Thrash com H

SEMPRE IGUAL

quarta-feira, 21 outubro, 2009 por Txuca

Alguém se interessou, chegou a ver alguma coisa, da Copa Libertadores Feminina?

Nem falo da campanha do Santos Futebol Clube (q só assim pra ganhar algum título…), mas das entrevistas das jogadoras posteriores aos jogos. Todas muito articuladas, conseguindo proferir mais q duas frases em seqüência sem chavões, com coerência, sem nenhum pouquinho do polititicamente correto q grassa (sem graça, e sem trocadilho) no futebol masculino, dos jogadores q devem levar uns 5 dias pra conseguirem assinar o próprio nome num papel em branco…

A idéia é transpor isso pro metal brasuca de notas às vezes sempre as mesmas. Notícias q poderiam ter saído há 2 meses, 1 ano, rigorosamente iguais. Q me dizem de…

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UM

Resenha whipláshica sobre a turnê-passação-de-pires Franga e Zé Pultura (q até reconheço, nos últimos, fazerem ainda um baita show), com – oh! – jams improvisadas de covers manjados no final. E com banda de abertura q daqui 1 ano ninguém mais ouvirá falar.

Em: http://whiplash.net/materias/shows/097309-sepultura.html

E com chamada arrjoada, oras: “Unidos em nome do prestígio do metal brasileiro”. Tvz, se fosse há 15 anos. Há 10, como há 5, como há 1, como agora, q PRESTÍGIO é esse?

Parece q o metal brasileiro anda mesmo devagar.

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DOIS

Fear Factory tá pra chegar pra 1 show. O azar é virem justo agora, em meio a trocentos shows simultâneos. E aí, dá-lhe notas ufanistas, alvissareiras e de fazeção de média. A típica de neguinho falando estar louco pra tocarem por aqui.

Em: http://whiplash.net/materias/news_870/097326-fearfactory.html

E de título “Feliz por finalmente tocar em SP”. Claro, ou deveriam estar deprimidos?

Vão tocar, vão se divertir, vão ganhar cachê (mesmo q ñ estrumbe o lugar) e vão sair falando “ah, q merda tocar em São Paulo, tocar no Brasil. Estaremos fazendo isso por q fomos forçados?”.

Dêem-me um tempo!

Poderiam tvz ser mais sinceros e sair com alguma do tipo “estamos querendo ir aí, mas temos medo da gripe suína, ou de pegar malária e tomaremos uma caralhada de vacinas antes da chegada”. Como MUITO gringo faz, principalmente estadunidense.

Ou variar, como aquele pangaré q foi vocalista no Misfits duma época ae, q escolheu ñ vir com a banda pra cá como medo de pegar doença (alguém se lembra do nome do cuzão??). Ou como o vocalista do Moonspell, q disseram ter esculachado com o Brasil (o vocalista disse q jamais voltariam, ou coisa assim) quando do fim do 1º show deles por aqui, há alguns anos.

Ou fazerem como o Anthony Bramante (Nuclear Assault) e Steve Souza (Exodus), q em épocas das respectivas ex-bandas, ñ quiseram aportar por aqui pra ñ perderem o emprego lá na terra de Marlboro deles… Só pra variar desse papinho enjoado, e q poderia ser de tudo quanto é banda q veio pra cá nos últimos tempos ensanduichada em meio a tanta concorrência.

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TRÊS

Esta, postei num ‘so let it be written’ de semana passada, mas repriso por aqui com maior destaque. Sobre o Twisted Sister. Q fora eu apostar em algum cancalamento ainda, outra coisa:

peguei um flyer do show na Galeria Do Rock anteontem. Fala em “+ special guest“, o famoso ‘banda de abertura’ em jargão pomposamente desnecessário, tucano ou realmente frouxo.

Aposto pra ganhar, e corto orelha fora (pra temperar o feijão do almoço), se a tal atração ñ for o André Chatos e sua banda de ninfetos, promovendo álbum magnânimo e fadado a novo clássico do prestigiado (?) metal nacional.

Podem me cobrar depois.

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