Thrash com H

DE QUANDO CAPAS Ñ ERAM APENAS CAPAS

sexta-feira, 29 setembro, 2017 por Txuca

hipgnosis

“Vinyl. Album. Cover. Art – The Complete Hipgnosis Catalogue”, Aubrey Powell, 2017, 324pp., Thames & Hudson Ltd.

Capas e mais capas de disco. Todas catalogadas no livro acima, com a capa acima.

É uma das lembranças q trouxe de Londres. Livro sobre a (o?) Hipgnosis, estúdio britânico de arte gráfica responsável por capas icônicas no rock. Ñ só as do Pink Floyd e The Alan Parsons Project pra lá de conhecidas. Aliás, de monte de bandas até desconhecidas – Edgar Broughton Band, Racing Cars, Strawbs – e ainda de bandas conhecidas, como Scorpions, Led Zeppelin, Black Sabbath (“Technical Ecstasy” e “Never Say Die!”) e U.F.O..

Algo do tempo em q capas de disco valiam algo.

A Hipgnosis eram 3 sujeitos, Storm Thorgerson (o mais conhecido, falecido em 2013), Aubrey ‘Po’ Powell (o catalogador em questão) e Peter Christopherson, q até 1983 legaram ao mundo 372 capas aqui compiladas, uma a uma, acompanhadas de comentários, mais ou menos extensos, dos autores sobre concepção, execução e receptividade.

Thorgerson ñ nos é desconhecido: em “carreira solo” seguiu fazendo capas até recentemente, como as de “Skunkworks” (Bruce Dickinson), “Stomp 442” (Anthrax), “Pink Bubbles Go Ape” (Helloween) e do disco de estréia do Audioslave, autointitulado. Dentre outras tantas, já na “era cd”.

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Inclusive dirigiu os videoclipes de “Tattooed Millionaire” e de “Kids Of the Century”, pra lá de conhecidos e coerentes com seu estilo surrealista e “hipgnótico”.

E o assunto ñ nos é desconhecido completamente: em 13 de janeiro de 2014, fizemos uma pauta sobre capas da Hipgnosis por aqui, em: http://thrashcomh.com.br/thrash/2014/01/sleeve-by-hipgnosis/. Rever pode ser interessante.

Ñ é um livro estrito, q se leia na ordem correta/cronológica, ficando mais como um guia com o qual se consulta ou revê o q mais interessar; por isso fico tranquilo em recomendá-lo mesmo ñ o tendo lido todo (vai demorar pra rolar) e mesmo ñ tendo lido os textos introdutórios de cada um dos integrantes, nem mesmo o release escrito por Peter Gabriel.

Rescaldo duma era obsoleta, dum tempo em q música era vendida de modo obsoleto, mas tudo bem. Sou velho e ñ estou nem aí. Quase um livro arqueológico, q molecada mais nova e adeptos da “spotifização” tvz jamais enxerguem/agreguem valor. Q se danem.

E um dado obsoleto outro, q prezo um monte (alô, Tiago!): custou £ 24.95 na saída da exposição do Pink Floyd, a q me referi aqui outro dia. Arredondando, uns 100 foratemers. Hora q chegar aqui ñ vai custar menos q 200.

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CATA PIOLHO CCLXI – “Jogo dos 7 Erros Capístico”. Meio pra homenagear eheh

"Atom Heart Mother" (1970), Pink Floyd

“Atom Heart Mother” (1970), Pink Floyd

"A Cow Called Floyd" (1993), The Junkie Jesus Freud Project

“A Cow Called Floyd” (1993), The Junkie Jesus Freud Project

 

6 respostas

  1. märZ

    Invejável aquisição.

  2. Marco Txuca

    Foda.

  3. Tiago Rolim

    Adoro esses livros para simples referência. Tenho um de capas de jazz que acho massa tb. E aquele 1001 discos p ouvir é ótimo tb.

  4. Tiago Rolim

    E sim, esse disco dos míneiros é ótimo. Saudade de um tempo em que gravadoras se metiam a lançar bizarrices como essa.

  5. bonna, generval

    invejei também!!

    agora não sabia que o Stomp 442 e o primeiro Audioslave tinham o mesmo capista. Auto-plágio, não?

  6. Marco Txuca

    O pior q o expediente do auto-plágio ñ é tão incomum. Capas de Hugh Syme (Rush, Dream Theater, Megadeth) tem alguns casos e algumas arestas “reaproveitadas” nesse sentido.

    E bem lembrado o auto-plágio em questão, uma vez q só tinha me ocorrido o Scar Symmetry plagiando a capa do Anthrax:

    https://www.metal-archives.com/albums/Scar_Symmetry/Dark_Matter_Dimensions/244326

    (nada a ver, vendo agora)

    *****

    Quanto às bizarrices lançadas em certo tempo por algumas gravadoras, Tiago, ñ espanta a Cogumelo ter lançado o TJJFP, uma vez q estava à época lançando tb o Pato Fu…

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