Thrash com H

TEM Q TER FIM

terça-feira, 23 janeiro, 2018 por Txuca

As polêmicas da vez envolvem o “fim” do Slayer e o fim do Rush.

Slayer saiu por aí anunciando uma “última turnê mundial”, com monte de banda pendurada junto. Quero ver se esse combo vem pra cá mesmo. Mó comoção q sinceramente ñ entendo: os caras já vêm enrolando e vivendo de nome há anos. E quero ver se essa última turnê acaba logo ou perdura como a do Scorpions. Q vão parar, mas ñ disseram QUANDO.

Mas parece q as pessoas parecem se apegar. E mais: se apegar a uma banda q ñ mais existe (mesmo q ao vivo ainda renda um caldo) como existiu em seu auge. Ñ é nem birra de “Jeff Hanneman morreu” ou “sem Dave Lombado ñ rola”, nada disso. Subjetivo e relativo isso, mas como o amigo märZ postou por aqui certa vez, os últimos álbuns – por melhor q seja o “World Painted Blood” – dava pra ficarmos sem. Desse último então, ficou a capa, uns 3 sons mais ou menos e 3 videoclipes metidos a gore.

https://whiplash.net/materias/news_771/277240-slayer.html

Já o Rush parece estar anunciando o fim do modo Rush/canadense de ser: ninguém estava querendo assumir a mão amarela, daí surgiu depoimento de Alex Lifeson dando conta de q nos últimos 2 anos ñ tem havido mais shows marcados ou planos de gravar alguma coisa. Basicamente DEU.

Aparentemente de boa. E acho q tem q ser assim mesmo. Devem nada aos fãs ou ao mundo. Fica o legado. 24 discos de estúdio, caralho. E poupar quem curte da decadência q já se prenunciava.

(como Geddy Lee já ñ conseguir cantar a contento certas músicas mais. Vide dvd recente, “R 40”, q aliás já avisava categoricamente o fim)

https://www.ultimate-guitar.com/news/general_music_news/rush_is_over_we_have_no_plans_to_tour_or_record_anymore_were_basically_done.html

Pq a real é assim: tá morrendo gente adoidado. Só neste mês, q nem acabou, já foram Chris Tsangarides, guitarrista do Babymetal (novinho, tudo bem), Eddie “Fast” Clarke, baixista do Kinks, vocalista do The Cranberries (tb nova, exceção) e ex-baterista do Judas Priest. A hora em q Ozzy Osbourne ou gente do Iron Maiden se for, tvz vá cair a ficha da galera de q esse povo já virou os 60 e 70 e só duram pq duraram. E lutando contra a indignidade.

E pq a obra pregressa – ñ a atual – segura a onda.

Assim: é natural q tudo morra. Esse negócio de banda insistir em continuar soa antinatural. E prende a todos nós num limbo perpétuo. Faltam “peças de reposição”? Evidentemente. Mas vai ficar faltando ir a show desse povo? Melhor elaborar de vez esse tipo de luto do q ficar vendo dinossauros capengarem até morrer de velhice.

Sei lá, é o q me parece.

19 respostas

  1. Tiago Rolim

    Concordo. Aliás, é Bizarro hoje em dia um pirralho de 14 anos ir em um show de Iron Maiden ou do Metallica ou até mesmo do Slayer! Como eu digo, o Metal virou coisa de velho! E esse moleque de 14 anos genérico, é um velho de 14 anos. Se apega a algo que só existe por causada grana. Não tem sentido mais essas bandas se arrastarem.

  2. doggma

    Há muitos anos (décadas?) o Dee Snyder disse numa entrevista: “bandas como o Deep Purple devem morrer”. E meio mundo chiou.

  3. Cassio

    Li coisas ha uns tempos sobre o Araya ja nao se animar com esse esquema banda (turnês, etc); sabe se la a qual tipo de contratos estão amarrados. Valendo para o RUSH e o SLAYER: Fizeram discos e shows incríveis, influenciaram muitas bandas mundo afora (até a gente mesmo…) mas já deu. Grana, os dois já têm mais que suficiente para passarem o resto da vida sossegados e não se arrastarem por aí tocando as mesmas coisas de 30 e tantos atrás. É ciclo da vida mesmo. E que deem dignidade às respectivas aposentadorias. Só digo ‘Muito obrigado’ aos dois.

  4. FC

    Vou fazer a mesma comparação esdrúxula que fiz em post anos atrás também sobre o Rush.

    Essas notícias sobre o “fim/não fim” me lembram muito quando surge o boato do retorno de Friends. Poxa, a obra está lá pronta, intacta, feita e completa, não há necessidade nenhuma de alarde, quem quiser assistir tem à disposição mais de 10 temporadas de uma série fechada.

    A mesma coisa pro Rush, 24 discos de estúdio, é um catálogo para ser devorado e estudado por décadas. Deixa os caras encerrarem as carreiras.

    Vou na do Dee Snider também. Não precisamos mais destas bandas, no sentido de que suas obras-primas já foram entregues. Powerslave já foi gravado, Moving Pictures já foi gravado, Reign in Blood já foi gravado. Eles não farão igual nunca mais. E pra quê fariam? Já fizeram antes e taí pra quem quiser ouvir.

