Thrash com H

TESTAMENT

terça-feira, 23 agosto, 2011 por Txuca

Quem já me conhece um tanto, poderá objetar q fui ao show pq ganhei ingresso em promoção. Nem. Paguei 90 paus pra ver o Testament. Bem, ñ pra ver o Testament: pra ver Gene Hoglan.

Em equívoco de culpa parcial minha – afinal, juntei o 2 + 2 de saber q o próprio gravou o novo trampo da banda (a sair), e supus (erradamente, pelo jeito) q o gordo manco/monstro comandaria a bateria, corvertida em tanque panzer de guerra. E, noutro tanto de culpa, do evento, q fora botar foto com Paul Bostaph na divulgação, ñ bem disse q Hoglan viria ou ñ viria.

testament

Bem, merdas acontecem.

E é bem possível q mais gente tenha se iludido nesse quesito. Embora a ilusão, comigo, ñ seria a do sujeito fazer milagres: afinal, algumas das músicas velhas, de baterística pau mole, pouco conseguiriam ser mudadas. Mas tudo bem.

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Cheguei ao show no melhor dos cenários: ñ vi banda de abertura (Chaosfear) e, em 5 minutos instalado no lugar estrumbado, começou o Testament. Fui vendo ñ se tratar do gordão logo de cara, vendo um loiro levando as músicas até de acordo, mas 1) puxando quase tudo um tiquinho mais lento (e ñ sei se por causa do Chuck Billy. Acho mesmo q ñ); 2) por me parecer q ñ fez qualquer aquecimento antes de entrar – FALTAVA BRAÇO pro cara levar as conduções – até o último som – q ñ são nenhum Slayer, diga-se de passagem.

Na 1ª oportunidade de apresentá-lo, ficamos todos sabendo q o batera quebra-galho da vez (procurar “quebra-galho” na Wikipédia, provavelmente vai aparecer a descrição: “baterista no Testament dos 90’s até hj”) era Jon Allen, do Sadus. Pff!…

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Ah, tava lá o Alex Skolnick. Fantasiado de William Bonner e com o cabelo do Bozo. Toca pra caralho, sim. Mas definitivamente ñ me faz a cabeça: acho mesmo q ele ter ficado no Savatage ou montar alguma banda hard poser, ficaria mais a contento com seu estilo shredder. Minha supresa guitarrística foi sacar q o Japa Peterson tb toca bem e sola legal, sem exageros. Donde eu estava, dava pra ouvir melhor a guitarra dele.

O repertório foi na medida pros veteranos e veteranas ali presentes – ao contrário do Nuclear Assault, quase ñ vi aquela molecada thrasher estereotipada – e poderia se dizer um show duma suposta First Strike Still Deadly tour: 7 sons daquele repertório (praticamente metade do set) foram ali perpetrados. Houve acréscimos homeopáticos da leva pesada recente: 2 sons (incluída a intro playbecada) do “The Formation Of Damnation” e outros 2 do “The Gathering”, infelizmente muito pouco. Q merda ñ ter rolado NADA do “Low”

E sou um ouvinte flutuante da banda, q nunca esteve no meu top 5 thrash, por isso ñ registrei até ver set list na internet terem cometido “The New Order” logo no início, ou “Burnt Offerings” emendada na supreendente (pra mim. Por ser som q sempre achei horroroso – balada – e pelo clipe tosco) “The Legacy”.

Por outro lado, consegui perceber, sim, e apreciar “Souls Of Black” (melhor com 2 bumbos), “Into the Pit”, “The Preacher” (q acho maioumenos), “Alone In the Dark” (essa gruda!) e a soberba “3 Days In Darkness”, ñ recebida tampouco executada com o culhão devido. “Electric Crown”, vinda do álbum péssimo donde vem, tb me foi grata supresa.

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Pra falar em som e em produção, ñ consegui dissociar comparação com o Nuclear Assault: onde John Connelly e companhia foram fuleiros e amadores – afinal, trata-se de ex-banda q volta e meia faz show – o show do Testament foi impecável nas luzes e em panos de fundo e de amplis (coisa modesta, mas bem mais legal q um panão de fundo véio pendurado) e num som claramente melhor. Resenhas e orkut q andei lendo reclamam de ñ se ter ouvido a guitarra do Japa, ou a do “Vampira” Skolnick, mas parece coisa de quem ficou muito prum lado ou pro outro. O fato é estava tudo audível e ALTO.

Pra botar um tiquinho final de defeito: “Practice What You Preach” ficou arrastada, assim como a “Disciples Of the Watch” derradeira, q o baterista ajudou a descaracterizar – versão definitiva dela está no “Return to the Apocalyptic City”: se ñ dá pra fazer igual, melhor q sonegassem!

E a observação, a mim definitiva: Chuck Billy é, com folgas, o melhor vocalista thrash da atualidade. Ñ notei efeitos amenizadores, tampouco falta de fôlego no Índio, q ainda acumula função de air guitar hero no pedestal a la Steve Ta-larico (Aerosmtv). Prometeu tb voltarem ano q vem, com o disco novo lançado – e será q com o gordão??

