Thrash com H

POST EM DUAS PARTES, I

quinta-feira, 11 abril, 2019 por Txuca

por märZ

Estava reparando que alguns dos meus álbuns favoritos de artistas que admiro não são necessariamente considerados entre seus melhores trabalhos. Alguns foram muito criticados por serem comerciais, outros por serem fracos e outros tantos, simplesmente equivocados.

Não que eu os ache fantásticos, mas tenho por vezes uma relação afetiva com esses álbuns, muitos deles descobertos décadas atrás, ainda na era dos LPs, quando pouco chegava até nós. Então qualquer coisa virava ouro, devido à raridade. Eis alguns de que me lembro agora:

Judas Priest: “Ram It Down”

Feito com as sobras do álbum anterior, que por sua vez já não foi grandes coisas. A produção é limpa e cristalina demais e o som não tem peso nem graves. Mas curto muito algumas músicas e acho que funcionariam muito bem ao vivo. E Halford está cantando muito.

At War: “Ordered to Kill”

Tosqueira de estréia desse trio terceira divisão da Virgínia. Curtia muito seu som limitado, bem calcado em Motörhead. Música burra, porém honesta.

Ozzy Osbourne: “The Ultimate Sin”

Alguns consideram este o ponto mais baixo da carreira solo do Madman, e talvez até seja. Foi o primeiro álbum inteiro do Ozzy que tive e ouvi, ainda em cassete original. Tem algumas boas canções: o que mata mesmo é a produção da época, tentando transformar seu som para o gosto do público hair metal.

Rolling Stones: “Dirty Work”

Stones tentando sobreviver aos coloridos anos 80 e à dominância da new wave. Mas o álbum nada tem de feliz, e notoriamente Mick e Keith nem estavam se falando durante sua composição, gravação e tour que sucedeu. Tem uns climas meio sombrios e traz a guitarra de Keith bem pesada em alguns momentos. Como bônus, solo não creditado de Jimmy Page em duas músicas.

Kiss: “The Elder”

Quando coloquei minhas mãos nesse LP, só conhecia então “Creatures Of the Night” e a coletânea “Kiss Killers”. Apesar de toda a controvérsia que o acompanha, acho um bom álbum, com passagens bem pesadas, quase heavy metal. Não soa como Kiss, e talvez por isso seja tão interessante.

AC/DC: “Fly On the Wall”

Primeiro LP da banda que tive, e ouvi muito. Talvez as composições não sejam muito inspiradas, mas as guitarras estão rasgando tudo e o vocal de Brian Johnson nunca esteve tão esganiçado.

Titãs: “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”

Disco maldito da banda, vindo na seqüência de três clássicos. Duro, pesado, distorcido, ácido, cheio de palavrões. Ninguém ouviu, as rádios não tocaram, mas comprei assim que saiu e ouço até hoje.

Motörhead“Another Perfect Day”

Eu até entendo a implicância com esse disco. É bem diferente do que se esperava na época de um álbum da banda. A guitarra e o visual de Brian Robertson mudaram a identidade do trio, mas as músicas são excelentes. Diferente, sim. Ruim, não. As canções têm gancho e swing, e desde quando isso é um problema?

7 respostas

  1. Jessiê

    Sempre tem aqueles discos que “só eu gosto” ou gosto mais que os outros.

    Da sua lista ouvi e ouço pouco o Judas, o Motorhead (tem muita gente q curte por ser diferente) e o AC/DC e nunca ouvi o At war.
    Ouvi demais o Ozzy e é um de meus favoritos por ter ouvido demais na época, memória afetiva mesmo.
    Até curto o Rolling Stones mas não tanto a ponto de conhecer vários e odeio Kiss.
    Já o Titãs é um dos meus favoritos da boy band desde sempre. Escuto muito até hoje!

    Minha lista puxando rápido (os mais significativos) seria:

    Seventh son – é um dos que mais ouço hoje em dia da finada banda e na época a galera não curtiu por ser meio progressivo. Eu curti demais!