  5. Marco Txuca

    O post märZiano citado:

    http://thrashcomh.com.br/thrash/2014/08/prazo-de-validade/

  6. André

    Não entendo esse papo de “tem que parar”. Tem que parar porra nenhuma. Ainda mais no caso do Slayer que os caras são relativamente jovens. A não ser que os caras não se suportem.

  7. Concordo com André.
    Se ainda tá afim que continue. Estão na fase de fazer o que gostam. Se nós iremos gostar ou não dos discos, aí é outra coisa.

    Especificamente sobre o “World Painted Blood” achei sensacional. Ouvi o cd até “furar”…e tem músicas ali perfeitas ao vivo…

  8. Jessiê

    Amigos somos todos dinossauros, eu vocês, Black Sabbath, Slayer, Rush e todos os demais… Nosso asteroide já caiu e estamos nos extinguindo aos poucos, desde o final da década de 90 com a popularização da internet e todos os novos meios de comunicação e afins. Ano após ano nossa extinção e maior, exponencialmente maior. A forma como concebemos o rock, o metal mais especificamente, não existe mais. Ninguém ouve um álbum inteiro, vão aos shows e apesar de presente narram os mesmo pelo whatapp, ou fazem lives, ou ainda ficam atrás da câmera do celular numa loucura de filmar o que está ali em sua frente, ao vivo, em transe, inerte. Cada vez mais se consome menos material completo, todo mundo quer hits, quer ouvir randomizado, por streaming… Lançar o que? Para quem? 10 mil cópias vendidas? Lembro num post por aqui que Sebastian Bach, de quem não guardo a menor consideração, estava indignado que tinha não sei quantos centenas de milhares de fãs (ou milhões), ou likes, não sei bem, em sua página de alguma rede social qualquer, e tinha vendido sei lá 2 mil cópias do recém lançado álbum… Quem compra CD? Quem se importa? Só nós fósseis vivos e alguns outros que inspiramos. Os tempos são outros e não voltarão mais.
    Deve ser um saco ensaiar por horas, compor, produzir e fazer um show e se ver sendo assistido através de câmeras de celular. Ou ter a cada passo que parar para uma selfie…E vender 10 mil 20 mil cópias (que são consideradas belas vendas). Não paga a breja.
    Todos a quem admiramos no mundo da música nasceram principalmente nas décadas de 50 e 60, alguns outros na de 40 e outros mais quando muito na de 70 (até a primeira metade). Que banda relevante que tem todos os membros nascidos de 87 pra cá? São 30 anos e sei lá deve caber numa mão. Não há renovação. Não haverá. O metal morrerá com os últimos dinossauros, comigo, com vocês, com o último que apagar a luz. Certamente só será ouvido por estes discos já lançados, que são eternos, tipo o blues que se festeja coisa das décadas de 30 e 40, e o resto é revival, regravação, cópia da cópia.
    Pior são os fusions da vida, os new metal, e afins, que apesar de trazer vigor é moda, passageiro, como tudo que é assimilado, descartável.
    Enfim…

    ****

    Eu acho que muitas bandas ainda podem dar bons caldos, principalmente considerando que ninguém novo lança coisa espetacular. Acho o 13 relevante. Muita coisa dos Stones também me agrada. E pagaria muitos ingressos pra banda antiga, só acho que não iria fácil num show do Iron ou Metallica. Vá lá se for perto e não tenha nada melhor pra fazer, barato…

    Mas o fato é que a cada morte, a cada banda que para é um de nós indo embora e não estamos sendo repostos. A extinção é iminente!

  9. Marco Txuca

    A música é virtual antes q inventassem a virtualidade cibernética. As OBRAS estão aí. E continuarão, na medida em q foram digitalizadas e remasterizadas.

    Há bandas com alguma dignidade e vontade de continuar. Ñ vejo Slayer assim (vejo eles continuando só pra cumprir algum contrato leonino fodido; o q o safo do Dave Lombardo escapou) e ñ vejo Rush desse jeito.

    Rush, desde a “volta” (do luto de Peart) em 2001, tenho q estipulou mais uns 15 anos de vida útil – até pra pagar a jornada motociclística do sujeito – e pra fazerem o q gostassem.

    Fizeram disco + dvd, disco + dvd, dvd com disco remasterizado relançado, coletânea de dvd, disco + dvd e mais um dvd. Cobriram praticamente toda a carreira. Se Geddy Lee quiser continuar tocando, vai ter gente chovendo na porta dele pra montar banda. Só fazer.

    O mesmo pro Kerry King, q me parece q é o q quer continuar. Araya já se encheu. Bostaph e Holt só ficam sem trampo em outras bandas (Exodus, Death Angel, Testament e etc.) se quiserem. Como Dave Lombardo e Mikkey Dee, numa outra ponta.