Moral da história: ñ teve Gene Hoglan, mas até q foi bão. O 2º melhor show do ano pra mim.

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Set list: 1. (intro) “For the Glory Of…” 2. “More Than Meets the Eye” 3. “The New Order” 4. “The Preacher” 5. “Practice What You Preach” 6. “Over the Wall” 7. “Electric Crown” 8. “Into the Pit” 9. “Souls Of Black” 10. “The Legacy” 11. “Burnt Offerings” 12. “D.N.R. (Do Not Resuscitate)” 13. “3 Days In Darkness” – bis: 14. “Alone In the Dark” 15. “Disciples Of the Watch”

13 respostas

  1. inacio

    gostei pra caralho do show e acho que voce exagerou nesse lance de estar mais lento. Nao concordo, mas tudo bem. fiquei decepcionado pq nao era o hoglan, mas acho que o loirinho la nao comprometeu de forma alguma, mandou melhor do que eu imaginava inclusive. Os vacilos foram definitivamente a falta das musicas mais pesadas dos ultimos discos, Low, The Gathering e o Formation of Damnation, especialmente o ultimo. De resto, foi otimo o show, nada a reclamar (a guitarra do carioca sempre podia estar um pouco mais alta, mas ja foi muito melhor que a do nuclear assault)

  2. Marco Txuca

    Claro, Inácio, q ñ foi aqueeele exagero de mais lento (tipo o Slayer na “Mandatory Suicide” ou o show último do Motörhead), mas dê aquela comparada entre os vídeos linkados e as versões originais.

    Penso q isso tb ñ gera tanta estranheza devido ao fato dos caras já virem praticando com afinação atrás muitos desses sons já há alguns anos e disco de regravações; daí q tvz passe mais batido q outras bandas.

    Mesmo q seja tudo isso pura chatice do resenhista! ahahah

  3. Colli

    Uhh. Não está no seu top 5? pode se benzer hehehe.
    O Nuclear, fala sério!! Sou fã da banda, porém o Third WOrld Geneocine é uma merda mesmo. Quanto ao show não é novidade, mulambice total. Assiti um do Nuclear com o Sodom, o ahow do nuclear foi decepcionante. Acho que o único show do Nuclear que vale a pena assitir é o Hammersmith Odeon de 1989.

  4. Colli

    Fiz o comentário depois fui assistir os vídeos. Credo. O batera é muito ruim. batera pau mole manda melhor. heheh

  5. Maurício

    O Testament tá no topo do trash pra mim. Depois do Max, o Chuck era o segundo melhor cantor do estilo. depois que eu fui no Cavalera Conspiracy constatei que o CHuck é melhor mesmo. Sempre foi. Diz a lenda que ele teve aula de canto com a gordona que cantou com o Fred Mercury, a Monserrat C. Vão se fuder! Num tocaram LOW, de novo. Faltou The Haunting. O Alex S. é um puta animal na guitarra. Ele e aquele japa que parece do Silvio do Sarkaustic (mas japones) são muiito fóda. Eles poderiam tocar um som do Savatage chamado Holocaust. Seria fóda. Sou a favor do Alex chamar JOão Bolívia e remontar o Savatage, haha; Puta show. Tava baixo.

  6. Marco Txuca

    Vc quis dizer “thrash”, né Maurício?

  7. Maurício

    No topo do lixo thrashh.
    Embaixo estamos todos nós, haha

  8. Louie Cyfer

    Merda!!!!!! Tava sedento pra ir… tive um compromisso inadiável.

    E o Judas/White dia 10 e o Morbid dia 11???

    To lá Txuca…se habilita ou só se ganhar ingresso??

    Hhehehe…

  9. Marco Txuca

    Pois é… teu amigo Skolnick tava lá pimpão. Mas deu pra ter noção vendo os vídeos, né ñ?

    Judas/Cobra Branca ñ verei. Estarei tocando em Indaiatuba. Mas acho q iria só se ganhasse promoção.

    Morbid Angel vou tentar promoção ae, e se der nos trombamos lá no putz-putz!!

  10. Louie Cyfer

    hehehe…. Será que teremos Trús tomando ácido pra “entender” melhor as músicas novas??

    Boite rules!!!

  11. Marco Txuca

    Tomando ácido e reclamando ao fim q o som ñ ficou igual… ao álbum de remix do Dj Tiësto ahahah

    Em todo o caso, o q VC – e a outra meia dúzia presente q ainda ñ ouviu o novo – fará pra entender os sons??

  12. Louie Cyfer

    Esses caras podem ser qq coisa menos burros.

    Do novo só tocam as porradas e vão se arriscar na I Am Morbid (q eu gosto pacas…parece Death Metal pra arena), q colocada sabiamente no meio da porradaria vai acabar sendo ovacionada…

    Escreve aí.

  13. Marco Txuca

    “Escreve aí”. E agora?

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