria q essencialmente um ska doido. Mas tinha macetes de música eletrônica (Holberg com um módulo Roland e pratos percussivos mais q crashes e rides) e jazz, cacoetes de bumbos heavy metal, música ambiente e de trilha sonora, sei lá.
Praticamente tudo instrumental, à exceção dumas vocalizações guturais – à throat singing mongol, não death metal – e tvz Lauridsen cantando algo ora ou outra, não tenho (mais) certeza.
Boa parte do público os conhecia.
Pareciam encantados com a receptividade, desceram (exceto Holberg, claro) ao público MAIS DE UMA VEZ, sendo uma dessas tocando e fazendo “trenzinho” com o pessoal, tudo muito divertido e interativo sem forçar.
Pararam um som no meio pra tirar selfie com alguém ahahah

Mas sequer falavam inglês. Ou português, nem espanhol. Se comunicaram num inglês básico e português mínimo, sem truques ou obviedades. Camisa da CBF ao final tb não rolou. Numa hora, Øllgaard começou a berrar em dinamarquês alguma coisa rude, q me pareceu bronca no técnico de som. Era distração pra q Lauridsen e seu visual meio Nação Zumbi (não?) aparecesse atrás de nós tocando, em cima dum banco.
Mesmo Holberg não ficava quieto sentado, andando pelo palco entre os sons ou em horas em q não tocava.
Legais ainda 2 apartes políticos (faz sentido Christiania), em nos parabenizarem por botarmos os fascistas daqui atrás das grades e num breve discurso de Lauridsen pró-Palestina, q não me pareceu tão unanimemente bem recebido.

Tocaram os 12 sons acima, aparentemente. Se despediram emocionados, indo embora pelo lado esquerdo da platéia, passando por nós e por um pedaço vomitado (!!!) no chão.
***
Curti, até. Achei o som meio abafado e o baterista comedido com o equipamento disponível. A companheira se divertiu e achou um dos melhores shows deste ano. Já o Leo cravou o q acho mais acertado: som pra ver ao vivo, tvz nem tanto pra ouvir em casa.
Tanto q continuei só com aquele meio som do YouTube no conhecer. Tenho q admitir q a curiosidade do rolê era mais uma síndrome de abstinência – tinha 15 dias q não ia a um show – mal disfarçada ahahah
Mas foi bem legal. Pq sem referência. Recomendo esse tipo de coisa.

PS – saindo da esfiharia próxima onde fomos jantar nós cinco, entra Holberg, com a mesma camiseta de death metal usada na apresentação. Debora e os amigos o cumprimentaram pelo show, sujeito reagiu fazendo coraçãozinho com a mão.
Uma amostra grátis da tal globalização: músico dinamarquês indo comer comida libanesa no Brasil e fazendo mímica de coraçãozinho de desenho sul coreano pra gente…
PS 2 – não trouxeram qualquer merchan pra vender
ANDY SNEAP
Desnecessário explicar hoje, bora listar.
Quem quiser lançar um puta q pariu junto nos comentários, à vontade:
- “Blood Of the Nations”, Accept
- “Dead Heart In A Dead World”, Nevermore
- “Violent Revolution”, Kreator
- “Exhibit B: The Human Condition”, Exodus
- “Invincible Shield”, Judas Priest
- “Pleasures Pave Sewers”, Lock Up
- “Killing Peace”, Onslaught
- “Silicon Messiah”, Blaze Bayley
- “Endgame”, Megadeth
- “Caravan Beyond Redemption”, Cathedral
Link pra consulta: https://share.google/7Grk2UzhumlvTkFLM
Sensação de déjà-vu, fora isso. Já listamos ele?
WhatsAppin‘: um outro patamar de xaropice. Não necessariamente bom https://consequence.net/2025/10/youtube-drummer-plays-tool-discography-one-take
Achei muito acurado. E a turnê já pulou de 11 pra 58 shows, nenhum no Rock In Rio https://iloveclassicrock.com/11-times-rush-proved-they-were-the-smartest-band-in-rock
Vai ficar milionário de novo se seguir com o freela https://consequence.net/2025/10/charlie-benante-carla-harvey-wedding-officiated-gene-simmons