    O ponto ñ vejo as bandas morrerem. Essas bandas – o Maiden, o Sepultura e o Metallica tb – JÁ MORRERAM. E insistem em saudosismo ou em tocar pra molecada q vai a show tirar selfie.

    O q acho tb estar ocorrendo é a músicatendo um MENOR ESPAÇO na vida das pessoas. É música de fundo pra game, pra site, pra selfie. Outras coisas tomaram o lugar no entretenimento.

    E aí, como bem o Jessiê explanou, viramos os tiozões q curtem jazz. Q lêem encarte, o tonto aqui q escreve blog pra poucos (mas bons), q discutem formações de banda e histórias de backstage e de intrigas.

    Q lêem biografias. Coisa e tal.

  10. märZ

    Falo disso de tempos em tempos, e é isso mesmo. Dinossauros… eles, eu, vocês, nós.

    Tá acabando.

  11. Marco Txuca

    Tá introjetado em nós. Ñ há mais demanda pra essas bandas. Nem necessidade.

  12. Tiago Rolim

    Tem um jornalista que tem uma tese. Toda banda morre com 10 anos de vida. O resto é uma versão cover dela mesma que vai até o fim. Ou não. Vide esses recentes projetos revival com um baterista original,ou um baixista qq de uma formação clássica de qq banda do passado.

  13. märZ

    Teimamos em ver esses artistas somente como artistas. Não podemos esquecer que esse é o emprego deles, também. Enquanto estiver dando dinheiro, toca em frente. Nem todos têm a decência de largar o osso quando a inspiração acaba.

  14. Marco Txuca

    É complicado, pq nem sempre o pessoal tem autocrítica de perceber q a inspiração acabou.

    O Bolt Thrower, da pauta de segunda – e q discos foda mesmo aqueles 2, Jessiê! – acabou pq avaliaram ñ conseguirem superar “Those Once Loyal”, o último tornado derradeiro. Tentaram, avaliaram q ñ estava bom e fecharam a lojinha.

    Se pensarmos no escalão dessa banda, assim: influente e tal, mas de gente q certamente Ñ VIVE/VIVEU de banda. Todo mundo com seu trampo civil, família pra sustentar etc. Daí decorrer em uma decisão lúcida: o melhor q fizemos foi até aqui, paramos aqui. Ter orgulho do legado; ou alguém ñ reparou q o Metallica thrash metal universitário mal toca sons de “Load”, “Reload” e “St Anger”?

    O Coroner, lá atrás um pouquinho, voltou pra turnês e anunciava q ñ sairia disco novo. O Faith No More hesitou bastante em sua “reunion” assumidamente retrô, até lançarem “Sol Invictus”, q na melhor avaliação pouco acrescentou…

    ****

    Dou exemplo do Kreator como o de banda q tentou se reinventar umas 3x, sem q atingissem o patamar da era clássica (até “Coma Of Souls”). Perderam até fãs, e voltaram atrás meio covardemente em “Violent Revolution”, mas fizeram o q deveriam ter feito, q era ñ ficar repetindo a mesma coisa.

    E a História está aí pra mostrar o cagaço ou contratos q prendem determinado sujeito ou sujeitos a um nome. Tipo Black Sabbath, Jethro Tull (agora tornado Ian Anderson’s Jethro Tull), Megadeth (“The System Has Failed” era pra ter saído disco solo do Mustaine) e muitos outros.

  15. Jessiê

    Agora fudeu até o Elton John vai parar… Mas avisou que a turnê de despedida vai durar 3 anos… Putz… Kkkk

    Bolt thrower é muito, muito foda. Principalmente aqueles dois específicos que você não tinha. Além dos detalhes que você falou o falecimento de um membro em 3015 sepultou qualquer chance de retorno da banda. Tem uma lista, acho que da Rolling Stone, que a banda está elencada como uma das que nunca lançou um disco ruim/fraco.

  16. Marco Txuca

    Tiago andou compartilhando essa lista no Facebook. Inclui até Slipknot… bah.

    Mas ñ inclui Coroner, então pra mim ñ tem credibilidade eheh

  17. Marco Txuca

    Whiplash autenticando:

    https://whiplash.net/materias/news_771/277347-slayer.html

  18. André

    Eu mesmo já falei aqui que bandas com mais vinte anos não tem mais relevância. O que eeu acho que é exagero é essa drama todo em torno do rock / metal. Não irá deixar de existir. Só que os heróis que crescemos ouvindo não continuarão essa estrada com a gente.

    Concordo que discograficamente, bandas como Metallica e Slayer não acrescentam mais nada. Mas, ainda fazem bons shows. Entendo que no caso do Slayer seja diferente, afinal, a receita deles não é nem de longe como a do Metallica. Vejam o Sepultura : um dos motivos da saída do Jean Dolabella foi grana. Isso se não for o principal.

    Aí, vejo reportagem de que uma artista como a Anitta, que é a maior artista do Brasil ( maior cachê, maior exposição na mídia, etc ), fatura mais com publicidade que com shows. Aí você vê como as coisas estão pra quem trabalha com música.

  19. märZ

    E olha que o cachê dela tá na casa dos 500 mil cruzeiros.

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