Thrash com H

O FEDOR DE QUEM SE CONSIDERA NEUTRO(A)

quinta-feira, 3 junho, 2021 por Txuca

O isentão (e isentona) “quer solução”.

Continua “nem esquerda, nem direita”, ñ quer mais “polaridade”. Ñ saiu do “pause” e parece ñ estar aprendendo nada, nem com a pandemia. Mas tb ñ quer participar de nada. Toma omissão por neutralidade, ñ quer “perder amizade por causa de política”, sem às vezes sacar q é o mais falso (falsa) e raso (rasa) dos amigos (amigas). Só às vezes.

E continua falando q em 2018 “ñ tinha escolha”.

O deboísta (e tb a deboísta) acha um saco falar de política (NUNCA é hora de falar em política, aliás), fala q “futebol e política ñ misturam”, “metal e política ñ têm nada a ver” e ñ se sente nem um pouco responsável por ter elegido Bostonaro anulando, votando branco ou “pagando a multa” no 2° turno de 2018.

Defende q votar ñ seja obrigatório. Pra continuar ñ fazendo o q já ñ faz. Detalhe: voto facultativo no Brasil é igual jogo do bicho. É praticado, só ñ é legalizado.

***

Pra todos esses (e todas essas), quem fala em política “é chato” e “petista”. E agora eles/elas têm tb um som q lhes representa.

Da banda nova de Edu Ardanuy, Sinistra:

Sim. Isentões e deboístas têm opinião. “Neutra”. Têm respaldo. Não têm consistência. Vide os comentários: “falando da realidade”, “é isso mesmo”, “melhor letra”. Tá certo.

Tenho medo desses seres, novamente, elegerem Bostonaro em 2022.

O fim? Periga ñ ter fim.

7 respostas

  1. Jessiê

    Quem quer ficar bem com todo mundo, no fim não fica com ninguém. A conta sempre chega, nem que seja pelo julgamento da história.

    Bem produzido o clipe. Só.

  2. bonna, generval v.

    “beirando a loucura nas mãos da ciência / raça, cor e crença / vivendo o novo normal”

    HEIN!?

  3. Marco Txuca

    Tatibitate de gente isentona. Nada significa, mas a galera acha o maximo. Igual àquele artigo do “cafona”, da Fernanda Young.

  4. Leo

    Só faltou uma estrofe começando com “pelo menos…”.

    O cara que fala da pandemia, do Bozolini, ou de qualquer dos infernos que a gente vive e que mata pessoas, com “pelo menos” é o cara que quer relativizar aquilo que não pode ser relativizado pra proteger o dominante contra a leitura crítica, contra o embate político, e contra a vontade de mudança.

    Não tem “pelo menos” quando é a vida de alguém que tá em risco!
    Mas esses caras não conseguem enxergar.
    Não do alto do privilégio deles.

  5. André

    Os amigos estão sendo bonzinhos. O som é uma bosta. Letra. Vocal. “Ah, mas e o Ardanuy?” Foda-se. Alguém ainda cai no papo de “maior guitarrista do Brasil”. Título atribuído a ele e ao Kiko Loureiro e ao Andreas Kisser (dois isentões tb). Parece que só eles tocam guitarra nessa bodega.

  6. märZ

    Não curto Dr. Sin (outra “daquelas” bandas) nem sou fã do Ardanuy. Achei legal as timbragens, o som dos instrumentos, a distorção que foi conseguida na mixagem. Mas a letra é vergonha alheia total.

  7. FC

    RIDÍCULO. Pior do que o orgulho de ser isentão é essa tentativa de parecer indignado.

    Gostava muito do Ardanuy e adoro Dr. Sin, mas peguei um bode imenso depois de uma live do Regis Tadeu, com ele e o Marcelo Barbosa, bem no começo da pandemia.

    O Regis perguntou numa boa sobre como estava a rotina de trabalho dos dois, já que eles são professores. Aí o isentão me solta “ah, vai morrer muita gente, porque as empresas estão fechadas!”.

    Vá pra pqp.

    Quanto à letra, mano do céu… Depois de “mas que inferno virou polarizar” só faltou criarem uma rima com “meu partido é o Brasil”.

    E outra coisa, “Beirando a loucura nas mãos da ciência” me parece uma crítica à ciência ou viajei? Se for isso mesmo, vá pra pqp de novo.

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