    Pink Bubbles – Conheci poucas pessoas que curtiram esse álbum e é um dos meus favoritos e mais divertidos. Ouço com regularidade até hoje.

    Born Again – Puta discaço, Zero the Hero é tão pesada que “dá pra carregar”. Nos idos era disco maldito mas eu curti desde o primeiro dia.

  2. märZ

    Gosto muito dos 3 últimos que citou, mas na época realmente houve um certo preconceito. Envelheceram bem.

  3. Jessiê

    Poderia acrescentar no Me, myself and i, O Adore do Smashing Pumpkins e o Cross Purposes do Sabbath.

  4. Marco Txuca

    Pegando das bandas e discos listados:

    1) achei q só eu curtisse “Ram It Down”. Já resenhado por aqui, inclusive. Ficou entre o execrado (mas bem sucedido) “Turbo” e o “Painkiller”, do qual já percebemos alguns ecos

    A real é q trocar o baterista e botar um de verdade, Scott Travis, só fez bem à horda.

    2) At War é tardio pra mim. Tinha gravado em mp3 pra “um dia” ouvir. Dia desses (ano passado, tvz) comprei. Ouvi. Mas ainda ñ bateu. Mas pra comparar à época, achei melhor q Venom

    3) esse do Ozzy tb curti. Comprei recente, em oferta em sebo. Ñ tem farofa, é um disco sóbrio até. Como ñ sou um entusiasta do Ozzy solo, me passa bem. Ñ sabia q era disco pouco curtido

    4) Rolling Stones tenho uma tendência a curtir os álbuns a partir de “Steel Wheels”, q ninguém gosta. Oitentista, tenho “Emotional Rescue”, q ninguém curte. Em vinil. Eu curto.

    5) Banda Beijo pra mim é indiferente. Nunca fui o maior fã e ñ tenho a maioria dos discos. Comecei a acompanhar à distancia a partir do “Revenge”. Esse entraria como disco obscuro tb?

    Curto bastante o “Unplugged”.

    6) do AC/DC, tenho a tendência a curtir mais o anterior, “Flick Of the Switch”. Bem mais q o incensado “For Those About to Rock”. Ñ conheço ninguém q goste

    7) eu era o maior fã dos Titãs nos 80’s. Antes do “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora” teve um documentário, em 5 partes, q passou na Mtv à época. Com making of, entrevistas, criando expectativa.

    Lembro até hoje ter comprado o disco, posto pra rolar… e DETESTADO. Era um sábado. Jurei aquele dia todo voltar à loja segunda pra DEVOLVER aquela bosta.

    É um disco tosco. Sem Liminha, Titãs era aquilo mesmo, desnudado, sem truques. Ñ devolvi o disco e hoje o curto. Bem mais q o seguinte, “Titanomaquia”, pra mim superestimado.

    8) “Another Perfect Day” é legalzinho. Só. Quem o conheceu à época (ñ eu) deve ter adorado ou odiado. Tem uns sons legais, mas a produção é muito limpa.

    Tá aqui na estante, e em dias de Motörhead Cover chegamos a tirar “Shine” e “I Got Mine”. Menos mal q desgosto mais de “Overnight Sensation” e do “Motörizer”, q me pegaram os lugares de discos menos preferidos do Motörhead eheh

  5. märZ

    Overnight Sensation talvez seja o album mais fraco do Motörhead, mas é curioso como Another Perfect Day mantem a fama de disco maldito até hoje.

  6. märZ

    Dê uma ouvida em The Elder, talvez se surpreenda.

  7. André

    Dos discos citados, conheço só os Titãs e o Ozzy. Tudo Ao Mesmo Tempo Agora é melhor que The Ultimate Sin. Me julguem.

    The Ultimate Sin é um Ozzy já tiozão tentando se adequar ao “novos tempos”. Acho que não fede nem cheira. Ozzy é a Madonna do metal. Guardada as devidas proporções.

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