Thrash com H

30 ANOS DEPOIS…

quarta-feira, 11 maio, 2022 por Txuca

… o q ficou?

8 respostas

  1. FC

    Um disco anacrônico (no sentido ruim), perdido esteticamente no tempo, como todos os subsequentes 30 anos depois.

    Por outro lado, foi a porta de entrada para a banda para uma geração, um refresco na popularidade depois que passou a empolgação do primeiro Rock in Rio (período em que eu me incluo).

    Quanto às músicas, curto Be Quick or be Dead, Fear is the Key, Afraid to Shoot Strangers. E tem aquela que eu não aguento mais ouvir.

  2. André

    Fear Of The Dark é a Enter Sandman dos manos. Wasting Love seria a Nothing Else Matters. Embora, eu prefira a primeira. No geral, um disco mediano. Como seria a maioria daqui em diante. Acredito que se Bruce não tivesse saído, a banda estaria num patamar superior ao que se encontra. Pode ser bobagem, mas, penso assim.

  3. märZ

    Ficou um album muito importante na trajetória da banda, goste-se disso ou não. Quando saiu, lembro de ter comprado o vinil duplo dividido em 6x numa loja de departamentos de minha cidade onde meu pai tinha ficha de crédito.

    O soluço do album anterior tinha deixado os fãs ressabiados, e Fear tratou de apagar essa impressão. Bem produzido (apesar da capa horrenda, talvez a primeira realmente ruim da banda – não por acaso, sem Riggs nos pincéis), começava com uma canção porrada – resposta a Painkiller? – e tinha momentos inspirados, espalhados aqui e acolá pelas músicas (longas como nunca).

    O grande tchan do disco foi ter gerado pra banda um de seus maiores hits – quiça o maior. Acho que ninguém da banda ou gravadora esperava o sucesso da canção Fear Of The Dark, e tiram leite dela até hoje, merecidamente. Apesar de hoje em dia eu não ter mais saco pra ouvi-la.

    Ah, foi na tour desse disco que os vi pela primeira vez, no Maracanazinho, com abertura do insosso Thunder.

  4. märZ

    Relendo meu texto, creio que pode levar a pensar que o considero um puta disco. Não considero. É mediano, mas na comparação com o anterior, fica bem melhor. Em termos de produção e composição.

    Mas é um marco por gerar seu maior hit e por ser a despedida de Bruce na época.

  5. Jessiê

    Pra mim álbum medio, cheio de fillers em um momento de muito medo da banda que sabia que precisava se reinventar, mas não sabia como. Bruce saindo, Derek fora, Martin Birch saindo.

    O saldo neste ponto foi positivo renovou os fãs por mais 3 décadas (olha os frutos hoje) mas é só ok.

  6. märZ

    Me lembrei de uma passagem interessante no show do Maiden que fui em 1992, tour desse album:

    Lá pelas tantas, entre uma música e outra, Bruce começa a falar no microfone: “a próxima canção fala de um soldado em um campo de bata…” – nem esperei ele terminar e já gritei com toda força “THE TROOPER!, THE TROOPER!”, e todos que estavam à minha volta também começaram gritar em coro “DE-TRU-PER!, DE-TRU-PER!”

    Bruce terminou: “this is Afraid! To Shoot Strangers!”

  7. André

    Tenho uma parecida, mas que não aconteceu comigo. Assistindo um vídeo no canal Sea Of Tranquility sobre shows ruins, lá pelas tantas alguém comenta sobre um show do Maiden na tour do Virtual XI lá nos EUA. Quem quiser conferir: https://www.youtube.com/watch?v=NHggSDbbWAw&t=574s

    O relato é aos 19:15

    Detalhe: esse cara é colaborador da Roadie Crew. O nome dele é Chris Alo.

  8. Marco Txuca

    O álbum vive de “Fear Of the Dark” até hoje. Por sinal, a única música daqui em setlist até hoje, e assim o será perpetuamente.

    É a “Enter Sandman” dos caras, sim. E a música-solo menos pior de Steve Harris no disco, q já entrava em período de seca, mas os hits – ambos de Dickinson e Gers – “Be Quick Or Be Dead” e “Wasting Love” (os únicos q consigo ouvir hoje) meio q distraíram essa atenção.

    Gers, por sinal, mostrando serviço: 5 co-autorias. Maior percentual de autorias do presepeiro até hoje. Pra cobrir essa lacuna.

    “Afraid to Shoot Strangers” já era uma “música Blaze” antes de sequer cogitarem o sujeito.

    ***

    Bruce demissionário, Riggs fora (pior capa até então), Martin Birch aposentado, tb distraíram da falta de Adrian Smith. Q no “No Prayer” (q acho muito melhor) ainda tinha alguma aura + sons de Dave Murray soando antigos.

    Concordo com FC: anacrônico. Desde q saiu. “No Prayer” foi uma “volta às origens”. Meio q colou. Músicas pra mim melhores. “Fear Of the Dark” conseguiu se vender pelos hits, pelo hype, pela nova geração descobrindo, mas parece q ñ foi de propósito.

    ***

    Puxo a brecha do “efeito black album”: tocava direto em rádio, clipes na Mtv Brasil, mas ñ sei se quiseram se vender de propósito. Parece q vendeu no vácuo do Metallica.

    Outros discos q analisaremos ainda este ano (“The Ritual”, “Renewal”, “Force Of Habit”, “Countdown to Extinction” etc.), estes sim, tentaram ser os próximos black álbuns. E até tiveram umas nesgas de lugares ao Sol. Como Ícaro.

    ***

    As músicas q ñ são hits acho muito fracas. Ñ consigo nem chamar de lado B. “Chains Of Misery” é a coisa mais Deep Purple feita pela Donzela desde “Twilight Zone”. Ah, de co-autoria de Dave Murray? Explicado.

    Pessoalmente, o disco q menos gosto do Maiden. Até menos q o “Killers”, q vez ou outra tento dar uma chance (meio q a cada ano bissexto). “Fear Of the Dark”, ñ.

    E eu tava no show aqui em SP com abertura do Thunder. Parque Antarctica, tempos idiotas de chegar ao meio-dia (pra “pegar melhor lugar”) e ficar o dia todo sob o Sol, sem comer nem tomar água nem usar banheiro.

    (Dinheiro era só o do ingresso e pra metrô).

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